Impact Magazine Season 2
60 Capítulo 60
Notas iniciais
Santana acordou com uma fome que não tinha tamanho, se arrependeu de não ter esperado quando Brittany disse que estava preparando o jantar, ao invés de ter brigado podia estar bem com a esposa e satisfeita. Santana as vezes lamentava-se de ser tão impulsiva, mas ela não queria ser um peso para Brittany com a história da comida. Ela só não sabia o que faria para se virar por ali, afinal, não tinha nenhum talento para viver naquele lugar.
A latina saiu da barraca ainda um pouco incomodada com a luz do sol que batia forte em seus olhos. Na paisagem nada havia mudado, o mesmo mar calmo, o barco que vieram escorado junto às rochas na margem, um vento suave e o sol forte. Olhava agora para suas roupas, o short que vestia antes de irem para lá, estava surrado e a camiseta com alguns rasgos desde a sua tentativa de pegar frutas. A pouca roupa não a protegeu em nada na noite fria, sofreu com a barraca, torcia para que o vento forte da noite não a levasse, afinal as folhas pareciam que iam ser arrancadas do teto a qualquer momento e ela teria que dormir à luz das estrelas. As sandálias estavam jogadas em algum canto de sua barraca, mexia os pés sobre a areia e observava suas unhas.
– Daria tudo por uma manicure agora... (lamentava-se) uma manicure e um restaurante... (disse quando sentiu sua barriga roncar novamente)
A morena colocou a mão sobre a barriga e fez uma careta, avistou ao longe a barraca de Brittany, perguntava-se se a esposa já havia acordado, se estava bem, se havia dormido bem aquela noite, quando pensou em aproximar para investigar viu Brittany voltando da mata com uma cesta de frutas e com o macaquinho ladrão a tira colo.
– Já encontrou uma companhia... (a morena resmungava)
Santana viu a esposa brincar com o animal que a cercava, os cabelos de Brittany estavam molhados, a loira com certeza havia tomado banho. As roupas que vestia anteriormente estavam mais curtas, diferentes, Brittany tinha costumizado as peças para adequar-se ao lugar e ao clima , ainda exibia um sorriso no rosto e muita comida disponível. Santana timidamente levantou o braço e levou o rosto vagarosamente para sentir um cheiro que não a agradou, desejou ter estado no banho com Brittany. Suspirou vendo a esposa entrar em sua barraca.
– Onde ela encontra tanto tempo e disposição para fazer isso? (Santana se perguntava indignada)
A latina não queria ficar naquela situação, se era ela por ela, tinha que começar a fazer algo, foi para dentro da barraca, calçou suas sandálias, e foi em direção à mata, entrou reticente, não sabia nem por onde começar, não adiantava tentar subir em árvores altas, não conseguiria nada, já havia tido uma experiência nada boa. Olhou alguns pés de arvores, suspirou, fez menção de tentar, desistiu, voltou a olhar tomando coragem, uniu todos os pensamentos positivos e busca de superar desafios que tinha dentro de si, ainda mais quando no alto avistou uma jaca bem madura no alto, jaca não era uma de suas frutas favoritas, nem chegava perto, mas sua fome era tanta que até uma fruta que não era fã se tornava um banquete dos deuses. Estava lá, concentrada em seu objetivo, colocou as mãos na cintura, dava pequenos pulinhos aquecendo as pernas, começou a esfregar as mãos num ritmo acelerado e depois balançar os braços, era um ritual, agora fazia os três de forma seguida e frequente, seu aquecimento parecia ter chegado ao fim quando ela parou, olhou para a jaca novamente e fez sinal com o dedo indicador como se desafiando a fruta, dizer que iria “abatê-la”. Com uma cara de mau, esfregou as mãos em sua roupa, descalçou as sandálias e caminhou com passos firmes até a árvore, era um desafio pessoal.
Colocou a mãos na árvore e fez o impulso para começar sua escalada. Língua para fora, olhar atento.
– Vamos lá Santana, você consegue... (dizia a si mesmo em pensamento)
Lá estava ela, fazendo força, indo devagar, quando era mais ou menos cinco minutos que estava nessa luta, resolveu olhar para baixo para ver seu progresso, apenas meio metro do chão.
