Era a semana de natal e Howard estava sem aulas para dar, mas estava ansioso para guardar o restante do dinheiro que faltava para a faculdade e era por volta de 2000 dólares. Maria tentava acalmá-lo alegando que ele ainda tinha pelo menos 6 meses pela frente, mas o rapaz estava um pouco ansioso. além do mais, por mais que Maria achasse tranquilo eles apenas irem morar junto na faculdade, Howard queria algo mais sério. Queria casar de verdade. Afinal, eles se amavam e tinham certeza que queriam ficar juntos... a química entre eles era perfeita em todos os aspectos, inclusive... na cama. Não ligava se Maria não podia ter filhos. Se quisessem filhos mais para a frente era só adotar. Haviam várias crianças em lares de adoção apenas aguardando a oportunidade de ter uma família, seria um filho ou filha tão amado e desejado quanto um biológico.

Haviam combinado de se casar no papel um mês após o fim das aulas. Já haviam marcado data no cartório, o pai dela deu o dinheiro e havia ficado responsável por organizar a festa. Howard estava constrangido porque era o pai dela que pagava as coisas e os dele não tinham condições. Até mesmo o aluguel de um quarto para o período da faculdade... talvez isso fosse custeado por Karl e o jovem Stark estava muito sem graça por isso.

Mesmo assim resolve aceitar o convite de Karl para conversar com ele no final de semana. Será que o loiro havia percebido seu constrangimento? Marcaram de se encontrar na casa de Natasha mesmo, onmde Karl estava temporariamente hospedado. Estava muito frio, mas ele encontra o sogro apenas com uma camisa de gola alta e manga comprida, dessa vez com o cabelo loiro solto e percebe que Maria era uma cópia feminina do pai. Os traços do rosto, olhos, cabelos...

— Olá, Howard! Entre! Vamos lá para a cozinha conversar. Maria tá no banho e o restante da família saiu para o cinema. Vodka? — pergunta Karl

— Tenho 17 anos. — fala Howard

— E daí? Meu primeiro porre foi com 12. — fala Karl

Howard ria achando graça.

— Nunca tomei vodka na vida. Mas quero provar. — fala Howard

O russo o acompanha até a cozinha.

— O apartamento que moro com Maria é mais simples do que a casa da minha irmã. É um apartamento de 2 quartos em Moscou. — fala Karl

— Mas porque moram em um apartamento simples? — pergunta Howard

— E para que iríamos morar num maior? Sou só eu e ela. — fala Karl

— Maria dividia o quarto com a irmã? — pergunta Howard

— Mudamos para esse após a morte de Nina. — fala Karl e o semblante dele fica meio pensativo

— Se não quiser tocar no assunto, não tem problema. — fala o moreno

— Dói muito falar. Tínhamos tanta esperança que teríamos nossa Nina de volta. foi horrível quando acharam o corpo. — fala Karl

— Por isso Maria veio para cá, para protegê-la. Fez o que pode, Karl. É um ótimo pai. Maria te ama muito. — fala Howard

— Nossa família é basicamente eu e ela. É meio solitário às vezes. — fala Karl

Karl serve duas doses de vodka em dois copos. Entrega uma para Howard e toma a outra em uma única golada. Howard tenta imitá-lo e quase engasga.

— Calma aí, garotão. Tenho quase 30 anos de experiência nisso. — fala Karl

Howard ri achando graça do próprio engasgo.

— Sabe, quando cheguei aqui e vi que Maria estava namorando um rapaz que a ama tanto, vi que estava ganhando um filho. Quem sabe minha família não cresceria? — pergunta Karl

E só então ele percebeu porque Karl apoiava tanto os dois. Na falta de Karl, Maria estaria totalmente sozinha. A esperança dele é que pudesse contar com Howard, mesmo que fosse uma família com menos recursos.

— Mas e os pais da Natasha? — pergunta Howard

— Minha irmã mal fornece cama e banho pra Maria, Howard. O resto sou eu que banco. E isso porque a alimentação da Maria é super barata. — fala Karl

Howard fica pasmo. Achava que os pais de Natasha custeavam pelo menos a alimentação de Maria. Karl se serve de mais uma dose de vodka e serve também Howard. dessa vez o moreno bebericava com mais calma.

Maria chega nessa hora. Ela usava uma calça de moletom preta e uma blusa branca, estava descalça.

— Papá, banho tomado e lareira concluída com sucesso. Não necessariamente nessa ordem. — fala Maria

— Olá, boneca. Vem sempre aqui? — pergunta Howard de zoação

— Só quando quero dar uns beijos num morenão apaixonante. Conhece ele? — pergunta Maria

— Não... Quem é? — pergunta Howard

Maria o abraça e dá um selinho no namorado.

— E o meu copo? — pergunta a russa

— Chegou a esponja. — fala Karl rindo

Maria pega um copo e se serve de uma dose. Volta para perto de Howard.

— Papá, vou mostrar para Howard a lareira com chaminé que instalei no sotão. — fala Maria

Pega Howard pela mão e o leva até o sotão. O moreno fica pasmo com o que vê. Ela havia feito uma lareira perfeita à partir do nada, toda decorada com pedras brancas e já estava acesa. Maria fecha a porta do sotão e puxa-o para a cama.

— Não foi só para ver a lareira que te chamei aqui. — fala a loira

Howard já se animava. Termina de tomar sua vodka. Maria toma a dela. E o álcool ajudava o jovem Stark a ficar ainda mais desinibido e a ambos aproveitarem ainda mais o momento de intimidade.