Notas iniciais
Oi meninas!
Cheguei com mais um capítulo!
A partir de agora vou tentar postar com regularidade!
Eu aproveitei e coloquei uma ceninha Forwood no final do capitulo, pq eu to com tanta sdd deles na série.Eu sei que a maioria não concorda comigo, mas gente, eles sao tão perfeitos juntos.

Damon foi até o depósito de escravos acompanhado do mercador e de mais dois guardas reais. Tinha sido seu pai que colocara a condição ridícula que ele só poderia sair além dos limites do Palácio se estivesse escoltado. A verdade é que o Rei tinha medo que o filho pudesse tentar fugir ou fazer qualquer besteira que arruinasse o noivado com Camila. Giuseppe realmente não estava facilitando as coisas para o Príncipe. Só que desta vez, Damon não discutiu, ele não tinha tempo para isso. Ele precisava encontrar Elena, ele precisava encontrá-la antes que fosse tarde demais.

Quando chegaram ao local, Damon seguiu o mercador e os guardas ficaram o esperando do lado de fora. O depósito de escravos era enorme e proporcional ao seu tamanho, era o horror que havia ali dentro. Os escravos ficavam confinados em celas onde mal conseguiam se mover devido à super lotação. Não havia condições de descanso, eles eram alimentados com restos de comida, isso quando eram alimentos. Damon sentiu-se péssimo ao ver aquilo, sentiu-se péssimo por todas aquelas pessoas que eram tratadas como se fossem nada. A verdade é que ele sempre foi contra a escravidão. Sempre tentara convencer seu pai a abolir do Reino aquela crueldade, mas nunca fora ouvido.

Olhou mais uma vez para todas aquelas pessoas. Era mesmo terrível. Sentiu-se ainda pior ao lembrar-se que a sua Elena estava passando por isso. Ela não merecia isso! Ela era apenas uma menina! Seu coração estava apertado, batendo acelerado de ansiedade. Precisava encontrá-la no meio de toda aquela gente. Olhou cada centímetro, cada face sofrida que estava encarcerada mesmo sem ter cometido nenhum crime. Nada. Ninguém minimamente parecido com a sua garota. Ela não estava ali.

-Eu sinto muito, Alteza, por não tê-la encontrado. –O mercador desculpou-se.

-Não existe outro lugar onde os escravos são mantidos? –Perguntou, ainda nutria um fio de esperança.

-Não, só aqui mesmo, mas eu posso te oferecer outra escrava. Eu tenho milhares de jovens... -Ofereceu e a oferta fez com que o Príncipe sentisse ainda mais nojo daquele homem. Como ele poderia falar de seres humanos daquele jeito? Como poderia comercializá-los em sem nenhum dó? Ele nunca iria entender.

-Eu não quero outra escrava. –Respondeu bastante alterado. –Eu quero aquela.

-Procurando um tipo específico de escrava? –Outro homem surgiu, ele também negociava escravos.

-Ele está procurando a escrava que o Rei Giuseppe devolveu hoje pela manhã.

-Eu sei qual era. –Lembrou-se de Elena, pois a achou incrivelmente bonita para uma escrava. Talvez, fosse por isso que o Príncipe a queria tanto. Não era incomum que os nobres usassem escravos para satisfazer os desejos que não realizariam com suas esposas. –Eu a vendi hoje mais cedo. –Fez uma pausa. –Mas eu posso oferecer outras escravas tão belas quanto ela, se for isto que estiver procurando.

-Eu não quero outra escrava, eu fui bem claro nisso. –Damon irritou-se, principalmente porque entendeu o que o homem estava pensando. Ele não estava procurando Elena para sexo. Ela não era uma prostituta. –Para quem você a vendeu?

-Eu a vendi para outro negociante de escravos. Eu acho muito difícil encontrá-la, mas eu posso tentar.

-O Príncipe está oferecendo uma quantia excelente pela escrava. –O mercador inseriu aquela importante informação na conversa.

