Impact Magazine Season 2
67 Capítulo 67
Notas iniciais
Quinn olhava a garota que esperava por uma resposta, tinha um olhar em expectativa. Quinn não vendo outra saída, abriu espaço e indicou para a garota que entrasse.
A menina entrou pedindo licença. Olhava ao redor, Quinn fechou a porta, a acompanhava, indicou para que a garota se sentasse e a mesma o fez. As duas estavam no sofá, Quinn não sabia por onde começar, se perguntava o motivo da visita ou esperava que a garota se manifestasse.
Uns instantes de silêncio se instauraram até que Megan tomou a iniciativa.
– Desculpe ter vindo assim... To vendo que já estava se preparando para dormir... (disse olhando os trajes de Quinn, um blusão que vinha até as coxas).
– É... Mas pode dizer o que veio dizer...
A menina deu um sorriso tímido, suspirou e começou a dizer.
– Eu sei que você não tem nada a ver com meus problemas, mas... Eu sou nova por aqui, vim de Wisconsin, não tenho amigos e você foi a primeira pessoa com quem tive contato aqui no prédio... Sei lá... Eu vim de lá por causa de uma oportunidade de emprego, faço quadros, esculturas e principalmente fotografias, amo fotografias!
– Você havia me dito que era um hobby os tubos de tintas e os pincéis... (Quinn lembrava)
– E é... É meu hobby, meu trabalho... É minha vida... (deu de ombros com um sorriso)
– Entendo...
– Então... Lá onde morava eu não tinha mercado, então vim para NY, sei que aqui tem diversas galerias, projetos artísticos...
– Realmente aqui é um prato cheio...
– Exatamente, fiz a divulgação de meus projetos independentes pela internet, mandei para várias empresas, galerias de artes por aqui e consegui! (Disse feliz)
– Fico muito feliz por você... (Quinn dizia simpática)
– Eu não consegui acreditar quando recebi propostas da Gagosian Gallery, da White Box, que tem programa para artistas emergentes , da Pace/MacGillespecializada em fotografia e da Marianne Boesky Galleryque aposta em artistas promissores....
– Uau!. (Quinn estava impressionada, eram galerias de renome na cidade) Isso é incrível...
– Comuniquei a minha família que iria deixá-los, minha mãe me apoiou apesar de ser resistente no início, meus irmãos me disseram para manter contato e meu pai... (suspirou) Aaaah meu pai... Se dependesse dele eu já estaria fora de casa há muito tempo, ele nunca aceitou minha condição...
Aquela conversa começou deixar Quinn curiosa.
– Condição? (A loira pergunta com uma sobrancelha arqueada)
– Sou lésbica, assumi tem uns 4 anos... Até demorei muito... E desde então... Meu pai não fala direito comigo, eu não estava suportando mais esse tipo de situação morando no mesmo ambiente que ela, mas não tinha alternativa, não tinha onde ir trabalhava aqui e ali, ganhando pouco, juntando sempre...
– E de repende veio parar num condomínio de luxo... (Quinn disse sorrindo)
– Agradeço a Larry Gagosian, o dono das três filiais nova-iorquinas da Gagosian Gallery, eu não teria condições de manter isso aqui... (Disse olhando ao redor)
– Eu te entendo... Eu também tenho problemas com meu pai... aliás como a família inteira, minha mãe aceita tudo que meu pai impõe e minha irmã mais velha, bem, ela está bem com a vidinha pacata dela e não quer contato com o lado negro da família... (Quinn de repente se viu abrindo a vida para uma desconhecida e se estranhou) Enfim... Você não veio para me escutar... (disse sem graça)
– Mas é claro que posso te ouvir... (A menina disse tocando o ombro de Quinn, a loira olhou imediatamente para o local e Megan retirou a mão um pouco sem graça) Desculpe... Só quis dizer que da mesma forma que está me ouvindo posso te ouvir, preciso de amigos, preciso desabafar...
– Então foi por isso que veio? Desabafar?
– Sim... (dava de ombros) Tinha tantas coisas para contar e sem amigos... fica difícil...
