In Your Eyes
1 Capítulo 1-Relatórios e pergaminhos
Notas iniciais
Essa é Berk.
Nela, neva 9 meses no ano, e nos outros 3... Opa. Ok, isso já ficou um tanto clichê. Vamos voltar a fita.
Meu nome é Soluço Spantocitus Strondus III, ou mais popularmente conhecido: Soluço, a espinha de peixe. Quando se é eu — ok, isso soou estranho — é necessário se acostumar com a vida. Por que? Pelo sumples fato de não importar você ter salvado a ilha inúmeras vezes, ter se tornado um herói, e logo em seguida um líder, se em algum dia de sua mísera vida seu apelido foi "espinha de peixe" contente-se de que será assim para o resto dela.
Mas, enfim... a vida em Berk está indo de vento em poupa. E eu finalmente descobri a minha verdadeira vocação! Ser líder é uma profissão maravilhosa e... Ok, a quem estou tentando enganar mesmo?! A pior coisa qus eu poderia ter arranjado em minha vida foi a liderança. Além dea pessoinha linda aqui ser um péssimo chefe, meu tempo que eu não tinha foi todo para o ralo. O que realmente me dá certo apoio são as duas mulheres da minha vida. Minha mãe, Valka, é quem sempre segura as pontas para mim, enquanto Astrid meio que virou minha "secretária particular". E sempre cuida da papelada.
Nesse exato momento, aproximadamente 02:30 da madrugada, estou retirando a sela de Banguela depois de um voo por parte do arquipélago barbárico que havia muito eu estava querendo.
Retirei meu capacete totalmente distraído e quando me virei. ..
— Ah! Você quer me matar do coração?! A quanto tempo está aí?
A loira saiu de onde estava encostada e veio em minha direção. Ela tinha seu fiel machado em mãos.
FERROU.
— Eu vou arrancar sua outra perna, seu desmiolado. — disse em um tom desconfiavel e ameaçadoramente calmo.
— Sua delicadeza me espanta. — eu disse sarcastico e ela estreitou o olhar para mim. F-E-R-R-O-U. — O que eu fiz dessa vez?
— Trata-se do que não fez, pessoa extremamente ocupada que sai durante a noite para voar com o seu dragão e se esquece da reunião de liderança do arquipélago.
Banguela — que se tinha deitado na varanda de casa — levantou a cabeça para a moça como quem diz: " Ei! Não foi culpa minha, Astrid. Ele me obrigou a isso".
— Ah, bem... É que eu tava voando por aí e... peraí, oque?
Ela pegou um pergaminho de sua bolsa, pigarreou e começou a ler:
— Dia 4 de março, reunião de liderança das ilhas do arquipélago barbàrico e região. Vejamos o que você perdeu... — ela pegou outro rolo — Aqui. Discussão de lideres que recém adotaram a trégua com os dragões, ilhas que sofreram ataques dos exilados, problemas com vegetação, criação de rebanhos e...Ah! Nova ilha grega aliada.
— O que?! A Grécia não fica tipo, do outro lado do continente? NO continente?!
— Menos conversa, mais atenção. — ela seguiu para o local onde se encontrava Tempestade e retirou uma pilha GIGANTESCA de papeis de lá.
— Isso é um relatório? Tem certeza de que isso é um relatório?! Nem minha vida inteira daria isso tudo. Aposto que anotou até a mosca que passou voando na sua frente.
— Sou bem detalhista. E como eu sei que você não vai fazer menção de ler nem duas folhas... — ela volto até Tempestade e pegou outro rolo de pergaminho colocando-o em minhas mãos — isso é de Cretória, a tal ilha grega, e é bom que você mesmo leia.
O pequeno rolo era dourado e com um brasão desconhecido por mim. Consegui — mais ou menos — ler as letrinhas miudas em grego. O que? Apesar de ser um viking eu sei o básico da cultura greco-romana. — E como você já deve ter percebido está tudo em grego. Se quiser eu posso ler para você.
— Não precisa. É só eu ler com paciência e... Peraí, desde quando você lê em grego?
— Ué desde... Ah não te importa!! Apenas leia a porcaria do pergaminho. — disse ela indo em direção a sua dragoa — Ah! Amanhã... Hoje... Tanto faz. Essa tarde me encontre no penhasco depois do almoço, ok? Ok. — E saiu voando pelos céus de Berk.
— Eita mulher estranha — murmurei para mim mesmo — Vamos entrar amigão? — perguntei para Banguela que passou por mim com toda pose e classe que podia.
Desde que se tornou o alfa, Banguela anda tendo algumas crises de " majestadismo", mas não demora muito e ele volta a ser o mesmo bobo alegre de sempre.
Fui até a cozinha e peguei um cesto cheio de peixes para aquele dragão mimado e fui para o quarto ler a tal carta. Consegui ler — com certa dificuldade — e dizia as seguintes palavras:
" Sr. Strondus III
Meu nome é Helena Ruffino, filha do capitão Raphael Ruffino e respectivamente herdeira do exército de Cretória. Venho por meio dsssa carta lhe pedir ajuda. O ditador Athos Voltez se aliou ao Berserkers e agora a ilha precisa de reforços. Para tirá-lo do trono preciaamos encontrar a verdadeira herdeira e sucessora do trono de Cretória que se tem desaparecida a 15 anos. Esperando que possa nos ajudar com seus bons guerreiros.
— Capitã Helena do exército de Cretória"
Decidi que iria ajudar a tal ilha. Já que os elementos em questão são os Berserkers, nada mais justo.
Entre pergaminhos, cartas e relatórios fui dormir em meio a um bilhão de pensamentos invadindo meus sonhos
Sinto que amanhã o dia vai ser longo.
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