In The Dark
62 Capitulo 62
Notas iniciais
– Por que você está me olhando tanto eim? – Britt me trouxe de volta a realidade.
– Eu quero te levar em um lugar amanhã... – falei num impulso.
– Que lugar? – me olhou curiosa e eu sorri.
– Por enquanto é segredo, mas acho que você vai gostar. – ela pareceu estar em duvida – Confia em mim?
– Claro que sim! – ela sorriu
– Ótimo, mas agora vamos sair daqui porque eu estou doida para te beijar... Mas sem esse povo nos encarando.
Fomos embora caminhando já que tudo na cidade era relativamente perto e assim poderíamos aproveitar mais ainda uma à outra. O caminho foi feito parcialmente em silencio, mas a todo o momento eu a puxava de encontro a mim para poder roubar alguns beijos e, era em momentos simples como esse que eu percebia o quanto estava feliz... Aliás, ver Britt sorrir enchia o meu peito com uma energia tão boa que seria completamente impossível tentar descrever.
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No dia seguinte levantei cedo, iria aproveitar o fato de não ter aula para passar o maior tempo possível com Britt. Dirigi-me rapidamente até o andar de baixo para ver se meu pai tinha preparado tudo do jeito que eu havia pedido.
– Não corre na escada, San! – ouvi Leroy gritar da cozinha.
– Como sabia que era eu? – dei um beijo em sua bochecha e na do meu pai assim que entrei na cozinha.
– Porque você ainda é a única que insiste em descer essa escada correndo. – meu pai sorriu.
– Minha irmãzinha só não faz o mesmo porque traumatizou depois de ter caído rolando...
– Eu tropecei, tá legal? – Rach apareceu com o rosto amassado. Típico de quem acabou de acordar.
– Isso porque suas pernas são curtas... – soltei uma gargalhada e ela me deu um tapa na cabeça – Ei!
– Minhas pernas não são curtas, sua idiota. – Rachel ficou emburrada e eu a puxei para se sentar em meu colo.
– Ok. Suas pernas são até bem bonitas... – falei séria e ela me encarou – Mas é claro que não são tão bonitas quanto às pernas da minha Britt e as da Fabray, mas são... – outro tapa.
– Olha o respeito com a namorada alheia. – Rach se levantou para pegar uma maçã. Nossos pais só acompanhavam a conversa e sorriam.
– Você está muito violenta Rach... A Fabray está virando masoquista? – continuei a brincar, mas fui repreendida.
– Santana... – Hiram me olhou sério – Olha o limite...
– Desculpe... – puxei minha irmã de volta para o meu colo – Foi mal, baixinha.
– Tudo bem, mas... – ela abaixou o tom de voz e colocou a boca bem próxima ao meu ouvido – Bem que a Quinn gosta de uns arranhões e beliscões...
– Dios! Eu não merecia ter essa imagem na minha cabeça... – fiz uma careta e ela deu risada.
– Sobre o que vocês tanto cochicham? – Leroy perguntou.
– Hum... Acho que se falássemos, poderia ser traumáticos demais para vocês, pai e papai. – Rach disse com um sorriso.
– Então tratem de guardar essas informações para vocês porque eu quero conservar a ideia de que vocês ainda são meus bebês... – Hiram comentou enquanto terminava de arrumar as coisas que eu havia pedido.
– Tão iludido... – Leroy cantarolou e nós rimos.
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Depois de tudo pronto, segui em direção à casa da Britt. A cesta que havia pedido para que meu pai preparasse estava bem pesada, mas valeria o esforço... Antes mesmo que eu apertasse a campainha, a porta se abriu.
–Hey cunhadinha! – Sam me deu um beijo na bochecha e gritou a irmã dizendo que eu já havia chegado – Entrai aí que ela já desce...
– Valeu Sam.
– Bom, eu tenho que ir, minha morena me espera. – ele sorriu e saiu assim que nos despedimos.
A casa estava silenciosa, os Pierce deveriam estar trabalhando... Não demorou para que Britt descesse as escadas rapidamente e pulasse em cima de mim, me apertando em seus braços e me dando um beijo que me deixou sem ar.
– Wow! Tudo isso é saudade? – perguntei assim que nos separamos.
– Sim! Eu estava com saudades e curiosa para saber aonde vamos. – falou na esperança de que eu lhe respondesse.
– Pois trate de controlar essa curiosidade porque só vai saber para onde estamos indo quando chegar lá. – dei um rápido selinho em seus lábios.
