Immortal Love

27 Twenty-second Act: After Times


Notas iniciais
Mais um cap pra vcs *-* Desculpem a demora :/

V. Phillips

— Steve – exclamei –

- Quem você esperava? O Batman?

- Ora...

— Calma... – ele me interrompeu – Não vim aqui para brigar... Eu realmente quero ajudá-los!

— Por quê?

- Ora... Para torná-los formidáveis aliados na minha busca...

— Eu não entendi... – exclamou Kree –

— Não esperava que uma mente como a sua entendesse tal coisa! – disse Steve me fazendo rir –

— Tá me chamando de burro! Acho melhor não provocar... Não consegue derrotar nós dois! E Vincent e eu temos um trato então ele não vai me deixar na mão!

— Na verdade eu consigo derrotar vocês dois sim! Até mesmo na minha forma mais fraca... A imortal! Mas eu não quero derrotá-los...

— Então diga logo o que quer! – gritei impaciente –

— Quero treiná-los!

— O quê? Treinar... Nós dois? – questionou Kree –

— Sim... Você e o Vincent! – explicou Steve –

- Isso é loucura... Você pode até ser forte, mas não chega no nível de um mestre!

— Não? Eu controlo duas formas: Ceifeira e Imortal. Em perfeita ordem e sincronia... Meus poderes de ambas são formidáveis e tenho o dobro do ano de vida de vocês dois! Minha experiência e inteligência me permitiram chegar nesse nível a alguns anos...

— Tudo bem então – disse Kree dando de ombros –

- Eu ainda não estou certo disso... – eu falei pensativo –

— Bem... Se quiserem... Amanhã as cinco da manhã! Não se atrasem porque não vai ser agradável buscá-los! – disse Steve sorrindo forçadamente –

— Você pode até me treinar, mas não manda em mim! – exclamei irritado –

— Vincent... – eu estava indo embora, mas ele me chamou... Eu virei para ele – Eu quero ajudar a salvar a sua irmã, mas pra isso precisamos ser fortes... Seja meu pupilo e eu estarei te devendo uma! – disse Steve... Dessa vez o sorriso parecia sincero –

Eu estava sentado na cama... Lorraine me abraçando na cintura, ela estava aflita por eu não fechar os olhos, mas ela não conseguiu agüentar muito e dormiu... Eu não precisava dormir e nem gostava disso... Naquela noite subi no telhado e fiquei pensando no que Kree tinha dito a Steve... Eu já estava um pouco longe, mas ouvi nitidamente uma conversa um tanto estranho que me deixou muito confuso e não conseguia parar de pensar nela por mais que eu quisesse!

“- Steve – disse Kree – Sempre ouvi falar como ceifeiros são ruins e impiedosos e sem sentimento algum...

— Em partes isso é verdade – disse Steve – Mas nem tanto... Eles apenas são treinados para ter o único propósito de matar os alvos que o seu líder mandar!

— Bem... Então pra eu ser um ceifeiro poderoso eu preciso suprimir todos os meus sentimentos?

— Quase todos... Mas eu te treinarei pra isso... Você só vai ter um sentimento... – dizia Steve olhando para baixo –

— E qual é esse sentimento? – questionou Kree –

— O ódio! – disse Steve sorrindo... Seu olho parecia refletir a lua – Odeie algo e deixe que isso te traga o poder!

— Entendo... – disse Kree e partiu –”

Por quê? Ele queria perder os sentimentos dele pra quê? Ele era um tanto burro, mas não era do tipo frio... Ele era emotivo, louco, bipolar, corajoso e um tanto engraçado... Pra que perder tudo isso? Até que eu lembrei a ultima conversa nossa...

“- Você odeia quando eu faço drama né? – disse Kree com um riso seco –

— Sim é irritante! Afinal você não tem motivo pra reclamar... Você não... – ele me interrompeu com outro riso seco – O que foi?

— Eu sei o que você ia falar... Tem razão! Mas é que... Eu sou um pouco emotivo... Exagero... Cada sentimento em mim é vivido e dez vezes maior que de qualquer um... Tsc. Que tipo de ceifeiro eu sou? Sempre ouvi historias: Impiedoso... Mal... Assustador...

— Gostosos! Saborosos... Cheirosos... Pelo menos pra mim! – brinquei... E o fiz rir – Você não precisa ser assim...

