Imprinting
20 Piquenique
Notas iniciais
— Você não acha estranho eu ter terminado o boneco do Stiles justamente na hora em que ele acordou do coma? – Lydia pergunta, enquanto atentamente pinta as unhas de sua mão esquerda com um rosa neon gliterizado, está na moda as cores do tipo, e se tratando dela, estar na moda é essencial.
— Lydia, não sabemos se foi na mesma hora, além do mais, impossível saber, e mesmo se tivesse sido, o que tem a ver? – Allison diz, sentada na carteira ao seu lado. A sala de aula estava vazia, pois ainda tinha pais com medo de deixar seus filhos irem para escola por conta desses acontecimentos.
— Acho que você está ficando louca, só porque quebrou uma “regra” que sua vó tinha colocado na sua cabeça. – Scott se intromete na conversa, virando seu corpo pra trás para que pudesse falar diretamente.
— Talvez... – Sem mudar o olhar fixo em sua mão, segue pintando a unha.
— O Stiles até gostou, não é mesmo? – Agora Scott está com o seu corpo já direcionado para trás, para a carteira do amigo.
— Claro, não poderia ter ficado mais idêntico. – Com o boneco em sua mão, o levanta botando próximo ao seu rosto, fazendo uma irônica comparação.
Até porque o boneco lembrava-o, mas de uma forma mais simbólica, como características. O casaco, o cabelo “raspado”, etc... Ambos riem, menos Lydia, que segue atenta o suficiente com sua pintura para poder tirar os olhos de lá.
— Me desculpem pelo atraso, tive uns contratempos, espero que me desculpem. Vamos compensar o atraso abrindo o livro na página duzentos e dez. McCall, vire-se, por favor. – O Professor em atraso, coloca sua pasta na mesa e abre seu livro na página exigida, à espera que os alunos – os poucos presentes – fizessem o mesmo.
***
— Eu não sei por que aconteceu isso, mas talvez tenha sido como o médico disse, apenas psicológico. Temos que esperar até a próxima lua cheia para sabermos o que vai ser, se isso irá acontecer novamente. Mesmo que aconteça, ainda pode ser coisa da cabeça dele... – Peter está sentado na velha escada de madeira, enquanto Derek à sua frente come uma maçã.
— Eu sei, apenas estou me sentindo feliz por ele não ter se transformado. – Deu uma breve pausa para morder mais um pedaço da fruta e a engolir. – Mas não quero que ele fique sentindo dor em toda lua cheia que tiver, mesmo que psicológica, pelo jeito que ele descreveu, parecia que estava se transformando, só que como você sabe, nada aconteceu. Se isso for coisa da cabeça dele, talvez uma ajuda profissional resolva o problema.
— Mais difícil que passar pelo Deucalion e seu bando, não será. – Ele se levanta e pega a metade da maçã que está na mão do sobrinho, deixando-o pra trás, caminhando em direção à sala de estar.
Derek muda de expressão ficando sério, mas que logo muda quando sente seu celular vibrar e tocar com o toque diferente dos demais, um toque em especial para o Stiles.
— Já com saudades? – Com sorriso brilhante e de orelha a orelha enquanto fala, Peter debocha. Derek revira os olhos, cansado de suas piadinhas sem graça.
— Tudo bem? Derek... Você sabe que estou preocupado e com medo, a dor que senti naquele dia foi super estranha, preciso saber o que está acontecendo comigo pelo menos antes da próxima lua cheia, não quero sentir aquilo novamente.
— Não era saudade... – Derek brinca ao ouvir o outro falando sem pausas. – Eu e o Peter estamos pesquisando sobre isso que aconteceu, vendo o que de semelhante possa existir, pois nunca vi alguém sobreviver da mordida sem ao menos ser transformado. É algo novo, Stiles... Não se preocupe, vamos conseguir achar respostas. E quero que saiba, que o Peter me disse uma coisa e talvez possa ter uma possibilidade de ser verdade...
— O que ele disse? – O outro lhe interrompe imediatamente.
— Que tudo isso possa ser psicológico. – Um silêncio domina o outro lado da ligação. – Stiles?
— Está dizendo que aquilo que senti pode ser caso de maluquice? Eu estou ficando louco, então? – Sua voz já se altera na medida que vai terminando a frase.
— Não foi o que eu disse, só foi uma possibilidade, não que realmente seja. Fica calmo, como eu disse, estamos buscando respostas, vamos fazer tudo ficar bem, antes da próxima lua cheia. – Derek o conforta, não queria começar a deixa-lo louco de verdade.
