Impossible?
5 Tem certeza?
Notas iniciais
POV Jason
Piper dorme como um anjo. Seus olhos ainda estão fechados. Queria que fosse eu no lugar dela. Eu poderia ter impedido, sou filho de Júpiter, eu poderia ter invocado os ventos impedido esse acidente. Mas não, eu tinha que estar prestando atenção naquela empusai. Eu prometi que estaria ao lado dela sempre que ela precisasse, mas eu não estava.
Não aguento, e sinto as lágrimas caindo de meus olhos. Ainda tenho esperança de ela acordar. Eu sei que ela vai voltar para mim, eu sei. Assim que minhas lágrimas caem sobre as mãos dela, não sei se estou delirando, não sei se estou tendo alucinações, mas eu juro pelo Rio Estige que ela mexeu seus dedos. Ai meus Deuses, ela está acordando!
– Leo – grito ainda sem acreditar – Vem cá! Rápido!
– O que foi seu maluco – gritou ele de volta, entrando no quarto correndo com um balde de frango frito na mão.
– A Piper! Ela... Ela ta acordando!
– O que?! – indaga e deixa o balde de frango frito cair no chão.
Ele vai até onde ela está e verifica o equipamento de enfermagem (que ele mesmo construiu) e arqueia as sobrancelhas. Ele verifica e verifica de novo. Olha para e ela e depois para mim repetidas vezes até que ele começa a me encarar com cara de preocupação.
– Jason – diz ele calmamente – acho melhor você descansar. Já passou da hora de você ir dormir, deve estar muito cansado.
– Como assim?! – questiono confuso – O que houve com a minha Piper?!
– Jason, não me leve a mal, mas – faz uma pausa – acho que isso tudo que está acontecendo deve ter mexido um pouco com seu psicológico.
– Você está querendo dizer que eu fiquei louco?! – digo elevando a voz – Eu vi a mão dela se mexer! Eu juro que eu vi!
– Não estou dizendo isso, só estou dizendo que os equipamentos não registraram nenhum sinal de vida. Só tenta dormir um pouco. – desisto de tentar responder, e volto para a minha cabine.
POV Annabeth
– Por que você não quer contar a ele?
– Passamos por muita coisa juntos até agora – respondo enquanto seco as lágrimas – não seria justo com ele terminar agora.
– Não é justo com você continuar com alguém que não te faz feliz.
– Não é como se ele não me fizesse feliz – retruco – eu apenas não o amo com eu amava antes. – ela tenta me dizer alguma coisa, mas antes que ela abrisse a boca ouço alguém batendo na porta e rapidamente finalizo a mensagem de Íris.
Abro a porta e me deparo com a última pessoa que eu queria ver no momento: Percy. Ele me olha sério eu também não faço questão de sorrir. Ficamos alguns segundos nos encarando e eu reparo que seus olhos estão diferentes, eles estão com um brilho, o mesmo brilho que eu sempre via quando estávamos no começo de nosso namoro. Ficamos em silêncio por mais um tempinho até que eu resolvo quebrar o gelo.
– Quer entrar? – pergunto formalmente.
– Claro – responde ele adentrando a cabine e sentando em minha cama. Sento ao lado dele, e ficamos nos encarando por mais um tempo. – Annabeth, precisamos conversar.
– Precisamos mesmo.
– Não sei nem por onde começar – diz ele um pouco nervoso – no começo era tudo tão mágico, tão perfeito. Mas, já faz um tempo que eu andei reparando que não é mais assim. Eu gosto muito de você Annabeth, e a última coisa que eu quero nesse mundo é magoar você. Mas eu não quero mais viver uma utopia. Acho que seria melhor...
– Terminarmos – completo.
– Que bom que você entende. – Diz ele sorrindo – Amigos?
– Amigos – concordo o abraçando.
De repente sinto como se um peso tivesse sido tirado de minhas costas. Sinto-me livre. Agora estou livre para fazer o que eu quiser, estou livre para ficar com quem eu quiser, estou livre para namorar com quem eu quiser. Ou seja, estou livre para poder namorar a pessoa que agora eu amo: Reyna.
POV Nico
Acho que ainda não me acostumei com o fato de Percy Jackson me amar. Sério, ele disse que me ama. O meu maior sonho se realizou. Sou retirado de meus devaneios quando alguém bate em minha porta, já era para eu estar dormindo, mas eu não ligo, não consigo dormir. Vou até a porta e sou surpreendido com certos lábios que eu amo colados aos meus. Ele fecha a porta e me dá mais um selinho antes de começar a falar.
