Imprinting
17 Consequências
Notas iniciais
— Vim o mais rápido que pude. Cadê ele? – John seguia andando pelos corredores sem dar a chance de Melissa lhe responder.
— É nesse quarto, mas vai com calma, ele...
— Eu sei. – A interrompeu dando-lhe as costas, entrando no quarto com delicadeza.
John sente uma grande felicidade de ver seu filho acordado, sem todos aqueles aparelhos em si. Segue caminhando até ficar bem próximo da cama, ao chegar leva sua mão direita à mão esquerda do mais novo e a segura com firmeza.
— Meu filho, que susto você me deu... – Seus olhos brilham por conta de toda a emoção em seu interior. – Como se sente?
— Bem... – Sua fala sai com dificuldades e baixa por efeito dos aparelhos em si por tanto tempo, deixando sua fala um pouco atrapalhada.
— Quanto tempo ele ficará aqui? – Ele se vira para Melissa que ali está e a questiona.
— Ele acabou de acordar, presumo que terá de ficar mais tempo em observação. Além do mais, ele acordou repentinamente de um estado do qual já não tinha tantas chances assim, pode-se dizer que foi um milagre. Será preciso realizar alguns exames, de acordo com o que o médico disse. Logo ele irá vir aqui falar com você.
— O importante é que ele está bem agora, sem aquilo tudo ligado nele. – Ele se vira novamente para o seu filho. – Eu estou buscando corretamente, trabalhando dia e noite pra dar um fim nesses acidentes, eu prometo meu filho que tudo será resolvido e ninguém nessa cidade irá se ferir por conta desse puma.
— Acho melhor deixa-lo descansar, logo ele terá uma pilha de exames pra fazer. – Melissa estava em pé perto da porta e o chama para deixá-lo descansar.
— Sim, está certo. Eu tenho muito pra fazer sobre o caso desses acidentes... Preciso ir, tudo bem? Mas logo eu estarei de volta. – Se inclina e o beija na testa, expressando seu carinho e a saudade. – Você vem?
— Eu vou sim, estou apenas esperando a enfermeira chegar aqui. Pessoas estranhas estão entrando no hospital, na verdade não no plural, é que aconteceu algo estranho, então a segurança dessa ala está sendo mais rígida. – Melissa abre a porta para que John possa passar.
— Como assim algo estranho? Quem? – Já curioso ele para no meio, na passagem entre o quarto e o corredor.
— Não sei, algum estranho deve estava tentando visitar algum familiar sem permissão. O estranho é que ele parecia ser próximo do Stiles, a maneira que ele ficou parecia estar preocupado quando o seu filho acordou, mas o segurança o fez correr...
— Tem certeza disso? Não era algum amigo do Stiles? Como ele era?
— Eu não lembro direito, ele estava vestindo uma jaqueta de couro preta, um jeans velho e coturnos escuros. Cabelo preto e penteado pra cima, de forma quase que arrepiado com um topete... Por quê? Isso ajuda?
— Não sei, sou xerife, desconfio de tudo e todos sempre.
Stiles escuta tudo o que eles estavam conversando e no fundo ele sabia que era Derek por conta da descrição que Melissa deu, ele sorri de canto.
— Preciso ir, assegure-se de que tudo vai ficar bem, logo estarei de volta. Até mais, meu filho. – John se vai e Melissa fecha a porta do quarto logo em seguida.
***
— Sério? Então vamos logo pra lá, precisamos vê-lo! – Allison, ao telefone com Scott, recebe a notícia que Stiles acordou.
— Não podemos agora, não pode visitas hoje e tampouco agora logo depois de ter acordado de um coma. Precisamos esperar autorizarem visitas, minha mãe vai me avisar.
— Entendo, então preciso ligar pra Lydia pra avisa-la que não vamos poder ir hoje, te ligo depois.
— Tudo bem, até depois. – Ambos desligam já felizes com a notícia sobre o estado do amigo.
Allison rapidamente disca o número da amiga e após alguns segundos ela atende.
