In my place

7 Yeah, how long must you wait for it?


O pai de Natasha leva ela e Maria na aula no dia seguinte. Haviam alugado uma cadeira de rodas para o mês que Maria passaria com a perna praticamente inteira imobilizada. Maria ia rodando a cadeira até a sala de aula. Quando chega na mesma, Howard a ajuda com relação à mesa, retirando mesa e cadeira de onde ela se sentava normalmente. Ele havia trazido uma prancha de madeira adaptada para ela prender na cadeira para poder copiar a matéria.

— Como passou a noite, amor? — pergunta o moreno de forma carinhosa

Maria dá um sorriso carinhoso a ele.

— Bem! E você? — pergunta a loira

Howard dá um beijo carinhoso na loira, que é retribuído na hora. O moreno senta-se em sua cadeira e eles se dão a mão. Howard sorria meio sem graça, verifica o relógio e vê que ainda faltavam 5 minutos para o docente entrar. Ele enfia a mão direita embaixo da carteira e retira uma rosa vermelha. Entrega para Maria.

— Almoça comigo? — pergunta Howard

A loira concorda com a cabeça. Pega a flor e a cheira.

— Foi... a primeira vez que eu... fiz... o que fizemos ontem. — fala Howard

— Também. Foi tão... bom. E romântico. — fala Maria

O rapaz sorri feliz com o que ela fala.

— Será que seus tios... se importariam se... eu fosse na sua casa de novo esse final de semana? Mesmo que a gente não faça nada de novo, só quero... poder te sentir tão perto de novo. — fala Howard

Maria puxa-o para perto de si e dá nele um beijo carinhoso.

— Foi tão gostoso... dormir abraçada em você. — fala Maria

— Por que nossos pais sempre falam pra esperar casarmos para podermos fazer isso? — pergunta Howard

— Não sei. — fala Maria

— Já viu as faculdades que você vai tentar? — perguntou Howard

— Comecei a olhar algumas. — falou Maria

— Por que não tentamos as mesmas ou pelo menos próximas? Assim poderemos... quem sabe... morar juntos durante a faculdade. — fala Howard

Maria sorri a ele.

— É uma boa ideia! — fala a loira animada

Maria estava usando um vestido preto com sapatilhas de mesma cor. A loira tinha o cabelo preso numa enorme trança. Howard usava uma camisa social branca com calça jeans azul escura. O docente chega nessa hora em sala de aula.

— Bom dia, turma! Senhorita Deriglasov, se precisar de alguma coisa, como tomar seu remédio, basta falar. — fala o docente.

Maria concorda com a cabeça. Eles estavam estudando química orgânica naquele ano. A química das moléculas de carbono e a loira adorava essa parte da matéria. Assim como Howard.

— Peguei um livro cheio de exercícios na biblioteca, quer fazê-los comigo esse sábado? — pergunta Howard

— Quero! — responde Maria

— Eu vou na sua casa então. — fala o moreno

— Almoça lá comigo. Meus tios vão fazer um churrasco para o aniversário da Natasha. — fala Maria

— Combinado. Que horas eu posso ir pra lá? — fala Howard

— Pode ser no mesmo horário de sábado. — fala Maria

— Dez horas? Combinado. — fala Howard

A aula passava e logo mudam novamente de sala. E de novo... até a chegada do intervalo de almoço. Maria e Howard resolvem almoçar com Natasha e Steve.

Howard havia pego alguns panfletos de universidades para ele e Maria olharem enquanto comiam e acaba por mostrar para todos.

