Imprudência
1 One-Shot - Imprudência
Notas iniciais
Minha primeira fanfic de KH e começo logo com RikuSora. Devo acrescentar que escrevi U.A. porque eu só joguei o 358/2 Days até hoje - e nem zerei ainda -, então além de não conhecer a personalidade do Sora e da Kairi (o Riku eu sei mais ou menos, pois o vi no jogo...), eu não sei nada sobre a história e não saberia como pôr uma fic deles no universo do jogo.
Oh, bem... Espero que gostem ^^ (amo o Riku *-*)
Imprudência – RikuSora
Aquela fora sua primeira bebedeira, e também fora quando descobrira que era fraco para álcool. E ele agora se lamentava de ter sido tão imprudente, pois estava obrigado a encarar aqueles que menos desejava ver.
– Sora, cadê você? – ouviu-se a voz calma e gentil de Kairi – Sora?
Ele virou a cabeça, olhando por entre a fresta do box. Murmurou algo ininteligível e enfiou a cabeça debaixo da água.
– Ele está tomando um banho. – suspirou uma voz masculina e entediada. Riku.
– Oh, ele está melhor? – tornou a perguntar Kairi
– Se for comparar a quanto o encontrei, sim. – Riku respondeu
– Parem de falar de mim como se eu não estivesse aqui. – grunhiu Sora alto.
Tudo bem que ele estava meio bêbado ainda, e no banho, mas ele não gostava de ser ignorado. Na verdade, agora gostava ainda menos.
Ele fechou o chuveiro e secou-se precariamente antes de vestir uma bermuda e uma blusa larga. Seus cabelos escorriam água que marcava as roupas sobre a pele clara. Ele possuía olheiras e uma expressão cansada.
– Ah, o inconsequente resolveu dar o ar das graças. – debochou Riku enchendo um copo com água e entregando ao menor – Toma, bêbado.
– Riku idiota. – grunhiu Sora que logo pegou o copo e o virou – Nunca mais eu bebo. Estou com uma dor de cabeça do cão! E aquilo é amaaaaaaaaargoooooo. – ele choramingou a última palavra se enrolando nos braços de Kairi.
– Sora, você foi imprudente. – Kairi o abraçou – E se alguém lhe pegasse? Você é menor de idade! O único entre nós três que pode beber é o Riku, você sabe disso. – ela tocou os cabelos escuros para fazer um cafuné – Ei! Seque o cabelo direito, Sora! Isso está encharcado!
Na hora em que a única garota naquela casa pegou a toalha, o celular começou a tocar. Assim que ouviu Passion*, ela atendeu e sorriu. Falou rapidamente no telefone e entregou a toalha a Riku.
– Me desculpem, preciso ir. – ela pediu delicadamente – Uma “emergência” com a Naminé precisa de atenção.
– Vá ajudar Namié... Neminé... Nemina... Namini... Ah, vá ajudá-la! – falou Sora embolando-se no nome de Naminé. Kairi riu e agradeceu antes de sair.
Riku acenou com a cabeça quando a viu saindo e se aproximou de Sora. Pousou as mãos com a toalha sobre a cabeça escura e começou a massagear os fios com delicadeza. Ele sabia que ela havia escondido algo, mas realmente não se importava.
– Ela estava mentindo, né? – murmurou Sora se encostando ao corpo de Riku, que o empurrou delicadamente para continuar a secar o cabelo dele – Antes ela sempre nos contava a verdade, não importa o que.
– Ela deve ter seus motivos. – Riku suspirou – É uma garota, deve ser algo que não se fala com pessoas do sexo oposto. Talvez a mestruação ou algo assim... – ele revirou os olhos.
– R-Riku! – Sora corou – Você não se importa? – ele se acalmou um pouco e se virou, agarrando a blusa escura do mais velho – Você não se importa com o que acontece com os amigos? – ele começou a lutar contra as lágrimas e mordeu o lábio inferior.
– Você tem coragem de me perguntar isso sendo que eu larguei tudo que fazia para ir acudir um bêbado? Pela primeira vez na minha vida, vale lembrar. – Riku ergueu a sobrancelha o encarando descrente
– Des... Culpe... – Sora murmurou sem jeito e começou a tremer. Riku praguejou mentalmente pelo tom que usou.