– PQP! (a latina resmungou) estou vendo que ao invés de almoço essa jaca vai ficar para o jantar...
Santana balançou a cabeça, como uma tentativa de se livrar dos pensamentos negativos, voltou ao seu objetivo e continuou. Era a hora de arriscar, se aproximava de um galho que precisava passar para conseguir subir nos outros mais a cima, ainda faltava muito. Santana então respirou fundo novamente e realizava o movimento, para ela, bastava não olhar para baixo, esquecer o medo de altura, a latina estava empenhada, seu empenho, porém não foi suficiente para calcular o passo para colocar o pé no galho que precisava e isso fez com que todo seu esforço acabasse com seu bumbum batendo num montante de folhas abaixo da árvore.
– Mierda! Maldito árbol ! ( A latina esbravejou em espanhol)
Por sorte sua queda não foi tão alta, já que estava a um metro e vinte apenas do chão. A latina levantou, balançando a cabeça inconformada, chutava o monte de folhas e olhava mais uma vez para fruta lá no alto.
– Não tento mais... essa droga deve estar podre... (se convencia)
Santana caminhava com raiva, raiva por ter caído, raiva por estar com fome, raiva por ter brigado com Brittany, raiva por estar naquela ilha, raiva do povo do hotel e raiva até de Quinn, porque remotamente ela poderia ser uma alternativa para escapar dalí, se a amiga ligasse para saber notícias, poderia achar estranho o celular estar sempre ocupado, ligar para o hotel e assim fazer com que os responsáveis de lá se toquem que estão perdidas e tentem localizá-las de algum modo. Possibilidades bem difíceis para acontecer, mas que na raiva, vieram à cabeça de Santana que continuava voltando para a praia com as mãos vazias e a barriga mais vazia ainda. Foi então que por uma luz surgiu no fim do túnel, ao olhar para o lado leste da mata, avistou uma bananeira, o cacho estava tão pesado que tombou a bananeira para o lado fazendo que ficasse numa altura de aproximadamente um metro e setenta do chão.
A latina abriu um sorriso, correu até o lugar e bastou ficar na ponta dos pés para conseguir puxar o cacho. Era gigante, pesado, cheio de bananas, um cacho tem em média trinta quilos e a morena tinha dificuldades de andar com ele, mas não se importava, seu rosto mostrava que ela carregaria um dez vezes mais pesado se fosse necessário. Quando já estava próxima da praia, Santana andava quase parando, cansada, língua para fora, se arrastando, se surpreendeu ao chegar em sua barraca e encontrar Brittany a sua espera. A morena logo ajeitou a postura até então curvada, estufar o peito e fingir que estava disposta.
– Oi San... que bom que está bem, estava aqui preocupada com você andando lá dentro... ( a loira disse apontando para a mata)
Santana colocou o cacho no chão, controlando a respiração para não mostrar que estava ofegante.
–Estou bem Brittany, muito bem, já estou íntima desse lugar...
– Isso é bom... (Brittany disse tímida) San... eu vim para dizer que eu acho que ficarmos desse jeito é bobagem... vim te convidar para comer comigo, peguei várias coisas... encontrei até um siri na minha busca no mar hoje... (disse como se cochichasse) Espero que não seja nem o Sirigueijo do Bob Esponja, nem o Sebastião da Pequena Sereia.. (disse com uma carinha triste) mas é que estou com tanta fome e dizem que siris são muito gostosos... (deu de ombros)
Santana sentiu água na boca, quase sorriu com o comentário de Britt, mas não podia ceder agora ou daria razão a preocupação da esposa em relação a sobreviver naquele lugar.
– Britt eu te agradeço muito, mas já consegui meu almoço hoje... (disse apontando para o cacho de bananas)
– Eu achei que poderíamos almoçar juntas... e ter digamos... mais variedade... (Brittany não queria ser indelicada)
Santana entendeu bem o que a esposa quis dizer e logo respondeu.
– Aaaaah você acha que eu só tenho as bananas? Aaaah não se preocupe, pequei muito mais frutas hoje cedo... guardei todas na barraca... (disse com um sorriso nervoso) peguei até um peixe hoje...
– Verdade San? (Brittany sorria entusiasmada) Onde ele está? Posso te ajudar a acender uma fogueira para prepara-lo...
