Immortal Love
17 Fourteenth Act: Only a puppet
Notas iniciais
C. Taylor
Eu estava ficando cansado de tantas ameaças e grosserias… Eu era mais fraco, mais lento, mais burro, mais tudo de ruim, principalmente mais feio. Mas mesmo assim eu sou uma coisa que ele não é... Emotivo! Eu tenho emoções e as demonstro com freqüência e isso não é a minha fraqueza, pelo contrario, é minha principal arma e o que me diferencia dele. Ele me considerava um amigo, porém ainda tinha muito o que aprender sobre amizades! Ele tinha que ser mais cuidadoso com as palavras e menos insensível com nossas fraquezas. Eu sei que fui um pouco rude, mas me preocupo muito com a Kate, ela é... Ela é... Muito importante pra mim. Ah! Nem consigo dizer pra mim mesmo que a amo. Eu realmente não sou nada... Humm Se Vincent ouvisse isso diria que é drama. Quem é ele pra me dizer isso? Perdi minha mãe por uma doença, perdi meu pai porque ele matou e estou perdendo minha melhor amiga e minha amante secreta... Bem nem tão secreta assim afinal a única pessoa que não sabia dos meus sentimentos por ela... Era ela mesma! Eu perdi muitas pessoas, vários laços cortados e ele? Quem tinha pra perder? Viveu o tempo todo sozinho comendo almas e sendo frio e maldoso com todos a sua volta! Ele era um ser sem coração não tinha laços para serem cortados. Lorraine era grossa, estressada e um tanto paranóica, mas era uma boa pessoa. Sempre bela, sempre sensata e muito poderosa, mas isso ainda não lhe dava o direito de tratar nem eu e muito menos Kate daquele jeito. Era difícil conviver com isso, mas mais difícil ainda era conviver sem isso... Meus novos laços, meus novos amigos, minha nova família. Será que eles me consideravam assim? Será que Sr. Crysin estava certo? Será que realmente eu serei um deles ou sempre serei o mestiço imundo a que todos desprezam?
Depois de meio que me despedir de Vincent antes do banho dele eu fui em direção ao sofá... Todos já estavam lá em cima e eu solitariamente me deitei um pouco nervoso e um pouco abatido, mas principalmente irritado. Me revirei no sofá demasiadas vezes e não sabia o que tinha, mas sentia meu corpo ferver. Medi com um termômetro minha temperatura e assustadoramente beirava os 60 graus. Eu fui tomar um banho para ver se conseguia abaixar aquela temperatura absurda, mas já esperava que fosse em vão afinal isso não era uma febre humana comum talvez fosse meu corpo reagindo à alma de ceifeiro causado pelo stress ou sei lá o que.
O banho durou uma meia hora, mas não adiantou nada. Minhas tatuagens queimavam em brasas e todos os músculos do meu corpo pareciam rasgar... A dor era insuportável! A água estava quase fria e meu corpo soltava fumaça ao ser tocado pela água, mas isso não ajudou em nada apenas me fez sentir mais dor. Eu tentei mirar meu reflexo no espelho do banheiro, mas tudo que vi foi um vidro embaçado e quando passei a mão não consegui ver nada eu estava quase apagando. Me vesti e desci as escadas... Ainda não sei como, mas desci. Minha visão turva, meus ossos doendo, meus músculos em colapso e uma tremenda enxaqueca. Eu ainda reflito se adormeci ou se apenas desmaiei só sei que quando toquei o sofá eu simplesmente apaguei.
Acordei e olhei para o relógio... Só havia deitado por meia hora! Eu devia apenas ter desmaiado e acordado agora o fato é... Meu corpo ainda doía muito! Me sentei e olhei fixamente a janela e pude ver lentamente o sol nascer diante de meus olhos. Eu via no horizonte algo tão belo, mas tão distante, algo tão majestoso, forte e poderoso... O sol ou o Vincent? Era a mesma coisa. Ambos distante só de maneiras diferentes, mas eram iguais.
— Ei Alice! Tá no país das maravilhas é? – despertei de meus pensamentos com essa brincadeira da Kate –
— Não enche! – falei com uma pontada de irritação –
— Nossa! Acordo mal humorado foi? – ela só podia estar me provocando né? –
— E quem disse que eu dormi!? – eu realmente estava ficando muito irritado –
— Então tá, mas não precisava ser grosso. – eu ainda estava irritado e agora estava perdendo a cabeça –
— Tá merecendo! – resmunguei –
— Ah vai dar Kree!
