Notas iniciais
Então, foi meio que uma briza minha mas enfim... aproveitem! =D

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Fui recebida por um abraço caloroso — e não é só força de expressão, é por que era quente mesmo – de meu irmão mais novo, Jacob. Porém ele agora aparentar ser mais velho do que eu.

-Você por um acaso ficou horas em uma banheira quente? – caçoei – E bomba faz mal para o coração, sabe disso, não?

Ele deu uma risada.

-Eu tô crescendo, só isso, Rachel.

-Ah, me engana que eu gosto.

-Ok, tá fazendo faculdade de tecnologia ou medicina?

-Touché. Só me preocupo com a saúde do meu irmão.

-Ah, nem adianta falar com ele. – disse Billy, meu pai vindo em sua cadeira de rodas da cozinha para a sala.

Sorri ao vê-lo, com seu bom humor que eu tinha tanta falta e da mania de nos deixar livres entre as florestas de La Push correndo atrás dos animais medrosos que as rodeavam. Agachei-me para abraçá-lo, ele não estava quente como Jacob, que só usava uma camiseta e uma bermuda jeans, Billy usava uma blusa quente e um xale Quileute que presumo ser feito por Sue Clearwater. Naquela época do ano, La Push ficava mais fria do que de costume. Logo quando saí da faculdade, fantástico.

-Sentimos a sua falta. – disse Jake

-Ah, agora pode deixar que eu o faço não usar mais bomba e nem ficar em uma banheira mais quente do que um vulcão. Aí você vai dar graças a deus quando eu for embora.

-Já que você tá falando...

-Ah, como é bom ter a família reunida mais uma vez. – suspirou Billy

Sorri, era muito bom mesmo ter todos de volta. Foi bom sair daquela faculdade onde as freiras eram totalmente cruéis e por algum motivo, não gostavam das lendas Quileutes. Então, eu não podia falar com ninguém sobre as minhas raízes, e nem minhas aventuras entre a tribo e todos os moradores. Eu iria sentir saudades de Rebecca, minha irmã sem juízo e ainda mais velha que eu apesar de ser minha gêmea, se casou recentemente com um surfista samoano, agora ela mora em um local que é totalmente o oposto de La Push, o Havaí. Caloroso e com vários surfistas gatíssimos para se olhar. Não que eu esteja reclamando que aqui não há garotos bonitos, mas aqui não há garotos bonitos com que eu possa sair. Um dos motivos é Jacob, não sei o quanto ele é ciumento, já ouvi ele falar demais sobre Isabella Swan nestes últimos tempos. Eu lembro de conversar com ela, pouco, mas conversava. Jacob que não conversava com ela, o pouco que ele fazia era fazer castelos de lama com ela e saía correndo quando ela falava com ele. Claro, ele era novo demais, e ainda é. E agora deu a louca nele de falar sobre ela, estranho.

Decidi perguntar sobre ela no jantar.

-Jake, e a tal Bella?

Deu para ver os olhos dele presos no prato cheio de comida, uma montanha na verdade sobre a mesa. Mas a expressão dele não era das boas.

-O que tem ela?

-Bem, você andou me falando muito sobre ela, queria saber o que tá rolando.

-Eu já terminei. – disse Jacob brutalmente se levantando da mesa indo para seu quarto.

-Eu disse algo de errado? – perguntei para Billy quando ele bateu a porta

-É uma longa história.

-Nossa quem diria. O que seis anos longe da pequena La Push não fazem. Longas histórias para se contar, meu pequeno irmãozinho se transformou em um gigante bombado e que é mais quente que o normal, e esse mistério sobre Isabella Swan.

Billy me olhou curioso.

-Eu só quero me manter atualizada. – expliquei – Nossa, voltar para cá é como se eu tivesse perdido um grande romance que todo mundo conhece menos eu.

-Você nem faz idéia.

-Ok, eu estou muito cansada para ficar insistindo nisso. Eu vou para algum Hotel e amanhã eu volto.

-Hotel? Para quê? Pode dormir aqui, querida.

-Tem certeza pai? Eu não quero irritar mais o Jacob com coisas que eu não sei.

Billy deu uma risada.

