Imperio de Samgue

1 Capítulo único - Império de Sangue


Notas iniciais
Perdoem os erros o cap não foi betado

Suspirou exasperada cansada de tudo aquilo, odiava guerras, odiava mais do que qualquer coisa. Qual o sentido de tudo aquilo? Por que não podiam resolver tudo conversando?

Era o que ela sempre se perguntava

Em uma guerra não existia vencedores,a vitória era só uma ilusão,isso por que enquanto muitos no suposto lado vencedor comemoravam, dentro das casas mães choravam pela perda dos seus filhos,irmãs choravam pela perda do seu maior amigo, crianças tentavam entender porque o papai jamais contaria outra história para elas dormirem e esposas sofriam tentando imaginar como sustentariam sozinhas uma família enquanto lidavam com a dor da viuvez

Por isso a rainha não acredita em vitória na guerra e por isso nunca declarava uma, mas não podia fazer nada quando outro reino a atacava, a não ser lutar

A luta acontecia um pouco longe, mas não longe o bastante para abafar o som dos metais se chocando e nem longe o suficiente para que o vento não trouxesse o cheiro de sangue fresco que embrulhada o estômago da jovem mulher

A saia do vestido se movia para cima e para baixo quando ela cruzava e dêscruzava as pernas nervosamente, a propósito, ela odiava aquele vestido, feito de um tecido mais leve para facilitar seus movimentos de um azul tão claro que quase parecia branco e um peitoral de armadura que se ajustada ao vestido como se fosse um corpete, ele até mesmo era decorado com algumas predarias o que irritava profundamente a rainha pois fazia parecer com que estivesse vestida para um baile

A jovem de cabelos negros estava em um pequeno morro, alguns metros acima da luta, dentro de uma tenda sentada em uma cadeira ao lado da mesa onde os mapas se encontravam. Alguns guardas a cercavam e seu marido se prostrava em pé ao seu lado, vestido com uma armadura completa, apenas para intimidar, por que não existiaria a menor hipótese da jovem permitir que ele se envolve-se em alguma luta, nem que fosse para salvar a vida dela

—Temos que acabar com isso -Murmurou o rei pondo a mão sobre o ombro da sua esposa, ele era o único que sabia como ela se sentia e a olhava com um olhar repleto de carinho que a fez dar um mínimo sorriso pelo apoio

A rainha olhou para um dos seus guardas ali que sem precisar ouvir a ordem se apressou até algumas gaiolas dispostas ali pegando um falcão e tirando o capuz dos seus olhos, o falcão alçou vôo e quando alcançou a luta soltou seu grito várias vezes antes de dar meia volta e retornar a tenda, onde recebeu um agrado pelo bom trabalho

O exército inimigo, obviamente, não se deu conta de nada, mas o exército da rainha mesmo na luta pela vida foram capazes de ouvir e se puseram a correr em direção as bifurcações que tinha por todo o vale, mas como o esperado foram seguidos

—Terminem logo com isso -Ordenou a rainha de forma amarga

Com um sinal,arqueiros escondidos no alto entre as rochas lançaram suas flechas acertando o exército inimigo. No primeiro disparo eles foram pegos de surpresa, no segundo a maior parte conseguiu se defender com seus escudos ao identificar a direção do ataque

A rainha fez outro sinal, rispido e grosseiro, como se espantasse uma mosca, e um segundo pássaro foi solto, quando a ave novamente gritou mais arqueiros se levantaram, vindos de outra direção e conseguindo derrubar mais da metade do exército adversário que se apressou paras as bifurcações em busca de proteção, o que foi um enorme erro

O restante do exército que antes partirá em retirada se mantinha escondido, longe das vistas e com a chegada dos inimigos foram capazes de ataca-los e derruba-los facilmente, aqueles poucos que sobraram partiram em retirada assumindo a derrota enquanto o exército vencedor gritava comemorando a vitória

A rainha se encostou em sua cadeira, fechando os olhos ouvindo os gritos de vitória, desejando partilhar dessa alegria, mas por trás dessa gritaria ela conseguia ouvir o choro das famílias que destruiu

(...)

