Imprevistos Do Amor
19 Capítulo 16.
Notas iniciais
Bom, capítulo fofo em tudo e tenso no final. :s
Boa leitura...
CAPÍTULO 16.
“A VIDA GERALMENTE SEGUE O MESMO PADRÃO PARA TODOS, ACONTECEM COISAS BOAS E COISAS RUINS... A DIFERENÇA ESTÁ NAS PEQUENAS SURPRESAS QUE SURGEM NO SEU CAMINHO, SÃO ELAS QUE VÃO TORNAR TUDO MELHOR...” - KTwilight
No capítulo anterior...
... — Por que está chorando? – disse com a voz meio grogue por causa do sono.
- Porque você acordou e está bem. Fiquei com tanto medo. O que deu em você? O médico não quis me dizer nada.
- Ainda estou chocada com o resultado dos exames que ele fez.
- Por quê? Ele me disse que você está bem, que não é nada sério.
- Sim, eu sei. – ela respirou fundo, sorriu levemente e agora os seus olhos se encheram de lágrimas – Edward, eu estou grávida.
...
PDV Edward Cullen
Eu não tinha certeza se eu ouvi direito ou se minha mente estava tendo algum problema e fazendo com que eu criasse ilusões. Talvez fosse a falta de comida ou ainda o cansaço extremo, sei lá.
Custei alguns segundos até perceber que Bella estava ali, que estava acordada e que estava me dando a notícia mais fantástica que eu poderia receber. Eu já havia pensado em ser pai? Não. Nem mesmo depois de me descobrir apaixonado por Bella eu pensei nisso. Mas ouvi-la dizer com todas as letras que ‘está grávida’ e saber que esse filho é meu, fez com que meu coração se expandisse assimilando a idéia de ter um filho com a mulher que eu amo.
- Como... – gaguejei um pouco – como soube disso?
- O médico fez os exames e descobriu. – ela falava baixinho, talvez temendo que eu fosse reagir mal – Pelo que ele disse, a gestação é de oito ou dez semanas, uns dois meses mais ou menos.
- Ah, meu Deus! – exclamei absorvendo a notícia – Foi lá na casa da Carmen, não foi?
Minha mente trabalhou rápido e eu fiz os cálculos. Foi sim na casa de Carmen, na ocasião em que não nos prevenimos. Eu sabia disso e estava feliz com a notícia.
- Edward, eu sei que não esperava por isso, — ela começou a derramar algumas lágrimas – eu realmente fiquei grávida enquanto estava lá, mas não posso permitir que me acuse e pense que o filho não é seu.
- Bella...
- Sei que meu passado me condena, mas eu sempre me prevenia, você foi a única exceção disso.
- Bella. – esperei que ela se acalmasse e me encarasse nos olhos – Bella, amor... Eu não disse nada e você já disparou um monte de explicações. O que pensou? Que eu diria que o filho não é meu?
- Mas é que...
- Ei! – encarei-a seriamente – Eu sei que você sempre se prevenia, e sei que eu fui o único com quem isso não aconteceu. – aproximei meu rosto do dela – Confio em você e sei que o bebê é nosso. Aliás, eu sinto que o bebê é nosso.
- Tem certeza? – mordeu o lábio indicando seu nervosismo.
- Tenho. – sorri para tranqüilizá-la – Você vai ficar linda.
- Vou é ficar gorda, isso sim.
- Mas vai estar linda e carregando um filho meu.
- Ou filha.
- Ou filha. – repeti suas palavras e sorri – Já imaginou uma menininha igualzinha a você?
- Não quero pensar nisso, sei que nossas opiniões são diferentes. Vou amar de qualquer modo nosso bebê.
- Eu também, amor. – beijei-lhe os lábios levemente – O que mais o médico te disse?
- Disse que a tontura e o enjôo que senti quando sua mãe ligou foram por causa da gravidez. Eu já não estava bem antes de ela ligar, o nervosismo da conversa só aumentou meu mal-estar e me deixou fraca demais. – ela deu de ombros.
- Me desculpe pelas coisas que minha mãe disse. Ela não é uma má pessoa, mas às vezes tem preconceitos que até eu não suporto.
- Tudo bem. Ela é mãe, só pensa estar fazendo o melhor por você.
- Você é tão bondosa. – eu disse e sorri, aproximando outra vez meus lábios dos dela – Sua generosidade me assombra, sabia?
- Você inteirinho me assombra. – confessou sorrindo preguiçosamente – Estou com fome.
- Ei, como mudamos de uma declaração apaixonada para uma conversa sobre fome?
- Grávida, meu amor. – ela deu de ombros – A gravidez faz isso. Momentos sérios, surtos enlouquecidos, desejos esquisitos, choradeira... tudo junto e misturado. – gargalhou — Vai se acostumando, temos uns sete meses ainda dessa montanha-russa de sentimentos.
- Vou adorar esses sete meses.
Eu não precisava dizer nada e nem ela. Nós nos beijamos e eu fui providenciar alguma coisa pra ela comer. Como ela não estava hospitalizada, o médico nos liberou logo em seguida. Resolvemos que era melhor comer em alguma padaria no caminho para casa.
Rosalie nos esperava ansiosa, Emmett a abraçava tentando confortá-la. Assim que nos viram, os dois se colocaram de pé e nos olhavam temerosos. Eu e Bella trocamos um olhar cúmplice antes de anunciar a novidade.
- É bom vocês terem jeito pra cuidar e mimar crianças. – eu disse despreocupado.
Emmett franziu a testa em sinal de confusão. Rosalie olhou para Bella e arqueou as sobrancelhas. Nenhum deles entendeu a minha frase, mas Bella fez o favor de esclarecer o assunto.
- Estou grávida. – direta e simples assim.
