Immortals

6 Capítulo 6 - Nós fazemos nosso próprio destino


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Caim entrou na oficina e olhou para os lados.

– Breena! Apareça! Venha me enfrentar!

Mas não havia ninguém. Ele andou mais um pouco e acabou pisando em um crucifixo. Ele deu um salto para trás, e, quando se virou, deu de cara com Elliott. O garoto pegou o lado esquerdo da sua jaqueta e arremessou Caim contra uma prateleira, derrubando-a. Ele se levantou, meio tonto.

– Onde está ela? – perguntou o demônio.

– Terá de descobrir.

– É claro. Eu até trouxe ajuda.

Demônios de olho branco surgiram das sombras. Eles possuíam armaduras e máscaras feitas de metal. Cercaram Elliott, e Caim sorriu para ele.

– Veio sozinho? Quanta bravura!

– Eu não diria isso.

Zack surgiu atrás de Caim e o arremessou contra um carro. Um demônio veio para cima dele, e ele fez o mesmo, jogando-o contra uma janela. Breena apareceu com uma faca e apunhalou um demônio, matando-o. Ela se afastou alguns passos. De repente, se virou e conteve a mão de Caim, que desferia um golpe com a faca de matar os demônios. Ela segurou seu pescoço também, impedindo-o de atacar.

– Não posso dizer que é bom te ver de novo, Breena.

– Digo o mesmo.

Ela o jogou contra outra prateleira, mas dessa vez, ele caiu em pé. Depois, correu até ela e a deu um soco na barriga, depois um no rosto e a derrubou. Breena olhou para ele, e seus olhos negros começaram a pulsar. Caim recuou alguns passos, e os olhos dela tornaram-se completamente negros. Ela gritou e voou em cima dele, mordendo seu pescoço e arrancando parte da pele, fazendo muito sangue jorrar. Caim pôs a mão sobre o ferimento e, cheio de raiva, ficou com os olhos negros também. Os dois se atiraram um contra o outro, e Breena se ajoelhou por cima dele, cravando as unhas em seu abdómen e abrindo a pele, fazendo ele urrar de dor. Ele a arremessou contra a vidraça, pulando por cima dela e fazendo um corte em sua bochecha. Ela segurou seu pescoço, apertando-o, mas ele puxou seus braços e fez ela rolar por cima dele, chutando seu abdómen e arremessando-a para longe. Em seguida, desapareceu.

Daisy jogou gasolina sobre o chão e acendeu um isqueiro, largando-o. Uma longa linha de fogo surgiu atrás dela, e ela, controlando-o, tornou as chamas colossais, jogando-as contra um demônio. Ele começou a agonizar, e ela pegou a faca no chão, arremessando-a contra ele, matando-o.

Elliott e Zack ficaram um de costas para o outro, e os dois foram encurralados.

– Zack – disse ele – uma ajudinha aqui, por favor.

– Estou meio ocupado agora.

– No três?

– Claro.

– Três!

Zack pisou sobre o chão, fazendo uma rachadura que derrubou um dos demônios. Correu para cima dele, e ergueu a faca para apunhala-lo, mas ele o conteve e o arremessou contra um dos carros, deixando-o temporariamente inconsciente.

Halley se abaixou e pegou a faca, e lembrando-se dos conselhos de Zack, ela atacou o demônio e fez um corte em seu pescoço, e ele cambaleou, apoiando-se numa mesa. Halley se aproximou, mas o demônio se virou com um pé de cabra e o enterrou no peito dela. Ela se engasgou com o sangue que lhe subia a garganta, cuspindo um pouco dele no chão. Halley levantou o olhar para o demônio, que continuava parado em frente á ela, e desenterrou o objeto do próprio peito, regenerando-se. O demônio recuou, mas Halley cravou a faca em seu abdómen, destruindo-o.

Breena partiu para cima de um demônio também, e cravou uma faca em seu pescoço. Mas, quando ele desapareceu, Caim surgiu e puxou a chave do pescoço da garota, jogando-a com força no chão e quebrando-a. Uma nuvem negra se espalhou pelo chão, e uma grande quantidade de fumaça jorrou para cima, ultrapassando o teto.

– Não! – gritou ela.

Mas não havia maneira alguma de impedir. Lúcifer havia sido libertado. A nuvem desapareceu, e Caim olhou para Breena.

– Eu venci.

– Não, não venceu. Ainda podemos acabar com isso.

Caim sorriu e correu em alta velocidade para fora da oficina.

– Eu vou atrás dele! – disse Elliott, correndo atrás dele.

– Elliott, espere! – gritou Halley.

Os três demônios que restaram desapareceram, deixando Breena, Halley e Zack sozinhos.

– Merda. Merda!

– E o que fazemos agora? – perguntou Halley, apavorada.

– O que fazemos? Não podemos fazer nada! NADA!

– Bree, deve ter alguma maneira...

– Maneira? – disse Breena, os olhos ainda negros – Maneira de deter meu pai? De deter o rei do inferno?

– Podemos mata-lo!

Breena olhou para Zack cheia de fúria.

– O Deus das trevas não morre, idiota!

Zack se calou. Os três ficaram em silêncio. Foi quando perceberam que Daisy havia sumido.

***

Caim e Elliott ficaram frente a frente. Os dois estavam no mesmo depósito que haviam brigado da primeira vez.

– Ora, ora. O mundo dá voltas, não é?

– Vá se ferrar, Caim.

Elliott avançou para cima dele, arremessando-o contra uma parede de tijolos. Ele se levantou, e o acertou com um soco no rosto. Elliott se levantou também, empurrando-o em uma mesa. Caim se virou e acertou Elliott no rosto com uma chave inglesa. Ele caiu ajoelhado.

– Vocês não vão vencer, Caim. Deus é maior do que qualquer força nesse mundo.

Caim pegou Elliott pelo colarinho, sem levantá-lo.

– Você é um merdinha. Você acha mesmo que seu Deus pode salvá-lo?

Ele deu um soco no rosto do garoto.

– Agora, não tem esperança – disse ele, dando outro soco em seu rosto – nem resistência – outro soco – Nem Deus!

Mas antes que ele batesse em Elliott de novo, foi apunhalado no pescoço por uma faca. Ainda consciente, pôde ouvir a voz de Daisy em seu ouvido:

– Talvez sim, talvez não. Mas ainda tem á mim.

Ela retirou a faca, e ele caiu sobre o chão. Uma fumaça negra jorrou em direção ao teto, e um flash cegou Daisy e Elliott por alguns segundos. Caim havia sido destruído. Daisy e Elliott se abraçaram. Ficaram assim por um bom tempo, e ela agradeceu a Deus por ele estar bem. Não queria soltá-lo tão cedo.

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