– Eu terminei com ela. – diz ele com um sorriso no rosto – Agora a gente é apenas amigos e ela nem ficou muito decepcionada. Na verdade ela compreendeu muito bem.
– Sério?
– Sério – responde ele se aproximando de mim – agora que não estou mais comprometido... – antes mesmo de terminar a frase, ele me envolve em seus braços e começa a me beijar.
Começa apenas como um selinho, mas vai se transformando em algo mais intenso, mais urgente, como se necessitássemos daquilo para sobreviver. Eu peço passagem com a língua ele obviamente cede. Nossas línguas exploram cada canto de nossas bocas, eu puxo-o mais pra perto até que nossos corpos ficam colados. Não quero nunca mais me separar dele, mas o ar se faz necessário.
Ele me dá um sorriso um tanto quanto malicioso e começa a tirar a minha camisa. Faço o mesmo até que me dou conta do que estou fazendo. Sinto que ainda não estou preparado para isso, mas aquele peitoral definido é irresistível.
– Você é mais gostoso do que eu pensava – diz ele mordendo o lábio inferior. O beijei de novo, mas justo quando íamos continuar o que estávamos fazendo alguém bate na porta e a abre sem dar tempo de eu e Percy nos separarmos. Por “sorte” este alguém era Jason.
– Me desculpem – diz ele nervoso e confuso com a cena – acho que... Eu vou... Indo... É... Tchau. – e ele fecha a porta. Eu e Percy nos entreolhamos e começamos a gargalhar.
– Acho melhor irmos dormir, já está tarde – conclui Percy. Confesso que estou um pouco aliviado por Jason ter nos interrompido. Sei que ainda não estou preparado para isso. Não que eu não quisesse, muito pelo contrário, eu quero. Mas eu tenho um pouco de medo, afinal, seria a minha primeira vez. Olho para a cama e deparo com Percy olhando para mim com cara de sono.
– Você não vem? – pergunta fazendo aquela cara de cãozinho sem dono (obviamente isso é só uma metáfora, pois ele tem sim um dono, que sou eu). Deito-me ao seu lado e ele me abraça, eu me aconchego em seu peito e assim eu adormeço.
***
Abro os olhos e estou no meio do Acampamento Meio-Sangue. Há um monte de pessoas a minha volta olhando para mim. E parece que elas estão... Rindo de mim? Todos riem e apontam para mim. E posso ouvir alguns comentários como: “Viadinho”, “E depois se diz filho de Hades”, “Seu pai deve ter vergonha de você”, “Eu tenho nojo de gente como você”.
Ouvir tudo aquilo foi horrível, mas o que mais me quebrou por dentro foi ver que junto àquelas pessoas, estavam Hazel, Percy e Bianca. Bianca ria de mim e dizia “Vai embora, não vê que ninguém te ama, todos tem nojo de você, inclusive eu”. Aquilo acabou com todas as minhas forças. Algumas lágrimas caem de meu rosto, e o sonho muda.
Reparo que estou no mesmo lugar que estive no sonho da noite passada. Ouço aquela voz de novo e fico sem reação.
– Nico – diz Eros – agora você tem o que tanto desejou, mas terá de lidar com as conseqüências...
– Como assim?
– Tão bobinho – comenta ele – Percy te ama, um amor que nem eu posso controlar. Mas você sabe muito bem que mesmo neste século – continua ele – ainda há muitas pessoas intolerantes e conservadoras. Você está disposto a enfrentar isso?
– Estou disposto a enfrentar qualquer coisa – respondo – desde que eu tenha Percy ao meu lado. – ele da um sorriso e o sonho se dissolve.
***
Acordo um pouco assustado. Percy ainda está abraçado a mim e acorda também. Ele olha para mim e logo ambos percebemos que ainda há lágrimas em meus olhos.
– O que houve? – pergunta ele secando uma lágrima com o dedo.
– Foi só um pesadelo – digo – Percy.
– O que?
– Você promete para mim que nunca vai me abandonar?
– Eu prometo – diz ele dando um beijo em minha testa. – Vou sempre estar aqui, ao seu lado, para o que der e vier. Eu nunca te abandonaria Nico. – assim que ele diz isso percebo que ele também está à beira das lágrimas. Aconchego-me novamente em seu peito e volto a dormir. Só que desta vez, sem pesadelos.
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