— Preciso te contar algo! – Logo toma a frente em falar. – O Stiles acordou!
— Nossa, mesmo? Mas que repentino...
— Nossa Lydia, que reação horrível! – A amiga a repreende.
— Não foi o que eu quis passar, mas você não acha que foi tão de repente? De qualquer forma, já esperávamos isso, vamos logo para o hospital, eu já até terminei de tecer o tal boneco pra levar.
— Não, não podemos ir ainda. Não está autorizado visitas, precisamos esperar e a mãe do Scott vai avisa-lo, então vamos todos juntos. E que bom que terminou, o Stiles vai gostar de receber esse presente de você.
— Sim, “ai” dele não gostar de algo que fiz com tanto trabalho. Então já que não vamos, eu vou trocar de roupa e dar uma passada no salão, minha unha está horrível.
— Mas você a fez ontem...
— Justamente, já se passaram horas, preciso me arrumar e ir... – Allison ri do outro lado da ligação.
— Tudo bem, qualquer coisa eu ligo novamente. Até mais...
— Até. Beijos...
— Que estranho... Bonequinho, você deve ser mesmo algo de sorte. – Diz enquanto o segura em sua mão, olhando fixamente para seu trabalho.
***
— Eu preciso voltar lá... – Derek estava bem nervoso, pois seu plano de averiguar novamente a mordida falhou.
— Fica calmo Derek, do jeito que você está preocupado não vai ajudar em nada. O menino acabou de acordar, obviamente será preciso fazer exames, então depois poderá receber visitas. – Seu tio o acalma para que não fizesse alguma besteira.
— Você está certo, mas a lua cheia será em alguns dias, não podemos ficar aguardando o passe– livre dos médicos. – Agora ele para de ficar andando de um lado para o outro e se senta no sofá velho, que após deixar seu peso cair no estofado, emana uma boa quantidade de poeira.
— Minha nossa... Até quando vamos ficar nessa podridão? – Peter diz após espirrar por conta da poeira levantada pelo o outro.
— Talvez se você voltasse a dar aula e parasse de ficar sempre ao meu lado.
— Quanta ingratidão, você sabe que tudo o que fiz até agora foi pra te ajudar Derek. Não seja assim... – Embora falasse sério, o seu jeito sarcástico era o qual mais dominava em seu tom de voz.
— Confesso que você foi de grande ajuda, mas seu jeito de ajudar sempre tem um lado que atrapalha outro alguém. E aqueles jovens? Jamais terão sua vida antiga de volta, tudo por sua culpa... Você poderia ter feito uma melhor seleção, pessoas com vidas destruídas ou algo do tipo, não jovens com estudos pra terminar, família...
— Tudo bem, você sempre quer ver pelo lado ruim, seu ponto de vista sobre mim é sempre o pior. De qualquer forma, de nada...
— Ah, por favor... Vou subir. – Derek levanta– se do sofá e caminha em direção à escada, deixando Peter para trás.
— Ingrato... – Sussurra enquanto o assiste subir as escadas de madeiras velhas e barulhentas.
***
— Vamos lá Stiles, preciso retirar esse curativo e ver como está essa mordida no seu braço. – O médico estava começando a fazer os exames necessários no mais novo.
Stiles estava deitado numa maca automática, que podia levanta-lo de forma lenta até deixa-lo sentado com apenas um controle. O médico em seu lado começa a retirar os curativos que cobriam a ferida causada pelas presas de Derek.
— MINHA NOSSA... – O próprio médico não consegue conter sua surpresa.
— O que foi, doutor? – Stiles lentamente pergunta e redireciona seus olhos para seu braço.
— Não tem ferida aqui... Eu não estou entendendo. Preciso chamar alguém especializado... Com licença. – Em passos rápidos, se retira da sala a fim de chamar ajuda para esse caso, pois já havia se tornado especial.
— Ah, não... Meu Deus... – A única palavra que Stiles consegue dizer enquanto passa sua mão pelo pulso e antebraço, no lugar onde não tem se quer algum arranhão ou cicatriz. Ele sabe o que aquilo significa...
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