Notas iniciais
Olá pessoal, segue cap =D

Depois de uma tentativa frustrada de uma greve de Tele-sexo com Brittany, Santana chegou em casa e a primeira coisa que fez foi ligar para a esposa para continuar o que foi interrompido quando foi interrompida por Quinn. Antes que saísse do apartamento da amiga, Santana recebeu mais provocações da loira pelo flagra no quarto de hóspedes e sabia que Quinn não pararia com as brincadeiras a esse respeito por um bom tempo. Recebeu várias ligações da amiga com perguntas se estava bem, se o mal estar havia passado e até o que estava fazendo no momento, ela não entendia todas aquelas perguntas de Quinn, por qual motivo estava tão preocupada se todo os tremores, dores de cabeça e demais desconfortos eram rotineiros e sem importância para ela.

Satisfeita após falar com a esposa e ter seu momento de intimidade com ela, Santana almoçou e à tarde dormiu um pouco. Acordou depois de quatro horas. Olhou no relógio e eram seis da noite, tomou banho e seguiu para a parte do plano que lhe cabia realizar. Nesse momento Santana já imaginava que Quinn também estava executando a sua parte.

Quinn realmente colocava o plano em prática, depois de planejá-lo com Santana a primeira parte seria feito por Quinn. Tudo tinha que ser feito com precisão.

A loira ligou para Rachel, não tinha conversado com ela desde o recebimento da mensagem, mas não poderia deixar de falar com ela, afinal, era a estreia de sua nova peça e Quinn sempre esteve presente nas estreias, não seria porque a namorada havia pedido um tempo que não iria, além do mais, parte do plano consistia na presença dela no evento.

Santana lhe passou algumas orientações de como devia se portar com Rachel, Quinn estava em dúvida se deveria realmente escutar essas orientações de Santana porque a amiga não era o que se pode de chamar de “Conselheira Amorosa”, não sabia nem lidar direito com seu próprio relacionamento com Brittany o que dirá de outros relacionamentos. Mas já que estava numa pior, não custava nada arriscar, e quem sabe não resolveria? Lembrava o que a amiga havia lhe dito:

Hoje 09:42 AM

– Primeiro, se ela te ligar não atenda, não importa a quantidade de ligações. Quando der o horário que combinamos, você liga para ela, não chore, não mostre fraqueza, Berry não precisa de mais desequilíbrio vindo da sua parte. Diga tudo de forma tranquila, que entende os motivos em relação ao fato dela pedir um tempo, assuma que realmente excedeu alguns limites e que refletiu sobre isso. (Santana explicava)

– Mas e aí eu falo algo sobre o Jesse? (A loira queria saber mais detalhes)

– Sim, mas nada de ofensivo. Irá dizer, que exagerou ao pensar que ele e Berry estavam muito próximos, quando tudo se tratava uma relação entre amigos e companheiros de trabalho.

– Aaaaaaah não Santana... só de pensar nesse cara, meu sangue ferve, não vou conseguir ser mansa ao falar dele! (Quinn já desistia)

– Você quer a anã...ops, quero dizer, a Berry de volta? E o melhor, sem ela nunca mais querer saber daquele Jesse nem pintado de ouro?

– Mas é claro!

– Então faça o que eu te disse...

– Quem te garante que o plano vai dar certo?

– Meu terceiro olho mexicano... eu sinto (Disse tocando a ponta do dedo indicador sobre a testa)

– Isso não tá me cheirando bem Santana!

– Confia em mim, vai dar certo!

– Tá... tá bom continua explicando então...

Santana deu um sorriso e continuou a explicação.

– Segundo, não insinue de modo algum que você quer voltar com ela...

– Como assim? Mas é isso que eu quero!

– Eu sei sua anta! Mas ela não precisa saber! (Santana deu um tapa na cabeça de Quinn que retrucou dando um beliscão na latina)

– Aaaaau Fabray! Imbecil!

– Anda! Continua...

– Você tem que deixar claro, que esse tempo que ela pediu é para serem amigas... Ela vai ficar possessa que você não pediu para voltar! (Santana sorriu)

– Santana você não tá fazendo sacanagem não né... porque se for... (Quinn já começava a ameaçar quando foi interrompida)

– Não, não é Quinn, fique tranquila tá? Apesar de eu não saber o que você vê naquela nariguda... (recebeu um cutucão de Quinn) Aaai... para com isso! Bom, apesar de eu não saber o que você vê naquela garota, eu sei que você gosta dela de verdade e parece que ela gosta de você também então (dava de ombros)

Quinn arqueou uma sobrancelha analisando se a amiga estava sendo sincera e decidiu dar um voto de confiança.

