Impact Magazine Season 2
70 Capítulo 70
Notas iniciais
Santana observava o copo vazio em sua frente. Havia acabado de tomar uma dose num gole só, o problema é que aquilo não lhe era suficiente, seu corpo pedia por mais e ela não conseguia ir contra esse desejo. Acenou para o barman, pediu para que colocasse mais uma dose, o mesmo obedeceu sem demora e Santana bebia, desta vez mais devagar, como se apreciasse cada sensação que o álcool lhe proporcionava.
Por mais que o sabor a fizesse se sentir bem, ele vinha com um misto de culpa. Só conseguia pensar em Brittany em casa a esperando e nas tantas vezes que a loira a pediu para não beber. Mesmo discordando, mesmo achando um exagero por parte da esposa, ela não conseguia deixar de ficar incomodada por fazer o que estava fazendo sem o conhecimento da esposa.
Santana retirou uma nota de sua carteira e depositou sobre o balcão para o pagamento da bebida, mesmo querendo beber mais a latina negou seu próprio desejo. Voltou para o carro, mesmo que no caminho tenha olhado umas cinco vezes para trás ansiando voltar e continuar naquele local.
Deu partida e redobrou a atenção, não seria bom que por descuido, fosse vítima de outro acidente, apesar de estar bem, duas doses não prejudicavam em nada seus reflexos, era pouco para o que estava acostumada.
Estava mal humorada, por tudo, com todos, por não poder beber sem ser questionada, pelo impedimento de ser mãe, devido ao resultado negativo da gravidez de Brittany, por não se sentir completa. Sim, Santana sentia um vazio que não conseguia suprir.
Chegou em casa e para que a esposa não descobrisse que havia bebido, estacionou cuidadosamente na garagem e entrou em casa pela área de serviço. Foi direto para o banheiro, escovou os dentes, lavou o rosto e olhava-se no espelho. Sentia-se derrotada, mal, vencida. Era uma luta interna que ela não sabia lidar, mas também não acreditava ser tão fraca a ponto de não possuir o controle de tudo aquilo.
Santana saiu do banheiro e seguiu para a sala, encontrou Brittany brincando com Lyon e Lery, a loira exibia um sorriso radiante enquanto lançava uma bolinha que pulava em todas as direções deixando Lyon maluco querendo pegá-la, Lery por sua vez esperava até que a bolinha perdesse as forças para ir de encontro a ela e mesmo sendo naturalmente mais lento que Lyon, a paciência de Lery fazia com que ele agisse no momento certo e conseguisse pegar a bola primeiro que o gatinho.
Santana tentou passar pela sala sem ser notada, queria ir para o quarto direto deitar e dormir, mesmo que fosse apenas 6 horas da noite, ela só não queria conversar, não pensava em contar a Britt sobre o deslize da bebida e não sabia se conseguiria esconder se a loira desconfiasse e a perguntasse.
– San? (Brittany esperava ver a esposa entrando pela porta principal)
– Oi Britt... (Santana disse cabisbaixa)
Brittany logo percebeu a tristeza na voz da morena.
– Eu vou para o quarto... (a latina foi em direção ao quarto sem dar maiores explicações)
Brittany não esperava por isso, era de costume a latina cumprimentá-la sempre que chegava do trabalho com um beijo, um abraço e hoje sua atitude foi estranha. Havia algo errado e Brittany queria descobrir o que estava acontecendo. Levou Lery e colocou em seu viveiro e Lyon ela encaminhou a casinha que havia comprado hoje pela manhã, esta ficava num cantinho da sala. Lyon não gostou muito da ideia, queria continuar a brincadeira com a bolinha.
A loira seguiu para o quarto preocupada, Santana estava no banho, Brittany ficou esperando sentada na beirada da cama. Dez minutos depois Santana saiu do banheiro de cabelos molhados e enrolada em uma toalha. Olhou rapidamente para Brittany, mas não disse nada, passou por ela indo em direção ao armário. Vestiu-se lentamente, não tinha pressa, sentia que Brittany a encheria de perguntas, não sabia se estava disposta a respondê-las. Brittany assistia a esposa colocar as roupas calada. Quando foi para a cama, Santana sentou-se encostando as costas na cabeceira.
– San... (Brittany começou reticente) o que aconteceu?
– Nada Brittany... (disse olhando um ponto fixo na parede)
– Mas então por que está assim?
– Estou normal...
– Não... Não está... Chegou, não falou direito comigo, nem sequer me cumprimentou com um beijo... Não é normal...
– Só estava cansada... só isso... Queria apenas vir para o quarto, tomar banho e descansar.
– Sei que está cansada San... Como muitas das outras vezes que voltou para casa, mas nunca foi tão calada...
– Todo mundo tem suas exceções não acha?
