Impossible Love
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Mais um cap!Espero que vcs gostem!
por favor comentem, só assim eu vou poder melhorar e conseguir fazer uma história legal! preciso da opiniao de vcs =]
Damon acordou sentindo-se incrivelmente bem. Ele nunca havia se sentido tão feliz como naquele dia. A verdade é que ele tivera inúmeras noites com inúmeras mulheres, tinha aproveitado cada uma, mas elas não eram como Elena. Nenhuma das noites tinha sido melhor do que a que passara com a morena. Ela era maravilhosa. Elena era mesmo a mulher da sua vida. Ela era aquela que ele tinha certeza que poderia amar até o resto da sua vida, ele queria que ela fosse sua esposa, embora isso não fosse assim tão simples. Eles não tinham autorização para estarem juntos, nunca teriam, simplesmente porque pertenciam a classes sociais diferentes. Ele era o Príncipe e ela era uma escrava. Desejou saber porque isso era tão importante, afinal, ele não via nenhuma diferença entre ele e ela. Ambos eram seres humanos, mereciam o mesmo respeito e direitos. Infelizmente, ele era um dos poucos que pensavam dessa forma. Seu pai, o Rei Giuseppe, fazia questão de deixar as diferenças sociais em evidencia o máximo possível. Ele gostava de se sentir superior aos outros e Damon tinha nojo disso. Afastou os pensamentos de sua mente, não queria ser perturbado por eles logo cedo, queria apenas abraçar sua amada. Entretanto, Elena não estava mais deitada ao seu lado na confortável cama. Ela havia ido embora durante a madrugada, tinha consciência que não poderia passar a noite ali. Ninguém poderia vê-la saindo do quarto do Príncipe durante a manhã, não queria dar brechas para que alguém percebesse o que acontecia entre eles. Precisava ser discreta, o romance deles não podia ser descoberto de jeito nenhum. Damon frustrou-se com a ausência dela. Queria toma-la em seus braços e beijá-la longamente, queria dizer a garota o quanto a amava, mas não podia fazer nada disso, não naquele instante. Ele precisava fazer algo a respeito, precisava começar a pensar em um jeito para que ele e a Elena pudessem ficar juntos de uma vez por todas. Ele precisava estudar, ler todas as leis que regiam aquele Reino e tentar encontrar uma brecha. Era isso que ele tinha que fazer. Após tomar um banho rápido, foi até a enorme biblioteca do Palácio, era lá que havia tudo o que ele precisava.
Ao chegar na biblioteca, logo achou o livro que estava procurando. Sentou-se na confortável poltrona e começou a ler. Depois de mais de duas horas, ainda não tinha encontrado nada que fosse interessante. No Reino dizia que era expressamente proibido que um nobre, ainda mais, se tratando do Rei ou do Príncipe herdeiro da coroa, podia se casar com alguém que não tivesse sangue real. Pensou que talvez, ele pudesse abdicar da posição de futuro Rei em favor do seu irmão. Ele não se importaria em fazer isso, ele nunca quis nada disso mesmo. Isso também não resolveria o problema, ele não poderia casar com a Elena ainda assim, e bem, ele continuava noivo, o que só piorava a situação. Ele teria que pensar em outra coisa, precisaria ter alguma ideia brilhante e, no momento, nada lhe vinha a mente, mas ele teve certeza de algo. Ele realmente precisava dar um jeito de terminar com o noivado com a Princesa Camilla. Voltar a ser solteiro era, definitivamente, o primeiro passo. Passou a procurar situações onde era possível se anular o compromisso.
Enquanto procurava por alguma informação que fosse de utilidade, Elena chegou a biblioteca trazendo o café da manhã de Damon. Ela ainda era sua escrava particular e, era obrigação dela fazer isso, mas ia muito além. Ela gostava de servi-lo, ela queria agradá-lo, e principalmente, ela queria estar perto dele.
–Com licença, Alteza...-Tentou soar o mais formal possível. –Eu trouxe o seu café.
–Obrigado. –Damon abriu um sorriso. –E por que você está sendo tão formal? Será que a noite de ontem só foi especial para mim?
–Eu só estou sendo formal porque ninguém pode saber sobre nós dois, pelo menos por enquanto...-Explicou-se.
–Você ainda não respondeu a minha pergunta...-Insistiu. Queria saber o que ela estava sentindo, se ela tinha gostado de estar com ele o tanto quanto ele gostou de estar com ela.