— Mas meus sentimentos não podem continuar assim... Nossa equipe não vai agüentar mais uma briga dessa... – ele levantou o olhar para a lua – Vincent! Eu vou treinar e quando eu voltar eu serei algo melhor por você!

— Tsc. Se quer fazer algo faça! Mas faça por ti mesmo! Não por mim! – exclamei... Ele arregalou os olhos e depois abaixou a cabeça –

— Ok... Então eu darei o meu melhor pra ser um novo eu! Por mim... Pra eu poder te superar como eu sempre almejei!

- Vamos ver... Porque eu também vou treinar!”

Entendo... Ele queria parar com os dramas para cessar as brigas e também queria poder para me superar... Ele me achava não só um amigo, mas um rival também! Bem vejamos o que acontecerá... Amanhã!

Kree surgiu no telhado olhando para a lua como eu... Eu levantei... Ele olhou para mim de rabo de olho para ver se eu iria falar algo, mas eu fiquei em silencio...

— Já são quatro horas... – ele disse vendo a lua sumindo atrás das casas lindas daquela bela cidade inglesa – Você vai então?

— Sim... Ele pegará pesado... Não tem nada com a gente... Ele será pior que qualquer coisa que você já tenha passado...

— Posso ser fraco emocionalmente, mas em termos de trabalho duro não me subestime... Passei anos treinando com o pai da Mishu e trabalhei duro na fazenda dos Crysin... Além de agüentar as armações do Iren! Por favor, né!

- Você não ouviu o que eu disse!? Vai ser bem pior que tudo isso junto!

— Eu agüento! Posso acabar te surpreender...

— É o que eu espero – eu ri... Ri porque eu sei que era verdade. Ele sempre conseguia me surpreender – Vamos? Assim podemos ir com calma e ainda chegar na hora!

— Ok... Amigo!

Por mais bobo que seja... Eu senti algo ao ouvir aquela palavra... Talvez Jessy estivesse certa e esses laços são bem mais fortes que pensei!

C. Taylor

Cinco horas da manhã nós estávamos lá, mas Steve não... Esperamos... Meia hora! Afinal o que aquele maldito estava fazendo... Alguém que vagou pelo mundo por 800 anos ele não podia estar tão ocupado assim! Foi quando eu ia dar as costas e sair que ele surgiu na minha frente.

— Vai a algum lugar? Daqui não tem mais volta! – ele disse com um riso bem sinistro, mas não me assustou – Que bom que vieram...

— Sim... Mas por que demorou? – disse Vincent um tanto irritado –

— Me desculpe... Sei que você já foi um cavaleiro e não tolera atrasos, mas não me culpe... Eu apenas estava ocupado com outro aprendiz...

— Tanto faz! – interrompi – Apenas nós treine ok!?

- Ok... – ele disse rindo forçadamente – Mas primeiro...

Ele Começou a se concentrar, fechou os olhos e começou a concentrar uma energia sombria enorme em volta do seu corpo... Ela parecia vir de dentro pra fora... Era incrível era como se fosse puramente energia negra de ceifeiro... Foi então que essa energia começou a viajar pelo ar até o lado dele... E formou um tipo de clone feito da energia dele... Incrível! Ele tinha feito aquilo apenas em alguns segundos... Mas pra quê o clone?

— Bem... Vincent vem comigo... Kree vai ser treinado por isso num lugar bem especial! – ele disse rindo... Só podia estar de brincadeira com a minha cara! –

— O quê? Acha que eu sou tão fraco pra treinar com um clone!? – eu gritei irritado –

— Calma, calma... Não estou te subestimando... Seus poderes são formidáveis, por isso, eu preciso que treine sua mente... O treinamento vai ser mental e também resultará num físico no final, mas isso eu vou resolver se chegar até o nível final... Vai ser difícil para você que é emotivo! Mas sei que é forte o bastante pra isso!

— Então o meu treinamento é só mental e isso vai resultar num aumento do poder físico? – eu tentei entender –

— Exato! – exclamou Steve, mas eu ainda não compreendia – Apenas siga as instruções dele e boa sorte! Agora eu vou com o Vincent para outro lugar...

Eles se transformou em sua forma Imortal e sumiu com Vincent... Eu fiquei lá com aquele projeto de ceifeiro... Eu fiquei encarando aquilo que nem ao menos parecia falar...

