In The Rain
5 Chat Noir e Ladybug parte 1
Notas iniciais
Os ventos entravam sorrateiramente pela brecha da janela e se espalhavam pelo local silencioso. O senhor sentado no chão mantinha seus olhos puxados fechados, as pernas dobradas e as mãos sobre os joelhos. Ele tentava trazer paz e harmonia ao seu interior, porém era difícil se concentrar sabendo que em breve o mundo ao seu redor estaria em um completo caos. O idoso inspira profundamente. Onde a o mal, também a o bem. Tudo era questão de paciência. Longos minutos se arrastaram até se transformar em horas. Ele quase podia sentir, sua intuição quase nunca falhava, estava mais perto de entrar em ação.
Mais alguns minutos se passaram até uma voz desespera soar quebrando o silêncio que havia se instalado no local a varias horas.
—Mestre! Mestre!
O idoso abre os olhos e olha diretamente para o pequeno ser flutuante verde.
—Acalme-se Wayzz...
—O broche borboleta foi ativado com energia negativa.
O pequeno ser se movimentava de um lado para o outro, preocupado e desesperado. O idoso se mostra calmo, e ate um pouco despreocupado, afinal ele não meditou por horas para simplesmente perder o controle.
—Como o esperado- Ele faz uma pausa e se levanta- Hora de agir.
Ele se dirige a uma cômoda encostada na parede, em cima dela a uma vitrola antiga. Com os dois polegares, ele aperta os olhos dos dragões ali entalhados. Uma portinha se abre e revela vários botões. A sequencia correta é pressionada e, logo onde devia estar um disco se abre. Uma caixa preta com detalhes vermelhos está lá dentro. O idoso a abre, revelando algumas bijuterias. Mas seus olhos se focam no centro, onde a um yin yang e sobre ele havia um anel e um par de brincos.
—O senhor esta certo das escolhes que fez, Mestre Fu?
—Eu errei somente uma vez. Além do mais, eu posso estar velho, mas consigo reconhecer um coração heroico a um quilometro de distancia.
—Espero que eles consigam derrotar o vilão e trazer o miraculous roubado de volta.
Mestre Fu retira o anel e o brinco de dentro da caixa, e depois a mesma volta ao seu esconderijo.
—Também espero.
Já com a bengala em mãos e duas caixinhas em seu bolso, Mestre Fu sai do local acompanhado de kwami. Ambos esperavam que tudo voltasse ao seu completo equilíbrio depois de seus feitos.
O local era escuro, porém o homem permanecia ali. Quase que imóvel, somente esperando o menor do sinais de pensamentos negativos. Isto não deveria demorar tanto, afinal Nova York era incrivelmente populosa. Finalmente a janela se abre, algo de negativo havia sido captado. Os raios solares invadiram o ambiente, revelando o homem de máscara cinza e trajes em roxo e negro. Ele sorri satisfeito. Varias borboletas brancas voam ao seu redor, todas puras, livres de maldades e negatividade.
—Finalmente- Seu sorriso se abre mais- Uma vítima. Hora de saber se esses poderes vão me ajudar em alguma coisa.
Um silêncio se instala no local enquanto o homem analisa os sentimentos negativos e a sua causa, da sua primeira vítima.
—Interessante. Raiva e medo de um amor não ser correspondido. Causas perfeitas- Ele fecha as mãos em formato de concha quando uma borboleta lhe pousa na palma. Negatividade e maldade é passada para ela, que se torna negra arroxeada. Ela sai das mãos do homem e vai em direção a pequena janela que a no meio de outra muito maior.
—Voe meu pequeno Akuma e, dê a aquele garoto a força necessária para acabar com a pessoa que debochou de si.
Poucos minutos depois ele pode sentir o controle em suas mãos, a mente do garoto agora era sua.
—Meu caro, creio eu que você deva estar muito zangado com o que falaram para si. Pois eu, Hawk Moth, lhe concedo poderes para acabar com aquele que o julgou fraco. Coração de Pedra, faça justiça com suas próprias mãos.
Hawk Moth pode sentir sua vítima se transformar. Ele não pode conter sua satisfação, a energia negra tomou conta do corpo do garoto.
—O que é melhor para atrair um super herói, do que um super vilão?
Ele perguntava para o nada enquanto olhava para a enorme janela. Agora a semente do mal já havia sido plantada, o próximo passo era esperar e analisar os inimigos.
A porta foi fechada rapidamente com um enorme barulho. Os fios azuis estavam bagunçados e o suor lhe escorria pelo rosto. Marinette havia corrido o mais rápido que pode até sua casa, ela achava que estaria segura em seu lar. Afinal, um monstro de pedra gigante estava descontrolado no centro de Nova York, atingindo tudo o que encontrava pela frente.
