Notas iniciais
Oiii demorei mas cheguei!!! Caps quentinho saindo do forno!!

Pov’s Lola

Quando a Nick caiu nos meus braços, eu jurei que ela estava morta, mas ai vi seu peito subindo e descendo, ela estava com uma roupa de prostituta. Meu Deus, Nick, que tipo de missão você foi fazer?!?!

Gritei para Els, que estava no banho, que me encontrasse no hospital. Sai correndo com a minha loira nos braços, me lembrei das vezes que ela desmaiava no reformatório (prisão para menores) por causa das suas crises de asma que até fazermos muitos exames não sabíamos que era asma. Acho que cheguei no hospital em menos de 10 minutos e o hospital era um pouco longe de casa, mas eu estava cega de preocupação pela Nick. Cheguei la e fui atendida rapidamente,liguei para Faster que veio na hora ficar de olho na Nick junto com a Els.

Eu fui para casa, ver se achava pistas, se arrumava algo de localizar alguém, alguma coisa, eu era péssima nisso, quem fazia isso no grupo era a nossa Corujinha, mas ela não estava aqui então eu que tinha que me virar. Então a melhor coisa que eu podia fazer era fazer o que eu sabia fazer de melhor, fingir ser alguém que eu não sou.

Parece que eu vou ter que ser uma garçonete hoje, num bar alemão, onde empresários das maiores empresas daqui de Londres costumam a freqüentar. Me aprontei e peguei a moto, porque ela seria mais rápida para uma fuga, eu estava com uma roupa mais provocante de garçonete que consegui achar.

Quando cheguei no bar pela portas dos fundos, todos me notaram, principalmente um homem de meia idade, com os cabelos meio grisalhos e um sorriso bonito. Tirei o sobretudo e ai sim todos olharam para mim, fui para traz do balcão e fiquei esperando a mágica da burrice masculina acontecer. Um garçom foi tirar o pedidos dos ricaços, mas eles se negaram a falar com o moço, que era até bonitinho, consegui ouvir que eles queriam ser atendidos pela ‘’ruiva gostosa que tinha acabado de chegar’’, dei um sorriso besta quando o mocinho me entregou o bloco de notas e o avental, então fui até a mesa enquanto ele assumia o meu posto.

– Boa noite, senhores, o que querem para hoje?

– Boa noite, belezinha – disse eu velho babão

– Eu quero você no meu colo... Tem para hoje?

– Quem tal uma rodada de chopp por conta da casa?? – perguntei me debruçando sobre a mesa mostrando o meu decote.

Todos eles gritaram e aplaudiram, então eu vi, o cara que estava nas fichas da Els, um homem loiro, de meia idade, com olhos azuis, parecia alemão, então peguei todo o charme eu tinha e fui andando até ele e sentei no seu colo.

– O senhor parece tenso... Muitos problemas? – perguntei pondo as mão nos seus ombros e fazendo massagem.

– Você não sabe quantos, gracinha – disse ele fechando os olhos, aproveitando a massagem.

– Como é o seu nome, senhor? Desculpe se foi muito intrometimento meu... – disse colocando as mãos no seu peitoral e fazendo voz de ‘’ garota manhosa’’

– Não é não, gracinha, pode me chamar de Markovi. – disse ele passando a mão no meu rosto e descendo até o meu decote. Nesse momento eu me senti totalmente suja, a bili subiu pela garganta, eu me segurei, mas fazer o que era o meu trabalho.

– Sabe, Sr. Markovi, se quiser eu posso fazer o senhor relaxar... – disse eu descendo as minhas mãos até suas intimidades.

– Seria ótimo, gracinha... – disse ele de olhos fechados aproveitando o toque.

– Te espero, ali perto das portas dos fundos. – sussurei no seu ouvido e levantei do seu colo.

Markovi. Já vi esse nome em algum lugar. Em alguma lista de empresas. Mas era uma das inimigas. Aqui só tem empresários de transnacionais. Lembro que era algo de MM. Preciso descobrir.

Fui para o corredorzinho que tinha para saída dos fundos, esperar o Sr. Markovi, queria Jace aqui, tava com saudade, do seu toque, do seu beijo, tenho que ver ele. De repente o Sr. Markovi apareceu, já me beijando e as suas mãos descendo para a minha bunda, eu estava me sentindo como uma prostituta, não acredito nisso, então acabei com essa palhaçada, tirei a adaga da cinta liga e cutuquei a sua barriga, e posicionei o meu ante braço na sua garganta, dei um sorriso maligno, ele ficou com cara de assustado.

– O que sabe sobre a morte de Victória Willians?- perguntei fincando um pouco mais a faca em sua barriga, ele apenas deu um sorriso maroto e disse.

– Hüten Sie sich vor denen Sie gehen, meiner schönen Schlange – (Cuidado com quem você anda , minha bela serpente)

– Fale na minha lingua, seu imprestável! – disse e forcei mais um pouco.

– Não falo nada para vocês, agentes nojenta, vagabundas de aluguel... – ele ia continuar, mas eu terminei de fincar a adaga, ele deu um grito e eu sai correndo pelas portas dos fundos, subindo na minha moto e eu já sabia o meu destino. Apartamento do Jace.

[...]

