Impact Magazine Season 2
45 Capítulo 45
Notas iniciais
– Me diga Stace, quem foi esse maldito mensageiro que deixou essa caixa com você? (Santana gritava na recepção nervosa)
– Não o conheço Sra Santana, apenas me entregou e pediu que fosse encaminhado a senhora... (A mulher tinha olhos grandes e amedrontados)
– E você recebeu isso sem nenhum tipo de identificação? Que espécie de recepcionista é você?! Pero es incompetente! (Santana estava extremamente irritada começava a esbravejar em espanhol) Es absurdo!
Stace não sabia o que fazer a não ser chorar e pedir desculpas.
– E se isso fosse algo nocivo?
– Mas não aparentava... Sra Santana eu não fazia ideia de que não iria gostar, eu... eu s...sinto muito...
Stace temia por seu emprego, sabia que a latina tinha um gênio forte e possuía um amigo que já havia trabalhado na Bad Style que lhe contou boa parte das coisas que Santana fazia no antigo trabalho, tinha sim motivos para chorar.
– Eu quero que você se vire! Descubra quem é o tal mensageiro entendeu?
– Mas como eu farei isso? Eu nunca o tinha o visto ant...
– No me importa! (A latina estava aos berros) Descubra!
Nesse momento Kate entra na empresa, a garota estava voltando do almoço. Se deparou com aquela discussão entre Santana e a recepcionista.
– O que aconteceu? (Kate se aproximava de Santana que estava visivelmente irritada e andando de um lado para o outro)
– O que aconteceu? (Santana repetia dando um riso nervoso) O que aconteceu é que a recepção está em péssimas mãos, porque essa daí... (apontou para Stace que não parava de chorar) recebe encomendas sem pegar a identificação do remetente...
Stace não dizia mais nada, numa hora dessas a melhor opção era ficar calada, Santana estava fora de si e não valia a pena arriscar falar algo que pudesse a comprometer.
– Santana... se acalma ok? (Kate pedia) Me conta direito...
Santana fechou os olhos por alguns instantes retomando o fôlego e depois começou.
– Quando estava prestes a sair para meu horário de almoço, ela... (apontou novamente para a funcionária chorosa) me entregou aquela caixa dizendo que um tal mensageiro havia deixado para mim... não pediu sequer informações de quem havia mandado...
Kate observava a caixa que Santana agora a mostrava e lembrou de algo.
– Ooooou espera... essa caixa... eu vi... eu quase esbarrei com o cara que trazia ela quando eu estava saindo para o almoço... (Kate puxava de sua memória)
– Você o viu? (Santana segurava o braço de Kate) Como ele era?
– Não... não deu para ver o rosto... estava com capacete de moto e passou por mim como um foguete, se eu não tivesse desviado ele teria trombado em mim... parecia muito apressado...
– Aaaaaaaaaaah ¿Qué carajo! Nadie ve nada, nadie pregunta nada! (Santana soltou o braço de Kate e voltou a andar de um lado para o outro irritada)
– Mas o que há de errado com essa caixa, o conteúdo é muito ruim? (Kate tentava entender)
Santana não respondia, passava a mão no rosto tentando se acalmar.
– Mas que merda é essa aqui? (Quinn chegou perguntando sobre o que estava acontecendo) Um funcionário foi à minha sala dizendo que parecia ter uma confusão por aqui... Gritos e xingamentos em espanhol, assim que ele disse isso sabia que você estava metida nisso Santana! (Quinn cruzava os braços) Posso saber que baderna é essa?
Santana continuava a respirar fundo. Olhou séria para Quinn e a loira soube na hora que não era algo simples, não era apenas Santana sendo uma vadia com os funcionários.
– Vamos para a nossa sala, acho que o que quer que seja não deve ser discutido onde nossos outros funcionários possam ouvir... (Quinn sugeriu e seguiu para a sala da presidência)
Santana pegou a caixa para acompanha-la, mas antes se aproximou de Stace.
– Vá ao setor de vigilância e pegue o vídeo de segurança do horário em que esse mensageiro esteve aqui, eu quero isso em minhas mãos em vinte minutos, ou... (Santana não completou o final da frase, deixou que a funcionária imaginasse o que poderia ser, o que era bem pior)
A latina saía, mas virou-se para ver que Kate estava parada no mesmo lugar, apenas assistindo a tudo.
– O que está fazendo parada aí Kate? Venha também... Eu quero todas as informações que puder me dizer sobre essa tal pessoa que deixou essa caixa aqui...
Kate saiu de seu transe e rapidamente seguiu a latina, entraram no elevador onde Quinn as aguardava e pouco tempo depois as três estavam na sala da presidência.