–Foi a melhor noite da minha vida, foi perfeito! –Confessou, a pele de seu rosto queimou de vergonha. –Mas talvez não seja apropriado falarmos sobre isso aqui, alguém pode nos ouvir, Alteza.
–Só tem eu e você aqui, não precisa de tanta formalidade. –Acariciou a face da morena. –Nós podemos aproveitar e ter um momento nosso. –Sugeriu. –Que tal nós tomarmos café da manhã juntos?
–Sério? –Abriu um sorriso. Tomar café da manhã com ele, depois da maravilhosa noite que tiveram, seria absolutamente romântico.
–Claro que sim. Por mim, eu passaria o dia inteiro com você, Elena...-Falou enquanto pegava uma xícara e servia de café e, em seguida, ofereceu a garota.
–Sou eu quem deveria estar te servindo. –Ela observou, afinal, ela ainda era a escrava e ele ainda era o Príncipe.
–Hoje vai ser diferente, tudo bem? –Propôs. -Eu vou te mimar um pouco. –Damon queria fazer de tudo por sua amada, queria que ela fosse feliz, queria fazê-la feliz.
–Eu gosto disso...-A menina sussurrou. Sentiu-se especial, sentiu-se tão amada. Damon era realmente um homem incrível.
–Que bom! –Damon sorriu e não era qualquer sorriso, era aquele sorriso que fazia com que ela perdesse o folego. –E eu vou te mimar sempre, está bem?
–Mas eu não estou te atrapalhando? –Perguntou timidamente, enquanto olhava para o livro que ele tinha deixado em cima da mesinha. –Você estava tão concentrado quando eu cheguei.
–Elena, eu só estava lendo um pouco, mas eu posso fazer isso depois. –Falou tranquilamente. Ele poderia deixar a leitura para outro momento, afinal, não estava conseguindo nenhuma informação que fosse relevante e não havia nada mais importante do que a garota, do que estar com ela.
–Sobre o que você estava lendo? –Perguntou curiosa.
–Sobre leis...-Damon pegou o livro e entregou a ela.
Elena abriu o livro e ficou olhando para as letras que estavam desenhadas ali, ela não tinha ideia do que elas significavam. Ficou constrangida com a situação, sentiu-se inferior. A verdade é que, no fundo, ela sabia que não era mulher para ele. Ela era só uma escrava, não tinha cultura, não tinha nada. Ele era o Príncipe, era um rapaz com estudo, com posses, ele poderia ter tudo que quisesse. Várias garotas da realeza se sentiriam honradas em se casar com ele, assim como a Princesa Camilla, a noiva dele. Elena não era boa o suficiente. Ela nem sabia ler.
–Tudo bem, Elena? –Damon indagou, estava preocupado. –Eu fiz alguma coisa errada?
–Não, claro que não. –Respondeu imediatamente. –Não é isso...-Desviou o olhar.
–Então é o que? –Perguntou curioso.
–É que eu não sei ler. –Estava ainda mais envergonhada. –Eu sou só uma escrava, eu nunca pude estudar...
–Eu posso te ensinar, se você quiser. –Ofereceu.
–Você faria isso? –Seus olhos brilharam.
–Mas é claro que sim. –Respondeu carinhosamente. –Eu só não sei se eu vou ser um bom professor...
–Eu tenho certeza que vai. –A garota parecia feliz. –E eu vou me esforçar para ser uma boa aluna.
Damon se levantou, foi até uma das estantes onde vários livros estavam cuidadosamente organizados e escolheu um.
–Bem, eu acho que nós vamos ter que começar do básico. –Falou um pouco sem jeito, ele não sabia muito bem como iria ensiná-la, mas iria se esforçar. Mostrou o alfabeto para ela, e decidiu começar pelas vogais. Foi assim que ele aprendeu, ou pelo menos, era como ele se lembrava.
A garota pegou um caderno e uma caneta e tentou escrever as vogais, sua letra era estranha, parecia horrível perto da caligrafia do príncipe, mas ela ainda estava aprendendo, iria melhorar.
–Está ótimo. –Damon tentou incentivá-la. –Olha, se nós juntarmos algumas das vogais, vamos conseguir algumas palavras, como “oi”, o pronome “eu” e algumas interjeições como “ai” e “au”. Tenta escrever isso.
Elena precisou pensar um pouco para fazer isso, era um exercício básico, mas para ela, era difícil. Era a primeira vez que ela pegava papel e caneta e podia tentar fazer alguma coisa, afinal, nem desenhar ela podia. Nunca tivera nem essa oportunidade. Depois de um tempo, ela finalmente conseguiu fazer o que ele pensou.