–Não se preocupe, já comi...
– Mas...mas... (Brittany estava confusa) Cru?
– Adoro sushi...
Brittany ficou algum tempo olhando a esposa com um rosto confuso, só depois de muitos segundos respondeu.
– Ok San... mas se precisar de algo, qualquer coisa... Estou por aqui, as portas da minha barraca sempre estarão abertas para você... até porque ela não tem portas mesmo... (disse com um sorriso fraco)
– Tudo bem Britt, mas como disse, estou bem, guarde as frutas que sobrarem do seu almoço para o jantar, o siri também, isso vai evitar que você tenha que procurar comida mais uma vez por hoje... menos esforço lembra?
– Eu sei que está pensando em nós San... (disse colocando as mãos na barriga) mas...
– Mas nada Britt, eu vou te provar que eu me viro bem está bom?
Brittany sabia que não conseguiria convencer Santana do contrário, suspirou vencida e balançou a cabeça concordando. A loira voltava para sua barraca, Santana ficava sentida, mas ainda considerava necessário mostrar que estava tudo sob controle para Britt. Mal a loira se afastou, Santana sentou na arei e puxou uma das mangas do cacho, abrindo-a rápido para comer. Comia rápido com um sorriso de satisfação no rosto, não era um siri, não teria um almoço requintado como o que Brittany prometia, mas já quebrava um galho.
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Brittany em sua barraca tinha diversas frutas a sua disposição, tinha pegado muito mais que o necessário, achava que convenceria Santana a voltar, mas não deu certo, agora tinha toda aquela comida só para ela, na verdade, para ela e o macaquinho que agora a fazia companhia. O bichinho fazia questão de comer as frutas que a loira pegava ao invés de fazer o próprio trabalho, mas até que Brittany achava divertido e não lhe custava dividir um pouco com o pequeno animal.
– Acho que você merece um nome... (dizia a loira ao fazer um carinho no macaquinho) Você me faz lembrar o macaquinho do Aladdin, o Aladdin era bom, mas era ladrão... você é ladrão, mas é bom... o macaco dele chamava Abu... isso... vou te chamar de Abu...
O macaquinho ficou agitado, dava pulos, parecia estar contente. Brittany tinha um jeito com animais que era incomum.
Já um pouco afastado dalí, Santana estava deitada em sua barraca, barriga estufada para cima, um monte de cascas de banana ao seu redor. Sentia-se até tonta de tanta banana que havia comido, e ainda tinha banana para todo o dia seguinte. Santana já não aguentava ver bananas na sua frente. Com a barriga cheia e nada a se fazer naquele lugar, o jeito era dormir.
Passaram-se três horas, Santana acordou passando mal, correu para fora da barraca para jogar fora parte do que havia ingerido no seu almoço, após isso, lavou o rosto no mar, aproveitou que estava ali e tomou um banho, seu cabelo sujou-se quando vomitou e já estava passando da hora de se banhar. Colocou sua roupa sobre as rochas e entrou na água, deixou seu corpo flutuar sobre o mar para relaxar. Olhos fechados, calmaria, não seria tão ruim se não fosse o fato de estar perdida naquele lugar, aqueles minutos ali pelo menos, relaxando, a faziam esquecer de todo o resto.
Depois de bons minutos de tranquilidade, a morena viu que já era hora de voltar para a barraca, saía da água e foi em direção as rochas pegar suas roupas, mas nada.
– Hey! Onde estão minhas roupas? A morena olhava para todos os lados à procura)
Santana estava se desesperando, não tinha ninguém ali além dela, o que poderia ter acontecido?
Foi então que a morena viu o macaquinho ladrão ao longe rindo horrores do seu desespero com suas roupas em uma das mãos e na outra uma manga.
– Seu peste! Volta aqui com minhas roupas! (Santana saiu correndo nua atrás do macaco que deu vários olés na morena e em um deles até puxou seu cabelo)
Santana parou cansada, tinha corrido demais e nada de conseguir alcançar o macaco. Não sabia o que ia fazer.
– Me dá minhas roupas seu animal! (dizia furiosa)
Quanto mais Santana ficava com raiva, mais o macaquinho aprontava. Santana percebeu isso e começou a planejar outra tática, viu uma das bananas perto da porta de sua barraca, pegou a fruta. Logo o macaquinho cresceu os olhos na fruta, era a sua preferida, mas a mais difícil para ele pegar, porque os cachos eram pesados e não conseguia arrancar a fruta de forma isolada.
