Impossible Love
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Espero que ainda tenha alguém querendo ler essa fic, mas se tiver, por favor, deixe um comentário, a sua opinião é super importante pra mim! Em fim, tá aí o capitulo novo, não tá muito bom, mas prometo que vai melhorar. Podem criticar a vontade.
Beijinhos
Alguns dias já haviam se passado desde o jantar de noivado. E esse ainda era o assunto em todo o reino. Alguns diziam que o príncipe enlouquecera, outros nem estavam tão surpresos assim, já conheciam a personalidade de Damon, sabiam o quão inconseqüente e teimoso ele podia ser. O Rei Giuseppe ainda estava furioso e extremamente envergonhado pela atitude do filho. Ao menos, ele conseguiria remediar a situação e o salvou o noivado do filho. A verdade que tanto ele quanto o Rei George não estavam preocupados com os sentimentos de seus filhos, estavam apenas interessados no que iriam lucrar com o casamento dos dois. Damon, apesar do castigo que lhe foi imposto, ainda se recusava a casar-se. Ele jamais aceitaria e toda a vez que seu pai iria até os aposentos do seu filho para falarem sobre o assunto, Damon era ainda mais firme em sua decisão. Ele não iria se casar, não iria mesmo. Nem mesmo seu pai seria capaz de obrigá-lo. Ele iria pensar em um jeito de conseguir resolver tudo isso e ficar com sua amada Elena. O problema todo é que ele ainda não tinha nenhuma pista, ele não tinha nenhuma solução em mente. E ele estava morrendo de saudade de Elena, ele nunca mais a vira. E ele precisava dela, precisava estar perto dela, cuidar dela, beijá-la... Ele a amava tanto.
Damon precisava sair daquele maldito quarto, mas os guardas permaneciam na porta dia e noite, ele não conseguia escapar. Pergunta-se por que Elena nunca viera até ele. Ela era sua escrava pessoal, era ela quem deveria vir arrumar seus aposentos e trazer tudo que ele precisava, assim, ao menos, eles poderiam o dia juntos e é claro que ela não teria que fazer nenhum trabalho, afinal, para ele, ela era uma princesa. Damon olhou pela janela de seu quarto, talvez ela estivesse passando e ele pudesse vê-la nem que fosse de longe. A saudade o estava corroendo. Era como se ele estivesse viciado nela e estar longe lhe causava muito mal. Elena era tudo para ele, absolutamente tudo. O Príncipe também não agüentava mais ficar trancado naquele maldito quarto, era horrível não poder conversar com ninguém ou apenas sair um pouco. A única pessoa que aparecia ali era seu pai insistindo com o casamento. Era um inferno, ele estava vivendo um verdadeiro um inferno. Nem mais Stefan aparecia para conversar com ele. A verdade é que o Príncipe estava se sentindo sozinho e mais do que isso ele estava sentindo a falta de Elena, faria qualquer coisa nem que fosse para vê-la por um segundo.
Ouviu o barulho da porta se abrindo, como ele desejou que fosse a Elena que surgisse, mas não era. Era outra escrava qualquer. Perguntava-se onde estaria sua doce Elena, preocupou-se. Ela era uma escrava, alguém poderia tê-la machucado, se algo acontecesse a ela, ninguém se importaria, ninguém iria ajudá-la e ele não estava lá para protegê-la. Ele precisava saber notícias dela, precisava saber se ela estava bem. Não conseguia parar de pensar nela. Ele precisava sair daquele maldito quarto. Estava ansioso, caminhou de um lado para o outro, tentando buscar algum jeito de sair dali. Ele não agüentava mais aquilo, ele não era uma criança para ser tratado desse jeito.
O nervosismo dele chamou a atenção da escrava que o chamou em um tom baixo e bastante respeitoso. -Vossa alteza, está bem? Precisa de alguma coisa?
-Na verdade, eu preciso. –Respondeu. -Onde está a Elena? -Perguntou em um tom aflito. Se ele soubesse ao menos que ela estava bem, poderia ficar mais tranqüilo.
-Vossa Alteza está perguntando da escrava? –Pareceu surpresa, afinal, nenhum nobre sabia o nome de um escravo, muito menos perguntava por ele, mas o Príncipe era diferente dos demais nobres. Ele era como sua mãe, ele tratava as pessoas, não importasse quem fosse com respeito. Todos sentiam falta da Rainha e depois de sua morte, o Rei Giuseppe se tornou ainda mais cruel do que já costumava ser. Talvez quando o Príncipe Damon se tornasse o Rei, as coisas melhorassem novamente, ao menos, era isso que se esperava.
-Isso mesmo. –Damon respondeu inquieto, ainda caminhava de um lado para o outro do quarto.
–Eu receio que ela não seja mais a sua escrava... –Falou enquanto examinava a expressão do Príncipe.
-Como assim? O que aconteceu? –Preocupou-se automaticamente. Queria saber onde ela estava, se ela estava bem. A verdade é que enquanto ela fosse escrava dele, ele sabia que ela estaria bem, ele nunca iria maltratá-la, ele sempre iria tratá-la com todo amor. Com toda a certeza, outra pessoa não a trataria com o mesmo zelo.
-O Rei a devolveu ao mercador de escravos hoje de manhã. –Respondeu.
-O que? Por que ele fez isso?–Não aquilo não era possível. A essa altura, Elena poderia estar em qualquer lugar, ela podia estar sofrendo, sendo extremamente maltratada. Aquilo era horrível e a culpa era toda dele. Ele não tinha cuidado dela, não estava lá para protegê-la.
