In my place

15 And leave me down here on my own,


A pressão que a tia de Maria e o marido dela estavam fazendo sobre a jovem se intensificou quando Natasha resolveu entrar para o time de pressionantes. Era o tempo todo que estava em casa agora. Toda hora alguém a pressionava para entrar na KGB. Mas se eram realmente da KGB, porque manter segredo para o pai dela? Maria sabia que não eram da KGB. E precisava arrumar argumentos para provar que não eram. Mas quais?

Já sentia a pressão que beirava o insuportável há quase uma semana quando percebe uma vã preta parada na calçada há 200 metros de sua casa. A porta lateral estava aberta. E era bem no caminho dela. A jovem fita aquilo preocupada, tenta atravessar a rua, mas é cercada por homens com o uniforme da CIA. Resolve ignorar e fingir demência, como senão os tivesse visto, mas ao tentar passar por eles, é agarrada e levada para dentro da vã.

— Vamos dar uma volta, senhorita Deriglasov. — fala um dos homens

A seguir, fecha a van e o veículo começa a andar direcionando-se para qualquer lugar que Maria não sabia qual era. Alguns minutos depois, para. O mesmo homem que a avisou que dariam uma voltinha entrava na van e a puxava para fora. A arrastam até um prédio abandonado, para uma sala ampla, onde havia apenas uma mesa velha com duas cadeiras. A coloca sentada em uma das cadeiras.

— Pode falar. — fala o homem

Maria olha para ele com cara de quem não entendia nada.

— Falar o que? — pergunta Maria

— Sabemos que sua tia quer recrutá-la para Leviatã. — fala o homem

A expressão de confusão muda para espanto.

— Ela falava KGB. Leviatã matou minha irmã! — fala Maria espantada e ao mesmo tempo furiosa

— Sabemos disso. — fala o homem

— Eles são perigosos. Então eu estou numa casa com 3 pessoas de Leviatã? — pergunta Maria e o espanto dava lugar ao medo

— Três? — pergunta o homem

— São três pessoas a me pressionar para ingressar na tal KGB. E se minha tia é de Leviatã... Quem me garante que as outras duas pessoas não são? — perguntou Maria

— E quem garante que você não é? — pergunta o homem

— Eu atravessei o planeta para ficar longe deles! Mataram a minha irmã! E você vem com essa história que não tem certeza que eu não sou dessa porcaria dessa organização criminosa? Eu tô apanhando porque me recuso a ser recrutada e você ainda vem com essa que não tem certeza? — fala a jovem

A voz estava embargada e ela lutava para segurar o choro.

— Ok! Eu sei que você não faz parte, mas você vai nos ajudar a pegar todos eles. — fala o homem

— Como? — pergunta Maria

— Uma emboscada! Mas precisamos que você fora de lá. — fala o homem

— Posso ver se a família do meu namorado me deixa passar o final de semana lá. — fala Maria

— Você vai ganhar um sorteio. — fala o homem

— Eu não participo de sorteios. Tem que gastar dinheiro para participar deles, sou mão de vaca demais para isso. — fala Maria

— Sorteio do supermercado. Vamos planejar tudo certinho. Será daqui há um mês. Vai ganhar uma viagem para o litoral com direito a um acompanhante. Depois que partir, prenderemos eles. — fala o homem

— E como eu fico depois da prisão deles? Tenho 17 anos. — fala Maria

— Achamos sua mãe. — fala o homem

Dessa vez o choque de Maria era real. Como assim haviam achado a mãe dela?

— Desculpa... Como? — pergunta a loira

— Achamos sua mãe. Ela vai ficar responsável por você até completar 18 anos. — fala o homem

— Ela concordou? — perguntou Maria

— Teu padrasto concordou. Acho que ele não sabia de você. — fala o homem

— Isso não me espanta. — fala Maria

— Eu se que você já sabia que eles não eram da KGB. — fala o homem

— Se fossem, eu não teria de esconder do meu pai. Ele é do governo. — fala Maria

— Isso é verdade. Quero que grave as conversas com sua tia, seu tio e sua prima fora de casa. Vou buscá-las contigo no final da semana. — fala o homem

Rapidamente, o homem levanta-se, pega-a pelo braço e a arrasta para dentro da van novamente. Fecha a porta e roda por várias horas pela cidade. Quando já estava anoitecendo, deixa-a na esquina de casa. Maria sabia que a tia iria desconfiar do motivo dela ter quebrado a rotina assim do nada. Assim, já pensava numa desculpa quando entrasse em casa. E foi abordada por Alexsandra assim que botou o pé na sala.

— Onde esteve? — pergunta a mulher

— Não é da sua conta. Você não é minha mãe. — fala Maria passando direto pela tia

Alexsandra tenta agarrá-la pelo braço, mas a jovem se esquiva.

— Não vai conseguir me infernizar e nem me ameaçar hoje. Vai te catar! — fala a loira subindo as escadas apressada e trancando a porta do quarto assim que entra. Retira o gravador de dentro da bolsa e o esconde dentro do quarto. Tranca a porta e se prepara para dormir. E nessa hora percebeu que estava sozinha, à própria sorte, apenas dependendo de um sinal de um agente da CIA. Nem havia se perguntado onde a mãe estava morando... E se ela não morasse em Nova Iorque? E se morasse em outro estado? Dúvidas que começavam a pairar na cabeça da russa e que não paravam de surgir com mais dúvidas e receios. Seu futuro estava em aberto e dependia da sua cooperação a CIA e deles cumprirem a palavra deles. Seria a CIA tão confiável assim? Ou a deixariam na mão e sozinha?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.