– Eu não sei se eu sou uma boa opção de amizade, aliás, acho que só tenho 2 amigas, Santana e Brittany.... (sorriu ao lembrar-se das garotas) Santana... Meu carma...
– Deixei meus amigos lá... Tinha poucos também, mas teve outra coisa que impulsionou minha vinda para NY, mas agora já não existe...
– Não existe... O que não existe?
A menina ficou quieta por uns instantes.
– Se não quiser contar não tem problema... (Quinn informou)
– Não... Não... tudo bem... Eu conheci há um tempo uma garota pela internet, me envolvi, me apaixonei, começamos a namorar, víamos pouco, ela tinha melhores condições então ela me visitava... mas acabou, a distancia atrapalhou, houve traição por parte dela e quando ela me contou eu não consegui perdoar... Não ainda. É meio difícil dizer por que você trabalha com ela, por isso sei tanto do seu trabalho, ela me contava muito... Eu não devia estar contando, ela pode ser sua amiga... Aaaaaah eu só falo besteira!
– Hã? Como assim? Quem?
– Kate...
– Kate... Nossa, realmente tinha ouvido rumores que ela estava com alguém que conheceu pela internet, mas não imaginava conhecê-la... Fica tranquila, tenho um bom relacionamento com Kate, mas é apenas profissional, quem é amiga dela é a minha amiga Santana... (disse sorrindo)
– Ufa... Achei que ficaria estranho eu propondo uma amizade com você que é amiga da minha ex...
– Ela ainda te procura?
– Bastante, mas a desculpa que ela me deu, que era pela distancia, que estava carente não me convenceu... Ela já sabia que estava buscando meios de vir para NY à trabalho, poderia ter esperado... Enfim... Não quero mais falar sobre ela... Eu só quero agradecer por me ouvir... (disse se levantando)
– Sem problemas... Quando precisar, sabe onde moro... (a loira sorria)
Megan se dirigia a porta e era acompanhada por Quinn.
– Foi um alívio saber que tenho alguém para conversar por aqui... Tinha medo de vir para cá e me sentir isolada...
Quinn abriu a porta para a garota e via a menina se distanciar, no fim das contas ela só precisava despejar suas novidades, mesmo que com uma desconhecida.
– Quando fizer minha primeira exposição, terá convites vip! (Megan dizia enquanto apertava o botão do elevador) Para você e Rachel, sua noiva não é?
– Está sabendo bem sobre mim hein? (a loira arqueava uma sobrancelha)
O elevador se abriu, mas antes que entrasse respondeu à jornalista.
– Sempre procuro saber sobre quem sou fã... (Disse sorrindo) E nem preciso me esforçar, o relacionamento de vocês é de conhecimento de todos! Até mais... (acenou e entrou no elevador)
Quinn apenas ficou com um sorriso bobo nos lábios, depois de instantes entrou para seu apartamento.
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As meninas já haviam jantado o omelete que Brittany havia preparado, Santana arrumou a geladeira, jogando fora tudo que não estava no prazo e Brittany lavava as louças do jantar. A loira ria das caretas que a esposa fazia quando ela abria os potes que se encontravam no local, ao invés de retirar a comida e lavar os potes, a morena jogava tudo fora.
– Isso não tem mais condições de uso... (Santana justificava ao jogar mais um dos potes no lixo)
A latina tentou ser o mais rápida que pode nesse processo, em 5 minutos já havia praticamente terminado. Depois do trabalho feito, Santana disse que precisava tomar banho, que o cheiro de “coisa vencida” como descreveu, estava impregnado em seu corpo.
Brittany terminou sua tarefa e foi para o quarto, estava exausta, não demorou muito para que ela caísse no sono. Quando Santana saiu do banho, encontrou a esposa dormindo. Não conseguiu conter o sorriso que se formou em seu rosto, colocou seu pijama e deitou ao lado da esposa, se aconchegou abraçando-a por trás, fechou os olhos e esperou que o sono a levasse.
