In The Dark

32 Capítulo 32


Notas iniciais
Olá! Só queria dizer que a família do mal da San vai reaparecer em breve...

Era sábado, minha namorada estava na aula de dança, minha amiga e irmã provavelmente se agarrando, Puck e Sam estavam treinando para o campeonato de futebol e eu estava aqui, largada no sofá da sala vendo um filme qualquer junto a abuela... Ok. Não era um filme qualquer porque eu estava gostando e aparentemente abuela também.

Era um filme de terror – meu estilo de filme preferido -, estávamos totalmente atentas a cena quando o sinal da TV “caiu”.... Ouvi abuela reclamar ao ver a tela toda azul e apesar de também estar chateada, não pude deixar de sorrir da cara que ela fez.

- Mierda! Agora que estava ficando bom? – ela reclamou.

- A antena deve ter se mexido – olhei pela janela – Está ventando muito...

- Mas eu queria ver o final do filme... – abuela se lamentou, igual a uma criança e eu sorri.

- Eu vou lá fora ver... – caminhei para a porta – Mexo na antena e a senhora diz se a imagem voltou.

- Melhor não Santana... A antena esta no alto e você pode se machucar. Deixa para lá.

- Relaxa dona Alma, vai dar tudo certo. – pisquei para ela e sai. O vento estava realmente forte, do tipo que antecedia uma boa chuva... Peguei uma escada e a encostei na parede da casa... A antena ficava na beirada do telhado, bem do lado que não existia janela... Subi calmamente e comecei a mexer na bendita.

- Voltou? – gritei para abuela que estava parada na porta e dividia o olhar entre mim e a TV.

- Ainda nada.... – ela disse e eu continuei a movimentar a antena – Tenta virar ela para a esquerda.

No mesmo instante em que movi a antena um vento mais forte bateu em mim me fazendo perder o equilíbrio... Meu pé escorregou e não tive tempo para me segurar, tudo que me lembro foi de ouvir o grito de abuela e logo em seguida sentir uma dor muito forte.

Acordei ouvindo um barulhinho irritante, um bip constante. Meus olhos estavam pesados e minha garganta seca... Uma luz incomoda bateu em meus olhos e eu soltei um gemido... Alguém falou alto me fazendo gemer outra vez.

- Ela acordou! – virei à cabeça para o lado e pude ver Quinn sair gritando e pulando até a porta – Ela acordou!

- Cala a boca Fabray, minha cabeça dói. – resmunguei.

- Pudera não é Lopez. Você caiu do telhado. – ela parecia mais preocupada do que brava... A porta logo foi aberta e o quarto foi invadido por varias pessoas, mas eu só consegui prestar atenção nos olhos da minha namorada... Eles que eram sempre tão azuis e vivos estavam vermelhos e assustados. Ela correu e me abraçou desajeitadamente.

- Nunca mais me dá um susto desses. – me deu um selinho. Eu sorri para ela, mas logo em seguida soltei outro gemido de dor e me dei conta de que estava com o braço esquerdo imobilizado.

- Desculpa? – fiz uma careta e ouvi várias risadas – Alguém pode me explicar o que aconteceu? Só me lembro de estar tentando arrumar a antena da TV.

- Você subiu na escada para arrumar a TV, mas de desequilibrou depois de um vento forte... – abuela se aproximou da cama – Caiu e usou o braço esquerdo para impedir que batesse com a cabeça, por isso está com ele assim... Você acabou quebrando o braço na queda.

- Pensou que ia voar eim latina... – Puck soltou a piadinha – Só esqueceu que gata não tem asas...

- Muito engraçadinho você... – fiz uma careta para ele... Parei para analisar todos os rostos presentes ali no quarto... Rachel estava abraçada a Quinn e sorriam, Puck e Sam também estavam sorrindo assim como abuela.... Britt estava sentada ao meu lado e passando uma das mãos pelo meu cabelo... Olhei para perto da porta e pela primeira vez notei a presença dos dois homens... Leroy tinha o braço envolto nos ombros do marido. Hiram tinha a cabeça um pouco baixa...

- Hiram? – o chamei despertando a atenção de todos – Tudo bem?

- E-Eu só... só fiquei preocupado. – enxugou uma lagrima – Eu só soube que você é minha filha há poucos dias, mas o medo que senti de que algo pior acontecesse foi o mesmo de quando a Rachel acordou com quase quarenta graus de febre por causa da catapora.

- Não se preocupe, está tudo bem... – eu sorri com o que ele disse e o chamei para mais perto... Aquilo ainda era estranho afinal, ninguém além de abuela já se preocupou tanto comigo – Eu só sinto uma dorzinha no braço quebrado e nas costas por causa da queda, mas eu estou bem...

- Mesmo assim eu me preocupo e é por isso que assim que tiver alta você vai lá para casa. – ele falou sério, mas logo sorriu com a cara de assustada que devo ter feito – E nem adianta reclamar porque dona Alma vai também... Lá vai ter mais espaço e mais gente para te ajudar.

- Tenho a opção de protestar?

- Não. – um coro se formou e eu só consegui sacudir a cabeça e rir.

- Vai ser melhor amor... – Britt deu um beijo em minha testa – Eu vou ficar com você, meus pais já deixaram.

- E eu nunca imaginei que as pessoas mais populares do colégio iriam frequentar minha casa... – Rachel começou a falar e abriu um de seus enormes sorrisos – Eu estou amando isso...

- Quando vou poder sair daqui? – perguntei esperançosa.

- Amanhã. – o medico entrou no quarto e olhou ao redor – Isso aqui está bem movimentado eim? – ele se aproximou para me examinar – Você precisa ficar vinte e quatro horas em observação, se tudo correr bem amanhã no final da tarde já vai poder ir para casa.

- Graças a Dios! Odeio hospital.

- Mas agora você precisa descansar... – o médico olhou para todos – Somente uma pessoa vai poder ficar...

- Eu fico. – todos os meus amigos e minha namorada se apressaram a falar... Achei até engraçado.

- Sinto muito pessoal, mas tem que ser alguém maior de idade. – o médico explicou e todos eles cruzaram os braços... Não pude evitar soltar uma gargalhada – Regras do hospital...

- Ok. Eu fico. – Hiram se pronunciou e senti todos os olhares em cima de mim.

- Ótimo, assim podemos conversar bastante. – não pude deixar de sorrir vendo a cara de felicidade dele. Apesar do que aconteceu, esta seria uma boa oportunidade para me aproximar mais dele... Sim, eu estava baixando a guarda, deixando o receio de lado para saber mais sobre meu pai.

Notas finais
E então?