In The Dark
35 Capitulo 35
Notas iniciais
Rachel aprecia estar um pouco assustada, afinal ainda não tinha se mexido do lugar.
– Vem Rach, eu não mordo. – brinquei e ela sorriu – Eu só quero conversar...
– Ok. – ela se sentou ao meu lado – E sobre o que você quer falar?
– Obvio que sobre você e a Quinn...
– Não estou entendendo... – ela me olhou confusa.
– Olha Rach, sei que essa nossa relação de irmãs ainda é um pouco nova, mas você pode confiar em mim... – falei e ela respirou profundamente – Você pode me contar tudo...
– Eu tenho medo... – ela abaixou a cabeça – Eu gosto muito da Quinn, mas isso ainda me assusta...
– Isso é normal... O que eu sinto pela Britt às vezes também me assusta... Eu nunca pensei que pudesse gostar tanto de alguém, mas a diferença é que nós conversamos sobre isso...
– Quinn e eu também conversamos... Conversamos sobre tudo,,,
– Menos sobre o que mais te assusta... – eu a interrompi.
– Isso... Tenho medo de que ela não me deseje tanto quanto eu a desejo...
– Você está de brincadeira né? – eu a interrompi novamente – A Fabray está quase surtando... – ela me olhou confusa e eu sorri – Ela falou comigo sobre isso e eu posso te garantir que ela está se segurando muito para não avançar o sinal, ela está esperando pelo seu momento...
– Sério? – ela deu um fraco sorriso.
– Serio, mas vocês precisam conversar porque aquela cena que presenciei mais cedo...
– Foi o mais longe que chegamos... Eu meio que fico travada por não saber se ela realmente me quer...
– Então irmãzinha, pode tratar de destravar tudo porque a Fabray está doida para entrar nas suas calças. – nós rimos – Mas só se você se sentir preparada para isso...
– Obrigada. Eu realmente não conseguiria conversar sobre isso com meus pais... E eu vou falar com a Quinn mais tarde. – ela me abraçou.
– Tudo bem. É para isso que as irmãs mais velhas servem... – ela me empurrou e eu ri.
– Você é só alguns meses mais velha... – ela cruzou os braços.
– Mesmo assim continuo sendo mais velha... – ela me deu outro tapa leve na perna, mas eu a puxei para um abraço.
– Hey latina safada! Solte a minha namorada. – Quinn entrou no quarto sendo seguida por Britt que carregava uma bandeja cheia de frutas e suco.
– Eca Fabray. – Rachel e eu nos separamos – Ela é minha irmã...
– Verdade. — ela deu um tapa na própria cabeça nos fazendo rir.
– Hora de se alimentar namorada da patinha quebrada. – Britt colocou a bandeja na cama.
– Agora eu tenho “patinha”... – fiz bico e todas elas começaram a rir.
Era sexta à noite e ninguém planejou sair de casa devido ao frio que fazia. Resolvemos nos reunir na sala para assistir filmes e comer besteiras... Abuela estava sentada no sofá menor enquanto meu pai e o marido dividiriam o outro; Brittany, Quinn, Rachel, Sam, Puck e eu estávamos largados pelo chão, confortavelmente instalados no tapete macio.
– Tudo pronto. – meu pai apareceu na sala com três bacias de pipoca – Já decidiram o filme?
– Invocação do Mal!
– Guerra mundial z!
Puck e eu falamos ao mesmo tempo.
– Qual é latina... – Puck começou a reclamar – Guerra mundial z é muito melhor...
– Nem pensar. – queria poder cruzar os braços nessa hora – Eu detesto o Brad Pitt, não vou assistir a um filme dele de jeito nenhum.
– Eu acho o cara maneiro... – ele deu de ombros.
– Sério Puck, ele é chato...
– Gente, que discussão besta essa de vocês... – Sam interrompeu – Podemos muito bem assistir um e depois ao outro afinal, ninguém precisa levantar cedo amanha.
– O bocão tem razão. – Quinn ganhou um tapa na nuca de Britt e um olhar nada agradável de Sam – Hey! Eu estou sofrendo um ataque dos gêmeos aqui... – ela tentou protestar.
– Bem feito... Ninguém mandou chamar o Sam de bocão. – Rachel a repreendeu.
– Desculpa? – Quinn falou encarando a namorada que estava séria. Puck e eu começamos a rir.
– Não é para mim que você tem que pedir... — Rachel continuou séria e Quinn bufou contrariada.
– Me desculpe Sam. – ela se deu por vencida.
– Dessa vez passa. – ele respondeu com um sorriso.
– Cara, você está totalmente domada. – Britt ria da cena... Quinn abriu a boca para protestar, mas Leroy a cortou.
– Ok, chega disso... Vamos assistir logo a esse filme antes que essa sala se transforme em um ringue de luta livre.
Rachel colocou o primeiro filme no aparelho de DVD e nós voltamos a nos ajeitar confortavelmente... Eu olhava todo mundo ali e não conseguia me imaginar em um lugar melhor, tudo estava tranquilo, do jeito que deveria ser.
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