Brittany estava preocupada pela forma que Santana falava sua indiferença, suas palavras secas, sua falta de olho no olho.
– Concordo que todo mundo tenha suas exceções, mas elas não veem do nada... San... Olha para mim, o que está acontecendo? Eu estou preocupada... (Brittany pedia)
Santana então levou seu olhar até a loira, viu a preocupação em seus olhos, sabia que se contasse sobre o ocorrido no bar traria mais preocupações. Não queria isso, fazer com que Brittany aumentasse, exagerasse em seus temores era demais para Santana.
Mas o que fazer quando ela observava aqueles olhos azuis clamando por uma resposta?
Brittany se aproximou da latina, sentou-se mais perto e segurou uma das mãos da morena.
– Você sabe que pode me contar tudo, não sabe? (Brittany perguntava de forma sincera)
Santana não conseguia segurar a tristeza crescer dentro de si, imaginar o qual difícil era querer algo e não conseguir. Começou a desabar, seus olhos já não conseguiam manter-se conectados aos da loira, abaixou por alguns instantes, mas logo seu rosto foi levantado por Brittany que carinhosamente segurava seu queixo. A loira levantou o rosto da esposa a tempo de ver a lágrima que acabava escapar de seus olhos. Antes que a mesma atravessasse o rosto da latina, Brittany a secou com o polegar.
– San...
– Minha mãe me ligou hoje... (Santana começou a falar voltando a olhar para o nada)
Brittany continuou aguardando que Santana prosseguisse, mesmo com a considerável pausa depois da frase dita.
– Não tinha dito a ela sobre o resultado do seu teste de gravidez... Ela me ligou perguntando notícias e estava tão entusiasmada! Praticamente esperava que eu anunciasse que ela seria avó...
– San... Sinto muito...
– Ela não demorou muito para perceber que tinha dado errado... Eu não precisei falar muito...
– Entendo como está se sentindo... Me senti mal quando disse à minha família.
Santana não conseguia conter o choro, Brittany a abraçava forte.
– Eu devia ter mantido tudo apenas entre nós, foi uma péssima ideia ter começado a contar para os seus pais San... Devia ter esperado, ficado quieta, mas... Não conseguir resistir ao fato de estar a minha e a sua família reunida aqui em casa quando retornamos da ilha... Deveria ter aguardado...
– Deveria... (Santana concordou)
Brittany saiu do abraço e acenou timidamente a cabeça concordando.
– Sinto muito por ter tomado a iniciativa de contar para eles... Deveria ser algo só nosso...
– Exatamente... (Santana olhou rapidamente nos olhos de Brittany, tinha um olhar frio).
A morena voltou a olhar um ponto qualquer no quarto, abraçou as pernas e calou-se. O silêncio do quarto incomodava Brittany que não sabia o que fazer para melhorar a situação.
– Queria poder fazer algo para se sentir melhor...
Santana a olhou rapidamente.
– Só me deixa quieta... Acho que passa... (disse calma)
Triste, Brittany decidiu respeitar o pedido da esposa, levantou-se da cama e saía do quarto.
– Se precisar de mim, quiser conversar... Estou na sala, está bem? (Brittany dizia da porta)
– Ok Britt... (a morena nem sequer a olhou, simplesmente disse).
Brittany suspirou e saiu do quarto, foi para a sala, não tinha ânimo nem para dar atenção a Lyon que fazia gracinhas para entreter a moça. Brittany olhava às vezes, exibia um sorriso fraco, mas logo voltava ao semblante triste.
– Queria poder fazê-la sentir melhor Lyon... Da mesma forma que ela me deixou quando me deu você de presente...
A loira começou a conversar com o gato que tombava a cabecinha para o lado confuso, estava virando uma mania essa sua ação.
– Mas o que eu poderia fazer? Eu perdi o Lord, e ela me deu você... Já eu e ela perdemos a chance de um bebê... Como substituir isso... Não posso sair de casa e lhe trazer uma criança, não é assim que funciona... (Brittany encostou a parte de trás da cabeça e ficou pensativa)
A loira nem desconfiava que Santana houvesse bebido, não chegou nem a questionar essa hipótese, a explicação de Santana sobre sua conversa com a mãe foi convincente.
– Por que as coisas tem que dar errado para a gente? Queria tanto, mas tanto que tivéssemos conseguido o bebê desta vez... Ver Santana triste assim me dá medo... Eu sinto medo Lyon, medo que eu não consiga confortá-la, que eu não consiga deixa-la bem e... (pausou um pouco antes de continuar) ela volte a beber... eu não quero isso...
A loira não parava de pensar sobre o que podia fazer para contornar a situação. As horas passavam e Brittany se encontrava lá, parada pensativa, pausou uma vez, quando foi até a cozinha beber um copo de água, regressou e sentou-se novamente no sofá.
