Notas iniciais
Olá! Finalmente de volta e feliz por ter passado em todas as matérias! Poderei postar com mais regularidade! Obrigada pela paciência! Segue cap, espero que gostem.

Quinn foi arrastando a ainda sonolenta Santana até o elevador, apertou o botão de descida com certo desespero, não demorou muito para que o mesmo abrisse, Quinn então empurrava Santana para dentro do elevador e entrava em seguida.

– Como você pode me tirar de casa assim Quinn? Você está louca?! (Santana perguntava ainda não acreditando nas ações da amiga)

Quinn não a respondeu, ainda em silencio voltou a empurrá-la quando o elevador abriu-se no estacionamento. A levou até o carro e abriu a porta para que entrasse.

– Calma, não precisa empurrar, eu sei entrar sozinha! (Santana brigava afastando a mão da loira)

Poucos segundos depois Quinn já estava dentro do carro, celular em mãos. A loira esperava a chamada impaciente, mas não demorou a ser atendida.

– Oi... Bom dia, Richard? Oi Richard, é Quinn Fabray, estou ligando para saber se vocês estão reunidos hoje? Começam daqui a meia hora? Ok, estou a caminho. É sobre o assunto que tinha comentado com você há algum tempo... Tudo bem, até logo.

Quinn terminou a ligação e sem nenhuma explicação deu partida no carro, Santana ficou a encarando de canto de olho.

– Coloque o cinto... (foi apenas o que Quinn disse)

Santana obedeceu a amiga, mas ainda não deixando de encará-la.

– Não vai me dizer por que me tirou daquela forma ridícula de casa?

– Ridícula? (Quinn deu um sorriso irônico) Quer saber o que é ridícula, você Santana, você é ridícula!

– Você não pode agir comigo desse jeito! Quem você pensa que é?

– E você pode agir da forma que agiu com Brittany? (Nesse momento Quinn encarou Santana de forma séria, antes de voltar seu olhar a direção)

Santana se viu pega de surpresa, olhos arregalados, sem palavras.

– Sim, Santana eu sei de tudo...

– B... Brittany te contou?

– Não, acho que ela não me contaria, uma amiga dela, acho que o nome é Tina...

– Isso mesmo... Tina com certeza deve estar com Brittany nesse momento, Brittany sempre conta coisas da nossa vida para ela... (dizia com raiva na voz)

– Ainda tem coragem de achar isso ruim? Fico muito feliz que Brittany não esteja sozinha nesse momento e possa compartilhar seus problemas com um amigo, parece que isso é uma função nossa... Escutar os dilemas ou puxar a orelha... Mas sinceramente, eu nunca achei que precisaria detonar você por algo do tipo... o que fez a Brittany...

– Eu não queria... (Santana dizia com pesar na voz)

– Mas fez! E sabe muito bem o que te levou a fazer isso!

– Não sei do que está falando...

– Sabe... e sabe bem...

Mais alguns minutos até Quinn voltar a falar.

– A mãe de Brittany veio para ficar com ela...

– A mãe? A família da Britt está sabendo disso?

– Queria o que? Está mais do que certo ela ter feito isso! E com o andar da carruagem sua família nesse momento também deve estar sabendo de tudo...

Santana ficou em silêncio, a ultima coisa que queria é que a família dela e de Brittany ficassem sabendo desse assunto, era algo que considerava que passariam por cima e resolveriam sozinhas. O problema é que o fato de seus pais estarem cientes do problema era uma preocupação sobre álcool que Santana julgava desnecessária. Permaneceu em silêncio durante todo o percurso, até desconhecer o caminho para onde Quinn a levava.

– Você errou o caminho... (Santana disse depois de ver Quinn entrando numa rua contrária ao destino que acreditava seguir)

– Não errei...

– Não sabe mais onde é minha casa? A casa minha e da Brittany era na outra direção.

– Acha mesmo que eu ia te levar até Brittany? Está louca?!

– Mas seria o mais obvio? Para esclarecermos tudo !

– Desejo que você fique o mais longe possível de Brittany!

– Então onde estamos indo?! Quinn eu disse que não iria para aquela exposição estúpida com você?

Quinn, se deu conta que com toda aquela história havia se esquecido da exposição, Rachel já deveria estar a caminho e o encontro entre ela e Megan sozinhas seria inevitável, mas não queria pensar nisso, o assunto que deveria ser tratado como prioridade nesse momento era Santana. Entrou uma rua a esquerda e já duas edificações à frente parou em frente um portão com grades prateadas. Desceu o vidro. O porteiro, que estava sentado em uma pequena sala ao do portão, pôs-se de pé rapidamente assim que viu a presença do porsche amarelo.

