In Beacon Hills
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Notas iniciais
Cap. 05
Agora eu, Mason e Brett estávamos olhando para o buraco enquanto Liam, que estava dentro dele, procurava pelo colar.
– Por que não está aqui? — Ele suspirou frustado, depois de procurar pelo colar.
– Ela pode ter voltado para pegar. — Disse Brett. Em um segundo Liam voltou para cima e olhou o buraco novamente.
– Eu acho que não é esse. Era perto da ponte, muito perto.
– Então esse é um buraco diferente? — Perguntei.
– Se esse não é o buraco que Tracy estava... — Disse Mason — Então quem saiu desse?
Ainda estávamos parados ali quando meu celular tocou, olhei o identificador e vi que era minha tia me ligando. Me distancie um pouco dos garotos e atendi.
– Oi, tia, eu seu que eu deveria estar em casa, mas... — Fui interrompida pela voz dela, que gritava coisas desesperadamente, deixando difícil eu entender o que ela falava. — O que? Hospital... Lydia? Oh meu deus...
Não consegui pensar em mais nada, muito menos ouvir os garotos gritando meu nome enquanto eu começava a correr pela floresta. Só podia pensar em chegar no hospital... Lydia estava ferida... Eu precisava chegar até ela.
Quando cheguei no hospital a primeira pessoa que eu vi foi a mãe do Scott. Ela veio até mim.
– Onde ela está? — Perguntei desesperada.
– Estão preparando ela para a cirurgia. — Ela tentava me acalmar, me afastando dos outros médicos — Ela perdeu muito sangue, mas vai ficar bem.
– Laryssa! — Me virei e vi minha tia no final do corredor, corri até ela com lágrimas nos olhos e ela me abraçou, pude sentir o cheiro do sangue de Lydia em suas roupas.
– Ela vai ficar bem?
– Os médicos disseram que ela não corre nenhum risco de vida.
Seus olhos estavam vermelhos, oque indicava que ela havia chorado, suas mãos ainda tremiam. Levei ela até algumas cadeiras e lhe dei um pouco de água. Alguns minutos depois ouvi vozes no corredor e vi Liam e Scott conversando sobre algo enquanto iam até os elevadores.
– Eu já volto... — Me levantei e fui atrás deles — Scott...
– Laryssa, como chegou aqui? — Liam abraçou.
– Correndo... — Me virei para Scott — O que aconteceu com a minha prima?
– Nós a encontramos ferida, Kira disse que Tracy fez isso com ela.
Ele me respondeu enquanto voltava a andar até o elevador, os acompanhei. Quando saímos do elevador vi todos reunidos ali, até mesmo Theo, a maioria com alguma parte das roupas rasgada ou suja de sangue.
A senhora McCall chegou ao mesmo tempo que nós.
– Como ela está? — Perguntei.
– Poderia ser pior. Theo, mandou bem no torniquete. Certamente salvou a vida dela. — Ela se virou para o resto de nós — Ela está prestes a entrar na cirurgia. Algum outro detalhe sobrenatural que eu precise saber?
– Tracy a machucou com a cauda, caso isso ajude em algo. — Scott disse.
A mãe dele assentiu e saiu pelo corredor.
Suspirei baixo, segurando as lágrimas que quiseram sair quando pensei pelo que Lydia deveria estar passando agora. Senti alguém segurar minha mão e percebi que era Liam, ele entrelaçou os dedos nos meus e eu apertei sua mão, tentando encontrar alguma força.
– Ela vai ficar bem — Ele disse baixo o suficiente para não atrapalhar os outros que discutiam algo.
– Eu deveria estar lá... Eu deveria estar sempre lá para proteger ela...
Minha voz saiu tão alta quanto um sussurro, uma lágrima desceu pelo meu rosto. Liam pôs a mão livre no meu rosto e enxugou a lágrima.
– Hey, não fio culpa sua. — Olhei para ele. Liam sorriu e continuou — A Lydia é forte, ela vai ficar bem.
Ele beijou minha testa e me abraçou, afundei o rosto em seu pescoço, deixando que mais lágrimas caíssem e molhassem sua camisa.
Depois de bastante tempo ouvi uma enfermeira dizer que Lydia já estava em um quarto. Stiles e Malia ainda estavam no hospital. Eu estava sentada em um dos sofás da sala de espera com a cabeça no peito de Liam, ele mantinha os braços ao meu redor de forma acolhedora.
– Você quer uma carona pra casa? — Stiles me perguntou.
– Não... Eu vou ficar aqui com a minha tia. — Eu disse, dando um sorriso fraco e me levantando para abraçar ele. Ele e Malia saíram da sala.
– Você vai ficar bem? — Liam perguntou. Mexi a cabeça em resposta, sorrindo de canto.
– Liam — Ele, que já estava indo para a saída, se virou. Passei meus braços ao redor do seu pescoço e o abracei apertado — Obrigada.
Ele sorriu e beijou meu rosto, saindo da sala logo depois.
Suspirei e fui até o quarto em que Lydia estava, quando entrei lá vi minha tia sentada ao lado da cama.
Dei um beijo na testa da minha prima, que dormia graças aos anestésicos, e me sentei em uma poltrona que ficava no canto do quarto.
Não percebi o quanto estava cansada até sentir meu corpo relaxar sobre a poltrona. Após alguns minutos pensando em tudo que havia acontecido em tão pouco tempo, adormeci ali mesmo, deixando que minha mente descansasse.
Eu estava na minha antiga casa, na outra cidade, tudo estava escuro, o grito da minha mãe ecoava pelas paredes da casa, um par de olhos vermelhos e brilhantes surgiram na escuridão e depois algo grande pulou em minha direção. Eu estava em um pesadelo, eu sabia disso, o mesmo pesadelo que eu costumava ter algumas vezes no ano desde pequena, sempre o mesmo pesadelo. Mas algo mudou dessa vez, eu não acordei depois se ser pega pela criatura, ao invés disso um som alto ecoou pelas paredes e a criatura sumiu, alguém havia disparado uma arma. Uma porta foi aberta e a liz invadiu o cômodo, me cegando.
Foi aí que eu acordei.
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