In peaceful
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo que eu fiz na casa da minha amiga, e ela ajudou um pouco kk.
Beijão, AMO VOCÊS"!
- Frank, o que houve com você? — Perguntei levantando-me com Arthur no colo.
- Eu apenas briguei com o Bill. — Disse Frank sentando-se no sofá.
- Apenas brigou? Olha seu rosto, e esse supercilho aberto. Vamos pro hospital, você irá ter que dar ponto nisso.
- Tá louco?
- Louco é você que ama alguém que te maltrata, alguém que te bate.
- Isso porque a pessoa que eu amo de verdade não quer nada de mim além de amizade. — Disse Frank soltando algo que eu achei que era uma indireta.
- Anda, levante essa bunda do sofá e vamos pro Hospital.
Ele bufou e acabou cedendo. Fomos para o mesmo hospital em que Arthur nasceu e Helena morreu. Confesso que não era a minha intenção ficar ali aonde eu perdi a coisa mais preciosa da minha vida, mas eu não tinha nada para fazer.
Depois de 2 horas Frank já havia levado seu ponto no supercilho.
Adentrei a sala e vi que ele estava dormindo. Seus braços também tinham algumas marcas roxas e hemátomas. Arthur olhou para mim com uma expressão que deduzi duvida. Ele queria saber o que Frank tinha, mas não demorou muito para Frank acordar.
- Vamos pra casa? — Perguntei para ele que fez uma careta para Arthur que sorriu.
- Aham. — Ele levantou-se e fomos para casa.
Ao adentrar percebi que Arthur havia dormido, então o levei para seu quarto e o coloquei no berço.
Fitei Arthur por alguns minutos, ele estava crescendo a cada dia mais e sem perceber amanhã ele já faria 5 meses.
Depois sai do quarto de Arthur e fui para sala ver Frank.
- Me explica como isso aconteceu.
- Vou dormir. — Ele já estava levantando quando o empurrei de volta para o sofá.
- Diz o que aquele imbécil teve pra te atacar.
- Peguei ele no flagra com outro. — Disse Frank fitando o chinês da estante com os olhos cheios de àgua.
- E isso é motivo pra te bater?
- Eu joguei um vaso de vidro nele, desde então começamos a briga, como ele é mais forte acabou comigo em apenas 4 golpes.
- Seu corpo está doendo?
- Obvio. Olha eu vou dormir tá. — Ele levantou e foi para o quarto e depois o segui entrando lá me deparando com ele deitado na cama em que iriamos dividir.
- Olha eu sei que você o ama, mas precisa dar um fim nisso.
Frank olhou para mim com os olhos novamente cheios de àgua e começou à falar.
- Eu sei que você pode me expulsar daqui, sei que você pode se afastar de mim mas eu não aguento.
- Aguenta? — Me sentei na beirada da cama fitando-o com dúvida.
- Eu... Quer dizer... eu te...
- Te o que?
- Amo. — Ele falou rápidamente.
- Como assim? Você me ama como?
- Como um companheiro, como alguém que divide a cama não como amigo, mas sim como você amava Helena. Sabe, isso começou à bastante tempo. Desde aquele dia em que você desceu do palco e caminhou em direção à uma loira de cabelos lisos e finos até o queixo, olhos castanhos expressivos e um corpo que você mesmo descrevia como o ''paraíso'', meu coração acabou, ele se despedaçou inteiramente. Eu sei que você não me ama da mesma forma, mas eu amo tanto você, Gee. Eu apenas queria que você retribuisse tudo o que eu sinto, tudo o que desejo. Eu imagino às vezes o Arthur como o meu filho, o nosso filho mesmo sabendo que de mim ele não é nada. O que eu nutro por ele é amor de verdade. Amor de pai, ou melhor mãe. — Frank sorriu e secou a lágrima que rolou com a palma da mão.- Eu sei que você é bastante ciúmento em relação ao Arthur, mas eu o amo tanto que nem cabe no meu peito.
Eu fitei Frank com os olhos úmidos. Minha vontade era de abraçá-lo e estranhamente, beijá-lo. Sim, ele despertou isso em mim, uma vontade de possuí-lo em meus braços para que nunca mais o solte, então me aproximei dele, sequei as lágrimas que ainda insistiam em rolar pelo rosto dele e o dei um beijo molhado e calmo. Confesso que foi uma das melhores sensações que senti, mas confesso que amar, amar mesmo seria apenas Helena.
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