- Grávida? – Rosalie quase gritou – Como? Quando? Meu Deus!
- Estou de uns dois meses. – Bella disse – Isso responde a sua pergunta ‘quando?’.
- E sobre a pergunta ‘como?’, — eu disse – acho que você sabe como são feitos os bebês, não é?
- Seu bobo. – Rosalie bateu no meu braço e sorriu em meio ao choro – Que notícia boa. Parabéns.
- Parabéns. – Emmett sorriu – Vou ser o melhor tio desse mundo.
- Com certeza, vai. – eu disse, eu sabia que ele seria um ótimo tio, Emmett sempre levou jeito com crianças.
Nós saímos dali e fomos comer alguma coisa. Depois disso, levei Bella para nosso apartamento, ela precisava descansar um pouco. Emmett foi trabalhar e já avisaria minha secretária para cancelar meus compromissos, eu ficaria em casa com Bella.
...
PDV Isabella Swan
Acordei e estava sozinha na nossa cama, as janelas um pouco fechadas para escurecer o quarto já que ainda era dia. Senti meu estômago roncar, era hora de levantar. Afastei o lençol e sentei na cama percebendo que estava apenas de lingerie, estava tão cansada que nem percebi que Edward tirou minha roupa.
Levantei e fui até o banheiro tomar um banho leve e escovar os dentes. Assim que terminei, coloquei um hobby e fui em direção a cozinha. Edward devia ter ido para a empresa, e eu precisava preparar alguma coisa pra comer. Me surpreendi ao vê-lo sentado na bancada concentrado no notebook. Assim que me viu, seus olhos se prenderam em mim e sorriu.
- Está tentadora vestida assim. – sorriu torto.
- Oi.
- Vem cá.
Esticou os braços me chamando e eu me aconcheguei no calor do seu corpo. Ele inspirou o cheiro no meu pescoço e deu um beijo ali, meu corpo inteiro se arrepiou.
- Por que não foi trabalhar?
- Porque você precisava de mim aqui.
- Obrigada por ficar.
- De nada, amor. – beijou meu pescoço sempre acariciando meus cabelos – Como está se sentindo?
- Estou bem, foi bom descansar um pouco.
- Que bom. Está com fome?
- Estou. – mordi o lábio inferior – Vou preparar alguma coisa.
- Já preparei. Tem café quente na garrafa térmica e aprontei uns sanduíches e pão com geléia de morango. É só escolher.
- O que eu faço com você, hein? – eu disse e segurei seu rosto – Você é perfeito, amor. Te amo.
- A recíproca é verdadeira. – ele disse e grudou as mãos ao redor do meu corpo me puxando para um beijo intenso, porém devagar.
A gravidez se fazia presente e eu sentia meu corpo reagir a Edward; mas eu estava com fome e precisava me alimentar, então deixamos as carícias de lado e fomos comer.
...
Não posso dizer que estava plenamente feliz porque Esme ainda me assustava, eu tinha receio do que ela poderia fazer para separar Edward e eu. Talvez até alegasse que o filho nem era de Edward, e isso sem saber o que eu fazia antes de estar com ele. Eu só esperava que isso passasse, que a gente se desse bem, ou que pelo menos ela me suportasse pelo bem de Edward. Nosso amor era forte e verdadeiro, mas a interferência das pessoas poderia fazer um estrago absurdo.
...
Três meses depois...
Cinco meses de gestação. Minha barriga já estava visível para quem quisesse ver. Eu tinha consulta com a ginecologista hoje e Edward iria comigo. Combinamos que eu iria até a empresa depois da faculdade e era pra lá que eu seguia.
Estava empolgada com a idéia de ouvir outra vez o coração do meu bebê e talvez hoje descobrir se era menino ou menina. Edward estava ansioso para descobrir e afirmava não ter preferência nenhuma porque, segundo ele, teríamos outro bebê no futuro.
Fui recebida pela recepcionista do prédio que me indicou o andar do escritório de Edward. Eu já tinha ido lá umas duas vezes, mas evitava ir para não gerar conflitos já que praticamente a família inteira trabalhava ali.
O elevador subiu lentamente e a cada andar meu coração acelerava um pouco mais. Ao chegar lá, observei todos concentrados em seus trabalhos. Queria chamar o mínimo de atenção possível, mas parece que jamais isso aconteceria. Uma mulher mais baixa que as do escritório, morena e grávida. Ah, se isso não bastasse, ainda era a ‘esposa’ de um dos donos do escritório. Pois é, era quase impossível não chamar a atenção.
- Olá, senhora. – a recepcionista disse – Edward a está esperando na sala dele.
- Obrigada.
Apenas segui na direção que ela indicou. Percebi como todos me acompanhavam com seus olhos atentos. Quando estava para entrar na sala de Edward, a porta foi aberta e uma mulher baixinha de cabelos espetados e negros apareceu ali.
Alice Marie Cullen.
Como não associei o nome dela ao nome de Edward antes?
Ela me conheceu na mesma hora. Ela sabia quem eu era. Eu já havia presenciado um surto enfurecido dela e sabia que outro estava por vir...
Seus olhos ardiam de ódio e revolta... Eu podia imaginar as engrenagens na sua mente unindo os fatos e as imagens passando como um filme... Ela estava furiosa...
Notas finais
E fiquei mega chocada com o encontro de Bella e ALice. No próximo vcs descobrem o que foi que aconteceu. (P.S.: Talvez role um flashback).
Um bom fim de semana p/ todas. Vejo vcs nos review.
P.S.: SE minha chefe der uma saidinha ou cochilada em cima do notebook, eu consigo escrever o capítulo da 'Pequena Travessa'. Então talvez eu poste por lá hj tbm. ;) Fui...
Fale com o autor