– Gostou? (Santana perguntou já sabendo a resposta pela cara do animal, balançava a fruta) Você quer?
O macaquinho se aproximava pulando animado com a proposta, parecia entender tudo que Santana sugeria.
– Vamos fazer um acordo... você me dá minhas roupas e eu te dou a banana... o que acha?
O animal prontamente ofereceu as roupas e Santana pegou-as rapidamente, entregou a fruta ao bicho que não esperou duas veze para descascar e comer o alimento. Santana vestia as roupas sorrindo de sua façanha. Também não pode deixar de reparar que na outra mão do animal havia uma manga.
– Você tem sorte, está lá com a Britt e tem de tudo... eu estou aqui só com... bananas! (disse com desânimo) vou ter que me acostumar em comer variações de banana... banana amassada, banana com molho de banana, se eu conseguir ascender uma fogueira posso pensar em banana cozida, purê de banana, banana assada na folha de bananeira... (Santana já fazia cara de enjoo)
A latina voltou a olhar a fruta nas mãos do animal.
– Você bem que podia salvar meu dia e trocar essa fruta aí comigo... (Santana foi até a barraca buscar outra banana, voltou já oferecendo ao macaco) O que acha?
O animal que já havia terminado sua banana, não escondeu a alegria ao ver outra, Santana então apontou a fruta que estava na mão dele e para a que estava em sua mão, o macaquinho balançava a cabeça concordando e já oferecendo sua fruta, Santana fez a troca com uma alegria imensa. Seu sorriso se ampliava, suas sobrancelhas arqueavam-se, parecia que ela tinha tido uma grande ideia.
– Macaquinho, acho que podemos fazer negócios, vou usar com você meu poder de negociação, o mesmo que uso com pessoas, vamos ver se o macaco é tão parecido com o ser humano assim... vou conseguir me virar nesse maldito lugar e ainda provar isso pra Britt sem esforço...
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Quinn estava na Impact Magazine cheia de tarefas, o lançamento seria essa semana e precisava de Santana por lá, mas parece que a amiga havia estendido a viagem que a princípio era só no fim de semana. Pensou em ligar para elas para saber como estavam indo as coisas, mas foi convencida por Rachel de deixar as meninas se divertirem, descansarem, pois a viagem tinha sido justamente para que pudessem tem um final de semana tranquilo e Brittany precisava disso para que desse tudo certo com a inseminação. Não queria que as meninas achassem que estavam sendo pressionadas a voltar porque Quinn iria precisar de Santana na empresa. Quinn então resolveu dar mais um dia a latina, poderia segurar as pontas por hoje, mas não poderia ficar trabalhando sozinha amanhã, pois muito trabalho seria acumulado.
A loira corria contra o tempo com uma análise de um dos artigos do setor de ciências, sua avaliação estava se findando quando recebeu uma ligação em seu celular sem identificação. A loira não atendeu, não costumava atender ligações com o id oculto, porém ligaram novamente.
– Alô... ( a loira disse meio impaciente)
Não houve resposta.
– Alô! (disse mais alto e mais firme)
Novamente nada. Parecia que alguém estava apenas brincando. Quinn não tinha paciência para isso, desligou sem mais delongas e colocou o aparelho no silencioso.
Cinco minutos depois seu telefone vibrou, mas indicando mensagem. Suspirou nervosa com as interrupções quando estava tão concentrada. Resolveu terminar o que estava fazendo e só depois olhar a mensagem. O que quer que fosse, poderia esperar.
Quando finalmente acabou seu trabalho, pegou o celular e visualizava a mensagem.
“Cuidado”
A palavra “cuidado” era apenas o que dizia a mensagem e Quinn não sabia dizer o que significava aquilo. Por um momento até achou que a pessoa que há algum tempo vem atormentando Santana poderia ter mudado suas provocações para ela, mas algo a dizia que não havia ligação nisso. O mesmo sentimento de angustia que havia sentido há uns dias atrás, sentia ali agora. Era muito ruim, mas o que poderia fazer se não sabia quem havia mandado a mensagem para perguntar o por que daquela orientação? Aquilo era estranho, sentia um medo e não sabia por quê.