– Quinn Fabray... (a loira disse seu nome ao porteiro que sem delongas liberou sua entrada)

Santana olhava tudo sem entender nada, desconfiada.

– Isso não tem cara nenhuma de galeria! Fabray!? Que lugar é esse?

Quinn estacionou o carro em frente à um sobrado de aparência antiga, mas bem preservado. Um homem grisalho, aparentando cinquenta e poucos anos estava parado em frente a porta, parecia aguarda-las.

– Quinn! (Santana mostrava-se impaciente)

A loira tirou seu sinto e encarou Santana de frente.

– Aqui é uma casa de apoio, onde acontecem reuniões do A.A. Aquele que está parado na porta é Richard Bennet, diretor dessa casa de apoio e coordenador de uma das melhores clínicas de reabilitação de Nova York, a Claremont Family Health Center. Confirmei por telefone se haveria reunião hoje, e por sorte começará agora... Depois daqui partiremos para a clínica.

Santana estava paralisada, como se não acreditasse. Depois de um silêncio desconcertante, a latina começou a falar.

– Não acredito que está fazendo isso comigo Quinn, você quer destruir minha imagem? Algum paparazzi pode ter visto você me trazendo para cá... seria um escândalo sem necessidade!

– Sem necessidade? Você tem um grande problema e o que te preocupa é notícias nas revistas? Fique tranquila, você não seria a primeira sub celebridade a ir para uma clínica de reabilitação pode ter certeza!

– Sub celebridade?

– Santana você é uma alcoólatra e antes que destrua a sua vida, não posso deixar de tentar fazer algo por você...

– Eu não preciso que faça nada por mim, porque não há o que fazer! Não há problema, o que tive foi um problema conjugal e você não tem nada a ver com isso?

– Desde quando ficar bêbada e agredir sua esposa é apenas problema conjugal Santana?! (Quinn gritou) Se você não entrar naquele lugar, eu mesmo faço questão de ir à impressa e tornar público seu vício!

– Você não ousaria...

– Quer pagar para ver?

Santana encarou a amiga com ódio nos olhos, mas em nenhum momento Quinn fez sinal de que não estava falando sério.

– Eu não acredito que está fazendo isso comigo Quinn... não acredito que está me fazendo passar por isso...

– Quem está fazendo você passar por isso é você mesma... Acredite ou não, apenas estou te ajudando!

– Ajudando? Você quer me obrigar a passar por algo desnecessário. Eu não preciso disso...

– Santana... Apenas desça do carro, vamos entrar naquele lugar e você vai assistir a reunião.

Santana respirava fundo para acalmar-se, sabia que Quinn não daria o braço a torcer. Tirou o cinto as pressas e desceu do carro batendo o pé. Quinn seguiu atrás. Antes de chegar à porta, Santana alertou.

– Eu vou assistir a essa maldita reunião, mas se pensa que sairei desse lugar direto para uma clínica, você está muito enganada... (Santana disse já entrando no lugar, não dando a mínima atenção ao homem que as esperava na porta).

Quinn balançava a cabeça em negativa, olhava para o homem grisalho que parecia entender toda a situação.

– Sabe que para o sucesso do tratamento ela precisa estar ciente que precisa de ajuda não sabe? (o homem dizia calmamente)

– Eu sei... (Quinn dizia vencida) mas a minha esperança é que ela assista essa reunião e veja os casos que você tem, quem sabe, ouvindo pessoas que passam por esse problema testemunhando sobre tal ela possa se reconhecer e torna-se flexível ao tratamento...

– Bom, vamos ver, eu espero realmente que isso aconteça Srta Quinn, mas não posso deixar de dizer que inúmeras pessoas que passaram por essa porta e não estavam de acordo, não obtiveram sucesso...

Os dois entraram na casa encontrando uma impaciente Santana na recepção. Richard se aproximou da morena para cumprimentá-la.

– Bom dia, Sra Santana, sou Richard Bennet, diretor dessa sede A.A...

Santana olhou para as mãos estendidas do homem, mas não fez questão de aperta-las.

– Sem sorrisos, sem cumprimentos, não se acostume com o meu rostinho, pois não o verá mais... (afastou-se do homem e aproximou-se da amiga) Quinn... vamos logo com isso... onde é essa maldita reunião?

