Notas iniciais
Me desculpem pela demora mas é que faltou criatividade :/ Não acho que esse capítulo ficou muito bom mas foi o que consegui fazer. E bem, eu tenho um IB e preciso termina-la então não vou poder ficar postando aqui tão frequentemente... quem quiser ler a IB o site é esse: www.quero-imaginebelieber.blogspot.com

Minha primeira aula era de história, cheguei um pouco atrasada na sala porque rodei a escola inteira procurando, mas o professor parecia legal, seu nome era Alaric Saltzman.

— Bem Vinda... — ele disse, enquando eu me sentava em uma cadeira no fundo da sala esperando, eu me apresentar.

— Bella, meu nome é Bella. — eu disse pegando um caderno.

— Então Bella, você veio de onde? — ele sentou em sua cadeira atrás da mesa e olhava para mim curioso...

— Hm, uma pequena, bem pequena, bastante pequena cidade chamada Forks, na penísula de Olimpic, em Washington. — respondi pensando em mais quanto tempo da aula ele perderia me interrogando.

— Eu já ouvi falar, cidade com histórico cultural bastante rico. Coisas sobrenaturais. — ele enfatisou como quem diz Buu para uma criança esperando que ela se assuste. Fiquei sem reação pensando sobre o que esse cara poderia ser ou saber. Primeira tese: ele era um vampiro, mas eu já havia descartado essa porque estava fazendo um sol de deserto e se ele fosse vampiro essa seria a ultima cidade pela qual passaria. Segunda tese: ele sabia demais e sabia sobre mim, talvez fosse algum "amigo" da Victória, essa era meio plausível mas não tinha porque dela se vingar já que eu não estava mais com o Edward. Terceira tese: ele só era um professor que sabe coisas de mais que podem coloca-lo em perigo, resolvi aceitar essa, era a mais possível ou a que eu queria aceitar...

— Bella? — ele me chamou tirando-me de meus devaneios.

— Sim? — perguntei, depois lembrei da indireta que ele havia feito. — Bem, já ouvi algumas coisas sobre isso mas sinceramente não acredito em coisas sobrenaturais. — menti sorrindo o mais sinceramente possível, mesmo que eu não estivesse com os Cullen deveria guardar o segredo deles porque eles o confiaram a mim e acima de tudo eu deveria esconder o segredo de Jacob porque ele foi quem mais me ajudou.

— Claro. — ele disse e se voltou para o quadro escrevendo o assunto.

No começo ainda estava pensando sobre o interrogatório de Alaric mas resolvi esquecer, afinal cidade nova e vida nova incluia nada de vampiros...

Depois de quatro aulas bateu o sinal para o intervalo, saí da sala e fiquei parada na porta sem saber para onde ir, então alguém segurou o meu braço e eu olhei assustada percebendo que era apenas a Elena. Ela estava com duas amigas ao seu lado, uma morena dos olhos verdes que olhava curiosa para mim, e uma loura dos olhos azuis que parecia estar fazendo um grande esforço, tentando se, controlar?

— Me desculpem, eu me assustei. — eu disse sorrindo para elas.

— Nós percebemos. — Elena afirmou rindo. — Você gostaria de sentar na mesa com a gente?

— Claro, seria ótimo. — agradeci por não ter que me sentar em uma mesa sozinha e parecer a aluna nova depressiva.

Passamos pelo refeitório cheio de gente se esbarrando, alguns olhavam para mim provavelmente querendo saber quem eu era, outros ignoravam e o resto simplesmente parecia pensar que eu já estudava lá há muito tempo.

Chegamos na mesa e o Stefan estava sentado lá com um garoto, atlético que quando nos viu se levantou sorridente da mesa e foi beijar a loura que estava com Elena.

— Oi Stefan. — eu disse, ele era o único que eu conhecia alí.

— Oi Bella, como foi o seu primeiro dia de aula aqui? — ele perguntou, parecendo interessado.

— Bom, pelo menos aqui não é Forks. — respondi, agradecendo internamente.

— Como assim? — ele perguntou fazendo uma cara engraçada. Eu ri.

— Foi terrível quando eu me mudei... — contei, me lembrando. — No meu primeiro dia de aula na Forks High School a única coisa que eu desejava era sumir no concreto, quando eu pisei o pé na escola as pessoas me olhavam e cochichavam, me tratavam como se eu fosse "a nova atração do circo", menos um. — eu sussurrei abaixando a cabeça, sussurrei para ninguém ouvir mas o Stefan ficou me olhando curioso como se tivesse escutado.