Santana retirou um papel do bolso e entregou a Quinn.

– Aí está escrito o que conversamos ontem a noite sobre a segunda parte do plano, eu como sempre estava com insônia e passei parte da madrugada escrevendo.... Aaaah se lembre de afirmar para Berry que chegará um pouco atrasada na peça porque estará comigo hein, precisamos chegar juntas...

– Santana você por acaso escreveu isso usando o meu lápis delineador importado? (Quinn perguntou reconhecendo a textura das letras e sabendo que aquilo não foi escrito com lápis qualquer)

Santana fez uma cara culpada, mas desconversou.

– Nem venha implicar comigo com isso, era a única coisa que encontrei disponível para escrever foi isso aí... Irá me agradecer depois...

Quinn apenas revirou os olhos e continuou lendo o plano.

– Epa... Santana que história é essa de vudú, que você colocou aqui?

– Siga o que está aí Quinn...

– Rachel não vai cair nessa palhaçada...

– Mas quando o plano se concluir... ela vai, aguarde.

19:03 PM

Depois de dois toques Rachel atendeu.

– Oi Rachel...

– Quinn? Eu te liguei várias vezes hoje... você não atendeu, queria conversar sobre a mensagem que te mandei, está brava? Olha... é o melhor... (Rachel explicava, mas foi cortada por Quinn)

– Não, não Rachel, eu não te atendi porque estava brava e sim porque fiquei ocupada com algumas coisas e acabei deixando o celular no silencioso, na verdade estou retornando a sua ligação...

Rachel se surpreendeu, esperava Quinn mais ríspida, nervosa, exaltada, implorando para que desconsiderasse “o tempo”, mas ela falava tranquilamente.

–Você recebeu a mensagem? Porque não tive resposta...

– Recebi sim... Eu entendi e não quis te incomodar mais...

– Você nunca me incomoda Quinn, eu liguei para você hoje diversas vezes para conversarmos...

– Rachel, eu concordo.

– Hã? O que? (A morena não entendia o fato de Quinn estar tão conformada, quando ela sempre tinha algo a debater)

– Sim, concordo, eu me excedi com você, tive ciúmes desnecessários... Não devia ter implicado com o fato de você e Jesse serem amigos. Entendo que queira um tempo.

O intuito de Rachel ao pedir o tempo foi justamente fazer Quinn refletir sobre o exagero com que estava tratando a relação que ela tinha com Jesse que para ela só passava de uma amizade e profissional. Assim que Quinn estivesse consciente de que estava errada, não hesitaria em aceitar um pedido para que voltasse a namorar com ela. E vendo que Quinn parecia exatamente ter entendido onde havia errado, Rachel só estava aguardando para que a loira pedisse para voltar, para que ela confirmasse.

– Então, animada para a estreia de hoje?

– Claro, claro já estou quase saindo de casa, você passa aqui para irmos juntas? (Rachel falava com charme na voz)

– Ooooh infelizmente não Rach... Vou resolver alguns assuntos pendentes com Santana sobre a IM que não posso adiar.

– Mas você não vem a minha peça? (Perguntou sentida)

– Fica tranquila, é claro que vou, só chegarei um pouco atrasada, acho que perderei apenas cinco minutos, mas eu não ia perder a estreia de uma amiga.

A palavra “Amiga” fez o coração de Rachel gelar.

– A...amiga?

– Sim, acho que mesmo que não estejamos juntas como um casal, poderemos ser amigas não é?

– Mas...mas...

– Como você disse, vai ser melhor. Tô precisando colocar a cabeça em ordem sabe. Saí hoje pela manhã para comprar algo para comer no café da manhã e acredita que vi uma cigana?

– Cigana? Em NY? (Rachel não estava entendendo mais nada, nem a tranquilidade de Quinn, o fato dela não ter mencionado querer voltar e essa história de cigana)

– É eu também achei estranho e mais estranho que isso, foi ela ter me parado para dizer algo bizarro.

– O que? (Mesmo achando a história absurda, Rachel queria saber de tudo)

– Disse que eu precisava de um momento só comigo mesma e buscar energias positivas, pois estou sendo alvo de ataques.

– Ataques?

– Sim, ataques espirituais, ela disse algo sobre vudú... magia negra envolvendo meus comportamentos descontrolados e interesse por algo que me pertence...