— Muito bem... Espero que esteja pronto... O lugar que vamos não é bonito e o povo que vive nele não é nem um pouco hospitaleiro... Apesar de ser hostil é um ótimo lugar para fortalecer sua mente! – disse ele sorrindo –

— E qual lugar é esse!?

— Você o conhecesse, mas só vai descobrir isso depois que chegar num nível bom... Agora vamos... Sente se na posição de meditação!

— Ok... – eu sentei e fechei os olhos –

— Abra seus olhos... – ele disse serio –

— Ok. – eu abri e estávamos em um lugar que eu jamais tenha visto ou estado... Era horrível e devastado e tinha criaturas escondidas nas sombras, mas eu não podia ver nada além de suas silhuetas – Mas...

— Shh... Agora começa a parte divertida! Olhe nós meus olhos... – foi a ultima coisa que ouvi... Mas o que eu vi nós olhos dele é melhor nem comentar... Como se eu pudesse! –

V. Phillips

Eu olhava Steve me rodear sem parar com as mãos nas costas e um olhar bem serio... Parecia um sargento militar... Mas isso não me fez ter medo! Ele parou na minha frente e olhou nos meus olhos sorrindo...

— Que foi? – eu questionei –

- Em primeiro... Me chame de Capitão Steve... Segundo... Eu vou foder a sua mente! Entendeu?

- Ok Cafetão Steve!

- Tsc. Então quer brincar... Ok! Eu vou te fazer se arrepender...

— Não me arrependo...

— Depois do meu treinamento vai! Eu vou aflorar suas emoções e seus músculos ao extremo!

— Que ironia... Você que não tem sentimento algum vai me ensinar a sentir?

— Pois é né! A vida é uma coisa bem irônica! Agora vamos logo com isso... Eu começarei com os sentimentos mais básicos: Ódio e tristeza! Os outros só depois do treinamento físico...

— Tanto faz! Duvido que consiga! – eu debochei –

- Então apenas olhe nos meus olhos! – ele disse sorrindo... Quando eu olhei vi coisas que nem tenho a possibilidade de conseguir descrever –

[...]

Um ano depois

[...]

L. Crysin

Como todos os dias desde que Vincent se foi eu estava na janela debruçada esperando na mesma hora... Já havia se passado um ano desde que ele se foi, mas nem sinal dele voltar... Eu estava ficando entediada. Eu já havia ensinado a Mishu varias técnicas medicas e aproveitei o poder de gelo dela para aumentar as chances de uma cura bem sucedida, além de ter aprendido a controlar o elemento água e ate o vapor de água! Eu estava lá de manhã esperando como se ele fosse mesmo aparecer, mas tudo parecia tão normal... Um dia calmo e entediante como todos os outros... Eu me lembrava do tempo que ele havia partido.

“- Você vai mesmo com aquele cara? – disse cabisbaixa –

-Sim Lorraine e vou voltar mais forte... Forte para te proteger... Forte para proteger todos e forte para alcançar meu sonho! – disse Vincent decidido –

— Ok... Eu sei que quando você bota algo na cabeça nada o faz mudar de idéia mesmo! – brinquei –

— Não se preocupe! Ele disse que vai durar no máximo um ano!

— Promete!

— Quando ouvir a tempestade gritar eu estarei de verdade!”

De repente um dia tranqüilo começou a escurecer... Mas não ficou cinza. O céu estava roxo! Um roxo vivido... Um roxo bem forte... Um roxo ametista! Começou uma chuva forte e a cada gota que caia pequenos gritos agudos se formavam numa orquestra de agonia! Era assustador aquilo... Até eu entender... Era o Vincent! Eu corri para baixo eu quando estava perto da porta ela se abriu... Vincent estava lá todo encharcado, mas instantaneamente ele se secou e olhou para mim sorrindo.

— Vincent! – gritei –

— Lorraine! Meu amor! Que saudades! Como estou feliz de te ver!

— Eu também! Espera... Você ta feliz?

— Sim... – ele disse rindo –

— O que está acontecendo Senhorita Lorraine? – disse Mishu surgindo atrás de mim –

— Oi! Que feliz que estou de ver você... Blue... Mas estou feliz em ver você! – ele foi abraçá-la –

— O que diabos aconteceu com você Vincent? – exclamou Mishu –

— Apenas estou feliz!