Richard, se adiantou.

– Por favor, sigam-me, já estávamos prestes a começar, apenas esperávamos vocês.

– Aaaaaaah maravilha, agora um monte de bêbados sabem sobre mim...

– Fique tranquila sra Santana, a instituição é discreta e todos os frequentadores prezam pelo anonimato.

Entraram na sala, era ampla, cadeiras postadas em círculos, o que permitia um contato visual entre todos os presentes. Santana entrou reticente, olhando todos em volta, os olhares também estavam no trio que adentrava a sala. Santana e Quinn seguiram para as únicas cadeiras vazias no local e Richard permaneceu no centro do círculo para dar início a reunião.

– Bom dia Meu nome é Richard Bennet. Como sabem me consideram um ex alcoólatra, mas não gosto de usar esse termo, afinal, alcoolismo não tem cura, isso já foi comprovado em diversas pesquisas. Prefiro manter-me ciente de que sou alcoólatra e preciso de constante observação, por mim mesmo, Não devo ingerir álcool de nenhuma ou estarei de volta ao caos voltará a minha vida. Muitos param de beber, mas voltam ao álcool achando que estão curados e podem ter o controle.

– Maravilha Quinn! Me trouxe à lugar que o administrador é um viciado! (cochichou no ouvido da amiga)

– Cala a boca Santana! E preste atenção! (Quinn cochichava de volta)

Richard, continuava a contar seu depoimento, os presentes escutavam atentos, mas Santana parecia pouco se importar.

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Rachel ligava para Quinn, mas suas chamadas não tinham sucesso, aquela devia ser a quarta vez que tentava o contato com a noiva. Estava em frente à galeria, dalí, podia ver toda a movimentação por entre as paredes de vidro daquela grande galeria em Nova York.

– Será que ela já entrou? (a morena batia o pé impaciente)

Depois de um pouco mais de cinco minutos esperando após as ultimas tentativas de contato, Rachel decide entrar. Estava aguardando a noiva há mais de meia hora no total. A atriz encaminhou-se a porta de posse do seu convite, entregou ao segurança que permitiu a passagem. Pensou que talvez Quinn já pudesse ter entrado. Andava pelo grande salão da galeria quando recebeu uma mensagem.

“Me desculpe, irei me atrasar bastante, depois te explico – Q”.

Apesar de ficar preocupada com a mensagem por não saber do que se tratava, Rachel julgou não ser tão grave, já que a loira informou apenas um atraso. Decidiu então aproveitar a exposição.

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Brittany olhava para o nada, triste, pensativa. Foi interrompida por sua mãe.

– Britt... Está com fome, quer que eu te prepare algo para comer?

– Não mãe... Estou bem...

– Filha, faz mais de três horas que você não come nada... Precisa se alimentar bem...

– Eu sei... mas eu realmente não estou com fome...

– Sei que está triste filha, mas precisa se alimentar...

Brittany olhou a mãe que a mirava com carinho, fechou os olhos por alguns instantes e depois olhou para Sarah novamente.

– Eu não queria que você estivesse passando por tudo isso mãe... Não deveria estar aqui e sim com meu pai e minha irmã, sinto muito...

– Filha! (Sarah sentou-se o mais próximo da filha) Não diga isso, uma mãe está onde o filho que mais precisa está. Você precisa de mim nesse momento, seu pai e sua irmã sabem disso e dão total apoio, se pudessem também estariam aqui... Mas sua irmã tem colégio e seu pai possui um cargo importante hoje na empresa onde trabalha e não pode ficar fora por muito tempo. Mas aposto que se eles pudessem escolher estariam aqui do seu lado...

– Eu sei... Eu sei mãe... (Brittany balançava a cabeça) Eu só... Só nunca pensei que passaria por isso...

– Ninguém imagina essas coisas... (Sarah passava a mão carinhosamente pelo rosto da filha)

– Queria não ficar pensando nisso, mas sempre me volta tudo, a discussão, o jeito como ela falou... Eu só queria me distrair... (depois de algum tempo pensando) Quero voltar a frequentar o estúdio, eu já estava pensando nisso e já havia decido, mas agora, mas do que nunca eu quero voltar...

– Britt... (a mãe começou preocupada) você deve ficar em repouso...

– E estarei... eu tenho consciência de que meu bebê agora só depende de mim... E eu não farei nada que ponha ele em risco, quero ir apenas como observadora, orientando talvez...