Rachel começou a rir do outro lado da linha.

– Desculpe Quinn, essa história é ridícula...

– Pois é... eu também achei, quem iria fazer algo para mim assim não é?

– Exatamente... ninguém.

– Tudo bem, eu não te incomodar mais, desejo muita sorte para você não sua estreia, aliás você nunca precisa de sorte, porque é perfeita no que faz.

Rachel suspirou, queria poder beijar Quinn que estava sendo tão gentil com ela. Essa era a Quinn que estava acostumada. Ela a queria de volta, esquecer esse lance de tempo, mas Quinn nem sequer comentou sobre voltar e ainda definiu que eram amigas agora.

– Obrigada Quinn... (A morena agradeceu o elogio)

– Não tem o que agradecer. Te adoro, até mais, beijo.

– Beijo... (Rachel respondeu quase beijando o telefone, ela queria Quinn de volta, que se dane o tempo que havia pedido)

19: 35 PM

Um BMW preto parou estrategicamente na parte de trás do teatro, olhares foram lançados para fora do carro verificando se o território estava ok. Confirmando que tudo estava limpo, uma última checada no visual pelo espelho retrovisor do carro. Uma abotoada no macacão, uma ajeitada no crachá escrito “Carlos – Limpeza” e uma passada de mão no grande bigode postiço. Uma piscada para o espelho e saiu ajeitando o boné. Correu até o porta malas retirando de lá uma vassoura, balde e espanador. Aproximou-se da porta traseira, dando batidas na pequena porta dos fundos.

Um homem negro e alto, um dos seguranças do local abriu a porta e olhou o homem franzino de cima abaixo. O pequeno mantinha o olhar firme sem mostrar medo. Depois de alguns olhares do segurança o mesmo fez um sinal de cabeça indicando para o baixinho entrar.

– Estão precisando de você para limpar a sala do contra-regra. (o homem limitou-se a dizer)

O baixinho concordou com a cabeça e seguiu seu caminho. Retirou de seu bolso um mapa desenhado a mão, precisava chegar na ala dos camarins. Já tinha ido ali uma vez, mas não passando pela porta dos fundos. Depois de muito esforço conseguiu encontrou o corredor onde ficavam as salas dos atores.

O local tinha pouca movimentação, a peça só começaria as nove e o movimento seria maior a partir das sete. Seguiu olhando as portas passando pela de Jesse e depois mais duas a frente estava a de Rachel Berry com a tal estrela dourada. Colocou a mão sobre a maçaneta e a girou. Estava trancada. Um funcionário passava e fingiu estar varrendo o corredor, quando o tal funcionário saiu do campo de visão, colocou a mão no bolso e tirou uma espécie de grampo, olhou para os lados confirmando que não havia ninguém e depois abaixou-se para abrir a porta com o objeto. Após alguns giros estratégicos com o grampo, a porta abriu-se. Aprendeu essa técnica em uma comunidade secreta da internet e hoje a colocava em prática.

Adentrou o local e fechou a porta atrás de si.

–Olha o que eu tenho que fazer por causa da Quinn! (Santana resmungava olhando-se no grande espelho do camarim) Eu to a cara do Mario Bros... (Passava a mão no bigode) Mas ainda me pegava... (sorriu dando uma piscadinha para o espelho)

Olhou para o relógio de pulso. Já eram 18:45. Precisava se rápida, retirou um saco preto de dentro do balde, onde continha alguns equipamentos eletrônicos. De acordo com as orientações descritas no mapa que Quinn havia desenhado para Santana, Rachel estaria ali as sete em ponto. A atriz tinha suas rotinas cronometradas, era previsível, então Quinn sabia passo a passo tudo que a ex-namorada fazia antes de cada peça. Passando essas informações para Santana, a latina agora corria contra o tempo.

Um micro-câmera foi colocada em cima de um dos puxadores de um armário do local, Quinn marcou no mapa que aquele seria o lugar ideal para colocar o equipamento.

Ligou um pequeno aparelho em suas mãos, uma espécie de tela eletrônica. Assim que o ligou, a pequena câmera instalada no armário começou a filmar. O teste estava confirmado, desligou novamente o tela e seguiu para fora do camarim. Era a vez entrar no camarim de Jesse.

18:55 PM

Por sorte quando forçou a fechadura a mesma estava aberta. Ou Jesse não se importava em deixar o local aberto, ou já havia chegado.