–Muito bem. –Ele elogiou.
–Obrigada. –Elena sorriu, era um sorriso que iluminou sua face e que dizia tudo, demonstrava o que ela estava sentindo.
–Quando você sorri desse jeito...-Fez uma pausa, para segurar, novamente, a mão dela. -Eu fico ainda mais encantado...Eu fico com vontade de te beijar...
–Então beija...-Flertou.
E ele fez exatamente isso. Damon a puxou pela cintura, trazendo-a ainda mais para perto de si e a beijou intensamente. Só que algo inesperado aconteceu, eles foram surpreendidos bem no momento em que se beijavam.
–Damon, o que você está fazendo? –Aquela pergunta cortou o momento do casal fazendo com que eles se separassem abruptamente.
–Stefan...-Damon falou o nome do irmão e não soube mais o que dizer. Tinha sido realmente pego de surpresa. A biblioteca era sempre vazia, principalmente, naquele horário tão cedo. O irmão tinha o costume de ler durante á noite, nunca pela manhã. Stefan não deveria estar ali.
Elena se encolheu em um canto, não sabia como agir, estava com tanto medo. Eles tinham sido pegos, isso não iria terminar bem. Damon percebeu a reação da garota e a abraçou, ele iria protege-la do que quer que fosse.
–O papai vai ficar com tanto ódio quando souber!
–Você não precisa contar nada! –Pediu.
–Mas eu tenho que contar. –O rapaz era um bom filho, tinha sido ensinado a nunca mentir para o pai, não conseguiria ser diferente. –Você está noivo, Damon, não podia estar se comportando dessa forma.
–Mas eu não amo a Camilla! Eu fui obrigado a ficar noivo dela!
–O amor vem com o tempo, o papai sempre diz isso!
–Eu nunca vou conseguir amá-la! Nem em um milhão de anos!
–Como você pode ter tanta certeza disso? –Stefan estava confuso.
–Porque eu amo outra garota! –Foi absolutamente sincero. Ele nunca conseguiria amar outra garota, seu coração já pertencia à Elena.
–Quem é essa garota? –O mais novo indagou, mas ao observar melhor aquela cena, entendeu tudo. Damon estava abraçando a morena protetoramente. –Não pode ser! Não venha me dizer que você está apaixonado por ela!
–Eu estou, eu a amo. –Confessou.
–Mas ela é uma escrava! –Inferiu. –Você ficou louco de vez?
–Talvez, eu tenha ficado. –Concordou. –Mas eu não consigo mudar o que eu sinto.
–Damon, isso é muito grave! O papai vai te matar! –Alertou. –E vai matá-la também! Ele nunca vai aceitar uma coisa dessas.
–Ele não precisa saber! –Argumentou. –É só você não contar!
–Damon, eu não posso fazer isso, eu não posso mentir.
–Irmão, você já amou alguém?
–Romanticamente falando, não. –O garoto era muito jovem, ainda não tivera nenhuma garota. A verdade é que ele estava seguindo tudo que o pai falava e estava esperando que este achasse uma noiva para ele. Tinha certeza que o Rei sabia o que era melhor.
–Mas vai chegar o dia em que você vai e você não vai querer que nada de ruim aconteça com a pessoa que você ama. –Fez uma pausa. –Se você contar para o papai, ele pode até me perdoar, mas ele não vai ter a mesma atitude com ela. E eu vou perder a garota que eu amo, eu não quero que isso aconteça. E eu vou sentir muito a falta dela... –Foi verdadeiro, talvez, isso fizesse com que o irmão compreendesse a situação. Damon sabia que se o Rei soubesse do que acontecia, seria Elena quem iria pagar, ela sofreria todas as consequências e não podia permitir isso, não podia arriscar a vida dela, não quando essa era mais importante do que a sua própria.
–Igual você sente falta da mamãe? –Fez uma comparação entre as situações.
–Sim.
–Eu não quero que isso aconteça...-Concluiu.
–Então você tem que me prometer que você não vai falar nada, por favor, Stefan. –Pediu. Precisava convencer o mais novo de qualquer jeito.
–Eu não vou contar, eu prometo. –Finalmente concordou, não queria ver o irmão triste, por isso, iria guardar segredo.
–Obrigado! –Os dois irmãos se abraçaram.
Notas finais
O que vcs acham que vai acontecer agora?
será q ele vai manter a promessa de nao contar?
pfvr se vcs gostam da fic, e acham q ela merece, recomendem, pls!!!!
bjs!
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