Imperium - A Guerra
1 A telenviada
Notas iniciais
Rimmel caminhava sem muito entusiasmo pela floresta do norte de Callenheim a mando de sua mentora, a Bruxa Safra. Era majestosa, dona de uma enorme torre no centro dos Vales de Effige, o apelido da floresta do leste. Contudo, era extremamente excêntrica e mandona. Rimmel não imaginava que teria um trabalho fácil como Serva da tal bruxa, mas sabia que iria evoluir para Alquimista mais rápido do que as outras servas de bruxas menos importantes, no geral preguiçosas. Porém, Safra era exploradora. Dava trabalhos sem importância nenhuma para Rimm, como aquele: Ir colher lascas de colméias das Abelhas desenvolvida da região, as chamadas Vespeiras. Mas ela ia, não havia outro modo mais fácil de aumentar seus conhecimentos.
A caminho da tão chata missão, como de costume, encontrou-se com Fallon, a amiga gatuna. Fallon era mercenária, aprendiz da arte do furto. Era muito comum a profissão por não fazer diretamente mal ás pessoas das vilas, e sim aos forasteiros inoportunos. Fallon estava mais para guarda costeira das florestas do que ladra. Empoleirada sobre os galhos de uma imensa árvore seca, pulou a frente de sua amiga, com uma agilidade inesplicável.
-Rimm... Veio pegar o quê dessa vez? Posso ajudar? – Perguntou á amiga, que não estava surpresa em vê-la. As duas continuaram andando normalmente, por vezes ou outras tendo que matar Felpudos que apareciam, bichos do tamanho de uma ratazana com a irritante mania de morder as pessoas e, se elas não tomassem sérias atitudes, envenená-las.
-Colméias de Vespeiras. Sabe algum lugar bom para isso? – Respondeu a garota. Os trajes dos aprendizes eram sempre leves e práticos. Eram sempre eles que estavam arriscando suas vidas para evoluírem e se tornarem transclasses. O de Rimmel era feito de trapos que, gentilmente, Safra fizera. Usava botas feitas para se correr e tinha um cinturão para se guardar armas e utensílios. Fallon já usava roupas mais ousadas e confortáveis para escalar árvores ou o que quer que fosse.
Fallon riu exageradamente, e a pequena serva ficou a não entender nada, mas deixou a amiga prosseguir.
-Safra é incrível, incrível! – Caçoou a furtadora. – Rimm, Não é necessário vir aqui, numa floresta tão imprevisível como essa para se pegar colméias! Basta ir ao mercador no centro da capital de Callenheim. Elas são bem baratas, três Casts por unidade. Vamos, vamos lá. Essa bruxa já está me dando nos nervos de tantas palhaçadas!
Ela me puxou para perto e usou sua asa de borboleta para nos transportar rapidamente para a praça central.
Gregory e Edward combinaram de ir juntos ao ferreiro da capital de Geffênia, para tentar trocar suas velhas e gastas armas por outras mais evoluídas e novas. O negociante era rabugento demais e de pouca conversa. Os amigos estavam o apressando com o acordo pois Gregory teria treinamento no exército daqui a alguns minutos e Edward devia voltar para sua aula de mira.
-Vocês estão querendo me enganar?! Essa sua espingarda está entortada e a sua espada não corta nem papel! – O velho rugiu para os dois, que fitaram suas armas com pesar. Pareciam prestes a falar algo quando ouviram uma voz clara e sério gritar fora do estabelecimento.
-A companhia de Telenviadas de Geffenia manda um recado da corte Rúnica para os habitantes da cidade. É com muito pesar... – Anunciava a voz. Os garotos largaram os pertences no balcão da loja e correram para a praça para escutar o aviso. Como de costume, o pequeno pássaro azul estava pousado em cima da estátua da fonte central e pronunciava o recado como um megafone. – Que anunciamos que GeffenHeim entrou em uma guerra confirmada com Ghostin-Helm, A dimensão das trevas. Devido a essa circunstância, um exército de emergência será formado e é obrigatório que todo aprendiz se apresente no Palácio do Guardião-Rúnico para a inscrição. Obterão mais informações após fazerem isso.
O pássaro voou para bem longe dali, deixando centenas de pessoas chocadas.
Em Callenheim o mesmo anúncio fora dado.
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