— Tudo bem...
— Não gosto de te ver mal, você sabe, eu prometo que tudo vai ficar bem.
— O intervalo já vai acabar, preciso desligar.
— Espera... Posso te buscar quando acabar a aula?
Agora Derek realmente conseguiu fazê-lo esquecer dos problemas, o sorriso de canto seguido de uma mordida nos lábios antes de falar mostravam isso, embora Derek não pudesse vê-lo nesse exato momento, imaginou tê-lo agradado por perguntar.
— Claro que pode... Te espero, então. Preciso desligar...
— Ok, até mais... – Derek ainda com um sorriso estampado no rosto é interrompido pelo seu tio, como sempre.
— Quanto doce... – Ele se surpreende ao se virar e notar a presença de Peter próximo a si, no corredor. – Estou até enjoado, pode ficar... – Coloca a maçã, já completamente mordida, em sua mão e caminha até as escadas, deixando um Derek furioso pra trás.
***
— Você vem com a gente, Stiles? – Allison, Lydia e Scott iriam passar em um Grill antes de ir para casa para almoçar.
— Não, eu vim com meu jipe, não preciso de carona hoje... – Eles dão de ombro, se despedem e se vão deixando-o pra trás.
Alguns segundos depois, um belo Chevy Camaro 2010 preto aproxima-se na frente da escola e estaciona... Derek Hale estava ao volante, uma cena que o garoto gostou de assistir.
Stiles desce as escadas, desajeitado por Derek estar olhando-o fixamente. Ao se aproximar, inclina seu corpo, abaixando-o, e bota a cabeça na janela do carro.
— Se você tivesse me avisado antes, teria vindo pra escola sem meu jipe, o que faço com ele agora?
— Deixe-o aí, te trago novamente aqui para busca-lo depois.
— E para onde vamos?
— Apenas entre, seu jipe não vai para lugar algum. – Sorri, mostrando seus lábios convidativos, deixando o outro concentrado em si. Então Stiles abre a porta e entra no carro, Derek dá partida.
Alguns minutos depois eles já estão no local do encontro, o qual Derek preparou cada detalhe para o outro apreciar sua vontade de tê-lo ali. O garoto estava se sentindo perfeitamente bem naquele momento e estava desejando fortemente que durasse o suficiente.
— Você não me disse que viríamos para um piquenique. – Questiona ainda encantado com toda a arrumação que Derek fez.
— Não gostou?
— Não é isso, só que olhando pra você, não parece ser do tipo romântico. – Ele estende a mão e pega uma pêra na cesta de palha.
— Que tipo eu pareço ser? – Se aproxima do mais novo, sentando ao seu lado, bem junto.
— Bem... – Sem jeito, engole rapidamente o pedaço da pêra que mordeu. – Um pouco mais bruto. Digo, menos sentimental e mais dominador.
— E você gostaria que eu fosse um pouco mais dominador? – Inclina seu corpo para cima do garoto, deixando seus rostos perto o suficiente que dava para sentir suas respectivas respirações.
— Não sei, precisaria conhecer esse lado, para depois responder sua pergunta... Talvez você devesse ser um pouco dos dois, cada um em seu devido tempo.
— E se eu fosse dominador agora, aqui nessa floresta, onde está só você e eu? – A cada respiração que soltava, deixava o mais novo a ponto de não conseguir se segurar, querendo beija-lo intensamente. Sentia seus batimentos cardíacos aumentarem a cada fala e olhar.
Stiles não se contém e o beija, deixando a pêra em sua mão cair, que logo rola após ter contato com o chão.
— Será que deveríamos? Não seria arriscado fazer isso aqui? – Derek questiona e o mais novo já em seu colo, as mãos do mais velho em suas nádegas, apertando e as alisando de forma que estava fazendo os batimentos do garoto acelerarem ainda mais.
— Eu namoro um lobo, não percebeu ainda que gosto de viver em perigo? – Ironiza, dando permissão para que o mais velho comece então tirar suas roupas.
Derek já estava sem camisa e a cada beijo pelo pescoço do mais novo, desabotoava um botão de seu xadrez azul. Não demora muito para ele estar completamente sem camisa, aquela pele clara sendo refletida por pequenos fios de luz solar que passavam pelas folhas das árvores, o deixava louco.
— Sinto vontade de te morder... – Disse as palavras sem se importar que Stiles fosse ou não acreditar, mas seu desejo era real e ele estava sentindo essa vontade.