– Então Santana, qual o motivo dos berros na recepção?
– Alguém deixou isso para mim... (entregou a caixa a Quinn) e a recepcionista não fez o favor de perguntar quem era, ela apenas disse que tinham pedido para me entregar...
Quinn abria a caixa, viu a garrafa de um vinho muito caro e um pequeno cartão ao lado, olhou para Santana que ainda se encontrava séria e depois para a caixa novamente. Colocou a caixa na mesa pegando o cartão para lê-lo.
Antes que Quinn dissesse algo Santana começou.
– Venho recebendo mensagens, recados desde aquele email anônimo que te contei... Não sei quem se trata, não tenho a mínima ideia...
Kate olhava para Santana, para Quinn e não entendia nada do que se passava ali.
– Será que eu posso voltar depois? Acho que isso é meio particular... (Kate pedia de forma tímida)
– Você fica... (Santana a olhou séria e Kate apenas levantou as mãos em rendição, não iria contrariar a chefe naquele estado)
Quinn olhava para o cartão, deu uma rápida olhada para a caixa novamente, balançava a cabeça como se temesse por algo.
– Isso está acontecendo com frequência? (A loira perguntava)
– Sim... inclusive Britt chegou a ver uma das mensagens e outro dia essa pessoa me ligou, não disse absolutamente nada, apenas me mandou mensagens após a ligação dizendo que nos reencontraríamos em breve...
– Quem quer que seja Santana, ela sabe do seu problema...
Santana fez uma cara confusa, olhou para Kate que tinha um rosto mais confuso ainda e depois para Quinn.
– Do que está falando? Eu não sei de problema algum! Está louca Fabray? (Perguntava quase sussurrado)
– Seu problema com a bebida Santana! (Quinn disse sem rodeios)
– Eu...Eu acho melhor voltar depois.... (Kate insistia, já se movimentando no intuito de deixar a sala)
– Você fica! (Santana gritava novamente e Kate parou onde estava)
Santana então voltou sua atenção à Quinn.
– Eu não tenho problemas com bebidas...
– Santana se você quiser mentir para si mesma tudo bem, agora, essa tal pessoa... não acho que seja nenhuma de suas antigas paqueras como havia me dito... não faz o perfil de nenhuma que eu conheça...
– Eu descartei a possibilidade se ser alguma garota que já fiquei... Essa pessoa do cartão parece ser bem inteligente...
– Mas o que isso tem a ver? (Quinn arqueava uma sobrancelha)
– Por que todas as garotas que já levei para cama antes de conhecer Britt eram burras! Assim ficava mais fácil tapeá-las! (Santana disse como se tivesse sido algo obvio)
Quinn olhava Santana com uma cara estranha, a latina tentava entender porque a amiga a olhava desse jeito, até que entendeu.
– Você não conta Fabray... sua idiota! (a morena resmungou baixo)
– Isso eu sei imbecil!
– Mas então... (Santana não entendeu até Quinn fazer um aceno de cabeça indicando o local que Kate estava)
Santana fechou os olhos apertando-os numa careta de quem se deu conta que havia falando demais, virou para o lado devagar para encontrar Kate de braços cruzados e com uma cara de poucos amigos.
– Teria sido bem melhor eu ter voltado depois... (a funcionária dizia)
– Olha Kate... sobre o que eu falei... só quero que saiba que você foi uma exceção ok? (Santana dava um sorriso sem graça)
– Santana eu não sei o que está acontecendo, só sei que eu sou inteligente o bastante para entender que tem algo de errado envolvendo você e essa pessoa que te deixou esse presente... não reparei em muita coisa, mas posso te dar algumas informações do tal mensageiro que podem ser de grande ajuda...
As meninas concordavam com o que Kate havia dito e continuaram a conversa. Kate passou todas informações que conseguiu lembrar às garotas, dentre elas as que consideraram mais relevante foi Kate ter mencionado uma tatuagem no rapaz. Um crânio com apenas uma espada atravessada no braço direito.
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– Esse tipo de tatuagem é característico de gangues... e existem essas aos montes em NY... (Quinn dizia depois de um tempo pensando a respeito, agora na sala estavam apenas ela e Santana, Kate já havia sido liberada) Se envolveu com alguma garota de gangue Santana? (A loira perguntava debochada) Porque eu não duvido...
– Olha bem para minha cara Fabray, não me meto com ralé! Sei que a maioria das garotas com quem me envolvi eram patricinhas fúteis ou de caráter duvidoso, mas eu não chegaria a tanto...
– Não sei, está tudo muito estranho... Sabe o que eu acho? Devíamos ligar para o Jhony, bandidos conhecem bandidos e tenho certeza que pagando bem, ele encontra esse tal mensageiro em dois tempos...
