Inalcançável
1 Inalcançável.
Notas iniciais
Espero que gostem ~
Boa leitura :)
Conto Fantástico
Inalcançável.
Seus olhos o fitavam em agonia; talvez ela não esperasse por essa atitude, não mesmo. Admirava seu coração batendo rapidamente no peito. “Ah, seus seios!” Em um ultimo suspiro, ela sorriu e então pode soltar suas mãos dela e observar uma ultima vez, o belo contraste que sua pele alva fazia com os longos e belos cabelos negros.
Observava o seu reflexo com desgosto, as mãos grandes de dedos afilados, ajeitavam o terno já antigo, para seguidamente, pentear o cabelo. Sorriu para o espelho. A figura que se refletia não era uma das mais belas; ao contrário.
Albert era alto; muito alto. Seu rosto era comprido e possuía olheiras profundas. Para si mesmo, não passava de um ser medíocre, cuja a beleza já havia se esvaído.
Com o chapéu favorito na cabeça, saiu para sua rotina diária.
O cheiro forte impregnava suas narinas e o gosto amargo que vinha à sua boa, não deixava de viciar. Seu coração dilacerado precisava apenas disso. Cigarros para passar o tempo, bebida para manter a boca úmida e mulheres para o aquecer nas noites frias. Nada disso o impressionava, mas o fazia para esquecer a sua senhora. “Ah, minha senhora!”
As ruas estavam desertas e escuras. Albert andava com dificuldade e não enxergava muito bem também, no entanto, independente de sua situação jamais deixaria de reconhecer sai senhora, Geanini. Ela estava ali, na sua frente, sua pele excessivamente pálida, e sua magreza fez o coração do boêmio apertar mais uma vez. Toda essa situação o angustiava. A mulher estava parecida com ele. Seu estado deplorável se devia a ele, porém, ela não o culpava, ao contrário, ela considerava sua aparência uma demonstração do amor deles.
- Não esperava te ver aqui... – Albert iniciou, tentando fixar seu olhar nela.
Sua amada tremia como jamais havia visto alguém tremer antes. Não tinha notado antes, mas ela vestia o vestido do dia do seu casamento. Nunca esqueceria aquela roupa e aquele dia; sem dúvidas, o pior de todos da sua vida.
Reparou um pouco mais nela, suas mãos estavam sujas de sangue, e na mão direita ela segurava um punhal. Sua expressão era de felicidade, se aproximou um pouco mais do homem.
- Eu sabia que iria te encontrar aqui, meu amor... – Sua voz frágil alcançou os ouvidos dele como uma melodia. Ela parecia não estar ali... – Ficaremos juntos agora, não é mesmo? Quantos anos se passaram Albert? Vinte anos, talvez... – Disse cada vez mais distante.
Geanini tinha razão, havia muito tempo, com pressa, a empurrou para o beco que havia no final da rua. Nesse momento, a bebida não exercia mais nenhum efeito sobre ele.
Ao encostá-la na parede, selou seus lábios contra os dela agressivamente, há quanto tempo a fizera sofrer? Sorriu para ela, e com suas mãos em seu pescoço, a enforcou com toda a força que tinha. Lembrava-se de toda a culpa que sentia, dos anos de tristezas, e de como Leopoldo, o ex-marido de sua amada, era o grande infortúnio de sua vida. Com esse ultimo pensamento, a viu sorrir para ele e o ultimo arfar de seu peito.
- Nós merecemos a felicidade, querida... – Sussurrou para a morta à sua frente.
Deitou o corpo dela no chão, e usou do punhal que a mulher havia usado. E...
Notas finais
- Mistério;
- Satanismo ;(a maldade do homem, não o capiroto haha)
- O sentimento de culpa;
- Intriga amorosa.
Resumindo: com as principais características da 2[ geração do romantismo.
Acho que é isso, até mais e por favor, se ler, comente. ^^
Beijos :*
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