In Love Again
14 MINI ESPECIAL - POR FAVOR SEJA EGOÍSTA
Notas iniciais
— Bella, eu preciso te explicar... — Damon começou dizendo mas o interrompi.
Respirei fundo e olhei para o lado com medo de encara-lo
— Você não precisa me explicar nada Damon.
— Preciso sim Bella, você é importante pra mim e eu quero que você saiba o que eu realmente sou. — respondeu puxando meu rosto para que eu lhe olhasse nos olhos, péssima ideia.
Pisquei atordoada com o poder de influência de seus olhos cor de turquesa, mesmo que não pudesse apagar minha memória, com certeza mexia com minha mente.
— Eu sei que você é um vampiro Damon! — tremi com o poder daquela palavra que prometi nunca mais usar — Não preciso de explicação nenhuma.
— Se você já sabe o que sou, e não quer deixar me manifestar, por que permitiu que eu subisse? Porque simplesmente não me mandou embora? — perguntou, frustrado, retorcendo os cabelos negros com os dedos.
— Não sei... — abaixei a cabeça, traçando os padrões de costura da colcha lilás enquanto ouvia a respiração irregular de Damon.
— Bella, eu vou embora. — ele disse — Quero dizer, vou embora da cidade.
— O que? — perguntei sobressaltada, sem me dar ao trabalho de tentar esconder.
— Eu vou embora, é melhor assim. Você ficará melhor, e mesmo que eu me controle, sempre serei uma ameaça.
— Não! Você não será... — disse a ultima parte num sussurro me afundando nos travesseiros, puxei a coberta por cima da cabeça. Eu não queria que ele fosse, malditos sentimentos confusos. Damon, Damon, Damon, seu nome girava pela minha cabeça e meu coração acelerava. Talvez esteja na hora de consultar um cardiologista, suspeito de estar com taccardia e os sintomas se agravam quando estou perto do Damon... reação alérgica, com certeza.
Emergi de debaixo das cobertas e me arrastei para ficar mais perto dele.
— Não vá... — murmurei, sentindo uma lágrima escorrer queimando por minha bochecha.
— Bella, o que isso significa? — ele perguntou seguindo o curso de minha lágrima com o polegar.
— Andei pensando em nós dois, e estamos nos envolvendo cada vez mais. — suspirei pondo as mãos em seus ombros, enquanto seu olhar me prendia, me amarrava com cordas de aço, me amordaçava e me arrastava para mais perto como se eu fosse seu satélite particular.
Minhas mãos automaticamente desceram para o seu peito, e quando dei por mim a distancia que nos separava era tão curta que eu podia sentir seu hálito quente soprar em meu rosto. "Tarde demais para voltar atrás" — pensei.
Rocei os lábios no canto de sua, e ele paralisou. Imaginei que talvez ele fosse me afastar, ou interromper e ficar chateado mas o que se seguiu foi...
Damon desceu as mãos para minha cintura e numa fração de segundo ele estava encima de mim — pisquei atordoada — Sua boca oprimia resistencia a minha e foi como uma luta, uma luta de luxúria. Entreabri a boca para respirar e ele sugou meu lábio inferior, então começou o frenesi, meus dedos se entrelaçaram em seu cabelo e os seus percorriam por meu corpo traçando cada curva.
Cravei as mãos no lençol e me arrastei para o lado ofegante, e ele caiu para o outro lado.
— Des-desculpe... eu, eu não... queria ultrapassar os limites. — Damon disse, a respiração entrecortada.
Ultrapassar os limites é bom — pensei mordendo o lábio, e me virei para olha-lo.
— Não vá. — pedi — Não lido bem com despedidas.
O fantasma de um antigo buraco no peito pulsou fraco. Damon colocou a mão em minha bochecha e me encarou de volta.
— Passei todo esse tempo saltando de canto em canto. Essa é a primeira vez que tenho vontade de ficar em algum lugar.
— Então fique.
— Talvez eu deva ser um pouco egoísta e ceder às minhas vontades ao menos uma vez. — ele disse.
Fechei os olhos atordoada e aliviada apesar de tudo o que tinha acontecido em tão pouco tempo, essa seria minha passagem para o sanatório ou para a felicidade?
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