Já pela manhã, Santana acordou sentindo a luz do sol batendo em seu rosto, era manhã de domingo, queria dormir mais aquele dia, colocou o travesseiro sobre o rosto para se proteger do sol, não adiantou, tentou alcançar as cortinas, mas não conseguiu. Depois de todas essas tentativas é que abriu os olhos e viu que estava só na cama. Olhou o relógio na parede, eram nove e meia da manhã e segundo a latina, muito cedo para levantar da cama. Se espreguiçou, sentou-se na cama, buscaria Brittany onde estivesse e a traria de volta para o quarto para ficarem mais por lá. Acreditava que a esposa poderia ter acordado mais cedo para acompanhar os desenhos que tanto gostava.
Foi andando devagar em direção à porta do quarto, os olhos ainda nem estavam totalmente abertos, ia se esticando pelo caminho. Deu uma olhada para a cozinha e nada de Brittany por lá, foi então até a sala e encontrou a loira com o telefone em mãos, cabeça baixa e chorando. Santana se assustou, logo despertou-se esqueceu o sono que ainda parecia presente e sentou rapidamente ao lado da esposa a abraçando.
– Britt... mas... mas o que aconteceu? Por que esta assim chorando? Ainda é por causa do bebê? (Santana não parava de perguntar) Ainda está triste por isso Britt? Olha... Eu sei que é triste Britt... Eu estou sofrendo com isso também, mas...
– San... (Britt interrompeu a esposa, levantou o olhar e viu o jeito preocupado que a latina a olhava) Eu sei que é triste o lance do bebê... Mas não é por isso que estou assim, não agora... (disse enxugando o rosto)
– Então... (Santana ainda estava preocupada)
– Acabei de falar com meus pais...
– Eles estão bem? (A latina arregalou os olhos)
– Sim, estão...
– Ufa... (Santana sentiu-se aliviada, mas por pouco tempo) Algo com sua irmã?
– Não... Hailey está bem... (deu de ombros)
– Mas... Então por que está assim? (A latina fez um carinho no rosto da esposa)
– Meus pais me ligaram... Queriam saber como estava por que tinham que me dar uma notícia...
Santana ainda esperava que a esposa continuasse, não falava, não interrompia.
– Eu havia te dito que meu gato... o Lord Tubbington estava bem velhinho, não disse? (Brittany perguntou e Santana acenou de forma afirmativa com a cabeça) Pois então... (a loira voltou a ficar com os olhos vermelhos e marejados) eles me disseram que ele não acordou vivo essa manhã... (disse caindo aos prantos outra vez)
Santana não sabia o que falar, abraçou a esposa e passava a mão em suas costas a acalmando, depois de um tempo tentava falar algo para animar a loira.
– Era a hora dele partir Britt... ele estava velhinho, precisava descansar...
– Mas ele vivia descansando San... ele era tão gordo que nem andar ele andava mais...
– Mas agora ele não sofre, tem outros gatos para se divertir
–Ele era meu companheiro... ele ia fazer 16 anos daqui a dois meses... No mesmo dia do meu aniversário, o ganhei quando fiz 9 anos, foi logo que mudamos para Ohio... Andava comigo, brincava comigo, até estar gordo demais para correr... (disse com um sorriso fraco) Pode ser besteira, bobo, infantil... Mas ele era meu amigo... (a loira disse com tanta sinceridade que Santana não podia deixar de ficar tocada)
– Não é bobo, não é infantil... (Santana segurou os dois lados do rosto da loira, fazendo-a olhar em seus olhos) É lindo... Eu sei que ele foi seu amigo e ele nunca deixará de ser, onde quer que ele esteja e eu também sei que ele está num lugar muito melhor agora...
– Eu não sei...
– Como não sabe?
– Ele nem sempre foi um gato bom, ele tinha vícios... (a garota dizia chorando)
Santana não entendia o que Britto queria dizer.
– Todos os gatos vão para o céu... (Santana sorriu)
Britam encarava a esposa.
– Vão?
– Claro...
– Até o Lord?
– Todos, até o Lord!
Brittany ainda ficou um tempo parada, como se pensasse em algo, secava suas lágrimas que enfim cessaram. Um sorriso, mesmo que pequeno, pode ser visto no rosto da loira.
