In the flesh
23 Estragando o escritório do sogro
Notas iniciais
Pov’s Lola
Acordei sentindo leves beijos nas minhas costas, a barba rala de Jace fazia cócegas, eu encolhi meu pescoço.
– Eu sei que você está acordada, ruiva – ele riu no pé da minha orelha.
Depois de irmos para a sala de armas, Jace nos levou para seu quarto, ele disse que quando estava com a cabeça muito cheia, do seu pai, da empresa, ele passava um tempo ali pra se acalmar. Me virei de frente pra ele.
– Bom dia, Ruskova – falei ainda com voz de sono.
– Bom dia, ruiva... Dormiu bem? – ele deu um sorriso safado.
– Melhor impossível, e você? – me aconcheguei no peito dele.
– Não tem como dormir mal com você aqui comigo – ele beija o topo da minha cabeça.
– Vou me acostumar com esse romantismo... – beijei o peito dele.
– Falando em se acostumar... James vai pedir Nick em casamento – Jace falou do nada.
– O QUE? COMO ASSIM? – sentei na cama.
– Pois é... ele comprou um anel pra ela na Alemanha e queria uma ajuda pra pedir ela em casamento, uma idéia algo assim, então pensei em pedir pra você, que conhece ela mais tempo uma ajuda... – ele fez um bico e me puxou pra deitar de novo.
– Ai Deus, eu não sei, Nick não gosta de nada comum, sem flores ou chocolate, tem que ser algo marcante, que tal em um show? – disse com um sorriso. Nick ia ficar feliz, James ia fazer ela feliz.
– Claro!! Nossa!! Ótima idéia, princesa!! – ele distribui vários beijos pelo meu rosto.
– Novo apelido?? – levantei as sobrancelhas.
– Sim. Não gostou? – ele fez careta.
– Eu gostei... só é diferente. – senti minhas bochechas esquentarem.
Ele ia falar alguma coisa, mas alguém bateu na porta.
– Entra! – Jace gritou e me puxou pro seus braços. James apenas colocou sua cabeça pra dentro da porta.
– Eleanor ta chamando, café ta na mesa!
– Tem café nesse lugar?
Minha cabeça estava explodindo, meus olhos ardiam e eu só queria ficar na cama, enrolada na coberta com o meu russo, mas nós todos tinhas que ir pra empresa, cumprir o nosso ‘’castigo’’. Eu estava indo no carro do Jace, ele dirigia com uma mão enquanto a outra fazia carinho na minha na minha perna.
Quando chegamos na empresa, subimos direto para sala de Faster, precisávamos conversar com ele sobre os nossos novos horários.
Eu e as meninas já podíamos entrar na sala dele, nossas digitais eram gravadas, nós podíamos entrar sem o aviso da sua secretaria. Entramos mas ele não estava na sala.
– Vamos esperar então... – Nick se sentou no sofazinho que tinha no canto da sala.
– To morrendo de sono – me joguei na poltrona.
– Essa sala é grande mas não tem lugar pra sentar! – Keith abriu os braço em revolta e o quadro caiu.
– Isso Keith! Destroi a sala do nosso sogro! – Jace o reprendeu.
– Eu acho que o Keith nos ajudou... – Eleanor olhava para a parede onde o quadro estava com a boca aberta. Ou melhor ela olhava para o cofre que tinha na parede.
– Que porra é essa? – falei tirando os óculos de sol e me levantando da poltrona.
– Não sei mas tenho a pequena impressão que o pai de vocês esconde alguma coisa... – Jace foi até o cofre analisando-o
– O que será que ele guarda ai? – Els perguntou.
– Não sei, mas é algo que ele quer esconder bem... – Nick estava nervosa.
Todos nós estávamos em volta do cofre, analisando-o, pensando no que fazer.
– Vamos abrir – James arregaçou as mangas da blusa.
– Não!!! É coisa pessoal dele – Els defendia Faster.
– Eu... eu também não sei... – Nick estava indecisa também.
– Mas... e se tiver algo ai dentro que nos ajude... – Keith pensava muito bem.
– Como assim? – Els estava mais confusa que todos ali. Nosso pai nunca escondeu nada da gente pelo menos era o que achávamos.
– Se tiver algo a ver com o Moriarty? – Keith mordia os lábios, ele estava preocupado.
– Keith esta certo, temos que abrir! – Jace cruzou os braços.
– E se não tiver?? E se for coisas pessoais dele? Não podemos invadir seu espaço... – Els insistia em bater na mesma tecla.
– Serio Els? Faster não nos conta muito sobre o seu passado, e agora ele conhece o Moriarty? E ainda tem raiva dele! Não acha suspeito? – fico no meio de todos tentando achar algum erro de comportamento do Faster.
– Olha vai que... que... – Els tentava defender ele, mas não dava, tinhamos certeza que teria algo ali.
– Quem vai abrir? – perguntou Jace.
