Notas iniciais
Oi lindas! Desculpe a demora! Fim de ano é sempre complicado, né? Mil coisas para fazer!mas eu estou de volta com um cap novo! Espero que gostem do cap!

Os últimos dias não estavam sendo tão bons, depois que Stefan descobriu sobre o romance entre Elena e Damon, o casal estava mais cuidadoso, afinal, tudo que não poderia acontecer era que outra pessoa descobrisse, principalmente o Rei. E todo o cuidado que estavam tendo significava que eles não podiam mais ficar juntos o quanto gostariam. E se tudo isso não bastasse, Giuseppe ainda havia decidido junto com o Rei George em antecipar o casamento de seus filhos. É claro que Damon não recebeu bem aquela notícia e por mais que ele não devesse discutir com o pai, acabou discutindo, afinal, sua personalidade era forte demais para acatar o que seu pai lhe dizia sem retrucar. É lógico também, que o Rei não mudou de opinião, já estava tudo acertado para que o casamento acontecesse em quinze dias e ele não iria alterar isso apenas para atender as vontades do filho. Nos últimos tempos, Giuseppe estava achando que o filho estava amadurecendo e ganhando algum juízo, afinal, Damon parecia mais responsável e menos temperamental, mas o Rei estava errado. O filho regrediu novamente, nunca iria mudar. Ainda se perguntava onde tinha errado na criação daquele garoto e nunca encontrava uma resposta que fosse suficiente. Não tinha motivos para que o filho fosse assim, ele era uma decepção total. A verdade é que Damon estava apenas fingindo que estava de acordo com o casamento, fez isso para conseguir resgatar Elena depois que ela fora devolvida ao mercador e continuou com a farsa porque era conveniente, mas quando Giuseppe adiantou a data do casamento tudo mudou. O Príncipe não queria se casar, jamais se casaria com alguém como a Camilla, mas se livrar daquele compromisso não era algo tão simples, ele precisava de um bom argumento, mas ainda não tinha encontrado e com a redução do tempo que tinha para encontrar a solução, as coisas se complicaram e Damon, impulsivo do jeito que era, acabou perdendo a cabeça e mais uma vez discutiu com o pai.

Giuseppe estava tão nervoso. Como sempre a causa de tal sentimento era o próprio filho, Damon. O jovem tinha a capacidade de discordar de tudo que o pai lhe falava, não acatava nenhuma ordem, achava que podia fazer apenas o que quisesse. Esse comportamento irritava demais ao Rei, que já estava farto da atitude do filho. O Rei estava preocupado, estava preocupado quanto ao futuro do Reino quando Damon assumisse a coroa, o garoto não estava preparado e pelo visto, jamais estaria.

–Está tudo bem, papai? –Stefan perguntou ao perceber a expressão preocupada do pai.

–Mais ou menos, filho. –Respondeu em um sussurro. A verdade é que Giuseppe preferia mil vezes que Stefan fosse o futuro Rei. O garoto, embora mais jovem que o irmão, era muito mais maduro e responsável.

–O que aconteceu?

–O seu irmão tornando as coisas simples em complicadas. –Desabafou. –Ele sempre faz isso!

–Ele não faz por mal. –Stefan argumentou. –É o jeito dele.

–Não me importa se é o jeito dele ou não, ele deveria me obedecer! Se eu digo que ele deve casar, ele tem que aceitar. –Respirou fundo. –Eu estou preocupado com ele e, especialmente, com o futuro do Reino.

–Talvez você não devesse obriga-lo a se casar...-Ponderou.

–O que? Ele tem que casar, ter herdeiros. É o mínimo que se espera do futuro Rei.

–Eu sei disso. –Concordou, mesmo sabendo que com o irmão as coisas não eram tão simples assim. A verdade é que Damon nunca quis ser o futuro Rei, não se importava com esse tipo de coisa, talvez, por isso, não entendesse a importância do que o pai falava. –Mas ainda assim, eu acho que você não deveria pressioná-lo tanto assim, nós dois também sabemos que o Damon não reage muito bem quando alguém tenta dizer à ele o que fazer...

–Eu não quero saber disso! O seu irmão já teve muito tempo para ser rebelde, agora, ele tem que fazer o que é certo! E o que eu estou o mandando fazer é o certo! –Giuseppe falou irritado, já estava cansado da personalidade do filho mais velho, ele não podia mais se comportar como uma criança mimada. –Ele tem que casar com a Camilla e ponto final!

–Mas ele não gosta da Camilla! –Exclamou.

–Meu filho, em um casamento, o que menos interessa é o sentimento! –Giuseppe explicou. –O que importa é as vantagens que se vai obter com essa união e eu posso afirmar que esse vai ser um casamento muito lucrativo para ambas as famílias. –Abriu um sorriso de satisfação. –E além de tudo isso, a noiva é muito bonita. –Completou. –O seu irmão não tem do que se queixar!

–Talvez, ele tenha...-Sussurrou, tentando chegar a um ponto.

–Como assim? –O Rei estava intrigado.

–Ele gosta de outra garota! –Contou, não fez por mal, nenhum pouco, na verdade, nem percebeu o que estava fazendo, estava tentando, de alguma forma, ajudar.

–O que? –Giuseppe estava surpreso. –E quem é essa garota? –Indagou curioso. Queria saber quem era a tal moça que havia conquistado o coração do filho e principalmente porque nunca tinha ficado sabendo nada sobre isso. Se o filho estava apaixonado, essa era uma boa justificativa para o comportamento que vinha exibindo e talvez, esse fato, não fosse tão ruim assim, dependendo, é claro, de por quem ele havia se apaixonado.