– Obrigada San... (A loira de repente abraçou a esposa que correspondeu apertando-a contra seu peito)
– Não me agradeça, não tem motivo...
– Tem sim, tenho que agradecer por estar ao meu lado nesse momento, com tantas notícias ruins, eu não sei o que seria de mim se eu não tivesse você...
– Eu só correspondo ao amor que você me dá, só retribuo... e nem acho que devolvo da mesma forma, você merece muito mais amor, carinho...
– Eu não preciso de mais... você me dá exatamente o que eu preciso, na dose que eu preciso... (Brittany se afastou para encontrar o olhar da latina) Você é o meu remédio San... Você cura todas as dores que existem dentro de mim...
– Você é tudo pra mim Britt... Só consigo me sentir forte se estou ao seu lado... (a morena revelava) Se passo um minuto longe de você, me sinto fraca, vulnerável, passível de erros, de escolhas mal feitas...
Um novo abraço se formou e com ele todo o carinho que uma tinha pela outra era expressado. Brittany estava mais calma, ainda triste, mas mais tranquila. Santana queria poder fazer tudo para a esposa sentir-se melhor. Depois de um tempo abraçadas, Brittany deitou sua cabeça sobre o ombro de Santana e permaneceu ali por longos minutos.
– Tina me mandou uma mensagem ontem, queria marcar de nos vermos, não conseguimos nos encontrar desde que voltei da ilha... mas ontem não pude, não queria sair de perto de você...depois do resultado, não queria encontrar mais ninguém além de você... Se importaria se eu desse uma passadinha no apartamento dela e do Mike pela tarde?
– Não... Claro que não... Sabe que pode sair ou visitar seus amigos quando quiser! (Santana disse sorrindo) Vai se bom, você sair, se distrair...
– Mas e você San? Vai ficar aqui sozinha?
– Heeeeeey! Não estarei sozinha, esqueceu o Lery?
Brittany sorriu e deu um beijo na esposa, voltou a deitar em seus ombros. Santana beijou o topo de sua cabeça e acariciava seus cabelos.
– Sobrou omelete? Podíamos comer de café da manhã...
– Até poderíamos... Mas você comeu todos ontem...
– Sério?
– Seríssimo...
Por fim as meninas ligaram a TV e ficaram assistindo a programação da manhã. Combinaram de ir ao mercado assim que Brittany voltasse da casa da Tina, não tinha nada na geladeira e precisava abastecer o estoque. Santana até se prontificou a fazer as compras enquanto Brittany estava com a amiga, mas Brittany insistiu que deveria ir junto, Santana nunca olhava a data de validade das coisas e as vezes comprava produtos que tinham a data de expiração muito próxima.
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Já passavam-se uma hora desde que Britt havia saído de casa para visitar à amiga. Santana estava entediada com os programas de domingo, não salvava um. Os filmes eram repetidos, os programas cansativos, as séries desatualizadas. O principal problema é que sozinha, Santana começava a lembrar de todas as tristezas, dos lamentos, se entristecia do nada. Sentia vontade de chorar, mas não tinha lágrimas, tinha vontade de gritar, mas não havia voz, tinha vontade de sair, mas não conseguia sequer levantar do sofá, tinha vontade, sobretudo, de beber.
Pensava em como poderiam desaparecer seus problemas, frustrações, seu desânimo, sua derrota, mas sentia que não podia desamparar Brittany nesse momento, só não sabia até quando poderia se segurar. Lembrava de quando veio pela manhã à sala e a encontrou chorando, aquilo apertou seu coração, queria devolver sorrisos ao rosto da loira, era algo que precisava fazer, mas só conseguia estar ali.
A morena enfim levantou-se, foi para o quarto e se arrumou, saiu pela porta principal, sem bilhetes ou outros avisos.
Marcavam cinco horas da tarde quando Brittany chegou em casa, tinha um sorriso no rosto, havia conversado sobre diversas coisas com sua amiga, desde sua frustração com a gravidez até sua lista de compras para o supermercado. Brittany chamava pela esposa conforme ia passando pelos cômodos da casa, sem sucesso, ligou para o celular da latina que começou a tocar na casa, a morena não havia levado.
