Immortal Love

15 Twelfth act: The escape


Notas iniciais
Agora vamos ver as verdadeiras habilidades do Kree kkkkkkkkkkkk

C. Taylor

Eu acordei decidido a treinar... Treinar como louco até todos os ossos do meu corpo estarem moídos, até eu não conseguir sentir minhas pernas, meus braços, até eu realmente não poder mover nem um único músculo, pois desta vez não era só pra mim! Dessa vez eu tinha que fazer isso pela Lorraine, pelo Vincent e pelo Sr. Crysin apesar de ter duvidas se ele realmente viria com a gente ou na verdade ter quase certeza que não viria.

Tomei um café pra acordar de vez e comi um pedaço de pão logo chegando na sala de treinamento eu vi que Vincent já estava lá treinando com garra e eu não poderia ficar atrás! Me sentei e comecei a pegar firme nos aparelhos, mas me vi se distanciar dele cada vez mais. Enquanto eu pegava o peso de 750 kg que talvez só tenha conseguido por despertar minha alma de ceifeiro ele já estava no de 1,5 toneladas era muita diferença em apenas dois dias e eu que pensei algum tempo atrás que poderia superá-lo em algo, mas talvez não pudesse nem alcançá-lo. Mais forte, mais rápido, mais inteligente, mais bonito e mais interessante, afinal o que teria para oferecer um mestiço de ceifeiro que nem tem poderes? Ele treinava com a camisa preta regata e uma calça jeans um tanto desgastada e apesar de não ter um abdômen tanquinho e muito menos um corpo sarado o suor demarcava a linha desenhada de seus músculos que eram pequenos na aparência, porem gigantes em sua execução. Ele era realmente algo muito além do meu nível como alguém como eu poderia ser ao menos amigo dele?

Treinando juntos, fazendo as mesmas coisas tentando freneticamente ficar mais forte para fugir dali e viver nossas vidas em paz eu me perguntava só uma coisa... O que vai ser de mim depois que sair? Afinal eles são um casal recente vão querer viver o fogo dessa paixão né!? Não vão querer um castiçal do lado enchendo e não posso voltar pro meu trabalho passei tempo demais aqui e sem contar a Kate... Do jeito que sou agora ele não iria me aceitar apesar de sempre ter sido algum tipo de monstro pra sociedade a qual eu vivi. O marginal, o monstro, o esquisito, o cara daquela banda do demônio, o cara que mora com uma prostituta... Nunca ouvi ninguém me chamar de Kree além daqueles dois. Demoraram um pouco, mas chamaram e depois que acabasse seria cada um pro seu lado né? Talvez fugir não seria a melhor idéia para mim, mas se para eles era então eu iria deixá-los felizes mesmo que eu não fosse porque eles me fazem felizes e é graças a eles que eu estou vivo, ou melhor, me sentindo vivo.

Respiração pesada, fungadas brutas, gemidos de dor, suor, vermelhidão no corpo todo, porém o som que mais se ouvia era o das batidas do coração naquele silêncio que só era quebrado pela batida dos pesos quando acabávamos a sessão daquele aparelho. Mas nada mudava eu ainda estava muito atrás dele e mesmo que treinasse muito mais dura que aquilo não conseguiria nem chegar perto. Apenas dois dias? Não a vida inteira, mais de 400 anos, mais de 1000 almas... Ele sempre esteve muito acima do nível que eu achei que ele tinha, eu só negava para achar um objetivo nem que fosse o mais fútil do mundo, mas era inevitável que no fim das contas eu ficaria perdido, sozinho e sem futuro. Não seria a primeira e nem a ultima vez que isso me acontecia, afinal minha mãe morreu me dando a luz e com apenas uns 7 anos meu pai morreu e eu não me lembrava bem o porque. Desde que perdi os dois eu vivi fugindo, me escondendo e tentando achar algum vestígio de como viver, um objetivo, uma carreira, um sonho, um futuro, mas nada eu encontrei. Filhos? Com quem? Emprego? Sem escola e cheio de buracos e tatuagens impossível encontrar... Família? Perdi toda a que tinha. E amigos? Acabei de encontrar três e perdê-los-ia em breve, então a única coisa que me prendia nesse mundo era tirá-los dali! Estava decidido eu ia ficar e Lorraine, Sr. Crysin e Vincent iriam fugir.