-Ela não servia para o trabalho doméstico. –Fez uma pausa. -E, além disso, ontem enquanto o Rei discutia os detalhes do seu noivado, ele a flagrou ouvindo a conversa... -Uma nova pausa. –Essa é uma falta gravíssima. O Rei a castigou, é claro. -Sussurrou, a escrava parecia assustada só de lembrar o que tinha acontecido. Elena recebera tantas chibatadas que mal conseguia se mover depois. Aquele tinha sido um castigo exemplar. –E hoje, ele a devolveu. Falou que não queria uma escrava como ela.
-Ele bateu nela?
-Sim.
Seu pai havia machucado a sua Elena. Isso já era demais. Queria matar o Rei, queria fazer com ele o mesmo que ele havia feito com ela! Como ele o odiava. -Eu preciso sair daqui. –Exclamou. Ele precisava encontrar sua Elena antes que fosse tarde demais, precisava ver como ela estava, precisava cuidar dela. Faria qualquer coisa por ela.
Decidiu que não ficaria nem mais um instante trancado naquele maldito quarto, iria sair de qualquer jeito nem que para isso tivesse que matar todos os guardas. É lógico que esse não era um pensamento racional, afinal, por mais que o Príncipe pudesse ser forte, ele não iria conseguir vencer os guardas do palácio, não iria mesmo. Ele não conseguiria escapar desse jeito. A verdade é que ele não conseguiria escapar de jeito algum, as janelas não eram uma boa opção, o quarto dele era no último andar do palácio, ele iria, no mínimo, se machucar gravemente. A enorme porta de seu quarto era feita de madeira maciça e ferro, impossível ser derrubada a pontapés e, além disso, haviam os guardas do palácio guardando a saída e os guardas nem mais abriam a porta quando ele chamava. Ele estava mesmo preso, não tinha como fugir. Frustrado derrubou todos os objetos que estavam sobre sua escrivaninha, depois a derrubou. Estava quebrando seu quarto inteiro num ato de completa fúria. Essa atitude chamou a atenção e chegou aos ouvidos do Rei, que logo viera ao encontro do filho.
-O que aconteceu, filho? –Perguntou enquanto analisava o quarto, os móveis quebrados, estava tudo uma bagunça. Damon era mesmo um jovem rebelde. O Rei se perguntava onde tinha errado na criação de seu filho.
-Eu quero sair daqui. –Exigiu.
-Você não pode sair, Damon. –Giuseppe falou em um tom firme. –A menos que você tenha decidido casar-se com a Princesa Camila...
-Eu já disse que eu não vou casar com ela! –Gritou. Queria matar o seu próprio pai por tudo que ele fizera a Elena. Como ele o odiava!
-Então, você não vai sair. –Deu as costas. –Não vou ficar aqui discutindo com você, filho. -O Rei estava mesmo indo embora, estava sem paciência para as atitudes infantis do Príncipe.
Damon percebeu que não tinha nenhuma escolha, ou ele dizia ao pai que iria se casar, ou ele nunca iria conseguir sair dali. E ele tinha que sair, ele precisava encontrar Elena.
-Pai, espere. –Chamou. –Eu mudei de idéia. –Fez uma pausa, ter que voltar atrás em sua decisão e fazer o que seu pai queria era ridículo. Era humilhante, mas não tinha outro jeito. Ele só estava fazendo aquilo pela Elena, só por ela.
-Que coisa boa, filho. – Giuseppe abriu um sorriso. –Amanhã mesmo faremos outra festa e você vai oferecer o anel a Camila.
-Tudo bem. –Concordou.
Agora que o Rei o tinha tirado daquele castigo ridículo, Damon precisava encontrar Elena. Ordenou que chamassem o mercador de escravos imediatamente. Demorou cerca de duas horas para que esse chegasse até o Palácio Real. Damon estava tão aflito, não conseguia parar de pensar em Elena. Onde ela estaria? Ela estava bem?
-Vossa Alteza. –O mercador o reverenciou. –Como eu posso ajudá-lo?
-Eu quero a escrava que meu pai devolveu essa manhã.
-Eu sinto muito, Alteza, mas eu não poderei atendê-lo dessa vez. –Vacilou. –Depois que eu saí do Palácio, eu vendi alguns escravos, eu não sei se a escrava que você está procurando foi vendida.
-Você não sabe? –Perguntou irritado.
-Eu tenho muitos escravos. –Respondeu. –E eu nem me lembro dela, afinal, é só mais uma escrava. É apenas uma mercadoria. Eles não são seres humanos. –O mercador falou com tanto desprezo e o Príncipe sentiu nojo dele. Como aquele homem poderia falar assim da Elena? Ela não era uma mercadoria, ela a garota mais doce que Damon já havia conhecido, era a mulher que ele amava.
-Se eu descrevê-la para você, talvez você se lembre.
-Eu acho difícil, Alteza. –Balançou a cabeça negativamente. -Infelizmente, eu não tenho como ajudá-lo.
-Quanto custa um escravo?
-Um escravo jovem em bom estado custa cerca de vinte moedas de ouro.
-Eu ofereço cinqüenta moedas de ouros por ela.
A oferta pareceu interessante, despertou automaticamente a ganância do mercador.
-Se você quiser ir até o depósito de escravos, talvez, você possa reconhecê-la, mas eu não posso garantir que ela ainda esteja lá. Ela pode já ter sido vendida.
-Tudo bem.
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