Jogando a bolsa no chão ela tratou de se recuperar.
—Alya?- Ela falou alto. Nenhuma resposta- Alya?!
A morena brotou do nada na sua frente.
—Amiga, você tá acabada. Mas sai logo da frente dessa porta, eu tenho um super vilão para gravar.
Sua voz transbordava pura animação.
—Você está louca!
—Louca pra ser uma das melhores jornalistas desse país! Vai que aparece um super herói... Não, com certeza vai aparecer. Eu tenho que está lá!
Com um puxão Alya retirou a azulada da frente da porta e saiu dando pulinhos de animação.
—Louca...
Marinette sussurrou para si mesma. Nada impedia Alya quando a mesma botava algo na cabeça. O que só servia para deixar as pessoas ao seu redor preocupadas. A azulada tentou por na cabeça que nada aconteceria com a amiga. Então resolveu ir tomar um banho e depois acompanhar as notícias.
Ela praticamente se jogou na cadeira na frente do computador. Digitou sua senha e botou no programa que transmitia as noticias ao vivo. Uma mulher apresentava o programa e mostrava as fotos do enorme monstro que o chamaram de Coração de Pedra. Marinette afundou na cadeira, ele parecia amedrontador. Foi quando notou algo estranho. Havia uma caixinha preta com detalhes vermelhos, descansando perto de seu teclado. Ela não se lembrava de possui-la.
—O que isso está fazendo aqui?
Perguntou a si antes de pegar a caixinha e abri-la. Um brilho forte vermelho invadiu o quarto e lhe ofuscou a vista. A caixinha caiu, porém o brilho permaneceu no ar. Marinette pulou da cadeira. O brilho ganhou forma e se transformou em um ser pequeno vermelho com uma pinta preta na cabeça. Ele sorriu e falou com uma voz fina e fofa:
—Olá Marinette!
A azulada gritou.
Bem, aquilo não acontecia somente com ela. Um pouco longe dali, um loiro passava pela mesma situação. A caixinha também havia caído no chão quando ele assustou com o brilho verde. Agora, um ser preto voava pelo seu quarto mordendo tudo o que via pela frente. Adrien tentava de tudo para pega-lo.
—O que é você? Um brinquedo?
—Eu sou um Kwami. Você tem alguma comida? estou morrendo de fome.
—Um o que?
O Kwami agora tentava morder o mouse do computador.
—Ei! Isso não é comestível.
O loiro o pega.
—Foi meu pai que fez você... Não espera, ele não tem senso de humor. O que é você?
—Meu nome é Plagg, como eu já disse sou um Kwami e lhe dou poderes. O seu é o da destruição.
—E, o que isso quer dizer...?
—Que você agora é um super herói. Eu ainda estou com fome, você tem algo comestível?
Adrien não sabia nem como reagir, estava completamente confuso.
Se Adrien estava confuso, Marinette estava assustada. Ela atirava objetos na pequena Kwami que lhe falava palavras tranquilizadoras, as quais a moça não escutava.
—Acalme-se Marinette. Eu não vou lhe machucar...
—Você é um rato?! Um alienígena?! Um rato alienígena?! Ahh!!! Não se aproxime de mim!!
—Não eu sou um Kwami, eu lhe dou poderes para derrotar o...
A pequena não pode acabar, pois foi presa dentro de um pote de vidro. Ela suspirou.
—Se sente melhor assim?
A azulada não sabia o que fazer, então resolveu ligar para a amiga, ela saberia o que fazer. Seus dedos tremiam enquanto tentava discar o número.
—Não você não pode fazer isso- A Kwami atravessa o vidro- Ninguém pode saber que você me possui. Você é a única que pode derrotar o Coração de Pedra.
E por um segundo ela parou e analisou o pequeno ser. Ele não parecia ser perigoso. Ela se acalmou e começou a escutar com atenção todas as palavras da pequena Kwami, Tikki.
Na mansão Agreste, Adrien também escutava as palavras de Plagg enquanto o mesmo insistia em procurar comida.
Para ambos, ainda era meio difícil acreditar que essa história de magia, heróis e vilões existia. Porém todas as suas dúvidas sumiram assim que se transformaram.
—Plagg, mostrar as garras!- A frase foi dita animadamente. Adrien estava empolgado para descobrir como seria sua vida a partir daquele momento. Plagg foi sugado pelo anel que o rapaz havia acabado de colocar, o mesmo gritava expressando sua indignação por não ter comido nada. Um sorriso estava estampado em seu rosto enquanto um uma roupa preta e colada aparecia no lugar de suas comuns, além de uma máscara.