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Era noite e Santana estava feliz da vida. Na sua barraca haviam frutas diversas e acabou comendo até um pouco do siri que tanto lhe deu água na boca mais cedo, estava tudo seguindo conforme seus planos, se sair bem na ilha, sem depender de Brittany, pelo menos não de forma direta, ou sem que ela tenha certeza que a está alimentando. Assim provaria sem problemas que estava mais do que bem.
Sua função agora era só procurar outro cacho de bananas na mata, já que havia trocado todas as bananas com o macaquinho, para ela era fácil, era a única fruta que conseguia pegar.
O sorriso de Santana logo murchou quando percebeu que já era quase noite de segunda feira, por volta desse horário estaria finalizando o expediente na Impact Magazine. Era semana de lançamento e a ultima coisa que poderia estar acontecendo era ela não estar na empresa.
– Quinn, sua imbecil! Será que nem ligou para saber de mim? Com certeza não! (Santana estava indignada) Malditos celulares que não tem sinal aqui... (dizia olhando para o aparelho jogado no canto da barraca todo sujo de areia)
A latina pegou o telefone, pegou também uma das frutas e saboreava enquanto mexia no aparelho. Ainda tinha um restinho de bateria, Santana olhava triste, de nada servia, não tinha sinal e logo sem bateria se tornaria mais inútil.
– Vou é me livrar dessa porcaria! (Santana levantou enfurecida, queria a qualquer custo se livrar daquele aparelho que de nada lhe servia)
A morena saiu da barraca se aproximando do mar, queria jogar o celular na água o mais longe possível. Suas mãos já estavam levantadas e seus pés posicionados para dar um impulso maior no seu lançamento, a latina já estava preparada para jogar quando a tela do celular se acendeu, Santana levantou o olhar para ver que um risquinho de sinal havia sido encontrado. Os olhos da latina se arregalaram.
– Britt! (gritava o mais alto que podia) Briiiiiiiiiiiiiiitt!
Brittany que estava do seu lado da praia se aquecendo próxima a fogueira ouviu de longe os gritos da esposa e saiu em disparada.
– O que foi San? (Brittany chegou rápido preocupada)
Santana estava na mesma posição que encontrava-se para arremessar o aparelho, na ponta do pé e braço esticado.
– S...sinal... (dizia baixinho apontando com a outra mão o celular como se sua voz fosse espantar a rede)
– Hã? O que foi... tá com dor no braço?
Santana balançava a cabeça negando.
– Com câimbra?
– Não Britt... sinal, o celular está com sinal! (disse mais alto dessa vez)
– Sério? Como assim? Então vamos ligar!
– Não posso me mexer! E se eu perco esse sinal?
– Mas precisamos tentar San...
Santana tinha que concordar, não adiantava ficar segurando o celular naquela posição se não pudesse utilizá-lo.
– Ok, eu vou abaixar devagar meu braço e vejo se consigo...
A latina foi vagarosamente descendo o braço e torcendo para que não perdesse o sinal, Brittany e ela estavam apreensivas. As duas sentiram seu coração encher de esperança ao conseguir permanecer com o sinal.
Santana tinha o coração acelerado, buscava nos contatos o numero da pessoa que poderia tirá-la dessa situação, Quinn. Mesmo longe, era a única que poderia ajudá-la já que o contato do hotel tinha ficado no celular de Britt e este tinha ficado em uma das malas. Discou o número e aguardava ansiosamente, Brittany estava de frente para a latina segurando a sua mão livre. Santana tinha os olhos fechados, torcia muito para que a amiga a atendesse.
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Quinn estava fazendo hora extra, com o dobro de trabalho não conseguiria sair dali no horário normal, tinha ainda várias coisas para fazer.
– Santana, você me deve! Vou ficar mais dias fora do combinado na minha lua de mel!
O celular da loira começa a vibrar sobre a mesa. Quinn revira os olhos, imaginando ser a pessoa que havia ligado mais cedo. O celular continuava a vibrar, Quinn olhou para o aparelho, arqueou uma de suas sobrancelhas.
– Santana?! (Perguntava enquanto olhava a tela do celular piscando o nome da amiga)
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