Notas iniciais
Vocês devem estão tipo, "wtf cadê a pótáríá sterek? só tem desgraça nessa bagaça -q", enfim, é que eu quis sair do monótono que sempre tem por ai nas outras fics, quis pôr algo tipo mesmo a série, só que sem o foco ser A&S, e sim Derek e Stiles, tipo isso... Mas calma, ainda tem muito o que acontecer e com certeza terão momentos Sterek mais intensos, u_u" ~ seatélánãodesistiremanyway~ Espero que goste, enjoy it!

— Como assim não tem jeito? Você é médico, estudou pra isso, como pode não conseguir lidar com essa situação? – John segura o Doutor Klovis pela blusa, a ponto de batê-lo, fora de controle ele não consegue aceitar que seu filho está na UTI em estado vegetativo.

Seguranças rapidamente o seguram, imobilizando-o até que se acalmasse.

— Senhor Stilinski, o que eu quero dizer é que seu filho sofreu um grave ferimento entre o tórax e o abdômen, contando também com a mordida no antebraço. Ferimentos altamente profundos que o fez perder muito sangue, e tem mais uma coisa... – Para de falar, esperando John recuperar seu estado normal.

— Como assim uma coisa? O que mais está acontecendo? – Soltando-se dos seguranças, já voltando em si o outro não media sua revolta.

— Uma infecção, o coma é o corpo do seu filho tentando combater essa bactéria. Não conhecemos a mesma, por isso estamos com dificuldades para cura-lo, não podemos medica-lo sem ao menos saber que tipo de bactéria estamos lidando. Seja lá o que tenha feito isso com o seu filho, precisamos saber, para possivelmente termos uma ideia do que fazer para combatê-la antes que...

— Possivelmente? Olha, não precisa dizer mais nada... Eu vou descobrir o que fez isso com meu filho, seu trabalho é não desistir de salva-lo. Tente o impossível se for preciso! – Sem ao menos esperar mais alguma resposta do doutor, John caminha pelo corredor em direção à saída, desorientado, seus passos eram rápidos.

***

— NÃO! – Derek grita ao ver Stiles desmaiar.

— Parece que está feito, hora de irmos... – Deucalion ordena a retirada de todos de seu grupo.

Sem se quer poder tentar se importar com a saída dos originais, Derek apenas tenta socorrer o garoto.

— Acorda... Não faz isso comigo, Stiles. Me desculpa... – Sem sucesso Derek tenta curá-lo, ignorando o fato de o mesmo estar infectado com o vírus do original.

Peter acorda lentamente e ao perceber a situação à sua volta, corre para perto dos dois, ao se deparar com Stiles caído no chão, ele não hesita e diz:

— Hospital... Derek, precisamos leva-lo ao hospital. AGORA!

— E o que vamos dizer? – Derek segue sentindo dor, mas sua preocupação com o mais novo o fazia suportar mais do que ver o outro caído no chão desacordado. – O pai dele pensa que ele está com um amigo passando o final de semana...

— Não importa, de certa forma ainda sou professor dele, posso leva-lo ao hospital, invento qualquer coisa, mas precisamos ser rápidos se quisermos salva-lo. E você vá para casa, precisamos pensar em um jeito de te curar também!

Peter o pega no colo e Derek se levanta, ambos rapidamente seguem rumo ao hospital deixando pra trás o resto dos lobos e alguns corpos dos mesmos, uma batalha que ainda não poderia se dizer perdida ou ganha.

***

— O quê? Como assim? – Com dificuldades de acreditar, ainda tentando fazer cair a ficha, Allison ao celular com Scott recebe a notícia sobre Stiles.

— É isso mesmo, minha mãe me ligou imediatamente quando viu o Stiles entrar no hospital carregado pelo professor Peter, parece que dessa vez o Stiles foi a vítima desse tal puma. Estou indo para lá agora, ainda não acredito nisso...

— Meu Deus... Eu também estou indo, nos vemos lá.

— O que houve? – Lydia questiona já assustada com toda a reação da amiga ao telefone.

— Stiles, ele está mal no hospital. Precisamos ir pra lá agora... – Já se ajeitando, pega seu sapato e coloca, enquanto desajeitadamente tenta arrumar seu cabelo.

— Mas o que houve?

— Eu não sei, Lydia... O Scott disse que talvez tenha sido aquele animal, o puma, não sei. Precisamos ir para o hospital. – Já pronta, embora ainda com o cabelo desarrumado. – Você vem?