Sentada em seu trono ela assistia cena com certo enjôo, o baile ocorria como sempre; nobres com seus vestidos e ternos espalhafatosos esfregando na cara um dos outros suas riquezas e fingindo se gostarem

A propósito

Era isso que faziam agora vinham parabeniza-la pela vitória na batalha com esperança que ela se lembrace da sua falsa "devoção" E no futuro lhes concedesse ainda mais títulos e logo depois voltavam a se embebedar

De certa forma a rainha tinha certa inveja deles, não tinham nada para se preocupar a não ser fazer compras e saber se seus filhos encontrariam alguém tão rico quanto eles para se casar

Filhos...

Esse era um assunto delicado para a rainha

Até hoje não conseguirá dar herdeiros a seu marido, não conseguirá recompensar a única pessoa que conseguia a entender, esse era só um dos problemas da rainha, juntamente com evitar a fome e a peste no seu reino, convencer reinos vizinhos a não declarar guerra e lidar com cada morte que ela causou

De fato, aqueles nobres viviam melhor do que ela

Para ser sincera, ela não entendia o por que da festa, eles venceram aquela batalha,verdade,mas era temporário logo outro reino faria outro exército e marcharia

O que apenas resultaria em mais mortes

Não que a rainha fosse soberba,mas ela sabia o tamanho dos passos que dava

Assumiu o reino muito jovem, quando ainda tinha 14 anos e deveria estar brincando aos invés de governar um reino

Foi extremamente subestimada

Primeiro pelo idade,segundo pela aparência, mas acima de tudo por ser mulher

Seu governo foi um dos mais conturbados, em sua segunda semana no trono já tentaram mata-la para uzurparem o reino e depois disso uma guerra atrás da outra foi declarada pelos outros reinos ao mesmo passo que ela lutava contra a morte dentro da sua própria casa pelo menos uma vez por semana

Aos 15 anos o general do seu exército foi morto em combate e ela própria assumiu o lugar dele fazendo as estratégias para as novas guerras, obviamente elegeu um novo general mas seu trabalho estava mais para um conselheiro

Os membros do conselho viram isso com mals olhos, chamaram-na de louca, mas mudaram rapidamente de opinião quando as vitórias ficaram mais implacáveis

Aos 16 casou-se com o filho de antigos amigos da família, ela precisava de alguém com que dividir as responsabilidades do reino e alguém que soubesse guia-lo caso algo lhe acontecesse, mas ela não acharia isso entre os nobres que a cercava. Felizmente seu marido já não vivia no reino desde a infância e apesar de ter grandes posses fora criado de uma maneira diferente a dos nobres a quais ela estava acostumada

Ela não achou nele só alguém que cumpria aos interesses dos quais ela precisava, mas achou também um amigo

Hoje, aos 20, ela era assombrada por cada reino que involuntariamente conquistou, construiu um Império sem precedentes

Um Império formado pelo luto

Mas nem sempre ela foi conhecida por suas estratégias inigualáveis, no início o que ocorria por todo o reino e arredores era a fama fama de sua estonteante beleza

Dona de uma pele pálida de porcelana com olhos de um intenso azul, a rainha teve sempre sua idade comentada por parecer mais jovem do que realmente é, e é verdade que ela não tem o corpo mais farto já visto e nem recebeu tanto assim em altura, mas tudo isso lhe da certo ar de graça, ainda mais com os cabelos longos e negros como pixe e o rosto com proporções elficas

Tudo isso lhe dava um ar de boneca de porcelana que fazia dúvida as suas capacidades

Mas em muitos lugares tudo isso era esquecido, e até o nome dela era esquecido para ser chamada como "A rainha Corvo", cada um por seus motivos

Os inimigos a chamavam assim ligando tanto a rainha quanto ao pássaro ao mal algoro e a morte

Talvez não estivessem tão errados assim...

Já seus súditos ao fato de a rainha só se vestir de preto,igual as penas do dito passaro, o que juntando a seus cabelos escuros combinava perfeitamente

Todos julgavam ser apenas um gosto peculiar da rainha, mas na verdade era o luto constante em que ela se colocava

—Dance comigo minha rainha -Pediu o rei estendendo a mão para esposa

—Até depois da morte meu rei -Respondeu a morena sendo guiada para o centro do salão que se esvaziou para a dança dos dois

Notas finais
Espero que tenham gostado COMENTEM Até a próxima
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!