O prazo acabou. As duas semanas tinham se passado e agora era a hora de verificar o quanto foi proveitoso esse treinamento. Sr. Crysin e Lorraine nós levaram até o galpão e Sr. Crysin pediu que eu e o Vincent abríssemos as portas isso mediria mais ou menos a nossa força. Eu já estava exausto e sabia que não conseguiria abrir muito, mas mesmo assim tentei.

L. Crysin

Vi Vincent abrir apenas com uma mão facilmente um dos lados quase que completamente e olhar para mim sorrindo seus braços cansados tremiam um pouco seu rosto sorridente também parecia exausto e principalmente era assustador a quantidade de hematomas e feridas que estava no sue corpo, mas todo esse esforço foi recompensado e toda minha angustia se foi naquele lindo sorriso que ele me deu. Mas o triste era Kree que tentava com as duas mãos abrir a porta, mas não conseguia muito ele parecia nem tentar direito até Vincent olhar para ele e fazer algum tipo de sinal com a cabeça. Ele respondeu o sinal, fechou os olhos e colocou as duas mãos sobre o portão na mesma linha, na mesma altura e do mesmo modo, arrumou suas pernas e começou a empurrar... De repente seus braços aumentavam de tamanho, suas veias saltavam e sua energia era sentida a distancia, além é claro do calor corpóreo dele aumentar tanto que eu poderia sentir sem tocar nele. Ele com certeza abriria o portão, mas a exaustão pelo treinamento tão pesado o deixou em estado lastimável. Vincent agüentou firme, mas ele não tinha a mesma resistência e só abriu uns 30 graus o portão e ajoelhou no chão.

— Muito bem Kree! – eu tentei animá-lo... Foi um tiro no pé –

— Muito bem? Serio!? Diz isso pro Vincent ele abriu a porta com uma mão, eu nem abri a porta nem ele magro como é passa lá, falsidade irrita Lorraine! – nossa essa magoou –

— Ei calma aí! Ela só tava tentando te animar, te ajudar, você não precisa tratá-la assim! O que você esperava? Treinou menos, tem menos força, não ia abrir a porta assim nem que quisesse! – Vincent foi rude, mas estava certo –

— Ah eu sei, mas só não gosto de falsidade!

— Ela não queria ser falsa, queria ser amiga não precisa falar assim com ela!

— Ei garotos não precisam brigar por minha causa ok!? Eu dei mancada... Desculpa Kree.

— Não Lorraine, o Vincent tá certo eu errei contigo! Você só queria me ajudar... Eu que peço desculpas.

— Tudo bem.

— Agora Vincent... Se prepare! Hoje a tarde vai ser decisiva! – eu fiquei com medo do que ele queria dizer com isso, mas era melhor eu ficar quieta sabia que ia descobrir logo –

V. Phillips

Eu vi Lorraine sorrindo junto com a gente mesmo sem entender e até parecendo um pouco assustada. Todo já estava planejado e eu contei para a Lorraine em detalhes o que estávamos em mente. Logo após o almoço eu e Lorraine nos dirigimos até o portão da fazendo e começamos a nós beijar e quase que instantaneamente apareceram dois supervisores: Um de cabelo curto, mãos nos bolsos e uma franja bem no olho direito e o outro era um tanto nervoso sempre com uma veia saltando na sua testa e tinha um cabelo cumprido com rabo de cavalo já chegou dizendo:

— Podem parar senão a gente vai prender vocês e levar pro Rei!

— Era pra gente prender eles já Jonny...

— Tô dando uma chance porque parece um casal gente boa George!

— Idiota! Eles é um traidor e ela agora também é quer que nós matem?

— Tá! Seu dia de azar meu amigo não é muito paciente! – incrivelmente o que não era paciente era o que parecia mais despreocupado... Isso é o que eu chamo de ironia –

— Desculpa bonitinho a gente num tá pretendendo ir! – Lorraine disse rindo –

— O que!?

— Não vão sair em pune dessa garota!

— Se você diz!