– Tenho que arrumar um jeito de tirar essa tristeza da San... Quero a fazer sentir bem como ela me fez sentir bem quando perdi meu amigo... Lyon... Temos que montar um plano “5 maneiras de fazê-la sorrir!” o que acha? (Perguntava ao gatinho)
Lyon deu um miado entusiasmado e Brittany tomou aquilo como um voto positivo. A loira se dirigiu até o escritório, lá, tomou posse de caneta e papel e começou a pensar em algo. A porta estava entreaberta e foi suficiente para Lyon entrar.
– Vamos lá, temos que pensar em coisas que fazem a San sorrir... Maneira número 1: San tem um ego enorme, elogios... Elogios fazem Santana se achar... (Brittany dizia sorrindo) vou elogiá-la bastante amanhã, ligarei para Quinn e para Rachel e pedirei que façam também, Quinn não vai curtir muito a ideia, mas explicarei os motivos...
Brittany fazia uma anotação mental para ligar para a jornalista e a atriz para explicar a situação.
– Maneira número 2: Hum... Deixe-me pensar... (Brittany segurava o queixo e apertava os olhos tentando pensar em algo) Aaaaaah ela gosta quando cozinho para ela, posso fazer algo especial para ela amanhã! (a loira anotava no papel)
Após anotar a loira tentava lembrar-se de mais coisas.
– Jogos! Santana adora jogos! Ganhar é claro... Vou sugerir jogarmos amanhã não me esforçarei para vencer... Lógico que darei a entender que estou fazendo o possível para ganhar... Essa será a maneira 3!
Lyon subiu no colo de Brittany, dali ficou acompanhando o que a moça planejava.
– Maneira 4: Uma coisa que a San adora são filmes de suspense... (dizia enquanto passava a mão acariciando o gatinho) vou fazer um esforço para assistir com ela, acho que ver um filme diferente de uma comédia romântica ou da Disney a deixará feliz...
Brittany preenchia sua lista com mais um item, faltava apenas um.
– Aaaah sei de uma coisa que deixa a San muito feliz... (ela levantava Lyon aproximando-o de seu rosto) Aquela safada sempre fica feliz com sexo! Vou pensar em algo bem incrível para a gente... (Ela beijou Lyon e depois o abraçou) E acabou, terminamos as 5 maneiras!
A loira olhou no relógio do escritório, eram 21h33min horas da noite, Santana não tinha saído do quarto desde que chegou e se dirigiu ao cômodo. Brittany, preocupada com a esposa, foi até o quarto ver se a latina precisava de algo, se tinha fome.
Ao entrar no quarto Brittany encontrou a esposa dormindo, percebia que os olhos da morena estavam um pouco inchados, indicava que havia chorado antes de cair no sono. Isso só incentivou Brittany a querer mais a realização de seu plano, não via a hora de colocá-lo em prática.
Resolveu deixar a esposa descansar, era melhor dormir, se acalmar. Brittany se aproximou da cama e cobriu o corpo de Santana, depositou um beijo em sua testa e fez um carinho de leve em seu rosto. Sorriu ao ter feito aquilo.
Voltou à sala apenas para ligar para Quinn e fazer o pedido referente aos elogios, foi ótimo o fato de Rachel estar ao seu lado e saber da história também. Depois de muitos questionamentos Quinn resolveu aceitar e ajudar Britt a cumprir o plano
Retornando ao quarto, Brittany tomou um banho rápido, vestiu seu pijama e deitou ao lado de Santana, entrou por debaixo das cobertas e abraçou a latina, se aconchegou e não demorou muito para que ela também adormecesse.
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Santana acordou na madrugada de repente, o celular estava no criado mudo e ela esticou a mão para ver as horas. Eram 03h16min da manhã. A latina sentiu que algo a segurava. Viu que a mão de Brittany em sua cintura, a loira a abraçava e estava num sono profundo.
Vagarosamente, retirou a mão da esposa e desceu da cama sem fazer barulho. Saiu do quarto e nem sabia o por que. Estava incomodada com algo, abriu a geladeira e nada dali lhe parecia interessar. Suas mãos começaram a tremer, pouco a pouco seu corpo também tinha alguns tremores. Sua boca estava seca e por mais que bebesse água nada adiantava.
Santana começou a andar de um lado para o outro na sala, passava a mão na cabeça, no rosto. De posse do celular, o olhava, pensava em ligar para Quinn, mas sabia que pelo horário as chances de ser atendida eram mínimas. Tentou, foi diretamente para a caixa postal. Aquilo deixou Santana mais ansiosa, uma ansiedade que ela não sabia como fugir, ou pior, ela sabia para onde fugir.