Abriu a porta devagar e o ator estava de costas passando algo no cabelo

Santana pigarreou, dando algumas batidinhas na porta quando viu que o rapaz se encontrava ali.

– Limpeza... (Santana fez a voz mais grossa que pode e agradeceu por Jesse ser um imbecil que só olha para o próprio umbigo)

Não recebeu atenção alguma do ator então despistava limpando algumas coisas, retirando uma poeira ali outra aqui do lugar com o espanador. Santana nunca foi do tipo organizada e odiava tarefas domésticas “Quinn vai ficar me devendo um grande favor” pensava ela.

Jesse ensaiava caras e bocas nos espelho enquanto Santana revirava os olhos para cada coisa que ele fazia. Novamente olhou para o relógio sete horas. Retirou o a pequena tela eletrônica do bolso e ligou para iniciar a gravação da micro-camera do camarim de Rachel. Fazia tudo com cuidado para que Jesse não notasse. Rachel estava no local já e pelo que Santana observava, estava fazendo suas rotinas de preparação de voz, ainda bem que havia colocado o aparelho na opção “mudo”. Santana continuava limpando (ou fingindo limpar) esperando a hora de realizar o próximo passo.

Jesse já estava com sua roupa de show, pelo que Quinn havia contado, possivelmente Jesse iria ao encontro de Berry para que repassassem a cena principal antes do início da peça. Santana contava que Quinn estivesse certa. Depois de dez minutos de ensaio de voz, Santana observou que Rachel começou a trocar de roupa para a peça, realmente Quinn sabia onde colocar a câmera, o ângulo estava perfeito. Deixou gravando e guardou a tela no bolso. Alguns minutos mais e Jesse saiu já pronto para o grande show.

Antes de sair, o rapaz disse ao responsável pela limpeza do local.

– Hey Ticano! Não esqueça de limpar o banheiro do camarim, a privada está entupida... (Disse com arrogância sem esperar pela confirmação)

Ainda bem, Santana fez cara de vômito assim que o rapaz havia terminado de dizer.

– Idiota! (resmungou antes de continuar com seus procedimentos)

Pela forma que o ator saiu, já arrumado, não voltaria antes do início do final do show. Era hora de forjar as provas. Retirou uma bolsa masculina de dentro do balde e colocou sobre a mesa do camarim. Abriu a mesma e conferia se estava tudo ali.

– Uma mini boneca loira cheia de agulhas? Confere. Foto da Quinn, marcada com vários símbolos satânicos? Confere. Várias fotos aleatórias de Berry retiradas do Google com frases psicopatas? Confere. Pesquisa sobre biografia e passado da anã? Confere.

Santana retirou a tela eletrônica do bolso e incluiu dentro da bolsa.

– Gravação da Berry sem roupa? Confere.

Antes de colocar o item dentro da mochila, deu uma nova checada para ver se Berry ainda se encontrava no local, não estava. Já devia ter saído para o ensaio de última hora. Desligou a transmissão e colocou na bolsa junto dos outros objetos.

Santana deixou a bolsa semi aberta e retirou outro objeto de dentro do balde. Um novo DVD da Barbra Streisand com um laço para presente. Retirou de seu bolso um pequeno tudo de cola, onde passou um pouco na parte de trás do DVD. Assim que o fez, colou na bolsa que estava sobre a mesa de modo quando Berry o levantasse, a bolsa também seria erguida e os objetos dentro dela espalhados.

Com tudo na sala de Jesse conforme planejado, Santana agora seguiu para o camarim de Berry novamente para deixar um ultimo detalhe.

Quinn e Santana haviam entrado em contato com um amigo que lhes era útil no tempo em que trabalhavam na Bad Style, o cara era um fraudador, ser envolvia com todo os tipos de falsificações, seu nome era Jhony. Ele foi responsável por conseguir um uniforme e crachá igual aos faxineiros do teatro. Quinn escaneou para o rapaz a foto de capa do jornal que Jesse havia jogado em seu carro, onde o ator escreveu “Ela será minha novamente, como deveria ter sido sempre” Através desse arquivo enviado, Jhonny falsificaria a letra de Jesse escrevendo um bilhete com os dizeres que as meninas também encaminharam pelo e-mail. Elas conheciam bem o trabalho do cara, era perfeito. E antes de Santana chegar ao teatro deu uma passadinha no local de trabalho de Jhony para pegar as coisas e pagar o serviço.