– A partir de segunda, o que acha? Eu mesma farei questão de te levar, ficar com você e lhe trazer de volta para casa... Tudo para que minha filha fique bem... (Sarah enviou um sorriso que foi correspondido por Brittany)

– Obrigada mãe... Obrigada mesmo... (Brittany abraçou a mãe, sentia-se confortável, ela sabia que esses momentos o abraço da mãe era um remédio consolador).

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Rachel olhava as horas no celular, estava ali com uma taça de champagne em mãos oferecidas pelos garçons que transitavam pela exposição. Estava ali pouco mais de uma hora, Quinn estava deveras muito atrasada, achava até que havia a possibilidade da noiva nem aparecer tendo em vista não ter conhecimento do motivo de seu atraso. Poderia ter ocorrido algo nesse meio tempo após o envio da mensagem.

– Gostando da exposição? (Uma voz feminina com um perfume doce disse-lhe quase ao pé do ouvido)

Rachel virou-se, mas não lhe era um rosto conhecido.

– Olá... (disse a morena um pouco sem jeito)

– Olá Rachel Berry... ( a mulher sorria simpática)

– Oi... lhe conheço?

– Na verdade não, mas sua noiva me conhece, prazer, Megan Davis...

– Aaaaaah... Megan... Já ouvi falar de você... Minha noiva comentou ao seu respeito.

– Serio? Quinn é realmente adorável, não é?

– Sim claro... (Rachel estava visivelmente incomodada com o entusiasmo em que Megan demonstrou ao falar da sua noiva)

– E onde está? (Megan olhava para todos os lados a procura de Quinn)

– Ela vai se atrasar e acho que bastante, tinha umas coisas para resolver...

– Nossa... Que pena! Mas compreendo, uma jornalista tão incrível como ela deve ser uma pessoa de muitos compromissos...

O jeito como Megan falava de Quinn, deixava Rachel furiosa.

– Parece conhecer bem o trabalho de minha noiva Srta Davis...

– Por favor... Me chame de Megan, e sim, eu acompanho o trabalho de Quinn Fabray há algum tempo e me arrisco a dizer que ela é um dos melhores jornalistas de nossa geração.

– Sua amizade com Quinn foi de forma bem rápida não é? Algo curioso também é você conseguir um apartamento justamente no mesmo prédio que ela, se acompanha sua carreira, com certeza esse detalhe não passaria despercebido, poderia considerar isso uma perseguição?

Megan sorriu, percebeu a insegurança e as segundas intenções nos questionamentos de Rachel.

– Acredita em coincidências?

– Nesse caso, nem tanto...

Megan sorriu de forma mais expressiva.

– Por que acho que está incomodada com meu apreço por Quinn?

Rachel deu um passo a frente encarando a artista.

– Por que acho que há outras intenções por trás de tanta admiração...

Megan, não tirou o sorriso dos lábios.

– Pode me seguir? ( Megan perguntou e sem esperar resposta andou até uma parte reservada da exposição)

Rachel, mesmo pensando em não acompanhá-la, não conseguiu conter a curiosidade. Seguiu Megan que parou em frente à um quadro ainda não exposto, tampado apenas por um fino tecido.

– Estava esperando Quinn chegar para que eu revelasse, mas não me contive... (A mulher retirou o tecido para revelar um quadro) Venho trabalhando nesse há alguns dias... Lindo não é? Pintura a óleo...

Rachel estava com olhos fixos no quadro revelado. Era simplesmente uma pintura realista do rosto da noiva, Quinn Fabray. No quadro, Quinn expressava um olhar extremamente provocante e hipnotizador.

Megan olhava a fisionomia de Rachel e não podia esconder sua satisfação, pois sabia que havia atingido a morena.

– E...Ela posou para você? (Rachel perguntava sem encarar Megan)

– Não... Quinn nunca posou para mim...

Rachel respirou um pouco aliviada, mas não tanto. Ainda esperava respostas.

– Esse olhar... (Megan começava) Acho que conhece bem esse olhar... Olhar que provoca, que te despe, faz nos sentirmos nuas e sendo analisadas...

Rachel nesse momento virou-se para encarar Megan.