Sora era como uma criança. Frágil, animado e inocente. Isso lhe dava um encanto fofo que Riku odiava no início, mas acabou adorando com o passar do tempo.
Riku agarrou o pulso do menor e saiu o arrastando até seu quarto. Sentou-se na cama de casal e o puxou para seu colo. Abraçou o corpo pequeno e trêmulo enquanto Sora desabava em lágrimas.
Soluços saíam dos lábios rosados do pequeno que estava com a cabeça apoiada nos ombros do mais alto e com as pernas dobradas ao lado do corpo maior. Ele não conseguia impedir as lágrimas de saírem e não conseguia controlar o ritmo da respiração acelerada, ou do coração que parecia estar numa maratona.
– Certo, certo... – Riku se pronunciou quando notou o ritmo do choro diminuir um pouco – Venha aqui. – se deitou na cama e o puxou para seu lado. Acariciou o rosto dele com uma mão e se manteve levemente erguido com a outra. – Sora, olhe para mim.
– Riku... – Sora abraçou o maior e tentou afundar o rosto no peitoral escondido pela roupa, mas foi impedido pela mão em seu rosto – Eu... Eu acho... – ele apertou os lábios.
– Sora... Olhe para mim. – Riku ergueu o rosto do mais novo – Me olhe, sim? Precisamos conversar. – Sora acenou e manteve-se observando o outro – Eu sei que lhe fez se embebedar, e eu peço desculpas. Mas não ache que peço desculpas pelo que fiz, e sim pelo que lhe levei a fazer.
– E-Eh? – Sora corou e tentou abaixar o rosto, mas não pôde.
– Aquilo que você viu foi para causar ciúmes. – Riku sorriu de canto levemente notando o rubor no rosto do outro – E deu certo, pelo que vejo. – ele abaixou o rosto para a altura da orelha mais próxima de Sora – Pois agora você está aqui comigo. – mordiscou a orelha
– Eh? F-Foi... Proposital? – Sora estava mais vermelho que um pimentão – Isso quer dizer que...
– Sim, eu sei que você me ama. – Riku concordou sorrindo mais – Porém, também não foi só para lhe causar ciúmes, também foi para causar ciúmes no garoto que a Kairi gosta. E, pelo sorriso dela ao atender ao telefone, deu certo também.
– M-Mas... S-Se você sabia que eu gostava de você... P-Por que fez isso? – Sora não conseguia falar direito, apesar de que quando bêbado ele quase não se embolou. Talvez fosse uma habilidade: não embolar a língua por culpa de bebida.
– Você é meio ingênuo demais, Sora. – Riku girou de modo a ficar sobre o corpo de Sora – É porque eu queria que você se desse conta do que sente. Eu sei já tem tempo. Você tem ficado muito nervoso perto de mim, seu rosto fica vermelho, você não me encara no rosto... Você acha que eu não sei o que é isso?
– M-Mas... V-Você só quer... B-Brincar comigo?! – Sora estava meio irritado, mas ainda envergonhado em excesso para fazer algo.
– Não. – Riku se inclinou e beijou Sora. Seus lábios se movimentaram sobre os do menor que demorou a esboçar uma reação, e foi empurrá-lo – Porque eu te amo, seu besta. Eu te amo já tem tempo. Só estive esperando que notasse a verdade... Aí você me vem com uma conversa sobre gostar da Kairi... Eu perdi o controle... E fiz isso de hoje. Porque eu sabia que você não gostava dela, mas queria que você entendesse isso sozinho. Acho que deu certo.
– Você... Você é muito malvado, Riku! – gritou Sora virando o rosto – Se me amava... Por que não disse nada?
– Eu já te expliquei besta. – Riku revirou os olhos – Eu te amo.
E Sora voltou a olhá-lo, meio corado, e finalmente se beijaram de verdade. Os movimentos calmos e apaixonados dos lábios fizeram com que Sora desejasse mais. Um mais que foi atendido por Riku quando este pediu espaço com a língua.
O beijo durou até o ar fazer-se necessário.
– Eu te amo, seu idiota. – murmurou Sora e Riku riu.
– Eu sei. – porque o amor deles era assim:
Irresponsável e imprudente.
Notas finais
Ah, Passion é uma música de KH2, cantada por Hikaru Utada.
Por favor, deixem reviews, sim? ^o^/
Ciao, ciao! o/
Bacio! ;*
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