— Não muito obrigado, mas você já faz isso muito bem por nós dois né? Além disso ainda ganha dinheiro! – eu tinha definitivamente perdido a cabeça, mas ela não deixou barato –
— Cala a boca! – ela me deu um tapa na cara e saiu irritada e... Magoada. Ah eu era mesmo um idiota –
Vendo ela partir tentei chamá-la de volta, mas a vergonha me consumia e suprimia minha voz de um modo que saiu apenas um gemido chorado que não foi escutado nem por mim direito.
V. Phillips
Eu acordei lentamente e o sol já estava alto... Aparentemente foi o ultimo a acordar e mesmo assim fiquei um tempo na cama pensando na briga de ontem... Eu tinha sido grosseiro e não muito amigável, mas o que ele sabia sobre mim? E sobre a Lorraine? Ele só sabia dele, ele só falava dele, ele só pensava nele! Ele não sabe do meu passado! Ele não sabe o quanto eu sofri aliais... Nem eu mesmo sei perfeitamente. Não me lembro muito bem. Muitos acontecimentos e problemas me desviaram da minha real missão e eu me perdi em meio às sombras.
Não podia voltar atrás em minhas palavras e pedir desculpas por me defender de ameaças realmente não era meu estilo. Eu levantei e me troquei rapidamente para descer tomar um belo café da manhã... Seja lá o que for. Por sorte Lorraine era uma ótima caçadora e tinha achado um ninho de águia ceifeira... Nossa em pleno território humano era realmente incrível, mas não era tão raro afinal eles confundiam facilmente águias ceifeiras com urubus. Ela me fez uma omelete com dois grandes ovos de águia ceifeira que era cheio de alma ceifeira em seu interior o que tornava aquela omelete a coisa mais deliciosa para mim... Kate comia em silencio na mesa um tanto abatida ou magoada. Mas sua feição mudou ao me ver ela tentou sorrir, mas me soou falso ela logo desmanchou o sorriso. Kree chegou e sentou a mesa mesmo sem pegar nada. Ficamos uns cinco minutos em silêncio até que de repente Kate resolveu quebrá-lo:
— Tenho uma ótima noticia pra dizer! – não que eu me importe, mas estava intrigado com o que ela ia dizer com tanta animação –
— Diz... – apesar desse ato desanimador Kree não a calou –
— Eu vou sair da carreira de prostituta! Vou tentar algo novo ou sei lá... Só sei que vou me aposentar defiti... – ela não conseguiu terminar pois viu Kree largando com raiva uma colher totalmente amassada na mesa e se levantando com fúria e brutalidade.
— Kree! Aonde você vai? Achei que iria gostar da noticia! – ela gritava, mas todos sabíamos o porquê de sua revolta –
— Kree espera aí! Volta aqui, vamos conversar... – agora era a vez de Lorraine gritar em vão – Vincent... Sei que brigaram, mas poderia ir falar com ele, estou com medo que aconteça aquilo novamente.
Ela me falava com um medo no olhar e uma voz tremula, eu não poderia deixá-la sem resposta, mas estava com medo, pois se fosse esse o caso eu talvez poderia acabar o atacando! Eu não poderia fazer isso com meu melhor amigo não é mesmo? Eu tinha que ir atrás dele antes que ele se transformasse e me controlar para não acabar me descontrolando também. Eu corri para segui-lo, mas me surpreendi ao quase perdê-lo de vista... Ele estava bem mais rápido. Eu o segui até ele parar num beco e ele socava o chão com uma força estrondosa... Ele estava numa força maior que a minha. Eu não podia acreditar que estava tão diferente. Não era como antes ele estava bem mais forte! Eu tentei chegar perto e ele sentiu minha presença eu recuei afinal ele estava muito diferente é como se tivesse dois ceifeiros dentro dele...
— Sinto cheiro de medo! – ele me disse –
— Não quero machucar você! – retruquei –
— Não se preocupe não iria mesmo que quisesse! – ele debochou –
— Não me provoque você conhece minha força!
— Sua força? Só vi você usar o que as almas te deram nunca vi você usar sua própria força! – ele realmente estava me irritando, mas eu não queria matar meu amigo –
— O que foi? A verdade doeu?
— Vai doer muito mais em você!