– Sério San? – ela fez bico.
– Não faz essa carinha B. Você sabe que não resisto. – a puxei para outro beijo intenso, mas logo tratei de interromper – Melhor sairmos logo...
– Tem certeza? – ela perguntou enquanto descia os beijos para o meu pescoço.
– Dios Britt! Vamos logo antes que eu não resista e arranque toda a sua roupa. – sussurrei sentindo os arrepios que seus beijos me provocavam.
– Não seria uma má ideia... — Ela sorriu me provocando.
– B... – choraminguei – É importante...
– Ok, mas depois você é minha. – me deu um ultimo selinho.
Eu achei melhor nem responder por que eu realmente poderia acabar me jogando em seus braços ali mesmo e esquecer o que havia planejado...
– Porque a cesta? – ela enfim reparou no objeto que estava no chão.
– Nós vamos fazer um pic nic e isso é a única informação que você vai arrancar de mim... Por enquanto. – falei enquanto a puxava porta a fora. Ela apenas sorriu e me acompanhou.
O lugar em que estávamos indo não era muito longe. Isso porque eu, inteligentemente, havia descoberto um atalho. Ultrapassamos uma pequena cerca e subimos até o ponto mais alto do lugar... Britt ficou boquiaberta quando conseguiu avistar praticamente toda a cidade lá de cima.
– E então... Gostou? – eu sorria para ela.
– É incrível! Como descobriu esse lugar? – ela se virou para mim.
– Foi por acaso... – suspirei – Em um dia em que a Maribel e o Carlos haviam brigado comigo por algo que eu não havia feito... Eu apenas andei e vim parar aqui e, depois disso, eu vinha aqui para pensar, ficar sozinha... Além do mais, queria te trazer em um lugar que fosse especial...
– E eu adorei amor. – Britt me abraçou carinhosamente.
– Isso é bom... – sorri para ela – Me ajuda a arrumar as coisas?
Arrumarmos a grande toalha e colocamos toda a comida que meu pai havia preparado sobre ela, e acreditem, era muita comida mesmo... Ficamos ali sentadas por alguns minutos olhando a cidade. O silencio era até bem confortável, mas decidi que era hora de rompê-lo.
– Britt? – chamei baixinho e ela se virou para me olhar – Eu te trouxe aqui porque quero te dizer uma coisa importante... – ela abriu a boca para falar algo, mas eu pedi que esperasse – Eu preciso falar de uma vez antes que eu acabe ficando mais enrolada... – dei uma risada nervosa – Há uns meses atrás, eu acreditava que minha vida nunca seria diferente, que continuaria a viver com pessoas que não gostavam de mim e não faziam questão de esconder isso... Mesmo depois de virar amiga da Quinn e do Puck, eu ainda acreditava que não mudaria muita coisa, eu estava começando a me acostumar a ser rejeitada, mas aí você apareceu... Apareceu para me salvar, veio para me salvar de mim mesma já que eu estava tão perdida dentro de mim... Você me tirou do escuro, Britt. Você com toda a sua luz veio me tirar do escuro em que eu me encontrava e eu só posso te agradecer por isso...
– Você não precisa me agradecer San... – ela segurou uma das minhas mãos. Seus olhos estavam tão marejados quanto os meus.
– Preciso sim... Eu tive tanta sorte em te encontrar tão cedo... Você é o meu anjo e eu quero te dar uma coisa... – tirei uma pequena caixinha de dentro da cesta – Sabe essa pulseira que eu uso? Então... Na verdade eu não ganhei uma, mas sim duas...
– Você não vai me pedir em casamento, vai? – ela perguntou sorrindo, o que me fez relaxar um pouco.
– Não. Ainda não... – eu abri a caixinha – Abuela disse que eu deveria dar essa pulseira para a pessoa que eu amo; a pessoa que eu tivesse certeza de que seria para sempre... – sinalizei para que ela estendesse o braço.
– Ela é linda amor... – Britt ficou admirando o pingente de sol.
– Você é o sol que ilumina todos os meus dias... Eu te amo BrittBritt.
– Eu te amo muito, muito, minha San. – ela me puxou para um abraço apertado e extremamente carinhoso.
– Eu te amo para sempre. – dei um demorado selinho em seus lábios.
– Eu também te amo para sempre e sempre.
E naquele momento, nós só tínhamos o céu como testemunha de uma promessa que cumpriríamos até o fim.
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