-Quanto? –Perguntou ganancioso.

-Cinqüenta moedas de ouro.

-Bem, eu posso tentar falar com o negociante, se ele voltar a aparecer por aqui.

-Se você a trouxer para mim, eu posso pagar mais do que isso.

-Tudo bem, eu farei de tudo para podermos fechar o negócio.

...

Já era noite quando Damon retornou ao Palácio. Ele estava arrasado, seu coração completamente partido. Em sua alma havia um vazio gigantesco. Sentia tanta falta de Elena, estava tão preocupado com ela. Se ao menos ele soubesse que ela estava bem, seria um pouco mais fácil. Pensava onde ela estaria, se ela estava presa em um local como aquele, se ela estava sendo maltratada. Ela deveria estar com tanto medo. Ele deveria tê-la protegido, mas ele tinha falhado nisso. Ele não tinha conseguido provar seu amor por ela. Ele dissera que eles iriam ficar juntos de qualquer jeito, não importasse o quão difícil fosse, ele precisava cumprir o que tinha dito, o problema é que ele não sabia como fazer isso. O mundo de Damon estava desmoronando e para piorar ainda mais a situação, ele iria pedir Camilla em noivado no dia seguinte. Ele não tinha nenhum interesse nela, ele só conseguia pensar na doce Elena. A realidade é que o Príncipe já odiava Camila, mesmo mal a conhecendo. Ele a odiava porque estava sendo obrigado a se casar com ela. Ele não queria se casar com ninguém que não fosse Elena. Damon tentou afastar todos aqueles pensamentos de sua mente. Ele precisava de um tempo. Ele precisava recuperar o controle, não podia ficar mergulhado naquele turbilhão de sentimentos. Estava exausto física e emocionalmente, muito mais emocionalmente, é claro. Deitou-se em sua cama, fechou os olhos. Precisava descansar, mas não conseguia. Tentou de todas as formas dormir nem que fosse um pouquinho, mas não conseguiu. Sua mente o forçava a lembrar de Elena o tempo inteiro. Quando amanheceu, ele ainda estava se torturando com as memórias dela. Ainda estava se culpando por tudo que havia acontecido.

Levantou-se sem nenhuma vontade. Ele teria que se arrumar, o noivado dele era naquela noite e a festa seria no Palácio da família de Camilla. Embora Damon desejasse com todas as suas forças não aparecer naquela festa ou simplesmente colocar um ponto final naquilo de uma vez por todas, isso estava fora de cogitação. Ele estava em uma situação que nunca estivera antes. Ele não podia discordar do seu pai. Não quando ele precisava encontrar desesperadamente a sua amada. A verdade é que se Damon não tivesse gritado na frente de todos que não queria se casar com Camila, Giuseppe nunca o teria trancado no quarto por todos aqueles dias e ele poderia ter protegido Elena, ela não teria sido devolvida. Damon sentia-se incrivelmente culpado e a culpa é uma das piores sensações que se pode sentir.

...

O Palácio estava todo arrumado para a festa de noivado da Princesa e todos os convidados já haviam chegado. Camilla estava ansiosa, ainda lembrava-se da forma humilhante que foi rejeitada por Damon. Ela rezava para que dessa vez fosse diferente. Arrepiou-se ao ver o Príncipe, ele era mesmo lindo. Eram poucas as garotas que se casariam com um homem tão bonito. Ela deveria agradecer por isso. Foi tomar o seu lugar a mesa, ao lado do príncipe. Durante todo o jantar, Damon apenas desejava que aquilo acabasse logo. Iria pedir a garota em casamento e depois pensaria em uma forma de acabar com o compromisso. Ele não via a hora de ir embora daquele maldito Palácio, não agüentava mais olhar para a sua futura noiva.

