Notas iniciais
AHOOOOOY Bom, aqui é a Paperback Writer. Seguinte, moçada. Meu último capítulo nessa primeira temporada, como vocês já foram informad@s pela SheWolf, teremos mais uma temporada, para a alegria de vossas mercês. Vim aqui fazer minha última nota e dizer que o capítulo da Mean está TOTAL LACRAÇÃO. Sem exageros. Devo dizer que eu conseguia ouvir aquela frase "TURN DOWN FOR WHAT" pelo menos umas quinze vezes enquanto lia. Tentei não fazer algo extremamente parado, até mesmo tentei um plot twist no fim do capítulo, espero do fundo do coração que vocês gostem. Sem mais delongas... Enjoy it!

Keith’s POV.

Eu não me lembrava de absolutamente nada da noite passada

Parando para pensar, é melhor assim. Existem certas coisas na vida que você deve levar pro teu túmulo.

E fim.

Mas tudo bem, ninguém está realmente interessado em saber por que diabos James está com a tampa da privada na cabeça e a privada cheia de papel higiênico. É o tipo de coisa que me faz virar anglicano só para rezar que eu não meti meu nariz nisso.

Também rezo pela pessoa que vai limpar a pia. Nunca vi tanta bebida e bile em um só lugar.

Os dois outros homens estavam esparramados no chão. Fui andando devagar até o quarto das garotas, onde elas supostamente não deviam estar. E não estavam. Voltei para o quarto que James e Jace estavam, e com toda a minha delicadeza, chutei Jace de leve, me afastando. Nunca se sabe quando podem quebrar seu pé nas vésperas de um casamento.

Jace, assustado, tateou o chão e se levantou, colocando as mãos na cabeça logo em seguida. Pedi para que ele fizesse silêncio, e ele, cambaleante, levantou.

Precisava me chutar? – Ele sussurrou.

Preferia um beijo de bom dia?

Seu? É, o chute foi adorável. Se eu acabar vomitando de novo, a culpa é toda sua.

James continuava dormindo, a tampa da privada devia estar deveras desconfortável, mas o rapaz parecia nem se importar. Jace mexia no celular, e virou-o para mim, apontando uma mensagem de texto de Lola.

Beberam demais, foi? Nick já está no cabelereiro. Apressem-se

–Ruiva”

– Ok... – Eu disse, olhando para a janela – São... 14h38... Com a margem de erro de dois minutos a mais ou menos. Eu ainda tenho álcool no meu corpo, então não consigo dizer precisamente...

– Meu... Deus... A sua infância deve ter sido uma merda.

– Viu? Até você concorda. – Eu ri, tateando os bolsos atrás de uma bala de menta, coisa que eu pegava emprestado na sala dos professores. – Vá acordar o James, tente parecer desesperado.

– Me diz, como alguém pode parecer desesperado com uma bala na boca?

– Detalhes, detalhes, somente detalhes. Vá logo.

Jace foi, e em menos de um minuto James aparecia, desesperado na sala.

Você, leitor, que não deve estar entendendo, bom, Eleanor e Lola resolveram fazer uma espécie de caça ao tesouro para James. No final de tudo, ele encontraria a Nick, já pronta para o casamento. Eu e Jace concordamos em participar, talvez por medo de acabarmos inférteis, ou surdos. Ou jogados em uma sarjeta com formigas na boca. Ou com nossas cabeças de enfeite em suas paredes.

– Calma, cara, calma. Keith, pega uma com açúcar pra criança. – Jace dizia. – As garotas já foram atrás da Nick...

– Calma o caralho! Porra! É o nosso casamento! Isso só pode ser coisa daquele monstro!

– Keith... A água com açúcar... – Jace me olhou, segurando o riso.

Meu Deus, somos monstros.

– Água com açúcar não acalma as pessoas. – Eu disse, também segurando o riso.

– Foda-se.

Ouvimos o celular de Jace tocar, e ele leu a mensagem, dando um grito de alegria tão fingido que não sei como James não desconfiou.

– A Els mandou uma mensagem! – Ele mostrou a tela do celular, com uma imagem printada da mensagem da Els, mandada ontem.

“Precisamos de vocês em Chiswick. Agora.

E.W”

James não pensou duas vezes, saiu correndo pegar as chaves do carro, arrastando Jace junto.

**

Demoramos 1h20 até chegarmos em Chiswick, graças ao transito. Els “passara” as informações do local que estavam e fomos até lá, numa casa pequena, tipicamente britânica.

James correu até a porta, percebendo um bilhete.

“Hyde park: Entrada.

Oh! Os gritos da sua amada estão ficando mais altos”

E novamente, James corria para o carro, nos arrastando junto.

**

Eram 16h40, o Hyde Park estava cheio de crianças barulhentas e cheias de energia. Uma velhinha chegou até nós, e eu a conhecia por ser minha antiga vizinha. Ela era toda estranha, fora enfermeira na segunda guerra mundial e batia regularmente no meu antigo apartamento, gritando para que eu, no caso, ela me chamava de Karl, comprasse passagens para Southampton.

Estranha.

Ela simplesmente se aproximou de nós, e entregou um papel.

Devo dizer, Eleanor e Lola ás vezes me surpreendem mais do que o normal.