– Tem razão! (Santana concordava já levantando se sua mesa com o celular em mãos)
A latina ligava e em pouco tempo foi atendida.
– Minha latina preferida! A que devo a honra? (O homem se mostrava animado do outro lado da linha)
– Querido Jhony... tenho um “servicinho” para você...
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Brittany tinha ido novamente ao estúdio, estava se tornando uma rotina para ela ir para verificar as coisas, melhor do que ficar entediada em casa, por causa do repouse teve que recusar várias propostas para comerciais e eventos que apareceram ao longo da semana. Ela não revelava o motivo de estar se afastando da mídia por esses dias, a mesma havia conversado com Santana e as duas chegaram a um acordo de que a gravidez ficaria entre as duas, não iriam expor a imprensa a tentativa do filho. Quanto menos holofotes nesse caso melhor.
A loira estava na sala da administração e trocava palavras com Tina, a asiática estava a par da inseminação de Britt, não havia segredos entre as duas.
– Como Santana está lidando com tudo isso Britt?
– Tina... eu estou impressionada de como Santana está feliz com a possibilidade do bebê... ela está sempre sorridente ao meu lado, faz carinhos despistados na minha barriga como se eu não percebesse... (a loira falava aquilo com brilho nos olhos) Não me deixa fazer praticamente nada em casa... ela está carinhosa e protetora... (suspirava)
– Que bom Britt... Ela chegou a tocar em álcool depois da inseminação?
– Nem sequer antes disso Tina... conversamos muito e apesar de ela demonstrar as vezes a vontade de beber, ela não o fez... eu sei que na festa que fomos a alguns dias Quinn a salvou... mas eu tenho quase certeza de que Santana está fora do vício, porque depois da inseminação ela está diferente...
– Fico muito feliz por isso, não sabe como eu torço para que tudo dê certo e você esteja logo grávida...
– Eu também! (A loira tinha um sorriso radiante)
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Santana voltava para casa, se encontrava na direção de seu lamborghini vermelho, mas sua cabeça só conseguia pensar no presente recebido mais cedo. Jhony prometeu tratar o pedido da latina para descobrir o tal mensageiro como prioridade e a latina estava confiante que Jhony o encontraria e ela descobriria enfim quem era a tal pessoa que a perturbava.
A latina olhava de relance para o banco do passageiro do seu carro, havia levado consigo a caixa, ela esteve sob poder de Quinn quase todo o expediente, mas a latina aproveitou a falha de atenção da amiga, que era uma coisa que estava frequente aquela semana, para pegá-la. Seu pensamento era de que o presente foi direcionado a ela, então ela deveria guardar aquilo e questionar a pessoa que lhe mandou quando descobrisse de quem se tratava.
Quando o sinal fechava, Santana abria a caixa e via novamente a garrafa do vinho caro. O gosto parecia vir a seus lábios, ela sabia como aquele em especial era bom, já tinha o provado, só não se lembrava onde, talvez lembrar disso poderia ser uma chave para levá-la a pessoa misteriosa.
– Onde eu provei desse vinho? (Santana forçava sua mente enquanto tampava novamente a caixa e dava atenção ao sinal que acabava de abrir)
Nada saía da cabeça da jornalista de que provando aquele vinho poderia lembrar onde havia o provado pela ultima vez. Estacionou em um lugar qualquer, abriu a caixa novamente e pegou o vinho. Analisava o rótulo, o vidro, aproximou-se para sentir o cheiro e veio de novo os tremores. Santana colocou uma das mãos um pouco afastada observando a mesma tremer de forma involuntária. Dividia o olhar entre sua mão e o vinho depositado na outra.
–Por que eu sinto isso?
Santana tentava entender o que estava acontecendo.
– Eu tenho mesmo um problema com bebidas? (Se perguntava)
A morena ansiava pelo gosto do álcool em sua boca, chegou a umedecê-la por vezes.
– Eu não posso... eu prometi a Brittany... Foco Santana... pelo bebê...
Santana fechava os olhos tomando respiração e concentrando-se. Apoiou a cabeça no volante do carro. Estava em uma briga interna. Depois de alguns minutos naquela posição, Santana levantou sua cabeça, olhava sua aliança, seu pensamento foi diretamente em Britt.
– Britt precisa que eu esteja bem... preciso protegê-la, cuidar dela, possivelmente ela já espera nosso bebê...(um fraco sorriso tomou conta de seus lábios)
A morena então colocou o vidro de volta na caixa e deu partida no carro saindo do lugar em que estava.