Damon precisava de uma bebida, aquela seria uma daquelas noites onde ele teria que embriagar-se para conseguir suportar tudo que estava acontecendo. Pediu mais vinho e a face que veio servi-lo era tão familiar. Seu coração acelerou. Era Elena. A garota o fitou com a mesma doçura, ela estava alegre em vê-lo. Assim como ele, Elena também sentira muita saudade dele. Tudo que os dois queriam naquele exato instante era poder ficar juntos, a proximidade de beijo, mas isso era tudo que não podiam ter. Eles não podiam sequer se tocar. Eles se amavam tanto, mas isso nunca seria o suficiente. Ela ainda era a escrava e ele o Príncipe. E se não bastasse, ela agora era a escrava de Camilla. Isso dificultava ainda mais as coisas. Como eles poderiam ficar juntos? Como Damon faria para tê-la de volta? Ele simplesmente não podia roubá-la do palácio. Ele não tinha a mínima idéia do que fazer. A verdade é que se ele quisesse continuar perto da garota, nem que fosse para apenas para vê-la por alguns segundos, teria que levar o noivado a diante, teria que ficar próximo da Camilla também.

E Elena já não tinha nenhuma esperança. Ela teria que conformar com sua realidade. Ela era uma escrava, ela não era nada. Como ela pode pensar que poderia ficar com ele? Ela era mesmo muito tola. A garota teve vontade de chorar, mas não podia. Nunca se sentiu tão triste. E a tristeza só pioraria. Ela teria que assistir o homem que ela amava pedindo outra mulher em casamento. Seu coração se despedaçou. Elena quis morrer. Sua vida era apenas de sofrimento. Sentiu sua alma se rasgar quando o viu se ajoelhar diante da Princesa e oferecer o anel de noivado. Damon sentia-se igualmente abalado. Odiava aquela situação. Por que as coisas tinham de ser tão difíceis? Ao contrário dos dois, Camilla estava radiante, aceitou o pedido de casamento na hora, é claro. Os Reis Giuseppe e George também estavam satisfeitos, aquele casamento traria muito lucro aos dois. Stefan achava que o irmão finalmente tinha feito a coisa certa e o parabenizou por isso. Damon mal ouviu o que o irmão falava, a verdade é que ele não estava dando atenção para ninguém. Tudo que ele pensava era em Elena. Tudo que ele pensava era em se livrar de todas aquelas pessoas, de todos os parabéns que estava recebendo, mas principalmente, ele queria se livrar da sua noiva. Queria ir atrás de Elena, precisava falar com ela nem que fosse por um segundo. Só que ele não conseguiu. Não conseguiu nem mais vê-la naquela noite.

...

Como sempre, era nas noites de festa que Caroline podia se encontrar com Príncipe Tyler e matar um pouco a saudade. Céus, eles precisavam se casar logo! Ela não aguentava mais ficar tanto tempo longe dele! Mas enquanto a tão aguardada data não chegava, eles poderiam aproveitar aquela noite. Tyler convidou sua noiva para dançar. Guiou-a até o salão, a música era perfeita, lenta, romântica. Era tudo que eles precisavam.

-Eu já te disse o quanto eu adoro essas festas? –Ele perguntou exibindo um sorriso em seus lábios. Quis beijá-la, mas tivera que conter aquele instinto. O pai da moça estava por perto observando cada movimento do casal.

-Já... -Caroline sussurrou. –Ah, Tyler, mas essa festa é tão triste... -Lamentou.

-Triste? –Tyler estava confuso. –Como assim triste? Nós dois estamos juntos, a música está ótima, a comida estava uma delicia...

-Não é disso que eu estou falando, Ty... -Baixou o olhar. –É que eu sei que o Damon não quer casar com ela...

-Isso todo mundo sabe também. –Falou como se aquilo fosse óbvio. –Eu ainda lembro-me do vexame da última festa, onde ele a rejeitou em publico.