— Vá primeiro, eu preciso me ajeitar antes, eu vou o mais rápido possível.

— Não precisa se arrumar para isso, mas tudo bem, nos encontramos lá. – Rapidamente Allison se vai, percebe-se sua rapidez no barulho de seus passos, que vão ficando cada vez mais baixo enquanto se distancia do quarto.

Enquanto se ajeita, Lydia percebe seu boneco no chão próximo à cama e se abaixa pra pegar, após fazer, como se estivesse em transe o fita fixamente e sente uma sensação ruim.

***

— Então foi o professor dele que o trouxe pra cá? Preciso contata-lo, quais foram os dados que ele deixou? – John novamente no hospital conversa com Melissa McCall em busca de respostas.

— Sim, Peter o nome dele. Apenas um número de celular...

— Me dê esse número, por favor, ele é uma testemunha, pois encontrou meu filho. Preciso interroga-lo!

— Aqui está... – Entrega a ficha preenchida pelo mesmo.

— Peter Hale... Vamos lá. – Disca em seu celular o número, logo ele atende.

— Alô?

— Peter Hale? Aqui é o Xerife Stilinski, pai do Stiles, seu aluno. Acho que precisamos conversar pessoalmente...

Peter já sabia que teria que depor, quando ele o levou para o hospital já havia pensado em uma desculpa.

***

Scott, Lydia e Allison estavam sentados no banco de espera no corredor do hospital, Derek estava no mesmo local, mas na espreitas, não queria ser visto ali e ter que ser interrogado, sem contar que ele não era conhecido por eles, então estava esperando uma hora que desse pra conseguir ver o garoto escondido e tentar novamente curá-lo, embora já não tivesse certeza de que iria funcionar.

— Meninos, vocês precisam ir pra casa, visitas não serão possíveis hoje e ficar aqui não vai adiantar. Sei que querem passar força, mas amanhã é segunda e vocês tem aula pela manhã, se Deus quiser, tudo vai ficar bem e o Stiles vai estar com vocês logo... – Melissa diz ao ver que todos eles estavam cansados, mas ao mesmo tempo querendo ser fortes diante da situação.

— Mãe, promete que vai me ligar independente da hora, caso tenha alguma novidade? Precisamos saber de tudo, é o meu melhor amigo... – Scott não consegue segurar suas lágrimas, ele estava realmente com medo e triste por isso.

Melissa enxuga sua lágrima e o abraça, conforta-o em seus ombros, embora sua altura seja menor que a dele.

— Tudo vai ficar bem, não perca as esperanças... Agora vão e descansem. Preciso voltar ao trabalho agora... Se cuida meu filho. – Ela distancia-se deles após beija-lo na testa, voltando-se para seu local de trabalho.

— Vamos, Scott... – Allison segura em sua mão e o puxa para ir embora. – Lydia? Vamos?

Despertando-se de seus devaneios, a ruiva parecia estar em estado de choque, em breves segundos ela volta em si e se vai com eles.

O caminho estava livre, com sua habilidade, Derek consegue se locomover até onde o Stiles está internado. Caminhando pelos corredores, ele chega à ala da UTI, olhando de janela e janela, ele busca com atenção pelo outro.

Após passar por três quartos com as persianas meio abertas, ele finalmente o avista. Setor 23.

— Ah, Stiles... – Seus olhos enchem de lágrimas ao vê-lo daquela forma, entubado por completo.

Lentamente ele abre a porta e entra, antes de se aproximar, checa pela última vez se não tem alguém ao redor. Após isso ele fecha por completo as persianas da grande janela de vidro e tranca a porta.

Ele se vira para a cama e caminha chegando mais próximo do garoto. Os olhos do mais velho derramam constantes lágrimas, logo as enxuga com a manga de seu casaco marrom.

— Me desculpa, Stiles... Por favor, me desculpa... Talvez isso não adiante, mas eu preciso tentar... – Derek leva sua mão esquerda até a do menor, e entrelaçam seus dedos. – Gelado... – Sussurra ao senti-lo em seu toque.

Logo Derek começa a tentar cura-lo, ou pelo menos fazer as dores, que obviamente estavam no local das feridas, sumirem. Mesmo desacordado, na cabeça dele tinha esperanças de que poderia fazer algo. Mas sem sucesso, após algumas tentativas, ele desiste e chora desapontado consigo mesmo.

O quarto quieto, apenas com barulho dos aparelhos bombeando ar para os pulmões do garoto, agora também era preenchido por soluços abafados do choro do mais velho.