– Eu não sou alcoólatra... Eu não sou alcoólatra... apenas devo estar passando por alguma fase estranha... isso... exatamente isso... então por enquanto... preciso apenas me focar na empresa, em Britt e no nosso filho... (Santana repetia aquelas palavras numa espécie de mantra)
A latina chegou em casa, largando suas coisas, bolsas, sapatos por onde passava. Procurava pela esposa em casa até que a encontrou no quarto lendo um livro de nomes de bebês no quarto. Santana parou na porta observando a loira, em como ela estava graciosa lendo os nomes e anotando num caderninho os que mais gostava.
– Pelo menos nesses livros não tem misturas de nomes como Jeremônio... (A latina sorria da porta)
Brittany abriu um sorriso largo.
– Não... não tem, a não ser que escolhamos dois bem bonitos e façamos uma mistura para ficar ainda melhor...
Santana se aproximou e sentou-se ao lado da esposa depositando um selinho em seus lábios.
– Não... eu até aceito nome compostos, mas um só nome, com mistura de dois está fora de cogitação...
– Ok San... tudo bem... apesar de achar o mix fofinho... (Britt dava de ombros) Como foi na empresa hoje? Deve estar uma correria com o lançamento da edição próximo...
– Hoje foi bem estressante... (Santana deixou sua cabeça apoiada em um dos travesseiros) Aconteceu algo um tanto estranho...
– O que foi? (Brittany sentiu a mudança no semblante da esposa)
– Sabe a pessoa que me mandou mensagem aquele dia? Dizendo que estava voltando a cidade e queria me ver?
– Sim...
– Ela continua me mandando recados... mensagens...
– Por que não me disse isso antes? Pensei que só tivesse sido o email e aquela mensagem de texto?
– Ouve uma ligação... mas a outra pessoa não disse nada... ficou muda... e hoje...
– O que tem hoje?
– Recebi um presente... uma caixa com um vinho muito caro dentro e um cartão, dizendo que estava mais próximo o dia que eu irei reencontrar a tal pessoa... (Santana dizia sem desgrudar o olhar de Britt)
Brittany estava pensativa, o pior é que não sabia o que dizer a esposa, pouco conhecia sobre seus envolvimentos do passado. Ela colocou sua mão sobre a mão da esposa.
– O que você fez com o tal presente San? (Brittany temia que Santana ingerisse o produto, mas a esposa estava sóbria, não havia gosto de álcool em seus lábios)
– Está no carro... preciso dele, algo me diz que não é a primeira vez que vejo aquela marca de vinho antes, o mesmo, a mesma safra... só não me lembro...
– Quer que eu o guarde? (Brittany pedia calmamente, não queria dar a entender que não confiava em Santana andando com uma garrafa de álcool por aí)
– Não vai ser necessário Britt... eu tenho um contato que está verificando sobre o tal mensageiro que deixou esse presente... tenho... (Santana ia continuar, mas seu celular vibrava no bolso da calça)
Santana abriu um sorriso quando olhou o número no visor.
– É ele Britt... meu informante... (Santana atendeu o telefone, sentando-se na cama) Alô?
– Santana minha latina preferida... Encontrei o seu mensageiro...
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Santana ligou para Quinn no meio do caminho, a latina pediu que Brittany ficasse em casa e a esperasse, não queria que a mesma passasse por preocupações e pela questão do repouso, não seria uma boa ideia levá-la aos lugares que pessoas como Jhony frequentava, não se sabe o que se passava por lá. Também ligou para Thomas seu segurança, seria bom ter uma escolta nesse caso.
A latina estacionou o carro na porta do prédio de Quinn e a loira já a aguardava na porta, Quinn entrou rapidamente no carro depositando a caixa que estava no seu colo. Mais que depressa ela abriu a caixa para olhar se o vidro havia sido aberto, quando viu que não, deu um suspiro aliviada. Essa ação não passou desapercebida por Santana.
– Quebrou a cara Fabray... E não... eu não tenho problemas com bebida... (Disse antes de Quinn dissesse qualquer coisa)
A viagem seguiu silenciosa, o carro de Thomas seguia as meninas. O GPS indicava que o destino que Jhony havia informado, a rua era escura. As garotas desceram do carro, Quinn levava a caixa, a rua estava deserta, ali não era um bairro muito familiar, aliás, nada familiar, não se via uma alma viva no local, caminharam e ficaram de frente para o numero indicado. O segurança estava logo atrás de Quinn e Santana esperando somente o próximo passo das meninas.
– É aqui... (Santana disse para Quinn encarando a grande porta preta a sua frente)
Quinn deu dois passos e tocou a campainha, segundos depois a maçaneta se movimentava. Jhony abria e exibia um sorriso.
– Garotas... Estava esperando por vocês... Sejam bem vindas!
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