Immortal Soul
1 Prólogo
Notas iniciais
Não sabia que horas era e a luz fraca não me dava pistas. Só sei que eu corria por uma floresta, não sabia exatamente o porque até olhar para trás, então entendi que eu não estava correndo só por correr, eu fugia de algo. Fugia delas, das sombras que me perseguiam, sabia que me alcançariam se quisessem, mas não o faziam, sentiam prazer em me ver em pânico, brincavam de me aterrorizar e sabiam que estavam fazendo isso com êxito pois eu já estava apavorada, sentia o suor no meu rosto, mas não era de cansaço, eu não estava cansada, estava nervosa.
Continuei correndo até que vi uma luz forte mais adiante no meio das árvores, que foi ficando mais e mais forte à medida que eu avançava, quando a luz me alcançou tudo em volta de mim ficou perturbadoramente branco, claro como o dia, exceto pelas sombras que continuavam vindo em minha direção e pelo grande abismo negro que estava logo em minha frente. Parei. Aqueles seres terríveis como os que me perseguiam, também estavam saindo do abismo e vindo em minha direção. Estava completamente cercada pelos espíritos atormentado que sussurravam meu nome:
-Emily – Sussurravam malignamente enquanto desejavam furiosamente meu fim, e eu podia sentir, no fundo da minha alma, que eles iriam conseguir.
Já não conseguia me mexer, já tinham começado a me tomar, a me envolver. Aos poucos começaram a subir pelas minha pernas, era como se eu afundasse lentamente em um mar negro e frio, devagar o suficiente para me deixar louca. Já passavam pela minha cintura, como um grande buraco negro que me engolia enquanto eu implorava para que aquela tormenta acabasse logo. E quando eu percebi, já estavam na altura do meu pescoço e estava cada vez mais frio, não conseguia respirar, então vislumbrei o vulto de um homem, queria gritar por ajuda, mas nada saia da minha boca. Eu vi o homem se aproximar com um sorriso triste que combinava com seus olhos castanhos, que me observavam como se pedissem desculpas por estarem assistindo minha morte, foi então que pânico que a pouco me tomava, silenciou. Tudo ficou calmo, seria a morte tão calmante? Tudo escureceu de vez.
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