In The Dark

50 Capitulo 50


Notas iniciais
Olá! A doença da Melissa estava planejada desde o inicio, mas esse não será o único "problema" que a San, Britt, Quinn e Rachel terão que enfrentar...

Senti minha cabeça girar, por um momento eu parecia não estar mais ali. Ouvia vozes, mas não conseguir identificar de quem era e nem o que falavam... Era como se eu estivesse totalmente fora da realidade, e eu nem entendia por que estava me sentindo assim.

Melissa nunca foi uma boa irmã; por muito tempo eu tentei ser próxima a ela, mas não era de seu interesse, ela preferia fazer com que nossos pais brigassem comigo mesmo eu não tendo feito nada de errado. Ela nunca se interessou por nada que se referisse a mim, sempre se gabou de ser melhor, de sempre ter tudo o que queria e quando queria. Melissa era a filha perfeita enquanto eu era somente alguém que ocupava um dos quartos da casa e passava totalmente despercebida por todos... Que ninguém se importava.

Lembrei-me de quando ela nasceu e eu, por um momento, pensei que deixaria de ser solitária... Lembrei-me de todas as vezes que levantava a noite e ficava parada ao lado de seu berço vendo-a dormir tranquilamente... Eu não alcançava o móvel direito então espiava por entre o vão das grades; foi assim durante anos, mesmo com suas agressões gratuitas eu velava seu sono todas as noites.

Não sei por quanto tempo fiquei presa em meus pensamentos, mas fui despertada do meu estado de catatonia por Rachel que me sacudia freneticamente. Ela me olhava com os olhos assustados e marejados; olhei para os outros e eles estavam do mesmo jeito que ela. Demorei alguns segundos para encontrar minha voz.

– O que? – eu estava confusa com a reação deles.

– Ai meu Deus! Você está de volta. – Rachel me abraçou.

– Co-como? – sai do abraço e apertei os olhos em duvida.

– Querida – Hiram segurou uma de minhas mãos – Você nos assustou...

– Nunca mais faça isso sua idiota. – minha irmã me deu um tapa no braço, mas vendo minha cara confusa respirou fundo e começou a me explicar o que estava acontecendo – Você apagou, San.

– Apaguei? Mas...

– Não apagar no sentido de desmaiar, mas no sentido de ter ficado totalmente paralisada por duas horas! San, você não mexia nem os olhos. Foi assustador... – Rachel sussurrou a ultima frase.

– Eu não sei o que aconteceu... Eu comecei a pensar em algumas coisas e de repente só senti a Rach me sacudindo...

– Isso porque ela estava tão assustada quanto nós e resolveu que iria te reanimar nem que fosse a base do tapa. – abuela também se aproximou.

– Desculpe, eu não queria causar problemas... – Finn estava cabisbaixo. Eu o observei bem e ele parecia cansado.

– Nada disso é culpa sua, Finn. – me levantei devagar e fui até onde ele estava sentado – Como ela está?

– Em tratamento... – ele suspirou – A doença foi descoberta no inicio então as chances dela melhorar é um pouco maior... A medicação é muito forte e causa alguns efeitos colaterais e isso acaba deixando ela um pouco fraca.

– E ela só vai precisar desses remédios? – eu sabia pouco sobre a doença, mas também sabia que às vezes só medicação não funcionava.

– A principio sim, mas se a quimioterapia não for suficiente ela vai precisar de um transplante de medula... – Finn ficou tenso – E isso me preocupa porque vai ser difícil encontrar alguém compatível.

– Você parece estar bastante envolvido nisso... – Rachel comentou sentando ao meu lado.

– Eu tenho lido um pouco, conversado com os médicos... – ele deu de ombros – Eu me preocupo com ela...

– E os pais dela? – Hiram perguntou.

– Foi um choque para todos, mas eu não sei dizer como eles estão. – Finn ficou com o olhar perdido – Eles não conversam sobre e nunca ficam muito tempo no hospital... Ela quer te ver.

Levantei-me rapidamente, meu cérebro estava sobrecarregado e uma dor de cabeça ameaçava aparecer. Andei de um lado para o outro enquanto pensava em tudo... Parei no meio da sala e respirei fundo.

– Por quê? Porque ela quer me ver?

– Eu não sei bem, mas ela disse que precisa conversar com você... – Finn se levantou – Santana, ela sempre me contou tudo o que acontecia, sei que a Melissa não foi uma boa irmã, mas dê uma chance para ela.

– Eu não sei, eu não sei se consigo. A Melissa me magoou muito.

– Eu entendo todo o seu receio, mas acredite em mim. Ela não é uma má pessoa. – ele abaixou a cabeça.

– Como posso acreditar em você se ela nunca me provou isso? – eu o encarei.

– Talvez por eu ser uma prova disso. – ele me olhou e percebeu minhas duvidas – Eu nunca fui o cara mais bonito ou inteligente do colégio, eu sabia que as garotas só se aproximavam de mim por eu ser popular devido ao time de futebol. Sempre tinham um interesse por trás, e quando conseguiam o que queriam me deixavam... Mas a Melissa foi diferente, ela não me abandonou, ela ficou ao meu lado e sempre que algo me deixava mal, ela estava lá para me fazer sentir bem novamente...

– Tão diferente... – sussurrei.

– Eu entendo que seja difícil para você acreditar, mas, por favor, dê uma chance a ela...

– Não sei... – passei as mãos pelo cabelo nervosamente – Eu preciso de um tempo, preciso pensar... Me leva para casa pai?

– Claro querida. – ele e minha irmã rapidamente se levantaram.

– Você deveria ir para casa Finn... Descansa um pouco e assim que tiver uma resposta eu te ligo. – Me despedi de abuela e segui para fora da casa.

Notas finais
E então? Me deixe saber o que estão achando.