Brittany começou a ficar preocupada, ao ouvir as frases “só consigo me sentir forte se estou ao seu lado” “Se passo um minuto longe de você, me sinto fraca, vulnerável, passível de erros, de escolhas mal feitas” Brittany sabia que se tratava de indiretas discretas e temia que Santana tivesse saído para fazer algo errado.
– Eu não devia ter saído... (A loira lamentava-se) Deveria ter ficado com ela... (dizia enquanto passava a mão no rosto)
Cada minuto que passava era mais preocupante. Ligou para Quinn, que a informou que Santana não apareceu por lá. Não adiantava sair, poderia haver um desencontro, resolveu esperar, mesmo com a ansiedade preenchendo-a por dentro, ela ficou aguardando. Torcia para que Santana não tivesse saído para um bar ou para qualquer outro lugar onde teria acesso fácil ao vício.
Os minutos passavam e lá fora escurecia, a loira voltou a ligar, se comunicando com bares locais, restaurantes, mas sem sucesso, já estava decidida a sair de casa e procurar mesmo com a possibilidade do desencontro. A loira pegou sua bolsa e se dirigia até a porta principal. Pareceu ser cronometrado, pois Santana estava chegando.
– Saaaaan! (Brittany correu para abraça-la) Eu estava preocupada, saiu sem deixar recado, esqueceu o telefone...
– Desculpe Britt... Eu fui providenciar isto... (Santana tinha um cesto em uma das mãos, do tipo piquenique)
– O que é isso?
Santana não respondeu, apenas entregou o cesto para que a própria esposa abrisse.
A loira não acreditou quando deu uma espiada no cesto, virou-se imediatamente para Santana com um sorriso estampado.
– Isso é sério? ( a loira perguntava)
– Sim...
A loira então depositou o cesto no sofá e o abriu por completo, de lá retirou um gatinho preto.
– Me lembro de como seus olhos brilharam quando a gata da vizinha teve filhotinhos...
– Sim, a Rudolphina...
– Pois então... vi que teve uma atenção especial para esse, o gatinho preto de patinhas brancas... (disse sorrindo) Na época eu não achei uma boa ideia e além de tudo ele estava muito novinho, ele ainda é filhote, mas está mais independente, desmamado... mais forte...
– E muito mais lindo... (a loira tinha o gatinho levantado para o alto, em seu pescoço um lacinho de presente vermelho) Como ele está lindo San! Olha!
– Mais lindo é seu sorriso...
Brittany não se conteve, colocou o gatinho no sofá por alguns instantes e abraçou a latina o mais forte que pode.
– Obrigada San... muito obrigada... Não sei como convenceu a Sra Gentalha... Mas não sabe como isso me fez feliz..
– Te fazer feliz é o que eu mais quero nesse mundo Britt... (permanecia com o abraço apertado)
– O que te fez mudar de ideia sobre o gatinho? (Brittany perguntou afastando um pouco do abraço para olhar o animal que lambia as patinhas e depois para Santana)
– Eu achei que você precisava de um novo amigo... (dava de ombros) sei que nunca será como o Lord T, mas sempre é bom ter novos amigos...
Brittany sorriu ainda mais e beijou a esposa, um beijo apaixonado, agradecido.
– Você é a melhor esposa do mundo... (Brittany dizia entre o beijo) E você, eu, Lery e o gatinho iremos nos divertir muito...
As duas pararam para olhar o pequeno animal, ambas tinham um sorriso no rosto, mas o de Santana foi desfazendo-se lentamente quando ela viu o animalzinho fazendo xixi no sofá.
– Ops... (a loira olhou de canto de olho para Santana)
A latina respirou fundo.
– Britt... trate de colocar um nome nesse gato e começar a ensiná-lo as coisas... (a latina saiu da sala deixando Brittany com o animal na sala)
Bastou a morena sair, para Brittany começar a rir do gatinho.
– Gatinho... você começou com o pé esquerdo... (disse Brittany pegando o gatinho e indo até a área de serviço para buscar um pano e limpar a bagunça)
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