— Sério? – falei um tanto assustada –

— Tão serio quanto eu era antes... – ele brincou... Por incrível que pareça não foi ironicamente – Então venha Blue! – ele tentou abraçá-la novamente –

— Sai pra lá! – disse ela ainda assustada com ele –

— Então foda-se! – esse era o Vincent que eu conhecia! –

— Então cadê o Kree? – eu o questionei –

— Eu não sei... Não o vejo faz um ano... Os nossos treinos foram separados... – ele explicou – Então cadê a Kate?

— Bem ela ta meio quieta ultimamente sabe... Ela mal sai do quarto... Só para comer e fazer necessidades... Ela acha que não serve pra nada aqui... – Expliquei, mas ela não estava errada de pensar que era inútil –

— Vincent Edward Phillips! Eu quero a minha revanche! – gritou Kree entrando pela porta –

Kree estava diferente... Seus músculos eram um pouquinho maiores... Quase nada, seu moicano estava bem maior... Parecia um punk! Seus olhos sempre tão vivos pareciam quase cegos... E sua camisa era uma regata de um tecido estranha meio apertada. Seu jeito também estava diferente ele parecia mais serio e observador... Ele havia mudado totalmente! Mishu o olhou de cima a baixo e corou ao ver que ele virá seu ato... Esses dois viu! Se gostam, mas não são capazes de admitir.

C. Taylor

Lorraine parecia mais poderosa... Será que havia aprendido algo com Mishu? Mishu também parecia ter um ar diferente, mas o que me assustou foi ela olhando de cima abaixo meu corpo todo... Me desejando ou apenas percebendo a mudança... Mais provável a segunda opção... Afinal ela era uma inimiga até um ano atrás! Eu vi que Vincent já havia chegado, mas ele estava estranho... Estava animado! Seria algo da minha cabeça?

— Kree! Que bom que você voltou! – não, não era de minha cabeça... Ele realmente estava estranho! – Não vai me abraçar?

— Acho melhor não! Steve fez treinamento mental com você?

— Um pouco... – ele respondeu –

— Entendo... Ele deve ter feito o inverso do meu treinamento.

— E qual foi? – perguntou Lorraine um tanto aflita –

— O meu de suprimir todas as emoções, mas o dele pelo que vejo foi de... Aflorar as emoções! – conclui –

— Bem pensado Kree! – surgiu Steve atrás de mim –

— Steve! – disse Vincent todo animado –

— Controle-se Vincent... Já faz duas horas que eu fiz o golpe você já deveria ter voltado ao normal... Ou sei lá. – disse Steve –

— Então eu estou certo... – pensei em voz alta – Você é bom para ter conseguido entrar na mente dele, mas eu ainda vou te derrotar!

— Quero almas! Tô com muita fome! – exclamou Vincent –

— Bem... Você aprendeu bastante coisa e também ficou o ano inteiro sem comer uma única alma... Acho merecido! Vamos ver! – exclamou Steve transformando se em sua forma Ceifeira –

De repente um mapa em 3D surgiu no chão... Era um mapa da cidade que Steve mexia como se fosse aqueles negócios de alta tecnologia... Era incrível, mas ainda não entendi para que servia... Apenas via vários pontos pretos na tela...

— Estão vendo esses pontos pretos? Exclamou Steve -

— Sim! – Lorraine, Vincent e eu falamos juntos –

— Bem... São ceifeiros... Escolha a vontade Vincent, mas escolha bem só vamos a um lugar desse mapa e o mais próximo possível!

— Quero esse lugar aqui! – gritou Vincent apontando um dedo para uma casa cercada de ceifeiros... Parecia uma colônia de formigas... Era de dar calafrios! – Podemos? – era um pouco longe, mas Steve concordou -

— Ok... Mas é estranho... Nunca vi tantos ceifeiros assim num só lugar... – Steve pensou em voz alta –

— Vamos quero medir meus poderes! – exclamei –

— Certo! – disseram Lorraine e Mishu –

E fomos todos juntos... Um grupo de cinco renegados versos uns mil ceifeiros famintos e malvados... Ia ser divertido... Apesar da distancia não ser pequena chegamos lá em poucos minutos... Vincent lambia os beiços e Steve olhava pensativo... Lorraine olhava assustada!

— O que foi Lorraine? – questionei –

— Pressinto a presença de alguém lá dentro... Não é um ceifeiro!