—Tikki, transformar?- A frase foi dita meio hesitante e parecendo uma pergunta. Tikki foi sugada pelos brincos que Marinette tinha acabado de por. Seu corpo foi tomado por um brilho vermelho enquanto uma máscara e uma espécie de macacão extremamente colado aparecia no lugar de suas roupas. Ela sentia que agora já não tinha mais volta. Ao olha-se no espelho ela notou que estava parecendo uma joaninha.
—Certo eu estou vestida de joaninha e tenho... Hum esse super ioiô... E agora eu tenho que parar um vilão... Eu consigo, eu consigo.
Ela pegou o ioiô de sua cintura, se encaminhou para a varanda de seu quarto e o lançou o mais longe possível. Esperou que algo acontecesse, porém nada aconteceu."Vamos faça algo Marinette". Um único puxãozinho fez a azulada agarrada na outra ponta do enorme fio começar a ser puxada fortemente até onde o ioiô havia se prendido.
Adrien havia se transformado no que se parecia um gato preto. Sua autoconfiança e habilidades tinham aumentado, podia sentir. Agora, ele sabia que ninguém o reconheceria, poderia revelar partes da sua personalidade que nem mesmo ele conhecia.
—Até que isso não é tão difícil.
O loiro andava de um lado para o outro em seu bastão estendido entre duas casas. Ele sabia que toda essa habilidade se devia ao fato de estar vestido de um felino."Um nome legal, pense em um nome legal". Seus pensamentos foram interrompidas por um barulho que vinha ao longe, parecia um grito. Quando virou o rosto na direção do som, só teve tempo de sentir algo cair em cima de si.
Foi uma coisa rápida, o ioiô se prendeu no bastão estendido e envolveu os dois num emaranhado de fios. Eles pareciam um pêndulo. Ambos estavam de cabeça para baixo com o corpo colado um no outro, tudo isso dificultava a situação que passava de constrangedora.
Adrien notou que era uma garota mascarada.
—Você deve ser a parceira de quem meu Kwami falou... Belo meio de nos conhecermos- Adrien foi o primeiro a falar, porém a azulada parecia estar em um estado de choque.
—Eu não consigo, eu não consigo...
De repente o ioiô se soltou e ambos caíram no chão. O loiro levantou-se rapidamente e pegou seu bastão.
—Certo chega de treinamento. Hora da...Ai!
O ioiô da azulada lhe acerta a cabeça.
—D-desculpa, eu sou muito desastrada.
Esse havia sido um dos principais adjetivos que usara para convencer Tikki de que não era boa o suficiente. "Não Marinette, você consegue"
—Bem, senhorita Desastrada, eu não sei você mas o gatinho aqui tá afim de caçar alguns vilões.
Ainda meio desnorteada, Marinette demora um pouco para perceber que o rapaz havia se afastado. Seja quem fosse ele, possuía uma coragem e confiança que ela estava tentando encontrar dentro de si.
—Vamos seja mais confiante. Eu consigo, Eu consigo.
E ela começou a seguir o loiro indo em direção ao vilão. Ela pulou de prédio em prédio, desajeitadamente e soltando alguns gritinhos, até parar bem em cima de um estádio de futebol americano. Prendendo a respiração, ela contemplou o monstro feito de pedra umas três vezes maior do que esperava. O rapaz vestido de gato preto já lutava contra ele, e parecia que estava mais que perdendo. "Você tem que ajuda-lo... Você tem que ajudar todos". Enquanto se encorajava, Adrien havia sido arremessado e agora se encontrava no outro lado do campo. O Coração de Pedra, agora arrancava uma das traves em formato de Y, e a lançava com toda a sua força, não na direção do loiro mais sim de outra pessoa. Uma garota agachada que filmava tudo." Alya...". Marinette teve certeza de que a trave a acertaria e a mataria, mas ela não conseguia agir, seu corpo paralisara. Ela era uma heroína, não deveria salvar pessoas? Sua melhor amiga logo seria morta e ela não faria nada, sendo que podia fazer algo, mas ela não conseguia sair do lugar. Porém um bastão impediu isso de acontecer. A trave caiu a alguns metros dali. Foi quando Marinette sentiu finalmente a paralisia momentânea ir embora. Sua amiga agora apontava a câmera para si e perguntava:
—E você garota joaninha, não vai ajudar seu amigo gato preto? Todo mundo tá te vendo!
O loiro agora era preso por uma das mãos do vilão.
