Imperdoável encantamento

6 Aula de poções – Hermione Granger


A fumaça roxa atinge meu rosto, provocando a tosse. Seco as lágrimas em meus olhos, abrindo um sorriso vitorioso para Harry. Ele fica com um pouco de inveja, mas tenta esconder. Sua poção está em uma situação crítica. Ela deveria ter ficado cinza por volta de sete mexidas atrás, mas parece ter gostado do tom verde. Rony não teve a mesma sorte. Seu caldeirão exala intensas baforadas negras a cada doze segundos, mesmo com o fogo intenso a seus pés.

Ele lança um olhar desesperado na minha direção, murmurando um pedido de ajuda. Receosa, pego algumas ovas de sapo e tento mostrar para ele por baixo da mesa, mas Rony está concentrado demais em fazer as mãos tremerem. Com o coração na garganta, espero o momento certo. Assim que Snape vira as costas para debochar da pasta rosada criada por Lavender Brown, atiro as pequenas bolinhas esverdeadas no caldeirão de Rony e observo com contentamento as baforadas cessarem.

Rony parece segurar o choro. Ele olha para mim de novo, prestes a sussurrar seu agradecimento. É brutalmente interrompido por Snape. Aquele bruxo sempre sabe! Eu me pergunto como pode fazer isso. Com um sorriso cruel em seu rosto macilento, ele tece comentários sobre a imperícia de Rony e sobre a sorte dele por “ter sempre a senhorita Granger por perto”. Está a ponto de limpar a poção com um gesto da varinha quando o odor da fumaça alcança nossos sentidos.

Malfoy. O timing não poderia ter sido mais perfeito.

Algumas mesas atrás de nós, ele fita seu erro dourado com um rubor latente em suas faces. Sua vergonha é tanta que quase me desperta empatia. Ao me lado, Rony leva a mão aos lábios para conter o riso. Harry, por sua vez, abre um sorriso luminoso, felicíssimo diante do fracasso do sonserina arrogante. Ah, incorri em um pleonasmo.

Malfoy profere uma ofensa cruel, e as orelhas de Rony ficam vermelhas. Inacreditavelmente, Snape parece ter ficado momentaneamente surdo e se afasta de nós como se nada houvesse acontecido. Sentindo a raiva rugir em meu peito, toco o braço de Rony, murmurando palavras de consolo. Retiro a mão rapidamente, sentindo-me estranha por estabelecer um contato tão amável. Arrisco olhar para trás.

Sem dar qualquer chance a seu professor preferido, Malfoy esvazia o próprio caldeirão com um movimento da varinha. Certamente, não daria a ninguém o gostinho de prolongar sua humilhação. Ele é orgulhoso demais.

Ainda insatisfeito, Snape desliza para longe, a capa flutuando sobre o chão de pedra. Sei que pretende descontar sua raiva em Neville. O coitadinho cometeu um erro crasso no preparo de sua poção, e agora a garota à sua direita ganhou uma dúzia de furúnculos que lhe dá um aspecto draconiano. Seu choro fica ainda mais sofrido quando Snape desconta dez pontos da Grifinória.

Irritada, abaixo a cabeça, engolindo blasfêmias. Em um mundo mais justo, Neville não se tornaria uma inocente presa de nosso inescrupuloso Professor de Poções. Todos nós seríamos tratados com respeito, independentemente da Casa. Em um mundo mais justo, eu não estaria apaixonada por Malfoy.

Notas finais
Olá, marotos e bruxinhas! Estão gostando da fanfic? Eu tenho uma proposta para vocês. Se estão gostando, recomendem-na a suas amigas que gostam de Dramiones. Se não estão gostando, recomendem-na a suas amigas que gostam de Romiones. Brincadeiras à parte, como já disse nos avisos, essa é uma fanfic "experimental". Portanto, se vocês tiverem algum pedido, sugestão, etc., podem enviar pelos comentários. Até a próxima. Malfeito, feito!