In The Cold November Rain
1 In The Cold November Rain
Notas iniciais
Críticas construtivas são bem vindas.
Eu revisei, mas se tiver algum erro me desculpe.
– Teo.. – Mais uma vez Teo fora acordado por seu amigo.
– É hoje não é? – Teo falou quase demonstrando sua tristeza.
–Sim – Matt respondeu enquanto observava seu amigo se levantar e rumar ao banheiro.
–Quais vai querer esse ano?
–Gosto de lírios – Respondeu enquanto admirava o corpo de seu amigo.
–Não sei porque ainda pergunto quais vai querer, sempre escolhe as mesmas. Que tal levarmos rosas?
–Mas eu gosto de lírios – Sussurou.
Teo já tinha se vestido. Correu os olhos pelo corpo do amigo e reparou que o mesmo estava com roupas de veraneio.
–Não vai vestir um casaco Matt? É novembro e você sabe que geralmente chove nessa época do ano.
–Sabe que eu não sinto frio Teo.
Caminhavam em direção ao local do ritual anual dos dois quando começou a chover.
– É engraçado, mesmo depois de tanto tempo eu ainda sinto a água da chuva sob meus pés. – Matt disse sorrindo para Teo que agora encarava o chão com um semblante triste.
– Talvez seja porque você está descalço.
Ao chegarem, Teo olhou para a placa de mármore no chão.
“Matt Ferrer, de 1990 à 2007. Bom amigo e filho”
Não conseguiu segurar as lágrimas que já lhe embaçavam a visão. Estava ali, chorando por seu amigo, amante e também a única pessoa por quem daria sua vida, mas já era tarde pra isso.
– Rosas também ficam lindas Teo.
–É. – o silêncio foi predominante pelos próximos 5 minutos – O que mais posso fazer Matt?
–Quero te tocar.
O coração de Teo se apertou, sentiu-se como quando tinham por volta de 10 anos e Matt lhe pedia algo que não podia dar.
Antes que Teo pudesse responder, Matt selou seus lábios. Um beijo simples, carinhoso e apaixonado, porém demonstrou todos os seus sentimentos escondidos. Teo por sua vez voltára a chorar.
– Viu só como você fica? Não gosto de vê-lo assim. Me esqueça, me esqueça para que seu sofrimento tenha fim.
– Não posso, não consigo Matt. Não me deixe novamente – Chorava descontroladamente.
–Vai ser como nos contos de fadas. Nosso romance vai durar até a meia noite. Me esqueça e viva Teo, se apaixone novamente, você ainda é jovem e bonito.
Teo observava seu amigo desaparecer aos poucos e com lágrimas no olhos disse:
– Eu vou te esperar, mesmo que seja nessa fria e intensa chuva de novembro. Eu vou espera-lo, contarei os dias e os minutos se for preciso, mas estarei aqui com seus malditos lírios.
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