Depois de quase 20 minutos andando, tentando encontrar algo que lhe entretece ou lhe devolvesse o sono, Santana pegou as chaves de casa para sair, antes, vestiu um sobretudo com capuz e se certificou que a esposa ainda dormia, após confirmar, seguiu para a rua. Não demorou muito para que ela pegasse um taxi.
No carro poucas palavras, disse apenas o nome do estabelecimento que queria ir, o Bell’s Bar, era um bar mais discreto, então ela preferia ir até ele. Era o mesmo que havia reencontrado Suzana há um bom tempo, mas não achava que aquele dia teria o mesmo azar de encontrar alguém conhecido.
Chegando ao local, pagou a corrida, desceu do taxi. Entrou no estabelecimento e foi ao balcão, olhou ao redor e não havia ninguém conhecido e isso era um alívio. A morena também tinha se certificado que aquela hora da madrugada não teriam paparazzis em sua porta ou algum que a seguisse. Enfim, agora estava ao local que tanto desejou e foi rápida em seu pedido.
– Uma vodka por favor...
Atendida de forma rápida, a latina tomou uma, duas, três doses. Olhou o relógio, passavam das 04h20min da manhã, precisava voltar para casa, mas não queria sair dali, a bebida a fazia se sentir bem, todas as preocupações se dissipam a cada gole, queria prolongar aquela sensação pelo tempo que fosse. A solução entrada foi outra.
Um outro taxi estacionou na porta da residência de Santana meia hora depois. A latina teve dificuldade de abrir a porta, tinha bebido um pouco demais. Depois de algumas tentativas, entrou. Seguiu pela entrada de serviço, portava uma sacola na mão direita. Entrou na casa e foi em direção ao porão, o local estava fechado há um bom tempo e havia muita poeira. A chave do local ficava na prateleira ao lado da porta, agradecia por ter se lembrado deste detalhe. Desceu as escadas bem devagar, tomando cuidado para que sua visão embaçada não a fizesse cair. Lá estava o local que procurava, um armário que era utilizado para guardar algumas caixas, com objetos antigos. A morena retirou parte delas e então começou a preencher o armário com o que havia trago na sacola. Garrafas de álcool, ela sabia que era arriscado, mas tomaria cuidado para que Brittany não tivesse acesso a elas. Foi depositando uma a uma, quatro no total, duas garrafas do whisky Jack Daniel’s, uma Johnnie Walker Black Label e uma das garrafas de vodka mais caras, a Absolute Crystal.
Santana tinha um olhar que brilhava ao passar as mãos nas garrafas que havia depositado ali, em seu rosto crescia um sorriso em dentro de si a vontade de abrir uma delas para beber. Porém, sabia que era arriscado, tinha que voltar ao quarto.
Ao sair do porão encontrou Lyon que miava por lhe ver, pediu silêncio ao gato e não conseguindo sucesso pegou o animal e o colocou em um dos quartos de hóspedes, amanhã o tiraria de lá.
Passou pelo banheiro e fez a mesma rotina que havia feito antes, escovou os dentes, lavou o rosto, não achando suficiente, esforçou-se para equilibrar no Box e tomou um banho rápido, vestiu o mesmo pijama que se encontrava antes de sair e seguiu para a cama.
Sentiu-se mal ao ver que a esposa dormia como um anjo, não aguentou deitar ao lado de Brittany, retornou ao banheiro e chorou, chorou por estar mentindo, por sentir que estava fazendo algo que a esposa considerava errado. O problema da latina não estava em beber e sim ao fato de ter que enganar a esposa para fazer tal ato.
Olhava-se no espelho e balançava a cabeça de forma negativa. Britttany a pediu sobriedade para essa nova fase de suas vidas, mas já não havia bebê, Santana não se sentia segura, não se sentia completa. E ela sabia que Brittany não entendia seus desejos, suas necessidades, a trataria como uma pessoa dependente. Para a latina não era assim.
Santana ergueu a cabeça e voltou. Deitou devagar na cama, Brittany se mexeu um pouco, mas não acordou. Santana pegou a mão da loira e colocou em sua cintura, da mesma maneira que estava antes que a latina saísse mais cedo. Santana ainda ficou acordada por alguns minutos, remoendo sua culpa e enfim adormeceu.
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Brittany acordou por volta das oito e meia da manhã, abria os olhos devagar e se encontrava na mesma posição que havia dormido ontem, abraçada a cintura da esposa. Sorriu, estava empenhada em fazer daquele dia o melhor para Santana. Queria por seus planos em prática, tudo que havia escrito na noite anterior. Queria começar, então iniciou aplicando beijos por todo o rosto da latina.
A loira parou, algo não estava bem, o rosto da latina ardia.
– San... Santana... (Brittany passava a mão no rosto da latina) Meu amor, você está com febre... acorda...
Por mais que Brittany tentasse, Santana não acordava.
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