—Eu consigo!- Ela falou alto para si enquanto se jogava usando o ioiô. Logo ela havia prendido as pernas do Coração de Pedra e feito ele cair, o fazendo soltar o herói.
—Maltrato com animais, que feio!
O rapaz caiu ao seu lado. Eles trocaram breves olhares e voltaram a encarar o monstro que se levantava. Agora eles eram uma dupla, ambos estavam ciente disso.
—Certo, temos que purificar o tal de Akuma. O que podemos fazer?
—Não podemos bater nele, ele só cresce mais ainda... Que tal usarmos nossos poderes?
O loiro sorriu convencido e falou:
— Cataclismo!- Suas garras ficaram mais afiadas e pequenas bolinhas pretas saiam delas- Tenho o poder da destruição legal isso, né?
—Não preciso de poderes para destruir as coisas...
Ela murmurou baixinho com uma pontinha de tristeza. O rapaz se virou e tocou na trave, a mesma se esfarelou, literalmente. Ele virou-se sorrindo para o vilão e correu em sua direção.
—Não! Não faça isso!
Mas já era tarde. O Coração de Pedra havia o chutado e feito ele cair perto da azulada.
—Seu Kwami não te falou que você só pode usar o Cataclismo apenas uma vez e, depois você só terá cinco minutos antes de se destransformar!
—Eu acho que não prestei muita atenção.
Ela respira fundo
—Certo, agora é a minha vez- Ela joga o ioiô para cima enquanto fala:-Talismã!
O que parecia ser um boneco inflável caiu em suas mãos.
—O que eu vou fazer com isso?
—Não sei, mas acho melhor você se apressar o monstrinho tá vindo pra cá.
Marinette fecha os olhos e tenta por os pensamentos em ordem "Pense, pense Marinette... Ele é o Akuma, mas tudo que bate nele o torna mais forte... Eu não vou poder quebra-lo como Tikki disse...Não pera, a Tikki disse objeto... O Akuma não está nele, mas em outro lugar... "
—Ele nunca abre o punho direito. O Akuma não está nele, mas sim em algo relacionado a ele. Esse algo deve estar naquele punho!!
Ela não conseguia acreditar que havia acabado de acontecer. Em poucos segundos um plano se traçou em sua cabeça.
—Confia em mim, ok?
A azulada enlaçou as pernas do rapaz e o girou com força e, depois o lançou bem na mão esquerda do monstro. Rapidamente pegou uma mangueira que estava por ali e a enfiou dentro do boneco inflável.
—Espero que funcione. EI! Monstrengo tente me pegar!!
Enquanto ela se lançava na direção dele, viu algo negro cair de seu punho. Um sorriso satisfeito pairava em seus lábios.
—Alya! Ligue a torneira!
A morena correu e fez o que a heroína pediu. Logo, o boneco inflou tanto que o Coração de Pedra não conseguia mais manter o punho fechado envolta da azulada. Ao pousar no chão, ela corre e pisa em cima do objeto negro. O mesmo se quebra e de seus cacos sai uma borboleta negra. Marinette a olha satisfeita, ela havia conseguido. O monstro gigante se desfez dando lugar a um adolescente. Ela se agachou e pegou o objeto, que na verdade era um papel cheio de provocações.
—Um garoto começou a me zoar dizendo que eu não tinha coragem de me declarar para uma garota que eu gosto. Ele me chamou de galinha covarde. E eu simplesmente não me aguentei de raiva... Eu não consigo me declarar pra ela.
O garoto chamado Ivan falava enquanto a azulada estava ao seu lado.
—Tente de uma forma diferente um poema, cartas...
—Uma música?
—Isso perfeito!
Um sorriso tomou conta do rosto do garoto. Marinette sentiu-se feliz e começou a se afastar assim que várias pessoas começaram a se aproximar.
O loiro veio correndo em sua direção.
—Aquilo foi genial! Você foi incrível...
Adrien estava admirado. Aquela garota tinha se mostrado incrivelmente inteligente e corajosa.
—Não seja modesto. Você é que foi mil vezes mais corajoso do que eu.
Ela sorria divertida. E ele começava a se perder em seu sorriso.
—Nos fomos demais.
Quase como se fosse algo combinado eles deram um soquinho enquanto falavam 'Zerou'.
—Digam 'oi' para a câmera... Qual é o nome de vocês?
Alya perguntava animadamente. Marinette quase se esquecera de seu fanatismo por super heróis.
—Chat Noir e...
Ele fez uma pose exibida e olhou para a garota vestida de joaninha ao seu lado.