Nós fomos de encontro um ao outro, mas antes que nós lutássemos... Ele caiu de joelhos gritando ou agonizando... Era assustador! Suas tatuagens estavam em brasas, seus músculos duas vezes maiores que o normal e principalmente ele estava com uma energia estrondosa que me fazia ficar imóvel! Eu ouvi uma voz que parecia estar distante ou vir do próprio Kree, uma voz familiar, mas que eu não conseguia lembrar de quem... Ela dizia:
“Não minha criatura não! Essa não é a hora de atacar minha preciosa marionete... Você terá esse prazer em breve... Filhote de Lucker”
Era sombrio ela dizia aos risos enquanto Kree se contorcia até suas tatuagens se “apagarem” e ele desmaiar.
Levando o Kree no colo com o pensamento nos acontecimentos uma chuva começa a cair em mim e nele... Infelizmente ele estava ferido e quente demais para tomar aquela chuva fria que caia e por mais que eu não gostasse nada eu tive que tirar minha blusa e colocar ele mais acomodado no meu colo com a blusa em cima dele e usei um pouco do meu fogo para aquecer ambos. Era uma cena lastimável, mas eu realmente não tinha muito o que fazer.... Faltavam alguns quarteirões até a casa.
Chegando em casa eu era o enunciador das más noticias... Como odiava isso. Cheguei com Kree e as duas estavam aflitas na porta nunca tinha visto Lorraine daquele jeito. Kate parecia preocupada, logo ela que insistia em ignorar Kree era incrível sua preocupação de agora
— O que aconteceu com ele!? – Lorraine chegou gritando –
— O pior é que eu não sei...
— Como assim você não foi atrás dele? – agora era Kate quem estava gritando comigo –
— Sim, mas ainda estou tentando entender...
— Me conta em detalhes... – pediu a Lorraine –
— Ele se descontrolou bem mais que dá ultima vez... Mais forte, mais veloz, mais poderoso mesmo, mas algo ou alguém disse algumas palavras e suprimiu todo esse poder e isso o fez ficar assim. Agora deixe me colocá-lo ali no sofá! – eu expliquei o máximo que pude –
L. Crysin
Eu esbarrei no Kree quando Vincent passou por mim... Minha habilidade de sentir a musculatura e outros tecidos me diziam que havia algo muito errado ali. Eu tinha de examinar Kree imediatamente!
— Da licença eu vou examiná-lo!
— Ok!
Tirei a camisa dele e comecei a passar a mão entre seus músculos... Eu sei que era somente profissional, mas seus músculos eram realmente grandes, bem desenhados e sua pele era quente e aconchegante.
— Vai ficar passando a mão ou vai falar o que ele tem? – Vincent me deu um puxão de orelha, ele estava certo afinal eu o amava aquilo era pura bobagem –
— Desculpe! A musculatura é complexa e densa como a de meu pai... Ah!
V. Phillips
Ela só podia estar de brincadeira! O que ela quis dizer? Que Kree era bombadão como o pai dela!? Que saco eu estou com ciúmes! Bem não posso reclamar ela não sabe do incidente de quando eu conheci a Kate, mas esqueçamos parece que ela encontrou algo.
— O que foi Lorraine?
— Os músculos dele! Estão... Rasgados por dentro quase que completamente. Acho que ele não resistiria a mais um desses ataques!
Era assustador como isso o afetou... Realmente havia dois ceifeiros nele: Ele e quem estava o controlando. Mas se aquele corpo não agüentava ele... Quanto amsi outro ceifeiro. Eu tinha que descobrir quem era esse cara... Me soava tão familiar: “Não minha criatura não! Essa não é a hora de atacar minha preciosa marionete... Você terá esse prazer em breve... Filhote de Lucker”. Era isso! Filhote de Lucker! Só quem o chama assim é... Mishura Iren!
C. Taylor
Eu despertei... Já era de manhã. Nem sabia o que havia acontecido, na verdade nem lembrava como estava no sofá e principalmente... O que a Kate estava fazendo dormindo em cima de mim! Eu assustei só não sabia se era de felicidade ou pelo fato de que ela nunca ter ficado tão perto de mim sem me bater...
Ela estava linda como sempre... Ela estava com meu moletom que ficava nos joelhos dela e uma bermuda bem solta... Eu tentei sair, mas meu joelho tocava suas partes intimas ao fazê-lo e ela gemia levemente ainda dormindo. Tive medo que acordasse brava ou que algo meu despertasse, mas a dor no corpo de todos os acontecimentos de ontem, embora bem embaralhados em minha mente, era muito intensa eu a tirei e coloquei no sofá e me sentei no chão para esperar eu conseguir levantar.
“ Mesmo depois de um ou dois laços cortados, sempre tem um jeito de sofrer de novo pelo mesmo motivo...”
Notas finais
Logo, logo outro cap musical o/
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