— Se você fizer isso, aí sim que vou ficar traumatizado ou louco...
— Desculpa... – Após dizê-lo, leva sua mão até o cabelo do mais novo e o puxa, fazendo sua cabeça inclinar-se para trás. – Mas posso fazer de leve... – Começa então a mordê-lo de leve, Stiles se arrepia por completo.
As mordidas foram descendo, passando pelo corpo todo, pelo tórax e barriga, até que começa a desabotoar sua calça e desce-la, deixando-o de cueca.
— Stiles, já disse que amo seu corpo nu? Sua cor e pele me deixam louco. – O garoto sorri de canto, Derek se levanta e retira sua calça, ficando apenas de cueca também. – Abre a boca! – Disse em tom de ordem, provando-o seu lado dominador, puxa o mais novo pelo cabelo e o faz ir de encontro ao seu, que ainda guardado dentro da cueca, tinha um grande volume sob o pano.
Stiles rapidamente o coloca para fora, mas sem retirar a cueca ou abaixa-la, ele o faz passar pelo buraco de passagem para as pernas, a do lado direito. Segue então colocando-o em sua boca, mas é interrompido pelos movimentos do mais velho, o movimentava como se estivesse em outra parte de seu corpo, mostrando que ele queria controlar, logo o garoto para de se movimentar deixando com que ele assuma o controle.
Eles decidem então mudar, sem delicadeza, Derek abaixa a cueca do mais novo e o faz ficar de quatro para si. Se arrepia ao sentir a língua molhada do mais velho adentrar em si, breves e baixas gemidas de prazer eram dadas. Seus dedos dos pés se contorciam e suas mãos agarravam fortemente o pano xadrez vermelho e branco que cobria o chão.
Geme um pouco mais alto ao sentir-se sendo adentrado por algo mais grosso, dessa vez Derek não avisou que iria fazê-lo, isso o excitou ainda mais, embora tenha parecido doer mais que o normal, talvez pelo fato de ter sido pego de surpresa.
Derek agora estava com movimentos de slide mais rápidos e bruscos, sem dizer alguma palavra, apenas era escutado os gemidos de ambos naquela floresta deserta.
Stiles ainda de quatro, as mãos do outro o seguravam firme em suas nádegas enquanto seguia movimentando, ora batia, ora apertava.
— Vamos mudar, não quero ser pego nessa situação por alguém da escola. – Sugeriu Stiles, que agora estava ficando um pouco tenso em ser visto naquele estado.
— Tudo bem, então você chega primeiro. – Diz o mais velho puxando-o para cima de si, sem sair de dentro dele.
Agora Derek está deitado com Stiles em cima de si, estavam se olhando fixamente, a expressão que Derek tinha no rosto o fazia delirar, mordendo os lábios, enquanto sentia o mais novo lhe apertar com ele dentro de si.
Um gemido mais forte veio quando o mais novo se contorce, logo chega ao ápice, deixando cair tudo no tórax do mais velho, que se levanta, saindo de dentro do garoto, colocando-o de joelhos para si esperando por sua vez.
Quando menos espera, um gemido forte e agudo é dado, deixando o mais novo com a boca cheia, que é esvaziada logo em seguida após engolir.
— Confesso que... – Engole novamente, limpando sua boca para que pudesse falar. – Gosto de todas as suas versões, você é perfeito pra mim, cara. – Derek sorri de canto enquanto se ajoelha e se limpa com o guardanapo que está na cesta de palha.
— Ainda vai querer comer alguma coisa? – Derek ironiza, já colocando sua roupa, menos o casaco de couro preto, pois está sentindo-se com calor naquele momento.
— Agora mais que nunca, estou me sentindo faminto... – Já limpo, Stiles veste também suas roupas. Derek se aproxima e o beija de surpresa.
— Sinto meu gosto em você... – Ri após dizê-lo, fazendo o outro corar ao escutar.
Ambos ficam o resto do tempo juntos, terminando o piquenique.
***
— Scott, você viu a Lydia? – Estavam eles ainda no Grill, se preparando para ir embora.
— Ela foi com você para o banheiro, esqueceu?
— Não, mas ela saiu antes de mim. – Confusa, Allison olha ao redor, tentando avistar a amiga, mas não a encontra.
— Vai ver ela precisou ir com urgência, sabe como é a Lydia...
— Não sei, estranho, ela diria no banheiro. Vou ligar para ela... – Ambos saem do Grill, a caminho para o estacionamento.
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