In The Dark
15 Capítulo 15
Notas iniciais
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Ps. HeyaaIsReal, obrigada pela recomendação. Fique bem feliz ^^
Na hora do almoço estavam todos reunidos em uma sala vazia. Quinn e Puck estavam visivelmente preocupados, afinal os dois conheciam Santana há mais tempo e sabiam que para ela aceitar a reunião algo muito grave havia acontecido. A latina era do tipo reservada e independente, não gostava de pedir ajuda e nem de se mostrar vulnerável. Por ter tido sempre que se virar sozinha, Santana criou uma barreira que a impedia de pedir ajuda... Essa característica só começou a mudar após se aproximar dos amigos.
- Então San... O que aconteceu? – Quinn perguntou preocupada.
- Eu vou fazer um pequeno resumo de tudo... Ontem eu fui até a casa da Britt para conversarmos e acabei saindo de lá horas mais tarde com uma namorada, um cunhado e uma sogra... – Santana começou a contar sobre os fatos da noite anterior, mas foi interrompida.
- Vocês estão namorando? – Puck apontou para a amiga e para Britt recebendo um aceno como confirmação – E já conheceu a sua sogra?
- Sim... E ela me tratou super bem. – sorriu olhando para a namorada – Mas o fato é que como estava tarde a Britt e o Sam me acompanharam até em casa e antes deles voltarem nós duas nos despedimos com um beijo... Eu imaginei que por estar escuro ninguém iria ver a cena, mas eu me enganei e quando entrei em casa fui surpreendida pela minha mãe que exigiu saber a verdade... Enfim, nós meio que discutimos e essa discussão acabou acordando meu pai que quando descobriu o que estava aconteceu simplesmente me expulsou de casa... – Santana não conseguiu se conter e acabou chorando – Eu fiquei totalmente perdida, só tive trinta minutos para pegar as minhas coisas e sair de lá...
- Eu sinto muito, amor... A culpa é minha. – Brittany abraçou a namorada.
- Não Britt... Você não tem culpa de nada... – Santana apertava o abraço.
- Ela tem razão Britt, você não tem culpa de nada... Os únicos culpados nessa história são os pais da San. – Quinn se exaltou.
- Cara, como eles puderam fazer uma coisa dessas? – Puck estava irritado – E daí que você namora uma garota? Isso não te faz menos merecedora de respeito... Eu não entendo...
- As pessoas são ruins, Puck. Nem todo mundo vê os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo como algo bom, normal. – Brittany começou a falar e todos prestavam atenção – O ser humano é muito egoísta, nem todos suportam ou aceitam o “diferente”... Para eles o seu pensamento, a sua razão, é a única e todos deveriam pensar e agir igual... Tudo o que foge do “padrão” é considerado errado. Eu sei que sou lésbica desde os onze anos... E nem fui eu quem descobriu isso. – ela sorriu para o irmão que correspondeu – Nessa época todas as minhas amigas estavam interessadas em meninos, eu estava sempre junto ouvindo todas as histórias, mas aquilo não me interessava realmente... Eu só não entendia por que. Um dia o garoto mais bonito do colégio pediu para ficar comigo e todas as minhas amigas me incentivaram a aceitar, eu não vi problemas, mas quando nos beijamos eu não senti nada... Todas as sensações que elas descreviam não aconteceu comigo...
- E você achou que tinha algum problema... – Sam sorriu lembrando do dia em que isso aconteceu – Você correu para me pedir ajuda porque não tinha sentido nada com o beijo...
- E foi ai que o Sam me disse que eu não senti nada porque eu provavelmente não gostava de meninos... – Brittany olhou para Santana, Quinn e Puck.
- Serio que você falou isso assim, tão naturalmente? – Quinn perguntou para Sam.
- Sim porque para mim esse é um assunto natural... Nossos pais sempre foram bem abertos e quando a Britt correu para perguntar o que eles achavam os dois simplesmente concordaram com o que eu disse, mas também disseram que somente ela poderia ter certeza disso...
- O que nós estamos tentando dizer é que eu tive sorte por ter sido aceita tão naturalmente pela minha família, mas nem todos tem isso... – Brittany deu um selinho em Santana que corou. Não estava acostumada a essas demonstrações de carinho – Eu sinto muito que com você as coisas foram diferentes, mas quero que saiba que pode contar comigo sempre... Eu não vou te abandonar, San.
- Pode contar comigo também cunhadinha – Sam sorriu para Santana — Eu vou estar sempre por perto.
- Eu nem preciso dizer não é, San? – Quinn levantou e abraçou a amiga – Vou estar sempre com você.
- Nós somos uma família, San. – Puck se aproximou – Também estarei sempre aqui com você e por você.
- Eu nem sei o que dizer... Vocês são os melhores. – a latina deu um pequeno sorriso.
- San? – Brittany a chamou – Você passou a noite onde?
- Mi abuela... Eu não sabia o que fazer e acabei indo para a casa da minha avó e quando contei tudo o que havia acontecido ela apenas me abraçou e disse que me aceitava do jeito que eu sou. – ela enfim deu um grande sorriso.
- Dona Alma é a melhor. – Quinn sorriu.
- Ela é mesmo... – Puck se virou para os irmãos Pierce – Vocês precisam experimentar os bolos que ela faz... A Quinn sempre volta para casa uns três quilos mais gorda. – ele riu e recebeu um tapa da amiga.
- Falando nisso... Ela quer te conhecer... – Santana olhou para Brittany que sorriu – O que você acham de irmos todos para a casa da abuela hoje depois das aulas?
- Eu topo. Demorou. – Puck e Quinn responderam ao mesmo tempo.
- Estou dentro também. – Sam respondeu concordando com a ideia.
- Britt? – Santana chamou pela namorada que lhe sorriu.
- É claro que sim, amor. Vou adorar conhecer sua abuela. – deu outro selinho nos lábios da latina.
O sinal tocou anunciando o fim do horário de almoço e eles se encaminharam para suas aulas... Mas o que eles não sabiam é que Quinn tinha certeza que tudo o que aconteceu com Santana não foi só pelo fato da mãe dela ter visto o beijo... A loira tinha certeza de que Melissa estava envolvida na história...
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