-É mais do que isso, Tyler... -Caroline vacilou. –Você tem que prometer que você não vai falar para ninguém o que eu vou te contar agora...

-Claro que eu não vou contar, Carol. Você pode confiar em mim. –Ele nunca iria trair a confiança dela.

-Bem, é que o Damon se apaixonou por uma escrava... -Iria continuar, mas Tyler a interrompeu.

-Como assim? –O Príncipe estava incrédulo. –Você está brincando, não é?

-Não, você precisa ver a Elena, ela é linda! E, além disso, ela é um amor. Sério, ela é uma garota muito adorável. –Falou com carinho de Elena. As duas tinham ficado amigas e ela estava com saudade. Tyler não estava surpreso pela amizade das duas, sabia que Caroline era assim mesmo. Ela era amiga de todos, não se importava com classes sociais. E a verdade é que ele também era assim. Os dois tratavam os escravos com respeito, eram um dos poucos que desejavam que não existisse mais escravidão.

-Carol, eu sei que para nós dois, não importa se ela é uma escrava ou não, mas o resto do mundo se importa. Eles nunca vão conseguir ficar juntos. –Foi realista. –E você não deveria se meter nisso.

-Mas eu quero ajudar...

-É sério, Caroline. –Manteve o tom firme. –Há muito tempo atrás no meu Reino, aconteceu quase a mesma coisa. A diferença era que ela era uma princesa e ele um escravo. Sabe o que aconteceu? Os dois terminaram mortos. E todo mundo que os ajudou de alguma forma também. Serviram de exemplo.

-E se eles fugissem?

-Como se ninguém fosse reconhecer o Damon. Ele é o Príncipe, o Príncipe herdeiro da coroa. O Rei iria acabar descobrindo onde os dois estavam escondidos...

-Você tem razão. Isso é horrível. –Murmurou. –Coitadinhos...

-Por que nós não esquecemos um pouco toda essa história de amor impossível e nos concentramos no nosso amor que é totalmente possível. –Sussurrou no ouvido dela.

-Que proposta tentadora... -Sorriu.

-Eu não estou vendo o seu pai por perto e ninguém mais está prestando atenção em nós dois... –Acariciou a face delicada da garota. –Isso significa que eu posso te beijar...

-Beijar muito... -Ela o corrigiu.

Os dois escaparam da festa, foram caminhando pelo Palácio até encontrar um lugar onde poderiam ficar sozinho. Era um lindo jardim, estava tão bem cuidado. Era o cenário perfeito, tão romântico. Caroline jogou-se nos braços do amado, seus lábios colaram nos dele em um beijo intenso. Não havia nada melhor no mundo do que isso. Poderiam ficar daquele jeito para sempre. Era tudo que eles queriam. Ela entrelaçou os dedos nos cabelos dele, ele deixou a mão passear no corpo dela. O beijo se intensificou, era ardente. E justo naquele momento ouviram uma voz. Instintivamente se afastaram. Tiveram medo que pudesse ser o pai dela, se fosse, bem, aí eles estariam perdidos. Por sorte, era apenas um dos guardas do Palácio.

-Vocês não podem ficar aí. –O guarda chamou a atenção do casal. –Esse é o jardim da Rainha!

-Nós não sabíamos... -Caroline falou encabulada. Ela tinha sido pega se beijando, aquilo era uma enorme falta de pudor!

-Nós vamos voltar para a festa... -Tyler envolveu a noiva em um abraço e a conduziu.

-Ai que vergonha! –A garota exclamou.

-Pelo menos, não era o seu pai. –Ele falou aliviado. –Porque se fosse, eu estaria morto agora.

Os dois riram. E o guarda riu também enquanto observava os dois indo embora. Jovens... Sempre fazendo besteira, pensou.

Notas finais
E ai? O que vcs acharam?

E vcs assistiram o ep de TVD de ontem? Nossa eu surtei no final do ep com aquela cena delena perfeita! tao fofinhos *>* omg!