— Uma outra pessoa? – perguntou Mishu um tanto aflita –

— Não... Duas!

— Duas garotinhas! – gritou Vincent – Posso ouvir o choro delas... Estão na cozinha!

— Ok. Vincent abra caminho... Eu entro e pego as garotas! – exclamei com um ar de grandeza –

Vincent sorriu e fez que sim com a cabeça... Ele partiu para cima dos ceifeiros e os atacava e os comia... Ele estava faminto! Antes de conseguir entrar eu vi metade dos ceifeiros já mortos... Sai rapidamente com as duas garotinhas de nove anos no colo... Eu lembrei um pouco de mim... Sozinho nessa idade com o peso de ser um homem bem nas minhas costas... Mas eu não me importei com aquelas duas... Tinham uma a outra! Eu andava com as duas nos ombros, mas eu as ignorava... Elas então conversaram com Vincent e Lorraine.

— Então porque estavam sendo atacadas por aqueles ceifeiros? – perguntou Vincent –

— Eu não sei... Eles estavam tentando nós pegar, mas nossos pais usaram os poderes deles pra nós salvar e também para matar um monte deles, mas eram tantos! E surgiam mais a cada golpe dos nossos pais... Eles não conseguiram e morreram na nossa frente! – disse a garota no meu ombro esquerdo com uma voz um tanto tremula e assustada –

— Não precisa chorar garotinha agora está com a gente e não precisa ter medo! – disse Vincent sorrindo –

— Espera aí! Elas vão morar com a gente? – perguntei –

— Sim, estou pensando até em adotá-las... O que acha amor? – ele disse todo animado –

— Ótima idéia! Mas... Nem sabemos os nomes delas... – disse Lorraine olhando para elas –

— Meu nome é Aline... – disse a garota no meu ombro direito... Ela tinha uma voz doce, suave e um tanto baixa, talvez só estivesse com vergonha –

— E o meu é Alexia! – disse a garota do meu ombro esquerdo... Seu jeito de falar tinha mudado agora era uma voz forte e bonita –

— Querem ser nossas filhas? – perguntou Vincent sorrindo –

— Sim! – as duas garotas disseram juntas e pularam dos meus ombros até o colo dele –

Eu limpei a poeira que tinha ficado em mim da casa... Mas Vincent me olhou torto. Talvez tenha pensado que eu senti nojo das garotas ou algo do tipo, mas pela primeira vez não me importei com o que ele pensa de mim! Alias percebendo isso o provoquei!

— Bem sem peso morto posso andar livremente! – disse sorrindo e sumi numa velocidade espantosa, mas antes de partir o ouvi dizendo sobre mim –

— Era só o que faltava! Agora ele virou arrogante e frio!

— Sinto muito... A culpa é minha! – disse Steve colocando a mão sobre o ombro de Vincent –

— Não! Quem fez a escolha de ficar assim foi ele! – ele disse abrindo a porta de casa e fechando usando-a para se encostar –

— Não está satisfeito com nada mesmo né? – eu disse do outro lado da porta –

— E porque eu estaria? – retrucou Vincent -

— Deixei de ser dramático e irritante como tanto desejou! – retruquei de volta – Fiz por você... Fiz para cessar as brigas... Fiz pelo grupo... Fiz porque mim... Queria ser aceito por você!

— Eu preferia você daquele jeito! Se você fosse assim quando nós conhecemos eu teria te matado em segundos! Eu gosto de você como é! Só acho que poderia parar de reclamar... Não precisa parar de sentir... Apenas os controle! – ele disse secamente... Um pouco abafado pela porta –

Eu bati a cabeça na porta e lagrimas ameaçaram cair, mas me segurei!

— Então você sempre gostou de mim?

— Sim... Senão não estaria aqui com você... O único motivo de nossas brigas foi que... Eu queria abrir seus olhos para o que você estava fazendo com você mesmo...

— Então... Eu voltarei! – eu disse com um riso seco e sumi... Quando estava no telhado da casa ao lado, eu o vi abrindo a porta sorrindo, mas quando viu que eu já havia ido desmanchou o sorriso... Eu queria voltar... Mas antes de me virar totalmente ele fechou a porta –

“Não adianta mudar para aceitarem você... Só vão você... Se você for você!”

Notas finais
Esse cap foi meio que só conversinha né? Não se preocupem os dois proximos é praticamente só luta o/ comentem aí GO GO GO!