– Quem recebe um olhar desses nunca esquece, eu não esqueci... Desde a primeira vez que a vi, eu procurava por um apartamento e sua noiva foi muito gentil, gentil até demais... Me lançou olhares que me fizeram ruborizar, mas não posso dizer que não gostei... Pelo contrário, eu amei... Senti-me desejada, possuída por aquele olhar e sinto-me assim todas as vezes que ela coloca os olhos em mim e passa seus olhos por todo meu corpo, ela acha que eu não percebo, mas eu percebo tudo quando se trata de Quinn Fabray... Você diz que meu apreço tem segundas intenções... (Megan volta a olhar o quadro de Quinn) Mas então o que podemos dizer desse olhar? Deve possuir terceiras, quartas e quiçá quintas intenções...

Megan não precisou virar-se para ouvir os passos da atriz buscarem distancia dela, um sorriso novamente ocupou seu rosto.

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Santana não sabia quantos depoimentos já havia escutado, quantas histórias já haviam falado ali, mas sabia que estava de saco cheio de tudo aquilo.

A gota d’água para o seu aborrecimento foi quando Richard, propôs que Santana contasse um pouco de sua experiência para os demais.

– Santana, sei que é seu primeiro dia, mas se quiser, o espaço está livre para que você possa contar sobre você... Reafirmo, todos aqui prezam pela descrição e nada do que dirá aqui passará por aquela porta...

Santana só conseguiu achar a proposta absurda. Santana levantou-se com cara de poucos amigos.

– Santana, não há a necessidade de falar nada... (Quinn sabia que não vinha boa coisa por ali)

– Deixe-me Quinn, querem ouvir história, pois deixe-me contar uma... Eu não preciso estar aqui, não sou uma perdedora como vocês... vocês vêm aqui contar a vida fracassada e escutar as de outros mais fracassados ainda... (os presentes ficaram boquiabertos)

Santana olhou para seu lado esquerdo e apontou um dos presentes.

– Aquele ali, de camisa azul... É você mesmo... Já o vi pelo menos três vezes essa semana no Bar “Drink and Dance”... (apontou para o homem que ao ouvir a acusação abaixou a cabeça desconcertado) E aquela senhora ali de blusa amarela listrada, sinto cheiro de álcool de longe, podem revistar a bolsa dela, ali deve ter alguma garrafa com certeza... (a mulher não sabia onde enfiar o rosto)

– Santana já chega! (Quinn levantou-se e segurou o braço da amiga, mas Santana soltou-se).

– Não me segure Quinn, a culpa dessa palhaçada é sua!

– Santana todos que estão aqui não estão curados e nunca vão estar, é um desafio diário, estão suscetíveis a recaídas, estamos aqui para dar apoio na sua luta... (Richard explicava)

– O que acho é que vocês são um bando de hipócritas! Dizem que não deve-se beber, mas a maioria aqui não deve sair de dentro do bar... Para mim já basta, não preciso disso aqui, estou muito bem... (virou-se para Quinn) Eu não vou te perdoar por me fazer vir aqui! (disse antes de atravessar a porta a passos largos)

O silencio preenchia a sala, as pessoas que foram acusadas sentiam-se humilhadas.

– Eu só tenho que pedir desculpas foi um erro trazê-la aqui sem consenso.

– Não Quinn, tudo bem... (Richard se aproximou da loira) Nós entendemos, não é a primeira vez que passamos por esse tipo de cena, mas é como te disse antes, de nada adianta se ela não quiser estar bem...

Quinn apenas balançou a cabeça concordando. Agradeceu ao homem e saiu da sala. Procurou Santana pela recepção, perguntou à atendente, mas a amiga já havia saído.

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Eram pouco mais de onze e quinze da manhã quando um homem jovem, cerca de vinte e poucos anos, altura média, adentra a Unicorn Academy. Olhar dócil, andar lento e calma na voz chegou à recepcionista.

– Olá bom dia, gostaria de falar com Brittany...

– Ela não se encontra, aliás a Sra Brittany não vem com frequência ao estúdio.

– Mas ela não confirmou presença em nenhum dia da semana que vem?

– Na verdade não, ela não utiliza de agendas para vir até o estúdio, é difícil saber... (a recepcionista sempre foi orientada a não passar informações sobre Brittany, afinal, poderiam ser paparazzis ou demais pessoas ligadas à imprensa) Mas posso dizer que você a procurou, caso ela apareça essa semana. (a recepcionista estava prestes a perguntar o nome do rapaz quando foi interrompida pelo mesmo)

– Não, não é necessário, voltarei outro dia. Obrigada (O rapaz sorriu em agradecimento e retirou-se da recepção apressado)