—Ladybug
—Ahh! Que tudo! Chat Noir e Ladybug os novos super heróis de Nova York!
Os três riram. Um som de apito foi escutado, isso significava que iriam se destransformar em alguns poucos minutos.
—Bem, espero encontrar donzelas em breve. Até mais.
—Não tão em breve, eu espero...
—Eu preciso editar esse vídeo o mais rápido possível.
Cada um foi para um lado diferente, mas todos com um sorriso no rosto. Tudo havia acabado bem, certo?
A borboleta negra vou pela pequena janela e entrou no local iluminado apenas pela luz do sol, que se preparava para ir embora. Ela voou até entrar dentro do se parecia uma bola de cristal acoplada a uma bengala. Uma risada fria soou.
—Parece que eles não são tão experientes quanto eu achava que fossem. Eles podem ter trazido o garoto de volta, mas esqueceram da parte mais importante, o Akuma- Mais uma risada- Seus sentimentos ainda permanecem instáveis, Coração de Pedra voltara. E eu conseguirei os miraculous!
A janela começava a se fechar fazendo o local se aprofundar no escuro. Porém o homem continuava a falar:
—Isso é apenas o começo...
Tudo agora não passava de escuridão.
Marinette havia tomado um longo banho, assim como Adrien. Ambos estavam felizes, porém extremamente cansados. Suas televisões ligadas em noticiários, transmitiam as principais notícias do dia. Era uma conjunto de custos de obras, vídeos amadores e programas relacionados aos heróis e vilões.
—Marinette, Marinette o meu vídeo!
—Eu sei Alya, eu acabei de vê-lo.
A apresentadora continuava a falar sobre o vídeo amador enquanto a morena pulava no sofá. A azulada ria.
—Espero que o professor Isaac esteja vendo isto. Quero ver ele falar de novo que eu não sei manusear uma câmera básica!
Elas riram e se aquietaram quando o tom de voz da mulher mudou.
—'Acabamos de ser informados, que vários monstros de pedras estão se transformando do nada. Todos estão apavorados. Afinal nossos heróis não tinha nos salvado? Então, por que o vilão voltou a reaparecer, só que dessa vez atacando pessoas inocentes? Não já basta todos os custos e danos causados ao governo.'
Imagens dos vários Corações de Pedra começaram a passar. Marinette nem esperou para ver a reação da amiga, só saiu correndo para o banheiro falando que voltava logo.
Assim que fechou a porta o ser flutuante a pareceu em sua frente.
—Tikki, o que está acontecendo?!
—Você purificou o Akuma?
Marinette paralisou, assim como Adrien. Seu Kwami havia feito a mesma pergunta.
—Bem então podemos purifica-lo agora, né?
—Só a Ladybug pode purifica-los.
O loiro passou a mão pelo cabelo. Ele não poderia fazer nada, somente esperar que a sua parceira aparecesse e conserta-se tudo.
Bem, se tudo fosse fácil ela apareceria e consertaria tudo, mas não era. Marinette sentada no chão do banheiro estava prestes a chorar, ela se culpava.
—Eu sou inútil Tikki! Como eu posso ter me esquecido de algo tão importante. Eu sabia que não conseguiria...
—Todos nos cometemos erros. Não se culpe.
—Mas a culpa é minha! Eu não sou a heroína que todos esperavam, eu sou um fracassada... Você deveria escolher outra pessoa para ser a Ladybug.
—Não Marintte, você é a escolhida, você é a Lady...
A voz doce de Tikki foi cortada. Ela havia desaparecido. A azulada olhou para os brincos em sua mão. O noticiário podia ser escutado ao longe. 'E agora, será que nossos heróis darão um jeito ou piorarão tudo?'
" A Ladybug dará um jeito nisso, eu sei que dará..." Pensava o loiro. A única a poder fazer algo era ela, então ele depositava toda a sua fé nela.
Enquanto a mesma estava desmoronada, praticamente impossibilitada de fazer alguma coisa. "Eu não posso fazer nada... Sou um fracasso". Pensava a azulada enquanto algumas lágrimas ameaçavam cair, ela se sentia horrível. Era como se tivesse acabado de dar as costas a todos que precisassem da sua ajuda, isso fazia seu coração se apertar. Bem, não era isso que havia acabado de fazer?
Suas mãos apertaram mais fortemente os brincos.
—Me desculpa Tikki...
Algumas lágrimas molharam seu dorso.
Parecia inútil tentar ganhar essa guerra, mesmo aquela sendo a primeira batalha. Uma derrota hoje, uma vitória amanhã. Porém, agora tudo parecia perdido.
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