— Eu entendo como é isso. — ele disse e disfarçou puxando a Elena para sentar em seu colo.

Eu fui apresentada a todos, Carolline — a loira — me puxava de um canto para o outro do refeitorio me mostrando para as pessoas como se eu fosse o seu novo brinquedinho de cristal, e eu apenas dizia "Oi, eu sou a Bella". Quando bateu o sinal anunciando que o intervalo havia acabado eu provavelmente já tinha sido apresentada a toda escola e minha pernas estavam inchadas de tanto correr para lá e para cá.

Eu caminha debilmente para a minha próxima aula que por sinal era de cálculo para piorar a situação, quando fui abordada por um garoto ruivo de olhos verdes, alto, ele tinha os seus músculos escondidos por debaixo da blusa fina de manga, azul, e sorria gentilmente para mim...

— Oi Bella, eu sou Max. — ele disse estendo a mão, a segurei e balancei levemente mas ele não soltou a minha.

— Está indo para a aula da Donna? — ele perguntou ainda segurando minha mão, e eu estava começando a me sentir desconfortável. Quando ele percebeu que eu não fazia noção de quem ele falava, completou: — Aula de cáculo.

— Infelizmente sim. — fiz cara de nojo.

— Acho que estamos no mesmo barco então, eu também estou indo para lá e também odeio cálculo.

— Que bom, eu acho. — disse rindo discretamente, indecisa.

— Vamos? — ele perguntou, o corredor estava praticamente vazio e eu podia deduzir que estávamos atrazados.

— Claro, não quero pegar detenção logo no primeiro dia.

Quando chegamos na sala, a professora nos deixou entrar, de cara feia.

— Se não se importa eu gostaria que se apresentasse para todos. — ela disse se dirigindo a mim.

— Se não se importa eu me importo de me apresentar. — respondi o mais educadamente possível e pelo canto do olho ví alguns garotos segurarem a risada enquanto a professora ficava roxa, por ser contrariada logo percebi que não devia ter dito aquilo mas já era tarde demais.

— Tudo bem alunos, continuando a aula... — ela disse me ignorando por completo e virou pro quadro, mas pelo menos eu não me apresentei.

As outras aulas foram igualmente chatas, mas a pior foi Educação Física. Um pessoa de ressaca não vai muito bem em esportes, mas eu de ressaca era uma coisa bem diferente... Eu desastrada, imãn para boladas na cabeça e ainda de ressaca, não dá coisa que preste.

O professor me fez tirar os óculos e o Max — que estava me seguindo desde a aula de cálculo — perguntou o porque das minhas olheiras roxas.

— Dormi pouco ontem. — menti, na verdade eu realmente dormi pouco mas esse não foi exatamente o motivo da minha aparência de panda espancado.

— Uhh, talvez seja melhor você por os óculos mesmo. — ele falou rindo.

— Garoto, eu aprecio a sua sinceridade. — rí com ele. Então a tragédia começou. O professor mandou todos ficarem encostados em uma parede e chamou uma garota de cabelos pretos, olhos azuis, alta e atlética, e o Max para escolherem os times de vôlei. O Max ganhou no "cara ou coroa" e me escolheu para o seu time, suspirei aliviada — por enquanto -.

Antes do jogo começar puxei o Max em um canto da quadra.

— Eu tenho uma coisa pra te falar. — eu disse.

— O que? — ele perguntou curioso.

— Eu sou um desastre em qualquer esporte. — confecei, sussurrando. Algumas pessoas olhavam sugestivamente para nós mas resolvi ignorar.

— Ninguém é tão ruim assim. — ele disse sem acreditar em mim, quando estava voltado para a quadra eu o puxei novamente.

— É sério acredita em mim, eu sou a pessoa mais desastrada desse planeta. Eu consigo tropeçar em um piso completamente liso, em pedras imaginárias. — falei suplicante.

— Ok, se você diz. Então fica tranquila que eu cubro a sua posição, certo?

— Certíssimo, muito obrigado! — Em um impulso de gratidão pulei em seu pescoço e lhe dei um beijo na bochecha, depois que percebi o que havia feito sai de lá sem graça e com as bochechas queimando... Certamente essa cidade está me mudando.