Nós corremos até o galpão com eles na nossa cola e apesar de estarmos correndo pro lado contrario da saída eles sabiam que a gente não pretendia ficar ali na fazenda. Eu cheguei e vi Kree sentado nas malas e sorrindo:

— É chegou a hora! Eu fico batendo neles e vocês vão! Sr. Crysin vá dirigir!

— O que você tá falando Kree? – eu fiquei pasmo -

— Ora a família vai e o forever alone fica é óbvio! – ele só podia estar brincando comigo -

— Não garoto você está errado! Eu vou lutar contra esses dois e você vai! Você é o profissionais em fugas e eu em lutas então... Você foge e eu luto! – Sr. Crysin o repreendeu –

— Esse não era o plano!

— Mas foi meu plano desde o inicio... Quando você disse seu plano pra mim eu imaginei que alguém iria ficar de fora e quando vi que você não fez a mala tive certeza de quem era. Garoto eu sou velho, mas não sou burro sei juntar 2 + 2 ok? Eu vi o quanto você foi importante para Vincent vir até aqui, conhecer minha filha, mudar um pouco e principalmente sorrir dessa maneira, além de ser muito importante para minha filha... Ela conheceu Vincent, gostou dele e quando eles brigaram você os ajudou a voltar então você é necessário ao lado desses dois já eu tenho que ficar e lutar eu pertenço a essa fazenda moleque e como um capitão morre com seu navio eu morro com a minha casa! Agora vá antes que eu chute seu traseiro! Sua mala está ali! – nobres palavras dignas deste herói –

C. Taylor

Quando todos estávamos no carro vi Vincent abraçar forte Lorraine que deixava escapar algumas lagrimas do canto de seu olho. Eu me obriguei a não chorar e liguei o carro que eu havia concertado e escondido ali. Após algumas horas de estrada nós estávamos muito próximos a uma cidade perto de Tóquio, mas infelizmente nós vimos que não estávamos sós e que se aproximavam rapidamente os dois supervisores que já tinham passado pelo Sr. Crysin e se dirigiam até nós.

Eles estavam muito perto e Lorraine começou a ficar angustiada:

— Kree como vamos sair dessa!?

— Bem... É a hora de ver do que essa belezinha é capaz! – eu sorri olhando para o Vincent –

Eu peguei e comecei a dirigir com os joelhos e arrumar com os dois braços um aparelho que substituía o banco do passageiro e puxei um tubo e o coloquei na mão de Vincent.

— Que porra é essa!? – ele me perguntou –

— Turbo! Assopra fogo roxo nessa porra! Fiz o cano pra agüentar só espero que funcione! – dito e feito! Ele soprou fogo e o carro até empinou um pouco a velocidade passava do que se podia medir no painel e nós nos aproximávamos da cidade como um foguete.

— Como vamos fazer para dirigir assim no meio da cidade? – Lorraine me perguntou aflita -

— Quem disse que vamos para a cidade? – eu respondi sorridente -

— Como assim? – ela perguntou mais assustada ainda –

— Tem uma pedra lisa bem grande que vai nós servir de rampa para pular naquele prédio ali no inicio da cidade. Eu conheço essa cidade. Aquele prédio é abandonado e cheio de carros velhos que vão servir de disfarce para nós!

— Isso não é loucura?

— E é por isso que vai dar certo!

Por mais incrível que pareça... Deu mesmo certo! Nós pulamos no prédio e eu fiz um drift muito assustador pelo estacionamento espiral e sumi no meio de tantos carros velhos. Porém eles ainda nós seguiam então nós abaixamos no carro para eles não nós verem e ouvi-oseles conversando:

— E agora George?

— Deixe-os somos convocados para uma causa maior! Além disso os Black’s vão cuidar deles bem rapidinho. Ouvi dizer que o líder é o Imortal de Fogo mais poderoso! Além da sincronia deles ser simplesmente perfeita.

— Ok então vamos!

Eu os vi partir e então finalmente teríamos paz... Por hora.

Bem... Lorraine, Vincent vamos para a casa!

“A vida sempre nós trás a escuridão porque é nela que buscamos a luz”

Notas finais
Bem é isso aí fiquem espertos para mais!