Santana colou o bilhete no espelho do camarim de Berry, seria a primeira coisa que a atriz veria quando retornasse após o fim da peça. Uma coisa que Quinn deixou claro era que nada poderia atrapalhar o andamento da peça de Rachel, não queria correr risco que ela perdesse o foco na atuação por chatear-se com Jesse antes de uma estreia, então, tudo tinha que ser perfeito.

Santana enfim, havia cumprido a parte técnica do plano. Agora teria que se encontrar com Quinn para que chegassem juntas ao local. Não poderiam de forma alguma acusar Quinn, pois a mesma teria um álibi, que era Santana e também já havia dito a Rachel que não chegaria cedo.

Santana já se preparava para sair do local quando o celular vibrou em seu bolso traseiro, ao verificar viu que era Brittany.

– Britt... meu amor, não é uma boa hora eu... (dizia praticamente sussurrando, mas foi interrompida)

– San... eu preciso de você agora, estou completamente nua e sentindo a sua falta.

Santana passava a mão no rosto, ela tinha que sair dalí rápido.

– Britt é que...

– O que está vestindo San? (Britt continuava alheia a situação da esposa)

– Posso te afirmar que não é nada sexy... (Disse olhando para sua roupa) É um macacão estranho...

– Tipo um uniforme?

– Sim... mas é que...

– Adoro você de uniforme San... qualquer que seja... Está limpando a casa, consertando algum aparelho ou algo do tipo? Você nem gosta de fazer isso...(Brittany sabia que as opções eram meio impossíveis, mas gostou de pensar na possibilidade)

– Vou ficar com a opção “algo do tipo” e eu gostaria de dar mais detalhes, mas agora eu tenho que desligar é que...

– Vai me deixar assim como estou? San... eu to nua, molhada, entediada e sentindo sua falta. (Britt falava carente)

Santana engoliu seco. Olhava para o relógio, não podia ficar ali mais. Mas o que fazer, quando sua esposa a provocava no telefone? O problema é que por mais que fosse perigoso, parecia mais excitante.

– Ok Britt, eu tenho que te fazer gozar bem rapidinho porque, estou digamos que não estou num local muito apropriado.

– Então fala bem baixinho.

– Você disse que está nua não é?

– Unhum...completamente.

– Você está no seu quarto de hotel e eu chego para limpar o quarto...

– De uniforme né? (Britt imaginava a cena)

– Isso mesmo... A porta estava apenas encostada, aviso que estou entrando, mas ninguém responde. Quando me aproximo você está dormindo na cama, nua.

– Dormindo?

– Sim... eu começo a fazer as tarefas, mas não consigo prestar atenção em mais nada a não ser em você. Não resisto e vou até a cama e começo a passar a mão no seu corpo, pernas, coxas, você remexe, mas não acorda. Só abre os olhos quando afasto suas pernas e começo a passar a mão na sua bucetinha devagar... O que você me diz quando me vê fazendo isso?

Santana esperava Britt se pronunciar, a partir dalí, uma falaria para a outra como estivesse na cena. Britt captou a mensagem.

– O que está fazendo, quem é você? (Brittany perguntava com voz quase sussurrada do outro lado)

– Ssssshhhhhhiiiii, cala a boca... fica quietinha, eu só quero te fazer gozar.

– Não... vai embora, sai de cima de mim...

– Tem certeza? Porque eu to passando a mão em você já está toda molhada sua safada, você quer que eu te coma.

– Não... (Britt mal conseguia falar do outro lado)

– Nem consegue negar direito, você está morrendo de vontade e eu vou atender seu pedido, sinta meus dedos em você delícia...

– Aaaaah... (Brittany gemia se penetrando)

– Isso sua safada, você está gostando não é?

– Hunrum...

– Sabia, agora eu só quero ouvir você... só quero ouvir sua voz agora...

Brittany falava palavras desconexas no telefone enquanto Santana passava a mão sobre a intimidade por cima do macacão. Suas ações foram interrompidas quando ouviu um barulho vindo da porta. “Ooooh Merda!” Foi o que a latina pensou.

Sem muita alternativa, Santana pegou o balde que estava consigo, a vassoura, o espanador e entrou em um dos armários do local. Foi cronometrado, pois assim que entrou no armário, Rachel passou pela porta. Santana deixou uma pequena fresta aberta para observar as ações da atriz. “Não... ela não pode olhar para o espelho, se não a bomba cai antes da hora e a atuação da Berry vai por água abaixo! Anã não olhe... Anã... não olhe!” Santana torcia em pensamento enquanto ouvia Britt gemer seu orgasmo ao telefone.