– Me recuso a abrir! Não quero que Faster fique mais bravo com a gente! Não quero mais semanas de castigo! – Els saiu de cena.
– Eu abro! – James apareceu com um pé de cabra na mão.
– Onde arrumou isso doido?? – Nick tirou o pé de cabra da mão dele.
– Ué vamos abrir o cofre!
– Não assim né mané! O cofre é de titânio, com fechaduras triplas e senha de quatro dígitos, não tem como abrir na base da porrada, além do mais assim Faster ia saber que abrimos o cofre dele! – Jace passa o sermão em James por ser tão impulsivo.
– Okay! Já que a Els se recusa a abrir, eu abro! – fui até um canto da sala e peguei uma mala de investigação.
– O que esta fazendo? – James perguntou.
– Pegando o talco – Keith revirou os olhos como se aquilo fosse obvio.
– Pra que talco criatura? – James levantou a sobrancelha.
– Ela vai jogar talco no teclado pra ver onde estão as digitais. – Keith respondeu cruzando os braço.
– Ou você assiste muito CSI ou você trabalha para outra empresa – Nick contou nos dedos as opções.
– CSI é o programa preferido dele depois de Doctor Who... – Els apareceu com os braços cruzados.
– Ué não disse que não ia ajudar!? – Jace zombou dela.
– Quero ver quando a minha teoria der certo... – Els olhou esnobe.
Joguei o talco e depois assoprei, quatro números se destacaram. 6,1,9.
– TRÊS NUMEROS??? – Keith gritou irritado.
– Como assim 3 numeros??? Não são 4 digitos?? – James estava mais irritado ainda, bufava feito um touro.
– Algum numero pode estar repetido... – Nick lembrou bem.
–Qual deles agora? As possibilidades são muitas!!!! – Keith estava entrando em pânico já.
– O que pode ser a senha? Uma data? – Jace chutou. Els não falava nada. Não queria se envolver.
– Provável. Ele não ia colocar a senha do cartão de credito ai... – James revirou os olhos.
– Aniversários! Os de vocês!! Vocês são as mimadinhas deles, bem provável que seja um deles!! — Keith estava bem animado para resolver o mistério, acho que ele achava que estava participando do CSI mesmo.
– Primeiro: não somos mimadas! Segundo não pode ser,, nenhuma de nós tem esses números. Nick faz 15 de agosto 93, a eu faço 9 de fevereiro e a Els... – arregalei os olhos.
– Els?? Fala logo doida! – Keith me sacudia pelos ombros.
– Faz dia 6 de janeiro... – Abri um sorriso.
– Tenta! Tenta! – Keith pulava.
– Ele ta animado né? – Nick perguntou irônica.
Tentei o numero e o código ficou vermelho. ‘’ Você tem mais duas tentativas, se errar o cofre ficara bloqueado por 48 horas’’
– Droga! E agora? – mordi o lábio.
– Tenta o numero da rua da empresa. Tem 19 e 6. – James chutou. O código ficou vermelho de novo.
‘’ Sua ultima chance’’
– Droga! Droga! Droga! – Nick bateu na parede.
– Quem mandou o James ser idiota e chutar qualquer numero!!! – Jace acusou.
– Melhor que você que não falou nada ate agora!!
E a confusão começou, gritaria, eu não conseguia pensar numa senha, pensava só que tinha dois homens muito instintivos brigando numa sala cheia de armas.
– 16 de janeiro de 2009!!! – Els gritou e todos nós paramos.
– O que? – dissemos juntos.
– 16 de janeiro de 2009, a data do nosso recrutamento!! 1619!! – Els abriu um sorriso.
– Você é um gênio, Els! – gritei e coloquei a senha. O código ficou verde e a porta se abriu.
– Boa corujinha – Keith beijou o topo de sua cabeça.
Olhamos para o cofre, tinha alguns bolos de notas, um uniforme da policia inglesa, algumas medalhas já amareladas numa caixa, mas o mais importante eram as cartas, muitas cartas.
– Porque tantas cartas? – Keith perguntou – E sempre da mesma pessoa? O mesmo endereço?
Eu abri uma carta e li em voz alta.
– ‘’ Querido, me desculpe, não consegui dar uma fugidinha para te ver essa semana e você sabe também que não podemos nos encontrar muito, mas eu ainda estou morrendo de saudades. Beijos de sua amada. ‘’
– Porque eles não podiam se encontrar muito? – Els fraziu o cenho.
– Não sei, só sei que são muitas cartas de amor... – Nick disse pegando mais algumas.
– E algumas fotos – Olhei algumas que estavam na minha mão. Faster com o uniforme da policia inglesa. Faster com seu cachorro e a ultima...
– Keith!! Keith!! Rápido a foto! – Gritei pra ele que veio correndo.
– Que foto??
– A que você pegou no escritório do Moriarty!- Ele tirou a foto do bolso e me entregou, coloquei uma do lado da outra.
– Mas... as fotos... são iguais...
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