Quando eu cheguei, toquei a sua campainha e ele me atendeu, sem camisa, apenas com calça jeans.

– Miriska? Não tinha voltado para a Rússia?

– Resolvi fazer uma visitinha – disse já beijando ele, colocando a minha maleta em cima do balcão e ele me sentando no mesmo. Ele explorava as minhas pernas, por causa do vestido que tinha colocado, beijava com desejo, eu já tinha tirado a sua calça com os pés e agora ele estava tirando o meu vestido, quando ele foi jogar o mesmo para algum lugar da sala, o vestido bateu na minha pasta que caiu no chão derrubando tudo o que estava dentro, inclusive a ficha de Jace, fudeu.

– O que é isso? – disse ele pegando o anexo dele, na mesma hora que tinha visto no chão.

– Nada... Ei volta pra cá... Vamos para o seu quarto... – disse eu puxando o seu braço, mas ele se soltou e começou a ler os outros papeis. Eu estava nervosa, de calcinha e sutian, agora eu estava fodida. Ele levantou com uma postura totalmente diferente, tinha raiva no seu olhar, arrependimento, culpa e outras coisas que eu não consegui decifrar.

– Você quer sair da minha casa, por favor – disse ele guardando os papeis de volta na maleta.

– Jace... Eu posso explicar é que... – ele não deixou eu terminar.

– Cara, de primeira eu achei que você era a mulher perfeita para mim. Bonita. Irônica. Sexy, Inteligente. – disse ele contando as qualidades no dedo. – Hoje de manhã percebi que isso estava perfeito demais, porque a maioria das mulheres que se envolvem comigo por conta própria, querem o meu dinheiro, mas não seu caso, queria me matar... – dessa vez eu o interrompi.

– Eu juro que nada que foi vivido entre a gente foi mentira para mim... naquela noite... – eu estava muito chateada, eu gostava de Jace, foi nesse momento que eu percebi, meus olhos lacrimejavam, já perdi muitas pessoas que eu amei nessa vida.

– É... Talvez você não quisesse me matar... Talvez você trabalhe como uma vadia né? Dorme com os outros para conseguir informações, Sra. White? Porque agora você sabe quem eu sou, de verdade, sou seu inimigo. – disse ele se aproximando de mim. Ele tinha raiva nos olhos, magoa, mas ao mesmo tempo os seus lindos olhos castanhos estavam brilhando, por causa das lagrimas que se acumularam nele. – Sabe, o pior de tudo... – disse ele fungando com o nariz. – que eu cai... direitinho... igual a um idiota... eu que sou agente, assassino...

– Jace!! Me escuta!!! EU não menti sobre os meus sentimentos com você- disse eu segurando o seu rosto bem perto do meu e olhando nos seus olhos, nesse momento eu já estava chorando, não queria perder ele, não, mesmo. Ele virou o rosto.

– Não sei se posso acreditar em você... Alias, como eu vou te chamar agora? MIriska? Lola? White? Agente White? Eu não sei nem quem você é!!! Como vou poder confiar nos seus sentimentos!!! – disse Jace saindo de perto de mim.

– JACE!! ME ESCUTA!!! ESSE É O MEU EMPREGO TA!!! EU VIVO PARA ISSO!!! NÃO POSSO FUGIR DELE!!! E VOCÊ FOI O PRIMEIRO CARA POR QUEM EU GOSTEI DE VERDADE!! DA PARA VOCÊ ACREDITAR!!! – eu gritei entre lagrimas, virando ele, que já tinha guardado os papeis na minha bolsa, de frente para mim. – Ei... Olha para mim – disse eu virando o seu rosto. – Só um pouco. – quando ele se virou, eu beijei ele, com todo o meu amor e carinho, sentimentos que me faltaram a vida toda e que eu dei um jeito de resgatar lá no fundo do meu coração para mostrar para ele. – Sentiu isso? EU senti, apesar de eu não sabe controlar esses sentimentos novos, eu consegui demonstrar para você... – disse eu soltando o seu rosto, e ficando de frente para ele.

Nós dois estávamos chorando, com olhos e narizes vermelhos, aquele brilho triste e frio nos olhos, a pele pálida mais pálida por causa do pânico. Eu olhava nos olhos dele e ele nos meus, sem nenhum sorriso ou expressão, os dois sérios, sem reação.

– Você é uma ótima atriz, Lola, não vou cair de novo... Se puder fazer o favor de se retirar da minha casa agora, eu não vou atrás de você e quem sabe nossas empresas não virem inimigas de verdade.

Foi nessa hora que eu percebi o quanto era falsa, eu sempre soube fingir muito bem ser pessoas, papeis de peças dramáticas, pessoas que não existiam, que não faziam parte de mim, mas ai que eu entendi, eu era muito boa em fingir ser alguns tipos de pessoas, porque eu não sabia quem eu era, agora que o meu coração foi feito em pedaços por um assassino idiota e mesquinho, eu sei quem eu sou. Lola White, a assassina mais fria e perfeita, a que não tem coração e que talvez ele não poça ser recuperado, até seu ultimo respirar.

Notas finais
OII... Gostaram? Comentem!!!!! Por favor!!! Quem sabe não aparece uma recomendação ae... Bjss