In Real Life
11 Believe In Me
Notas iniciais
Eu estou me perdendo
Tentando competir
Com qualquer um
Ao invés de ser eu mesma
Não sei para onde virar
Estou presa nessa rotina
Preciso mudar meus modos
Ao invés de ser sempre fraca
– Believe In Me, Demi Lovato
#Lima, Ohio
– Não acredito que me convenceu a fazer isso.
A face da morena demonstrava ansiedade e temor. Faria papel de palhaço cantando para indivíduos que, provavelmente, não a aceitariam em seu clube por ser a maior perdedora da escola.
– Vai ser divertido._ Para você que é popular e não te perseguiram depois. Rachel quis acrescentar, mas decidiu ficar calada. – E você não tem nada a perder._ Isso era verdade, sua popularidade nem existia, então, era possível que não notassem diferença.
– E se fizerem da minha vida um inferno ainda mais quente?_ O medo era evidentemente claro. Temia não ser forte o suficiente aguentar mais desprezo vindo por parte daquelas pessoas.
– Eu nunca mais vou deixar ninguém te machucar novamente. Seja verbalmente ou fisicamente. Você é minha melhor amiga e eu sempre protejo aqueles que amo com unhas e dentes._ A loira se mostrava, e estava determinada a mostrar que nunca deixaria tais atos cometidos com a pequena se repetir. Os dedos grandes e pálidos entrelaçados com os morenos e os olhos azuis fixados nos chocolates passava confiança a Rachel que a loira falava a mais pura verdade.
Era verdade o que falava, quando alguém mexia com alguma coisa de Brittany Fabray Pierce, ela estaria em sérios problemas. A gentil e doce garota se transformava em uma leoa.
– Obrigada. Por tudo que vêm fazendo por mim desde o começo, ninguém nunca se importou tanto assim comigo como você. Você também é minha melhor amiga._ Os corpos se juntaram em um abraço demorado e caloroso.
– Agora vamos. Temos músicas para apresentar._ A mais alta quebrou o abraço e puxou a outra para o auditório da escola.
O local era espaçoso e continha umas onze pessoas, entre eles, Will Schuester, seu professor de espanhol. Possuía cabelos ondulados e, aparentemente, um pouco oleosos. Brittany a puxou para o palco, onde o homem se encontrava, e trocaram algumas palavras que a morena não prestou muita atenção, pois observava o local.
Havia uma diferença entre cada um ali presente. Rachel não conseguiu achar uma conexão entre eles. Mas parecia que não precisavam pensar iguais ou agirem iguais para estarem ali.
– Então, crianças, essas são Rachel e Brittany. Elas faram o teste para o coral._ A pequena observou todos os outros presentes revirarem os olhos com o comentário do professor. Ela também teve vontade de realizar o mesmo ato, era lógico que estava ali pelo teste. – Brittany, iremos começar com você. Esta pronta?
– Sempre.
Logo a voz da loira preencheu todo o auditório cantado Toxic, de Britney. Dançava ao som da própria voz, algumas vezes fazendo movimentos sexys. A roupa de cheerleader ajudava bastante.
– Intoxicate me now. With your lovin' now. I think I'm ready now._ A garota finalizou a música e todos, garotos e garotas, babavam por ele. Todos aplaudiram inclusive Rachel que por um momento se pegou observando as pernas longas da dançarina.
– Isso foi maravilhoso, Brittany. Parabéns._ A loira sorriu com o comentário do professor mostrando agradecimento e sentando-se ao lado da amiga.
– Parabéns Britt. Você foi incrível.
– Agora é com você, Rachel. Mostre-nos do que é capaz._ Will enviou-lhe um sorriso de boa sorte.
– Vai da tudo certo. Não se preocupe._ A de olhos azuis apertou a mão de pequena que logo foi a caminho do palco.
Tudo bem, Rachel Berry, é só uma música. Você consegue. A garota repetia para si mesma ao longo de seu caminho onde se encontrava a banda, cochichou alguma coisa e foi para o centro do palco onde se localizava o microfone com o suporte. Respirou fundo mais uma vez e soltou os primeiros trechos da canção.
I'm losing myself
Trying to compete
With everyone else
Instead of just being me
Don't know where to turn
I've been stuck in this routine
I need to change my ways
Instead of always being weak
I don't wanna be afraid
I wanna wake up feeling
Beautiful today
And know that I'm okay
Cause' everyone's perfect in unusual ways
You see, I just wanna believe in me
The mirror can lie
Doesn't show you what's inside
And it can tell you you're full of life
It's amazing what you can hide
Just by putting on a smile
Yeah I'm quickly finding out
I'm not about to break down
Not today
I guess I always knew
That I had all the strength
To make it though
No momento em que sentiu um líquido salgado invadir sua boca, Rachel, percebeu que estava chorando. Aquela música resumia todo o sentimento guardado dentro de si. Lembrou-se então de Quinn e que tudo, ou quase tudo, havia começado a melhorar em sua vida após conhecer a garota que fazia os sentimentos ruins sumirem por um curto período. Ao começar a pensar na loira, a baixinha começou a relaxar pegando o microfone nas mãos para finalizar a música.
– Not gonna be afraid. I'm gonna wake up feeling. Beautiful today and know that I'm okay. Cause' everyone's perfect in unusual ways. You see, now I believe in me. Now I believe in me.
Ao ouvir a onda de aplausos fortes a morena, finalmente, abriu os olhos, que não percebeu estarem fechados desde o início da canção, assim vendo todos a aplaudirem de pé. Uma sensação de alivio e orgulho de si mesma preencheu seu coração.
– Eu não tenho palavras para definir essas apresentações, foram perfeitas. Então, crianças, temos pessoas o suficiente para a competição._ Houve vários gritos e sorrisos de felicidade. E então um abraço em grupo. E foi no meio daquele abraço que ela sentiu-se bem-vinda em um local.
#San Francisco, Califórnia
– O Puck nos chamou para sairmos hoje para uma festinha que vai ter na casa de alguma cheerio. O que acha?_ Santana perguntou após estacionar o carro.
– Sem chances. Hoje é quarta. Quarta, Santana. Temos aula amanhã._ A loira retirou se material do carro indo em direção a sua casa com a amiga atrás.
– Vamos Quinn. Vai ser legal, por favor._ A latina mostrou um biquinho, mas a outra garota apenas ignorou.
– Boa Tarde, Frannie._ Comprimento a irmã que estava deitada no sofá assistindo televisão. Seu corpo estava ali, mas a Fabray mais nova reparou que a mente não.
– Tem um pacote pra você no seu quarto._ Respondeu vagamente.
– Depois eu abro.
– Não acho que da para esperar._ A mais alta respondeu séria. E a preocupação nasceu em Quinn que subiu as escadas correndo para o seu quarto.
Em cima de sua cama havia uma caixa branca com o nome do emissor de tal pacote.
De: Judith P. Fabray
Para: Lucy Quinn Fabray
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