— Imagina que legal se passássemos todos para a mesma universidade e mesmo campus? — pergunta Natasha animada

— Daria para alugar um apartamento ao invés de morarmos na moradia estudantil. — fala Steve

— Apartamento ficaria caro pra mim. — fala Howard

— Podemos fazer uma divisão mais equilibrada de valores. Ao invés de dividir igualmente por quatro, dividimos com base na renda familiar. Aí fica um valor mais em conta e justo. Além do mais, se formos morar com eles ficaremos nós dois no mesmo quarto então não é justo cobrar exatamente igual. — fala Maria

— Teu pai é deputado. Tua renda é a maior. — fala Natasha

— Que seja! — fala Maria

— Vocês vão tentar o que? — pergunta Howard

— Direito. — fala Natasha

— Educação física. — fala Steve

— Design e Artes. Tem algumas que não tem especificamente design, mas tem habilitação em design. — fala Maria

— Eu vi o sótão como está. Você tem talento. — fala Howard

— Eu vi seus projetos e seus experimentos. Acho que é questão de tempo até cair na graça de algum professor e sua carreira deslanchar. — fala Maria

— Não sei. Ainda preciso guardar 19 mil. Isso é muito dinheiro. — fala Howard

— Sabe fazer instalações elétricas? Reparos, pinturas... essas coisas, sabe?- pergunta Maria

— Sim, eu sei fazer algumas coisas. Por que? — pergunta Howard

— Bem, um vizinho nosso viu o que fiz no sótão e me pediu para fazer o mesmo na casa dele, só que estou meio impossibilitada de fazer muitas coisas. Estou com o projeto pronto e ele quer para o mês que vem tudo terminado. O projeto já foi aprovado... Você o coloca em prática e dividimos meio a meio o lucro. — fala Maria

— E quanto é o lucro? — pergunta Howard

— É um sotão inteiro... Cobrei 15 mil. Seria 7500 para cada sem descontar o material. Descontando deve dar uns 7 mil pra cada. — fala Maria

— Cobrou 15 MIL do nosso vizinho? — pergunta Natasha pasma

— Ele quer cor exclusiva, que eu faça os móveis e 4 ambientes num sótão que tem 3 vezes o tamanho do teu. A instalação elétrica tá toda comida por ratos. O arquiteto cobrou 20... — fala Maria

— Quanto gastou no nosso sótão? — pergunta Natasha

— Quase nada. Fiz cadastro para testar tinta, a madeira é de demolição... Tenho uma parceria com uma loja de materiais de construção e ganho 10% de desconto no material. — falava Maria

— Você só tem 15 anos! Volte a pensar em brincar de boneca e pegar o Howard. — fala Natasha impressionada

— Amor, preciso de um material para fazer um reator. Como fez o acordo com a loja de materiais de construção? Acha que rola negociar um acordo numa loja de peças de eletrônicos pra mim? — pergunta Howard

— Posso tentar. Qual a loja? — pergunta Maria

— É aquela que tem do lado da minha casa. — fala Howard

— Bem, só vou poder sair mesmo quando tirar o gesso. Até lá eu preparo minha argumentação. — fala Maria

— Vamos tentar as mesmas? — pergunta Steve

— Vamos. — fala Howard

— Eu só vou tentar as públicas. Nada contra particular, mas papá limitou isso. — fala Maria

— As públicas tem uma reputação melhor na Rússia, né? — pergunta Natasha

— Sim. E pode ficar mais fácil para validar o diploma. — fala Maria

— Será que é muito difícil para um americano viajar para a Rússia? Queria conhecer a cidade natal da Maria quando for possível. — fala Howard

— Tem uma forma fácil e gratuita de conhecer a cidade dela. Vá na sua geladeira, desligue a lampada dela e abra o congelador. É a cidade da Maria no inverno. Um frio do caramba e não dá pra saber a diferença entre meio dia e meia noite durante a maior parte do inverno, porque não tem luz do sol. — fala Natasha

— A cidade é linda, amor. Cheia de prédios coloridos. E tem praia! — fala Maria animada

— Só cuidado com os ursos. — fala Natasha

— E com os pinguins. Eles bicam às vezes. — fala Maria

— Sério? — pergunta Howard achando que era piada

— É zoação. É porque é muito frio, mas não tem nada disso. É uma baía no mar de Laptev. — fala Maria

— A cidade é uma gracinha. Os prédios são coloridos. — fala Natasha

E continuam a conversa com um ar mais leve e descontraído.