James, que quase arrancou o papel da senhora, leu- o com rapidez e depois nos mostrou. Quase comecei a gargalhar. Além da mensagem “Voltem para o apartamento”, estava escrito com uma letra corrida e lápis de escrever “Duas passagens para Southampton, Karl.”

– Quem é Karl? – James perguntou, assustado. – Que passagens?! Elas estão no apartamento?

– Cara, esquece essa merda. Vamos pra porra do apartamento. – Jace disse.

**

Voltando para o apartamento, uma mensagem de voz da Eleanor tocava na secretária eletrônica.

“Já sabemos onde a Nick está! Já sabemos onde a Nick está! Já sabemos onde a Nick está!”

James perguntou “Onde?” duas vezes, antes de perceber que era uma mensagem. Jace já entrara no banheiro e ligara o chuveiro. Suávamos com o calor, e precisávamos estar prontos antes de realmente encontrar a Nick.

James balançava seu corpo, nervoso. As mãos corriam pelo cabelo, um claro sinal de nervosismo. Me sentia horrível, segurando meu riso.

– Onde está aquele Ruskova filho da puta?! – Ele perguntava

– Ei, ei... – Eu disse, como se ele fosse um aluno revoltado. – Quer fazer o favor de se acalmar? Elas já acharam a Nick.

– Você fala isso porque não é a sua noiva. – Ele quase gritou.

– Pelo amor, não grite. – Eu disse, sentindo minha cabeça latejar. E olha, em quesito ressaca, eu devia ser o que está sentido menos mal dali. Vantagens de ser criado com um bando de químicos doutores. – Tudo bem, é a Nick, mas olha, ela sabe se defender.

– Mas ela... É o nosso casamento. Muita merda pode acontecer. É perigoso, você sabe disso.

– Não é só porque você acha que pode acontecer, que vai acontecer. É como ela dizer sim no altar. – Eu sorri, vendo o desespero do homem aumentar. – Você acha e quer que ela diga sim. Mas isso não significa que ela vá dizer.

– Então além dela poder morrer, está me dizendo que eu posso ser abandonado no altar?!

– Não abandonado, só... Solteiro.

Tive certeza que se não parasse de falar aquelas coisas, James iria me espancar até que meu atestado de óbito fosse assinado.

– Cara, se acalme. Ela vai aceitar. Ela aceitou casar com você, e ela te ama.

James sorriu, encostando a cabeça no sofá.

– É... Você tá certo... Espero eu.

**

Eleanor’s POV

Nick já estava pronta, então achei que nada mais justo do que ligar para o noivinho preocupado. Informei nosso endereço, vulgo, o salão de beleza cujo fui arrastada por duas loucas que chamo de amigas.

Logo, vi o carro de James parar na frente do lugar, saindo ás pressas do carro e correndo até o salão. Jace e Keith, as bichas más, riam descontroladamente enquanto James entrava com todo o nervosismo possível na sala onde estávamos, encontrando eu e Lola com o cabelo e maquiagem feitos. Nick estava experimentando pela última vez o vestido.

– Els...? Lola...? – Ele disse, surpreso.

– Oi, irritadinho. – Lola disse, rindo. – Gostou da nossa brincadeira?

Ele nos encarou atônito por um momento, depois rindo.

– Vocês... Vocês são impossíveis! Meu Deus!

– Também amamos você. Vá se arrumar, por favor. Seu casamento é em uma hora e meia. – Eu disse.

Keith e Jace logo entraram, também rindo e sentando-se conosco.

– Olha, é pra vocês se arrumarem também. Não quero ninguém com essas vestimentas de mendigo no casamento da Nick. – Lola disse, fazendo-os rir.

– Amor, é Lacoste. – Jace disse, arrancando-nos risos. – Não é roupinha de mendigo.

– É... Isso é... – Keith procurou alguma etiqueta na barra da blusa velha que usava. – Ok, foda-se.

– Jace sempre se superando no quesito “Eu pego mais homem do que vocês juntas”. – Eu disse, fazendo o loiro revirar os olhos pra mim.

**

Keith’s POV.

Depois de Nick ter quase deixado todos nós surdos, enquanto falava "O noivo não pode ver a noiva antes de chegarem na igreja!" finalmente fomos ao casamento dos dois.

Menos de dois minutos para o casamento começar. Todos já estavam em seus postos e a banda Pandora tocava uma música animada para distrair os convidados, e James suava, nervoso, virado de costas para a entrada da igreja. Senti meu bolso vibrando, percebendo que era uma mensagem, li.

Que gracinha o que fizeram hoje de tarde. Mas como dizem por aí... Quando o noivo vê a noiva antes do casamento, dá azar.

KM”

Senti meu coração gelar, meu braço estava na cintura da Eleanor, apenas apertei-a mais forte, fazendo com que se virasse para mim.

– O que f... – Ela se virou sorrindo, até que a música começou a tocar. – Ela vai entrar!

– Eleanor! – Chamei.

– Agora não, Keith... – Ela disse, pegando minha mão. – Ela tá linda, não?

– Els... – Tentei mais uma vez.

– Depois, depois... Sério, Keith. Depois.

Fiquei em silêncio, engolindo seco e sentindo minhas mãos suarem enquanto todos se levantavam para receber a noiva.