Impossible Love
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Mais um cap!
Espero que gostem :)
Damon não conseguira dormir direito, passara a noite pensando naquela menina, havia algo nela, algo que tinha mexido fortemente com ele. Podia ser até irônico, mas era a verdade, ele, o príncipe, não conseguia parar de pensar em numa escrava, ela havia o encantado. O brilho dos olhos castanhos ainda estava marcado em sua mente, os traços delicados daquele rosto lindo tornavam-na inesquecível para ele. Suspirou pesadamente, não podia ficar daquele jeito, tão enfeitiçado por uma garota, não podia sentir seu corpo reagir a ela tão intensamente como reagira, ele nem a conhecia, não podia sentir nada por ela, mas sentia, sentia uma chama acender-se lentamente dentro dele, uma chama que queimava apenas por ela.
Pensou que deveria encontrá-la novamente, sentia necessidade de vê-la, de olhar naqueles olhos docemente castanhos. Suspirou pesadamente, considerou que estava enlouquecendo, só podia ser isso, seus pensamentos não deveriam estar bem organizados, deveriam estar embaralhados por algum motivo que ele ainda não tinha ideia de qual era, mas não importava o que ele tentasse, jamais tiraria de sua mente a imagem da garota, jamais seria capaz de esquecer a forma delicada que ela o olhou, ela até parecia um anjo, ela era linda, tão meiga. Virou para o lado, cerrou os olhos, tentava a todo o custo não pensar em nada, mas era absolutamente impossível. Será que ele não iria conseguir tirar aquela garota de seus pensamentos? Foi naquele instante que ouvira o ranger da porta se abrindo, abrindo um pouquinho e então uma voz melodiosa e adocicada soara, atingido seus ouvidos como a mais bela canção que já havia escutado em toda a sua vida.
–Com licença, Alteza, posso entrar? –Elena perguntou nervosa, mas ele só conseguia perceber a textura aveludada daquela voz, A verdade é que ela também não conseguia parar de pensar nele. Achou-se ridícula por ter se encantado pelo príncipe da maneira como ela se encantara. Ele era o príncipe, jamais olharia para ela, jamais se importaria com ela, mas não era bem assim, ele a tratara de uma forma como ela nunca havia sido tratada em toda sua vida. Ele a tinha defendido e ela não entendera por que. Por ser uma escrava não merecia nenhum tipo de consideração ou respeito, mas ele julgou que ela merecia, ele a olhou carinhosamente, correspondera ao olhar dela. Havia algo que se agitava dentro dela quando estava perto dele, como se de alguma forma completamente inexplicável, eles tivessem sido feitos para estar juntos, como se aquela química tão forte, tão natural, tivesse que acontecer e ninguém poderia impedir.
–Claro que sim. –Damon respondeu em um tom suave, ainda estava afetado pela musicalidade da voz dela. A garota entrou assustada no quarto, as mãos tremiam, era como se aquele princípio de sentimento que tivesse por ele a assustasse ainda mais e ao mesmo tempo fazia com que se seu coração pulsasse mais rápido por ele. O Príncipe analisou demoradamente cada detalhe da garota, os cabelos longos e castanhos, que embora mal tratados, possuíam um brilho único e caíam sob as costas da garota em um liso perfeito. Reparou nas curvas bem esculpidas que mal se escondiam sob o tecido fino e gasto do vestido velho e branco que a vestia. Ainda assim, conseguiu achá-la linda, completamente irresistível.
–Oh, me desculpe. –Elena falou aflita ao perceber que ele ainda estava na cama, parecia um tanto quanto cansado. –Vossa Alteza ainda estava dormindo, eu sinto muito por acordá-lo... -Encolheu-se, tivera medo de que ele gritasse ou que lhe batesse ou castigasse por aquele ato de tamanha desatenção. Não podia incomodar quando seu Senhor estivesse dormindo, ainda mais ele sendo o príncipe, aquilo era quase imperdoável.
Ao contrário do que ela poderia prever, Damon abriu-lhe um sorriso tranquilo, quase afetuoso. Não se importou nem um pouco com a intromissão da garota, na verdade, a presença dela foi totalmente bem vinda, acalmou a necessidade que ele possuía de estar perto dela. Demorou-se nela, os olhos tentando captar cada detalhe, tentando gravar a melhor imagem que podia. Não queria esquecer aquela face tão bonita, na verdade, não queria ter que se lembrar de porque isso significaria que ela não estaria perto.
Elena sorriu também, contagiada pelo belo sorriso dele, os olhos encontraram o oceano azul dos olhos dele, mergulharam naquele brilho interminável, sentiu um estranho calor percorrer seu frágil corpo feminino. Ele despertava algo nela, uma felicidade que ela não tinha motivos para ter. Não entendia porque se sentia assim, não tinha explicação. Ouvira falar de amor, ouvira falar que almas gêmeas reconheciam-se automaticamente ao se encontrarem, todo o corpo reagia, com se fosse um encontro perfeito, um acontecimento quase divino, mas aquilo não existia e se existisse, não era para ela. Ela era uma escrava, não teria uma alma gêmea e muito menos sua alma gêmea seria o príncipe que a olhava tão ternamente.
