POV’s Midorima

Aqueles olhos eram os únicos que notavam tantas coisas em uma partida de basquete que não se era possível para olhos comuns, ter uma visão ampla de toda a quadra e de seus respectivos jogadores.

Os olhos de um falcão, atentos ao seu arredor e mesmo assim ainda cauteloso, preste a filar sua presa desatenta.

Nunca falhava.

Eram olhos de um exímio jogador.

Eram olhos que prendiam a atenção, e tiravam o folego por questão de segundos.

Olhos que te distraíam e lhe cativavam demonstrando sentimentos e expressões.

Aqueles olhos de uma cor azulada em tons de cinza, opacos como o vasto mar em dia nublado.

Eram penetrantes, que chegavam realmente à sensação de como se ele pudesse enxergar tudo, em si e no que realmente pensava ou o que sentia.

Não ligaria se teus olhos realmente soubessem o quão apaixonado estou por ti.

É frustrante.

Perceber o quão perdido ficava ao simples olhar teu.

Notar o quão necessitado estou em poder enxergar esses teus orbes, toca-los sobre as pálpebras de sua pele branca com as pontas dos dedos tão preciosos para mim.

O quão frustrante era ouvir a frase “Os olhos não mentem, são a janela para os verdadeiros sentimentos.”

Ter os meus, gritando desesperadamente para os teus o quanto quero dizer essas palavras afetivas e carinhosas, eu o amo, Kazunari.

Mas não ser correspondido.

- Shin-chan! O que acha dos meus olhos, são bonitos?

- Não.

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