Notas iniciais
Hey, Hey, Hey, capítulo sim! Viram só, bem rapidinho. "Mas Nathyy você está sempre postando na quarta?" Sim! Quero dizer, as férias estão chegando, e mesmo nesse temporal de provas que estou tendo ainda paro para escrever! Então por enquanto, toda quarta! Boa leitura!!!

A noite caiu como uma pedra sobre A Toca, tudo parecia trágico, durante o almoço, quando Percy tinha se levantado para dar a notícia para os mais novos o mundo resolveu parar, alguns ficaram sem acreditar por alguns minutos, até que Roxy confirmou a notícia chorando intensamente. O clima estava incrivelmente tenso, a nuvem escura ainda pairava sobre a casa, perturbando uns, entristecendo a outros. Aquele dia já havia começado triste demais, não existia maneira de provocar mais tristeza.

— e agora? – Clarie se pronunciou recebendo alguns olhares, os jovens estavam reunidos na sala, sentados cada um em um canto, espalhados pelo chão e pelos sofás.

— agora o que? – Alvo perguntou franzindo o cenho – não tem nada pra agora...

— onde está a alegria que sempre os acompanha? – ela perguntou na tentativa de fazer alguém sorrir

— ela está chorando – Lysander respondeu apontando para a morena encolhida no sofá, Roxy tinha os olhos inchados e as bochechas rosadas, ela tremia dos pés a cabeça, tinha os olhos semi cerrados, prestes a pegar no sono

— cale a boca, Lys – Lorcan reclamou fazendo o irmão fechar a cara, Lorcan percebeu o quanto seu irmão aparentava estar mais triste, porém não demonstrava, Lorcan era ótimo em saber o que as pessoas sentiam

— como vocês acham que Molly vai ficar quando souber que todos nós estamos tristes como se ela estivesse à beira da morte? – Clarie sibilou se erguendo, dessa vez todos a encararam

— mas ela está...

— não está não! Ela está mais viva que todos nós aqui! – ela exclamou insistindo

— Você sabe o que é câncer? – Fred questionou como se ela fosse uma criança de cinco anos

— Como vocês querem que ela se recupere assim? Só vamos piorar a situação! E se vocês não vão fazer nada eu vou! – ela rosnou andando a passos pesados para fora da sala

— Clarie! – Lily chamou antes que ela pudesse sair da sala, a jovem a encarou e sorriu — eu vou – Lily se levantou e saltitou até a mesma

— obrigada – Clarie sussurrou sorrindo agradecida, Lily sorriu abertamente e olhou ao redor, eles se entreolharam um por um

— Nós vamos, e o Al fica com a Roxy aqui – Lorcan ordenou se levantando

— por que eu? – Alvo perguntou incrédulo se arrependendo logo depois – tudo bem, eu fico – murmurou vencido e se arrastou até o sofá em que a prima estava encolhida

— o que iremos fazer? – Scorpius pronunciou coçando a cabeça

— uma surpresa- Clarie estalou a língua andando decididamente para fora da casa

— se ela explodir o hospital a responsabilidade é sua – Scorpius sussurrou para o moreno calado mais ao lado

— desde que isso faça Molly sorrir – James sorriu marotamente seguindo a trupe

— você e sua paixão me enojam – Scorpius reclamou levanto um tapa na cabeça

— Molly, pense em Molly – o mais velho ordenou enquanto Scorpius ria baixinho.

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Gina correu até a janela para observar a nuvem pesada, como uma nuvem poderia passar tanto tempo? Normalmente outras a substituiriam. A cozinha parecia mais extensa, tão vazia, tão solitária, a casa estava em silêncio, o som da família fazia falta.

— você está conseguindo comer? – Hermione perguntou vendo a filha assentir. Rose comia uma pequena poção de salada, ela não estava tão enjoada como no dia anterior, mas sua pele branca pálida a assustava, como se depois de tantos anos, percebesse agora os ossos dando de sinal de vida sobre a pele.

— Hermione, acha que eles vão ficar bem? – Gina lançou um olhar para a cunhada, a morena suspirou

— eu não duvido mais de nada – respondeu sorrindo de lado, Gina se voltou para a amiga e caminhou até a mesa, sentando de frente para uma Rose curiosa

— como Rose reagiu?

— bem, até agora nada, ela não muda a expressão desde que falou com Luna, está longe...

— Luna te falou alguma coisa?

— Ela disse que quando Rose quisesse, ela mesma contaria

— Luna está ficando mais louca a cada dia

— não fale assim, quem foi que te ajudou com as briguinhas de Alvo e James mesmo?

— sim, eu sei, só estou brincando, você está realmente tensa, Rony não deve estar servindo pra nada mesmo – Gina gargalhou alto e a amiga corou

— me sinto uma adolescente cheia de hormônios

— é normal, você tem passado por muita coisa, parece até que está grávida de novo

— não mesmo, Rose e Hugo são minhas paixões, já está ótimo

— você está rejeitando um bebê, doutora Hermione?

— eu não sou doutora

— mas luta contra abandono de crianças, pensei que sua faculdade de direito tinha mudado seus pensamentos – Gina brincou fingindo estar ofendida – olhe só para sua mãe, Rose, ela anda sem dormir por aí e é assim que fica – Gina afirmou para a sobrinha, Rose ergueu o olhar confusa e olhou da tia para a mãe

— não ligue para sua tia, Rose, ela está virando a Luna aos pouquinhos

— eu deveria ter deixado Lily na sua porta

— eu a mandaria de volta pelo correio

— mas demoraria a chegar!