–Tudo bem. –Respondeu em um tom calmo, tranquilizador. –Eu não estava dormindo. –O sorriso se tornou ainda mais intenso em seus lábios, como se apenas a presença dela o fizesse sorrir. O príncipe levantou-se da cama, seu peitoral sarado estava à mostra. Elena sentiu seu rosto queimar de vergonha, ele era tão bonito. Só que ela não deveria vê-lo daquela forma, praticamente sem roupa. Virou o rosto para o lado, mas no fundo, queria continuar olhando, queria ver as linhas que os músculos rígidos definiam, mas não podia, não devia. Damon vestiu um roupão de um tecido caro, cobrindo-lhe o corpo.
–Eu trouxe o vosso café da manhã, Alteza. — Elena falou ainda constrangida, nervosa. Todo seu corpo vibrava numa estranha agitação por ele, sentia aquele sentimento que mal entendia se tornar ainda mais forte. O que, afinal, ela estava sentindo? Nunca se sentira assim em toda sua vida e com toda a certeza não deveria se sentir assim em relação a ele, não deveria mesmo.
–Obrigado. –Agradeceu suavemente, deixando a garota ainda mais surpresa. Por que ele a estava agradecendo? Aquela não era atitude que ela esperava. Ele era realmente diferente. Ele estava encantado por ela. –E você não precisa ficar me chamando assim. –Sorriu novamente, um sorriso ainda mais belo do que o anterior. –Pode me chamar apenas de Damon, tudo bem?
–Sim... voss...Alt....-Complicou-se, não estava acostumado a tratar os seus senhores pelo nome, aquilo era algo quase inadmissível e um desrespeito e se ela chamasse sabe-se-lá o que fariam com ela. –Quero dizer, Damon. –Finalmente conseguiu dizer o nome dele e as palavras soaram tão boas, gostou de dizer o nome dele em voz alta.
–Será que agora eu posso saber o seu nome? –Perguntou no mesmo tempo gentil, Examinava a expressão dela, tão doce, tão delicada, meio assustada, meio envergonhada. Sentiu-se ainda mais encantado por ela, como se ela mexesse com ele, despertasse algo nele, algo que não podia definir.
–Eu me chamo Elena, Senhor. –Falou enquanto sentia as bochechas de seu rosto queimar. Estava conversando com o príncipe e ele havia perguntado o nome dela, ninguém nunca se importara com como ela se chamava, ela era apenas um objeto, uma mercadoria, o nome não era importante. Então percebeu que tinha se esquecido de que deveria chamá-lo de Damon e não de nenhum outro pronome de tratamento, apenas Damon. Gostou do nome dele, gostava de como ele soava para ela, poderia repetir o dia inteiro aquele nome.
–Lindo nome, Elena. –Exibiu um sorriso sedutor enquanto olhava carinhosamente para ela, observando cada detalhe nela. O belo rosto da garota exibia um ferimento, um corte recente mal cicatrizado e foi aí que ele percebeu porque ela estava machucada.
No dia anterior seu pai, o Rei, havia atingido a face da garota e um dos anéis que ele usava deve tê-la cortado. Damon levou uma das mãos até a pele feminina, tomou o cuidado de não tocar o ferimento, não queria machucá-la ainda mais. Quando a mão dele tocou-lhe a pele, ambos puderam sentir um formigamento, uma sensação quente, uma calma quase agitada, era algo tão agradável, tão intenso. Elena sentiu seu corpo amolecer, seu coração batia tão alto que julgou que até mesmo ele pudesse ouvir. E o mesmo aconteceu a ele, todo seu ser parecia pulsar por ela profundamente. Era como se tivessem se unido por aquele toque.
–Eu sinto muito por esse corte. –Falou num lamento. Não queria vê-la machucada ainda mais por sua causa, afinal, ela só recebera aquele maldito tapa porque o tinha olhado intensamente nos olhos.
–Está tudo bem. –Elena falou meio sem jeito, levou a mão até a dele que a tocava e a sensação cálida se tornou ainda mais forte. O que ela estava sentindo afinal? Ela precisava e afastar, não podia deixar que isso a envolvesse. –Eu preciso me retirar. –Falou ansiosamente e ao mesmo tempo entristecida, não queria ficar longe, não queria ficar nem um milímetro longe dele. –Preciso continuar com meus afazeres. –Justificou-se enquanto dava passos largos e ao mesmo tempo resistentes, não queria ir embora, mas também não deveria ficar.
Notas finais
beijos
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