In Real Life
13 Hurt
Notas iniciais
Some days I feel broke inside
But I won't admit
Sometimes I just wanna hide
Cause it's you I miss
And it's so hard to say goodbye
When it comes to this ooh – Hurt, Christina Aguilera
#San Francisco, Califórnia
Camisa colada ao corpo, o mesmo estava encharcado de suor. Lagrimam brilhantes que insistiam em cair sobre seu rosto. Cabelos amarrados a um coque mal feito com alguns fios louros grudados na pele. Fones no ouvido, no qual a música Hello, da Adele tocava no volume máximo.
Essa era a situação na qual Quinn Fabray se apresentava. A garota de olhos verdes tinha o costume de correr quando se encontrava em uma posição que envolvia sentimentos, estresse ou pressão. E essa certamente era uma dessas ocasiões.
Com a respiração ofegante, a loira encostou-se a uma árvore e respirou profundamente. Observando o local ao redor percebeu estar em uma praça, na qual não reconhecia. Tirou os fones e sentou-se em um banquinho apoiando os cotovelos no joelho branco.
Não sabia como havia parado ali. Lembrava apenas de ter pegado seus fones e sair de casa as pressas, escutando gritos de Santana e Frannie atrás de si.
O que vou fazer? Essas quatro palavras não siam da cabeça da garota. Perguntava a si mesma se deveria deixar a mulher, a qual lhe dera a luz, entrar em sua vida novamente. O medo que a mesma lhe machucasse como fizera quando não esteve ao seu lado era enorme.
Sua mãe sempre fora uma ótima mulher, porem submissa a seu marido. Não trabalhava, pois Russel dizia que lugar de mulher era em casa cuidado dos filhos. A mais velha então se dedicava a ser uma ótima mãe, mas ao descobrir o segredo da filha não ficou ao seu lado, pois seu companheiro deixou, a algum tempo, de ser a pessoa doce á qual se apaixonou para um homem agressivo que gostava de exaltar poder. Levantando-se, Quinn, andou a sorveteira que havia logo à frente e adentrou o local. Parou na frente de um balcão que por trás tinha uma mulher com a cabeleira ruiva, que enviou para adolescente um olhar de pena, após ver o estado no qual se encontrava. Ignorando o ocorrido a loira pediu o endereço do local junto a um sundae de chocolate e maracujá, sua mistura favorita.
Sentou-se em uma das varias mesas que se encontravam vazias e discou os números, já decorados, no celular levando-o a orelha.
Antes mesmo do primeiro toque a latina já havia atendido.
– Onde diabos você está?_ Sua voz era uma mistura de raiva e preocupação.
– Em uma sorveteira, em frente á uma praça._ Já a voz da loira era calma, por mais que não estivesse sentindo-se assim. O choro havia cessado, mas as marcas das lagrimas eram visíveis.
– Sua irmã e eu estávamos preocupadas, enquanto você vai tomar sorvete? Vai-te ferrar Fabray._ A voz da morena agora só expressava sua raiva.
– Pode vir me buscar? Eu meio que me pedir._ Após a de olhos negros afirmar em meio a alguns palavrões, Quinn passou os dados ditos pela recepcionista e desligou o celular, apreciando o sabor de seu sorvete enquanto a amiga não chegava.
Em menos de dez minutos o carro de Santana parou em frente ao estabelecimento. Ao ver a situação da melhor amiga, a morena correu para abraça-la.
– O que dizia naquela carta, mi ángel?_ Tudo que latina sabia era que o emissor era a mãe da loira.
– Ela quer me reencontrar.
#Lima, Ohio
Ao chegar da escola Rachel jogou-se em seu sofá e ligou a televisão á procura de um filme ou qualquer outra programação que não a deixasse entediada. Após apertar a mesma tecla repetidas vezes parou em um canal que exibia um desenho animado, Adventure Time, secretamente o seu favorito. Após alguns episódios a morena sentiu o celular vibrar em seu bolso, sinalizando que havia uma nova mensagem. Quinn Fabray piscava na tela.
“Hey sumida! Podemos conversar?”
“Com certeza, Quinnie. Está tudo bem? Aconteceu algo contigo?”
“Você daria uma segunda chance para alguém muito especial que fez uma coisa muito ruim para ti no passado?”
Será que ela se refere a um de seus ex-namorados? Perguntava-se a morena
“Acho que todos merecem uma oportunidade de mostrar que mudou. Mesmo que se machuque, você tentou ver novamente o melhor nela. As pessoas precisam de oportunidades para mostrar que realmente estavam arrependidas.”
“Tenho medo de me machucar como da primeira vez. Doeu muito. Ainda dói. Você não faz ideia.”
“E claro que ela pode te machucar, assim como também pode machuca-la. Essa é a condição de existência. Para se torna primavera precisa correr o risco do inverno. Para tornar-se presença, significa aceitar o risco da ausência. Qual seria o motivo do riso sem a tristeza do choro?”
“Obrigada. Você me ajudou bastente.”
“Não precisa agradecer. Apenas retribui ao favor. Mas, então, posso saber a quem deseja presentear com essa segunda chance?”
Não é da sua conta miss intrometida._ Bronqueava-se.
“Minha mãe. Ela me enviou um pedido de desculpas pedindo para encontra-la e estava hesitante entre aceitar ou não.”
Uma onda de alivio invadiu o corpo da de olhos escuros. Ela não estava com ciúmes... Ou estava?
“Espero que ela não lhe fira dessa vez.”
“Também. Mas, então, como está a escola?”
“Melhorou bastante depois que comecei minha amizade com Brittany. Os slushies e xingamentos diminuíram, mas não pense que sou amiga dela por causa disso, pelo contrario ela é uma pessoa maravilhosa e lhe agradeço por ter me apresentado a ela.”
“Não se preocupe, Rae. Sei que tem um bom coração. Fico feliz por tê-la ajudado. Então, mais alguma novidade?”
“Entrei no Glee. O clube de coral da escola.”
“E como está sendo?”
“Bem, fiz o texto algumas horas atrás, mas o pessoal lá me tratou super bem.”
“Esta começando a fazer amigos. Isso é ótimo.”
“Tudo graças a você. Obrigada novamente.”
“Rach, não precisa me agradecer toda vez que nos falarmos. Já disse que não fiz nada de mais.”
“Certo.”
“Tenho que ir. Preciso conversar com Frannie sobre minha mãe. Ate mais, Rae.”
“Ate, Quinnie.”
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