— mas seria mais barato que gastar gasolina

— está dizendo que minha filha não vale sua gasolina?

— estou dizendo que pobre tem que mandar pelo correio mesmo – Hermione respondeu simplesmente e Gina a encarou, depois de alguns minutos as duas estavam gargalhando. Rose observava com certa admiração

— eu pensei que tinha perdido essa Hermione na faculdade – Gina sorriu emocionada e Hermione fez uma careta

— ninguém acaba se perdendo, Gina, nós somos caixinhas cheias de surpresas – Hermione falou pensativa – é isso, Gina! – a morena gritou se levantando, olhou alertadamente para a filha, mas Rose continuou a comer calmamente

— o que? – Gina riu baixinho

— é uma surpresa – Hermione sorriu, beijou o topo da cabeça e saiu em disparada para fora da cozinha

— viu só, a deixe dormir essa noite – Gina piscou para a sobrinha e sorriu.

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Clarie recortou um pedaço de papel e o entregou a Lily, que passou a cola e entregou a Lorcan, bem, o rodízio continuou juntamente com lápis colorido, canetas, tinta, pincel, cartolinas, e várias outras formas de produzir.

— Ai! – Clarie gemeu ao cortar o dedo com a tesoura

— como você se corta cortando papel? – Hugo perguntou incrédulo e os outros riram

— continuem assim, eu vou lavar esse corte, Lice, faça isso no meu lugar – ela ordenou movimentando as mãos e caminhou até o quintal, colocou o dedo na boca, mordendo em baixo do ferimento, se agachou e abriu a torneira, enfiou o dedo na água e gemeu, aquilo ardia

— a tesoura era sem ponta – exclamou uma voz risonha atrás dela, ela se virou surpresa e suspirou encarando um James sorrindo

— quase me mata de susto! – revirou os olhos e se voltou para o dedo

— obrigada – ele sussurrou e ela franziu o cenho

— por quê?

— por fazer todos cooperarem

— eles foram por vontade própria

— hey, você não é modesta!

— sou sim, não me conhece completamente

— não? Quanto falta?

— muito, muito mesmo

— mas eu sei que você tinha uma...

— hey, você não é fofoqueiro

— então você me conhece melhor que eu mesmo

— você é um livro aberto, todos te conhecem

— como assim? Você é um baú de surpresas?

— um baú de tesouro

— convencida

— precisar é só chamar – ela mostrou a língua e se levantou enxugando o dedo, para logo depois pressiona-lo na palma da mão

— desculpe por hoje de manhã — ele sussurrou suspirando e ela sorriu

— desculpe-me você, eu deveria saber que tinha Rose no meio

— o que está querendo dizer?

— Rose é quem mais chama problema nessa família – ela resmungou fazendo uma careta e ele cruzou os braços

— está com raiva ou com pena?

— o que? Nenhum dos dois! Estou preocupada com Molly e Roxy...

— Estamos falando de Rose!

— Temos problemas maiores agora

— Rose também é importante, tudo bem?

— Suas duas primas que estão destruídas, e a que está novinha em folha é sua preocupação?

— ela não está bem!

— Molly e Roxy também não!

— Você precisa incluir Rose também, Clarie

— EU TAMBÉM NÃO! – ela esbravejou e se calou assim que um raio atravessou o céu, James a encarou com os olhos arregalados

— o que aconteceu?

— eu preciso pensar, mas é tanto para engolir que eu não consigo – ela desabafou, com a voz já embargada

— Deus! Porque você não disse nada? – ele perguntou respirando fundo e a puxou para um abraço

— eu estou sendo à força de vocês nesse momento, e esse não é meu trabalho, não quero ser a cabeça, eu também dependo de algumas forças

— você foi à única que não chorou por conta da notícia

— não se pode chorar quando os outros precisam de um ombro amigo

— você não tem que ser esse ombro amigo, por que não falou comigo?

— porque você está muito ocupado com Rose e...

— Clarie! Você tem que me contar tudo – ele a interrompeu pegando em suas mãos, enlaçou seus dedos e sorriu com carinho – um casal precisa de confiança

— mas e seus problemas?

— eu posso muito bem guardar os meus no bolso e ir cuidar dos seus – ele brincou, Clarie riu e baixou a cabeça

— eu só estava nervosa, se Molly talvez...

— Ela não vai, ela vai continuar aqui conosco

— eu não te mereço – sorriu boba, o moreno fez uma careta

— eu sei que eu sou demais pro seu caminhãozinho

— garoto modesto – ela assentiu e girou nos calcanhares, se voltando para a torneira

— parece que vai chover, peça para eles fazerem as coisas lá na sala, eu já estou indo – ela ordenou e ele gargalhou alto

— as suas ordens, alteza – James fez uma reverencia e saiu dali com um sorriso no rosto, ela poderia ver aquele sorriso para sempre.

— eu estou chegando lá – ela sussurrou fitando o céu, puxou o bilhete amassado do bolso e leu mais uma vez

“Só mais alguns passos, ele está quase caindo”

Notas finais
Gostaram? Mais uma peça para esse quebra-cabeça, no que acham que Clarie está envolvida? Matá-la ou abraça-lá? Tenho certeza que muitos vão querer chorar. É brincadeira, produção? Os leitores estão aumentando mesmo? Produção foca a câmera que tem surpresinha para os leitores sexta, agradeçam ao dia dos namorados (que não é meu dia preferido, mas tudo bem), e vou logo avisando que é algo fofo, não leia em momentos de depressão permanente. Até o próximo :*