O Max ficou jogando por mim e por ele, como o Mike fazia lá em Forks... Bem, eu posso dizer que tenho a sorte de encontrar pessoas legais que me ajudam a não ser uma catastrofe. A aula acabou e ele foi comigo até o estacionamento, quando de repente parei onde estava, na minha frente havia um volvo prata, igualzinho a como eu me lembrava e por uma fração de segundo eu tive esperanças idiotas com um sorriso bobo brotando em meu rosto, vasculhei com os olhos pelo estacionamento a procura dele. Max tocou meu braço me tirando do transe.

— Gostou? — ele perguntou.

— Do que?

— Do carro. — apontou para o volvo na nossa frente.

— É seu? — perguntei assustada, acabando com o resto de esperanças que ainda restaram. Eu estava acabada. Havia me decepcionado mais uma vez. Ignorei a dor e tentei continuar normal.

— Sim. — respondeu em júbilo, alisando a lataria do carro. — Eu poderia te dar uma carona. Você mora onde Bella? — ele ofereceu abrindo a porta do carona.

— Não, não. Muito obrigado mas é que eu já combinei de ir com a Elena. — inventei na hora. Eu simplesmente não podia entrar naquele carro, ele me traria muitas lembranças e provavelmente quando o Max parasse na minha casa ele teria certeza de que eu sou uma garota depressiva.

— Tudo bem. Fica pra outra. — ele disse parecendo triste.

— É, outro dia. — certamente não.

O Max havia acabado de sair com o carro quando ví Elena entrando em seu carro. Corri — eu mais tropecei do que corri mas tudo bem. — e bati na janela.

— Bella? — Ela pareceu surpresa.

— Hmm, er, para onde você está indo? — perguntei.

— Para a casa do Stefan, mas se você quiser posso te deixar na sua casa...

— Não, não. É que eu queria mesmo ir na casa do Stefan. — eu disse, percebi que ela estava confusa então completei. — Preciso agradecer ao Damon.

— Eu posso agradecê-lo por você. — ela parecia não estar com nenhum pouco de vontade de "promover" o meu "encontro" com o Damon, mas eu precisava mesmo falar com ele.

— Se não for encomodo, então, você poderia me dar pelo menos o endereço. Eu realmente preciso falar com ele, pessoalmente. — nem eu mesma entendia o motivo da urgência mas eu queria vê-lo, não sei porque.

— Não, entra aí que eu te levo. — ela sorriu o mais simpática que pôde.

A Elena foi seguindo o carro do Stefan, á medida que o tempo se passava a gente se afastava cada vez mais da cidade . Paramos enfrente à manção Salvatore, não haviam mais casas envolta, apenas a estrada que seguia e a floresta que cercava. Tentei ignorar a nostalgia pulsante que isso me causava.

Stefan veio a abrir a porta do carro para Elena. Nostálgico, nostálgico, nostálgico. A áurea de amor que os cercava era insuportável para mim, bem, da para perceber o porque de eu ainda não conseguir assistir a filmes romanticos...

Os segui para dentro da casa e o seu interior era tão sombrio quando o exterior, talvez fosse por cusa do aspecto antigo e a mobília antiquada — que dava um certo charme ao lugar — aquela casa provavelmente deveria ter uns 100 anos, ou meno, não sei.

— Venha Bella, o Damon deve estar por aqui. — Elena chamou, levando-me para uma sala grande e sem muita luz.

Ele estava lá, sentado em um sofá com os pés encima de um centro. A TV ligada, mas ninguém assistia, ele tinha um livros nas mãos, estava tão concentrado que de repente fiquei curiosa para saber o título.

— Damon, visita para você. — Elena cantarolou arrancando o livro das mãos dele.

— Hey, devolve isso aqui Elena! — Damon gritou irritado.

Ele tentou pegar o livro devolta mas ela o enscondeu atrás das costas.

— Você não quer fazer isso. — ele disse, em tom ameaçador.

Elena olhou para mim e ele acompanhou o olhar dela. Pareceu surpreso em me ver alí.

— Bella, você aqui?

Apenas sorri e timidamente dei de ombros em resposta.

— Estou indo. — Elena disse e subiu, a escada na ponta dos pés nos observando.

— Deixe o meu livros. — Damon pediu, na verdade mandou, mas não quebrou o contato visual comigo.

— Eu quero ler. — ela disse e sumiu.

— Oi, er, bela casa. — eu disse sem jeito olhando em volta.

— Velha demais par ao meu gosto. — disse ele, revirando os olhos e sorrindo torto.

— Bem, me desculpe se eu estou te atrapalhando, é que só queria te agradecer... — falei tudo de uma vez, as palavras saindo numa enchurrada. — Mas acho que agora é melhor eu ir. — me virei para o corredor que levava à porta mas o Damon me segurou pelo pulso.

