In These Arms
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Então, vamos lá... Não perca o tempo lendo isso! Leia a fic logo U_U
- Porque você não come alguma coisa? Vai passar mal e eu não vou ta aqui pra te ajudar.
- Justin, não exagera. Eu vou me cuidar. Só que hoje eu não to com fome.
- Mãe! Manda a Sah comer logo. — Justin usou um tom de voz rude. Não estava brincando sobre querer que a garota se cuidasse.
- Justin, não trate a Sarah assim. Desculpe querida, não sei onde ele aprendeu esses modos. – Pattie sorria, colocando alguns pedaços de bolo na mesa.
Todos que conheciam a família deles sabiam que Pattie estava lutando para conseguir dinheiro. A situação estava mesmo difícil para os dois que moravam sozinhos. O pai do garoto não aparecia mais, não dava dinheiro, que dirá carinho e atenção. Na verdade, eles nem sabiam se o homem ainda estava vivo. Mas era despedida do filho. Pattie precisava gastar para fazer algo especial ao seu garoto. Ele não tinha um pai, mas a mãe dele estava ali, e ela sentia que precisava deixar isso claro.
- Isso é o jantar, mãe? – Justin olhou para a mulher. Pattie tentava esconder a expressão de medo em seu rosto. Ela estava gastando o que não tinha com a viagem do filho e ele iria morar em uma cidade grande sozinho. Era uma criança. Como ela havia permitido tal idéia? A situação estava complicada, mas ele não devia sair de perto da mãe.
- Filho. Você merece algo especial hoje.
- Bolo de morango? – Sarah sorriu para Pattie. – Acho que estou com fome sim.
Os dois riram ao ver a menina pegar um pedaço do bolo o mais rápido que conseguiu.
Sarah também não era de uma família rica. A menina morava com o irmão mais velho, Luke, que sustentava a casa, e a irmãzinha, Susan de apenas três anos. Sua mãe morreu no parto de sua irmã, e o pai fugiu com uma mulher casada. Desde então os três aprenderam a lidar com tudo sozinhos.
Esse era um dos motivos para a garota ser amiga de Justin. O garoto havia protegido Sarah, quando muitos alunos faziam brincadeiras a respeito da sua classe social.
Justin era simples, um estilo nerd, ou o que o dinheiro o permitia comprar. Em compensação, estudava muito e sabia expor o que pensava como ninguém. E foi gritando no pátio da escola, clamando por respeito às diferenças, que ele se tornou o melhor amigo de Sarah, e o alvo preferido dos jogadores de basquete idiotas.
A verdade era que, tímido, o garoto só havia defendido a garota porque sempre que a via pelos corredores ficava paralisado com sua beleza e encanto.
No fim, quatro anos de amizade, e ele era completamente apaixonado por Sarah.
O que ele não sabia era que há dois anos e cinco meses Sarah também o amava. A menina estava encantada pelo garoto corajoso, pelo amigo divertido, inteligente e extremamente bonito.
Logo os dois estavam deitados no chão da sala quase dormindo, por culpa do filme chato que Pattie teimava em assistir sempre que passava na televisão.
- Ainda bem que o Luke deixou você dormir aqui. – Justin sussurrava, tentando não atrapalhar a mãe. Sarah assentiu se aproximando do amigo e deitando a cabeça em seu peito, em silêncio.
Ficaram assim, um sentindo o outro até que o cansaço os venceu.
- Justin eu preciso ir.
- Não, Sarah. E vai me deixar aqui? Nós prometemos um ao outro, viveríamos juntos. Um pelo outro.
Justin chorava, vendo a garota sentada ao seu lado com lágrimas nos olhos.
- Sei que prometi Justin, mas não sou eu que decido isso.
Justin acordou assustado com as imagens que surgiram em sua mente. Em geral o garoto não sonhava. Então porque justo aquela cena fez parte de seu sono? Ele ainda estava no chão da sala. Pattie dormia no sofá, com a televisão ligada e Sarah estava em seus braços, encolhida.
Ele ficou alguns minutos em silêncio, observando o rosto da menina ali, tão perto do seu.
Justin mordeu os lábios, e inclinou a cabeça um pouco para baixo, tentando não acordar a menina. Não obteve muito sucesso, vendo Sarah se mexer em seus braços, mas por sorte ainda estava dormindo.
Justin se aproveitou, fazendo a menina subir mais, deixando seus rostos quase colados. Ele sorriu fraquinho, encostando o nariz ao dela.
Justin era um amigo travesso, sempre que a menina dormia, dava um jeito de roubar um selinho ou dois. Ele não queria se aproveitar, só não conseguia controlar o que sentia pela menina.
Ele ficou alguns segundos sentindo a respiração dela batendo em seu rosto, e fechou os olhos, grudando os lábios aos dela do jeito mais delicado que conseguiu.
Sarah ameaçou se mexer novamente e Justin apertou o abraço em volta dela, deixando a menina presa a ele, os lábios ainda colados no selinho roubado.
Agora seria isso. Ele ficaria assim, com os lábios colados aos dela até a hora de acordar, como de costume. E dessa vez ele tinha um motivo especial, já que iria ficar longe dela por um longo tempo.
Justin passava as mãos pelas costas da menina, fazendo um carinho doce. Sentir os lábios dela dessa forma já era tão bom. Ele se perguntava como seria um beijo de verdade, em que Sarah tivesse vontade própria de interagir com o menino. Ele tentava imaginar o gosto, a sensação, tudo o que poderia surgir de um simples beijo.
Justin não conseguiu se controlar e levou uma mão até a nuca da menina, aumentou a pressão nos lábios dela, deliciado com a textura macia e o calor que ela lhe transmitia.
Mas segundos depois recebeu um tapa na cabeça, se separando da garota rapidamente e olhando pra cima, vendo a mãe deitada no sofá, observando o que o filho fazia.
Ele soltou um gemido de frustração, vendo Sarah acordar devida toda a movimentação que ele fez com o susto.
- Que horas são? – A garota tinha a voz rouca, olhava confusa para o amigo.
- Na verdade não sei. Vem, vamos pro quarto se não a gente vai ficar horrível depois. – Justin olhou a mãe, rezando para que ela entendesse o que ele sentia e deixasse o garoto aproveitar as ultimas horas ao lado da menina.
No quarto, como de costume, deitaram juntos na cama do menino, se abraçando novamente para que ninguém caísse da pequena cama de solteiro, puxando o cobertor para que pudessem se esquentar, e permanecerem juntos.
Justin queria beijar a garota, mas era perigoso demais. Decidiu ficar a observando, mexendo em seus cabelos, apertando levemente a mão em sua cintura. Ele não tinha sono, e apesar de cansado não queria dormir. Tinha medo do que enfrentaria sem ela.
Notas finais
Eu gosto desse Justin.
Espero que vocês também. RERE
E se preparem, no próximo capítulo temos grandes acontecimentos. Pois é.
Reviews por favor, porque eu só funciono direito com elas. Psé.
A gente se vê, beijos :*
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