–Eu não sei...-Stefan tentou desconversar. Ele tinha prometido ao irmão que não iria contar, não podia quebrar a promessa que tinha feito.

–É lógico que você sabe. –Pressionou.

–Não, eu não sei. Ele não me disse quem era... -Stefan, eu preciso saber. Se o seu irmão está amando outra pessoa, eu tenho que saber. –Giuseppe tentou um tom mais amigável, assim, conseguiria que o filho contasse de uma vez. –Eu me importo com o Damon, eu quero que ele seja feliz, talvez, eu possa ajudar...-Abriu um sorriso mentiroso. –Cancelar o casamento...

–Você deixaria ele se casar com essa garota em vez da Camilla? –Perguntou, era inocente o suficiente para acreditar que o pai pudesse ser assim tão generoso.

–Claro que sim.

–É sério? –O Príncipe já estava “mordendo a isca”. –Deixaria independente de quem ela fosse? -Sim, é lógico. Eu quero que o seu irmão seja feliz, isso é o mais importante. –Estava mentindo descaradamente. Jamais deixaria o filho se casar com outra mulher, que não fosse a Camilla, não havia uma outra nobre em qualquer Reino com quem ele pudesse casar, porque nenhum casamento era mais vantajoso do que aquele que ele já tinha arranjado.

–É a Elena...-Finalmente contou.

–Elena? Que Elena? –O Rei pareceu confuso. Não conhecia nenhuma nobre com esse nome, talvez, fosse de algum reino mais distante.

–De que Reino ela é?

–Daqui mesmo.

–Daqui? Tem certeza?

–Sim...

–Como eu não a conheço, então? Stefan, meu filho, isso não faz sentido! Como eu não conheceria uma nobre do meu próprio Reino?

–Ela não é uma nobre. –Esclareceu.

–O que? –Estava chocado. Se ela não era uma nobre, quem seria? –Ela é uma prostituta? — Indagou. Aquela era uma resposta que se encaixaria perfeitamente. Damon já havia se deitado com muitas delas e não havia nada demais nisso. O garoto havia aproveitado a sua juventude, mas agora, era um homem comprometido não poderia continuar com aquele comportamento e muito menos, poderia se apaixonar por uma cortesã. Nem tinha sentido se apaixonar por esse tipo de mulher, mas se tratando de Damon, podia-se esperar qualquer coisa, até mesmo esse tipo de insanidade.

–Não, papai. –Balançou a cabeça negativamente. –Ela é uma escrava! O Rei ficou em silêncio um bom tempo, estava sem reação. Sim, ele esperava que o filho cometesse várias loucuras, mas essa passava de qualquer limite. O filho estava doente, essa era única explicação. Envolver-se com uma escrava? Não, não podia ser. É claro que ele sabia que muitos nobres tinham relações sexuais com essas mulheres e isso era aceito, só que não era aceito para um membro da alta realeza, como um Príncipe. Não mesmo! Um príncipe não podia ter nenhum tipo de relação com um ser tão inferior como uma escrava, até porque isso colocava em risco a própria escravidão. Se um príncipe ou um rei se envolvesse sexualmente com uma escrava, corria-se o risco de se ter um filho com essa mulher, corria-se o risco, mesmo que remoto, de se apaixonar por ela e se, isso acontecesse, não haveriam elementos para sustentar o argumento de que escravos eram inferiores e por isso, podiam ter sua mão de obra explorada! Esforçou-se para reconhecer a escrava que se chamava Elena, mas não conseguiu, existiam muitas escravas e ele nunca se importou com o nome de nenhuma delas, elas não tinham relevância nenhuma para que seus nomes fossem guardados. As coisas só iriam piorar ainda mais quando ele se tocasse que a tal escrava por quem Damon estava apaixonado era a escrava que ele havia devolvido algum tempo atrás. Era a escrava mais incompetente de todas!

–Papai? –O Príncipe o chamou tirando-o de seus devaneios.

–Sim, meu filho? –Respondeu em um tom ainda afetado pela descoberta recém feita. -Você vai deixar os dois ficarem juntos, não vai? –Era incrível como o mais novo podia acreditar nisso de alguma forma, mas acreditava. A realidade é que Stefan não conhecia o próprio pai como deveria.

–Claro que eu vou, eu preciso falar com eles. –Forjou outro sorriso. –Os dois se encontram escondidos, não é?

–Sim, mas agora, eles estão se encontrando menos, estavam com medo de que você pudesse descobrir...

–Mas não tem problema! Eles podem se ver! –Continuou sendo falso. –Onde eles costumam se encontrar?

–Ultimamente, eles estão esperando o anoitecer...-Fez uma pausa. –Acharam que dentro do Castelo seria muito arriscado, por isso, depois que todos já foram dormir, o Damon vai até ela, na senzala...

–Na senzala? –Giuseppe precisou se esforçar para manter uma expressão serena. Se tudo já era absurdo e inacreditável, descobrir que o filho mais velho, o futuro Rei, andava por esse tipo de lugar lhe causou nojo.

–Sim, isso mesmo! –Respondeu.

Notas finais
Giuseppe descobriu, é lógico que a coisa vai ficar feia agora, né? lógico tbm q o giuseppe tá mentindo pro tefinha...ele nunca vai deixar delena ficar junto né? já estou com dó de delena :( kkkk PQP Tetefan tbm é foda né? Dedo duro! kkkkkk Por favor, comentem! Podem criticar, ok? bjs