— Fique mais um pouco. — pediu.

— eu, eu. — tentava achar uma edsculpa para sair dali, eu não sei o vim fazer nessa casa. Acho que vim trazida por meus impulsos.

— Você... — ele incentivou gesticulando com as mãos.

— Espera um pouco, preciso pensar numa desculpa. — confecei corando.

Ele riu. Desceu sua mão que segurava o meu pulso para a minha mãom ne guiando novamente para a sala. Ele se sentou no sofá e ficou me olhando, em pé.

— Não vai se sentar? — perguntou dando um tapinha no lugar vazio ao seu lado.

— Eu estou bem. — eu disse.

— Você não cresce mais, sabia? — ele falou em tom de zombaria.

— Eu sei, mas não precisa esfregar na minha cara. — fingi estar ressentida.

— Bella, quantos anos você tem? — ele perguntou de repente sério.

Me sentei ao seu lado, como ele havia pedido, e o encarei.

— Eu não sou tão novinha, faço dezenove esse ano. — respondi.

— Agora você conseguiu me magoar. — ele colocou a mão no peito fazendo uma cara que acho que era pra parecer triste. — Eu que pensava ser tão jovem...

Eu ri.

— Você tem 22, acertei? — palpitei, analisando a sua face seus traços de homem aparentes, ele não poderia ser um adolescente.

— Na mosca! — disse, piscando para mim.

[Música — You Found Me]

— Sua cabeça doeu muito hoje? — perguntou ternamente, mudando de assunto e tirando os meus óculos delicadamente.

Abaixei a cabeça para ele não ver as olheiras, então ele colocou um dedo sob meu queixo, levantando-o e me obrigado a olhar para ele.

— Um pouco. — confecei fechando os olhos, e corando.

Damon contornou com os polegares, as marcas roxas sob meus olhos, e parou com as mãos em minhas têmporas, eu não estava vendo mas sabia que ele me fitava.

Abri os olhos lentamente e o fitei de volta. Ele aproximaxa o seu rosto do meu, quando percebi o que viria a seguir me afastei para o outro canto do sofá.

— Sinto muito. — sussurrei olhando para o chão. — Eu não posso.

— Eu que me desculpo. — ele disse e se levantou, caminhando para a sacada e puxou as pesadas portas de correr sem fazer esforço algum. Ele se inclinou sob o para-peito com a cabeça jogada para trás, recebendo os raios de sol.

Fiquei alí sentada, o obsevando e me perguntando porque eu não conseguia. Será que eu nunca iria superar isso? Edward dissera que estava me abandonando para eu ter a chance de viver uma vida normal e saudável, — mesmo eu não acreditando muito nisso — se ele foi embora para me dar essa chance, o que eu deveria fazer era a proveita-la, mas isso estava além de mim, eu apenas não conseguia, estava machucada demais para tentar novamente.

Andei até a sacada, me escorando no para-peito assim como ele, mas fiquei observando-o.

— Você está me encarando. — ele disse sem se mover.

— Me desculpe. — eu pedi novamente.

— Não por isso. As pessoas gostam de admirar a minha beleza. — ele falou sorrindo torto, mas ainda sem me olhar diretamente, sorria para o sol, olhava para o sol.

Eu ri, passando os dedos pelo cumprimento do meu cabelo tentando desembaraçar os fios, me distraindo e absorvendo um pouco de vitamina D.

— Não, eu não estava pedindo desculpas por te encarar. — esclarecí.

— Então, por que? — Damon se virou para mim esperando, seu rosto estava rígido, sério, inabalável. Suas pupilas paraceram dilatar e ele não quebrava o contado visual. Pisquei algumas vezes, aturdida e continuei.

— Sabe, é difícil de explicar... É difícil confiar novamente nas pessoas depois que tudo o que você conseguiu, tudo o que você pensava ser verdade ser destruído pela pessoa que você mais confiava. — contei, desabafei, brincando ansiosamente com uma mecha do meu cabelo que brilhava vermelho em um raio do sol, e torcendo para que ele, pelo menos ele, não me achasse uma louca depressiva.

Damon me olhou com compreensão brilhando em seus olhos.

— Eu sei como é. — ele sorriu para mim, um sorriso sincero.

— Amigos? — perguntei estendendo a minha mão.

— Amigos. — ele disse, trocando um aperto de mãos comigo.

Notas finais
Se gostaram do capítulo comentem e se não gostaram comentem também, quero saber a opinião de vocês.