— Você vai ficar bem, eu prometo... – Quebrando o silêncio, sussurra. Logo seca suas lágrimas e se inclina, dando um beijo em sua testa, seguido de um breve carinho no rosto.

Cuidadosamente, Derek se move para fora do quarto, caminhando devagar e cautelosamente para que não fosse pego por algum médico de plantão.

***

— Eu ainda não acredito que o Stiles está nessa... Me sinto tão mal. Eu estou com muito medo, ele é meu melhor amigo... – Scott no banco de carona no carro da Allison murmura e lamenta o estado do outro.

— Não fica tão mal, não perca as esperanças Scott, embora triste, temos que acreditar na recuperação dele. – A garota o conforta enquanto dirige.

— De certa forma todos temos que ficar em alerta, não podemos nos permitir ser mais uma vítima desse animal. – Lydia no banco de trás, um tanto assustada e inconformada, declara seu desapontamento com a segurança na cidade.

— Não vamos! – Scott com firmeza em sua fala afirma que eles estavam dispostos a lutar para que isso tudo mude.

— Vamos mudar de assunto, por favor. Não vamos ficar como se o mal tivesse ganhado, nossas esperanças de que ele vai sair dessa é maior. Ele é forte e tem a gente ao lado dele, ele vai sair dessa. – Alisson quebra o clima ruim que reinava no carro. – Então, Scott, você sabia que a ruivinha aí atrás sabe tecer bonecos?

— Sério? Eu não sabia que você era disso... Parece ser uma coisa de idosos... – A mesma o encara com insatisfação. – Com todo o respeito.

— Exatamente, eu aprendi com minha avó, como havia dito para a Alisson... Então, sim, é coisa de idoso e de quem quiser fazer. Como eu... – A outra o repreende com seu preconceito ignorante.

— Sim, ela fez até um que, a meu ver, parece o Stiles. De uma forma meio estranho, mas parece...

— Não é nada, apenas algo que aprendi com minha avó quando menor, mas de qualquer forma aquele boneco já era.

— Como assim já era? Você não terminou... – Allison pergunta sem entender o porquê do já era.

— Lembra que eu te disse? Todo esse trabalho requer cuidado, não posso deixar a linha arrebentar e se acontece isso, eu simplesmente não posso continuar.

— Mas por quê? – Scott também estava já um tanto curioso dela não querer continuar o mesmo.

— Não sei, mas foi o que minha avó sempre disse, então nunca questionei. Ainda me lembro de suas palavras, “Jamais, jamais continue a tecer se a linha arrebentar... Entenda isso como uma regra, ou melhor, uma lei...”.

— Que estranho... Eu quero ver esse boneco. Mesmo sem você continuar, eu estou curioso pra vê-lo. – Scott estava mesmo curioso quanto a isso.

— Chegamos Lydia, está entregue. – Allison interrompe o assunto após chegar à casa da ruiva.

— Obrigada... Amanhã nos vemos na aula. E Scott, eu levo amanhã pra você ver.

— Tudo bem, boa noite!

Ela sai do carro e segue pra sua casa, após passar pelo portão preto, acena para eles dentro do carro. Allison dar partida, seguindo para casa do Scott.

***

— E então, como foi com o professor? – Melissa pergunta pra John, que se aproxima ao balcão de entrada na emergência do hospital.

— Voltas em círculos. O Peter disse que o encontrou em um caminho na floresta, com malas jogadas perto do corpo desacordado, pela localidade ele estava indo encontrar com o amigo Danny, mas deve ter sido atacado pelo animal antes que pudesse encontra-lo. Passando pelo caminho como de costume, ele o encontrou, rapidamente o reconheceu e o trouxe. Essa foi a história que ele me contou...

— Por quê? Você acha que tem outra história? – Confusa e desconfiada da entonação do outro, questiona.

— Sou xerife, sempre desconfio de tudo antes de ter certeza dos fatos. Uma história pode ser contada de várias versões e maneiras, preciso continuar investigando. Nos falamos depois, vou dar uma última olhada antes de voltar pra casa e seguir mais pistas desse maldito animal.

— Ei, John... – Melissa o chama, ele se vira. – Fica bem, ok? Vai dar tudo certo, conte comigo para o que precisar...

John apenas balança a cabeça positivamente com um sorriso de canto forçado, logo caminha em direção ao setor 23.

Notas finais
Então? e_e"