-Querida, ele está na fase que fica nervoso por qualquer coisa. Adolescência.

Billy colocou um colchão emprestado de Sue Clearwater no chão da sala, ele disse para eu culpar Jake amanhã por dormir no chão, respondi que não me importava, desde pequena eu sou acostumada a dormir em lugares desconfortáveis.

Acordei com uma baita dor nas costas. E com o pescoço terrivelmente dolorido, o estralei e esqueci da dor, mas a outra continuava. Levantei-me e corcunda fui até a cozinha onde Jacob e algum amigo dele comiam cereal.

-Bom dia. – falei presunçosa

-Nossa bom dia para você também Quasimodo. –caçoou Jake

-Haha, muito engraçado.

O garoto ao lado de Jake bateu o cotovelo na barriga do meu irmão.

-Ah, Rachel esse é Quil Ateara, meu amigo.

Virei-me esticando minhas costas.

-Hum, acho que não cheguei a conhecê-lo.

-Ah, é. – sorriu Quil –É um prazer conhecer a irmã do Jacob.

Jake revirou os olhos.

-Não está um pouco frio para vocês andarem sem camiseta... – perguntei, não que eu me importasse – e de bermuda?

-Sim, mas nós somos bad-boys. – caçoou o gênio do meu irmão

Revirei os olhos e fui até a geladeira a abri e vi que Jake e Quil haviam tomado todo o leite que estava na caixa.

-Ah, foi mal. – disse Jacob

Respirei fundo, lembrei do que meu pai disse sobre ele ficar estressado por qualquer coisa, então não iria me irritar com isso.

-Ah, aquele Honda Civic-Couple lá fora é seu? – perguntou Quil para mim

-É sim. – falei pegando uma caixa de suco de laranja.

-Muito bonito. Modelo 2005?

-Infelizmente.

Quil deu uma risadinha.

Jacob fez um barulho com a garganta.

-Ok, Quil não precisa elogiar as coisas da minha irmã para ela conversar com você, vamos.

Jake e Quil largaram os potes em cima da pia.

E como eu não sou nada curiosa...

-Aonde vocês vão? – perguntei – Sem camiseta pelo menos.

-Ahn... – enrolou Quil

-Ahn... Nadar é! Nadar. – respondeu Jacob puxando Quil – É uma coisa que temos feito muito ultimamente, você sabe, para não deixar os músculos caírem.

Então eles saíram correndo pela porta.

Franzi a testa.

Só eu acho que as coisas estão mesmo estranhas?

Peguei um copo e virei à caixa de suco, mas só saiu uma gota.

-Jacob! – grunhi

-Aonde você vai? – perguntou Billy quando me viu pegar as chaves do meu carro.

-Procurar comida, ou algo parecido com comida. Que não seje uma caixa de leite e suco vazia.

-Jacob.

-É, mal cheguei a cidade e ele já começou a ser o adolescente que eu sempre esperei que ele fosse. Mas enfim, sabe de algum lugar onde tenha um hambúrguer ou algo do tipo?

-Tem um bazar aqui na Reserva, não precisa sair daqui para achar comida.

-Ah, e correr o risco de ver a cara do Jacob e querer acabar com ele? Acho que não.

Billy deu uma risada.

-Você tem o mesmo senso de humor da sua mãe.

E então a expressão dele ficou triste, temo que ele esteja pensando em mamãe.

-Ahn, pai?

Ele piscou os olhos.

-Ah, sim. Desculpe. Tem um lugar sim, pode ir até Forks.

Fiz uma careta.

-Forks? Quer dizer aquela cidadezinha? Se é que dá pra chamar aquilo de cidadezinha. Um vilarejo seria mais adequado.

-Rachel?

-Ah, ok. Obrigada pai.

Não estava nevando, pelo menos isso. Mas mesmo assim sentia o frio roçar na minha cara e meu cabelo estava voando. Fazia tempo que eu não sentia um clima tão molhado, e eu não sentia falta disso. Sério.

Dei a partida no carro e ouvi os pneus arrastando nas pedras antes de ligar o rádio. Passava uma banda de rock alternativo que jurava ser The Fray.